Sempre

Foto de Daemon Moanir

A mudança do nada!

Fujo do local onde sempre escrevo,
Porque quero fazer de novo uma vida
Sem piano, sem música, sem fado…
Quero, exaspero para além do que respiro.
Um passado eu beijo de amargo,
Já não o tomo ao meu lado.
Desfaço-me e não me apanho mais
As sobras deixo-as onde irão estar pra sempre
E quem quiser que me refaça bocado a bocado.
Mas esse não mais serei,
Nem me procurarei por tais caminhos
Dentro, fora e sob aquele prado
Aquele céu cintilante,
Aquele som vibrante que d’antes era meu
E agora nem algo me diz.

Para trás ficam só os pequenos versos
Ao tempo persistentes.
Os de tons suaves, tão quentes
Que me davam desejos demais ardentes.
Abraço a mudança que repudiava
Apenas pelo egoísmo de minh’alma,
E para meu bem.

O fogo crepita à minha frente
Quase morto tal como a noite,
Que nem me aquece nem sequer arrefece
Nem o espírito nem a mente,
Alumia somente o que escrevo
De maneira a ouvir tragédia
Em cada palavra que da minha boca sai.
Oh! Quem dera esquecer o passado,
Tal como as árvores esquecem que suas folhas caiem
E as deixam cair outra e outra vez.
Oh! Quem dera cortar o fio
Que me prende com vigor a tempos pra trás de hoje,
Porque tal como este é o último poema da minha vida
É o primeiro de uma outra
Em que pretendo antes de nada rejubilar de prazer.

(Não mais escreverei por louco desabafo,
Nem por eterno amor, escreverei porque é
E não por gosto.
Que não tu! Que não tu! Algo que não tu!
Amarga a raiva que sinto por mim e por ti
Por não me quereres, por nada acontecer…
Algo irá ter de mudar, ao pensar em ti estou de novo
Dominado pelos sentimentos, não mais quero estar assim).

As brasas já pouca luz têm
E finda daqui a pouco
A decisão do meu poema,
Que tem de acabar,
Que carrega em cada sílaba
A dor, prazer e o futuro de uma vida
Que hei-de eu fazer?

Estou no ponto do não retorno
A constante baralhação. Não a suporto!
Não aguento tantos sins, tantos nãos
Tantos talvez e ainda demais porquês.
Deus meu, sinto a minha cabeça explodir
Com aquele som horrendo
Grave, continuo, sombrio
Que destruiu tudo o que alguma vez
Fui de bom
Mas isso é passado
Quero o prazer de uma vida nova!
Não mais quero ser amargo!
Mas sem antes que serei depois?
Sinto o peso do meu Mundo sobre mim!
E a confusão rebenta…

Saio da sala a tremer…
Com o caderno numa mão suja e o lápis noutra pior.
Saio da sala a recordar o último vislumbre
De fogo novo, e enegrecido pelo fumo
Saio da sala com os dedos doridos e cheios de bolhas.
A pensar já na demência e dor…
Saio da sala.

Foto de madim_shakur

futurismo(por Alvaro da horta)

Eia a altura da civilização
num momento desmoronada
por complexos do passado.
Eia a dor dos nossos tempos
Eia a morte de todo o sempre
eia o fim da sociedade.

Dedicado as vitimas do 11 de setembro.pk amor não é so carnal e tb envolve mt solidariedade.

Foto de Paulo Marcelo Braga

HIPOCRISIA NACIONAL


“Enquanto houver burguesia
não vai haver poesia”.
(Cazuza).

Quem não entendeu entenderá
a importância de uma reação
contra toda a hipocrisia que há,
em abundância, nesta nação.
Há uma ciranda indevida,
um fingimento a imperar,
e uma demanda reprimida
de um atendimento popular.

Impera o fisiologismo,
a negociata, a hipocrisia politiqueira,
de quem reitera o cinismo
que desacata a cidadania brasileira.
Há várias legislações , decretos,
além de tantas injustiças deprimentes.
Sectárias facções dos espertos
têm as gargantas omissas, coniventes...
O governo federal não é fiscalizado
e nem fiscaliza como deveria.
O tenesmo de um banal eleitorado
sempre prioriza uma confraria.
Eu não entendia, mas entendi,
a importância de uma reação
contra toda a hipocrisia que vi,
em abundância, nesta nação.

Paulo Marcelo Braga
Belém, 24/12/2007
(04 horas e 05 minutos).
Foto de Paulo Marcelo Braga

REFLEXÕES CIVILIZADAS

"Quando acabar o maluco sou eu...”.
(Raul Seixas).

A tua piscina está cheia de ratos.
Tuas idéias não correspondem aos fatos.
(Cazuza).

“Ratos, entrem nos sapatos
dos cidadãos civilizados...”.
(Ultraje a Rigor).

Há quem confunda civilidade
com covardia e se afoga
no mar da profunda falsidade,
da hipocrisia que advoga...

Para que o bom valor não seja invertido,
é necessário dizer uma verdade
bem na cara de todo e qualquer fingido
e sectário ser “civilizado” covarde..."

"

Tem criatura se consumindo
em uma falsidade sectária
de quem procura ir indeferindo
a veracidade comunitária.

A convivência social democrática
permite opiniões divergentes.
Toda maledicência usual enfática
insiste nas ações repelentes.

É recomendável aguardar
algum momento mais correto
e viável para desmascarar
o fingimento atrás do dialeto.

Convivência civilizada é expor os fatos,
com uma verdade irrefutável,
fazer advertência e descompor boatos
de uma falsidade intolerável.

Alguns “civilizados” sussurram
umas frases ofensivas e covardes.
Esses tais descarados cultuam
as bases nocivas das inverdades.

Quem fala com sinceridade
só merece o afeto de um louvor social,
pois sempre cala a falsidade
que floresce no dialeto difamador oficial.

É muito importante ressaltar:
quem tem a postura verídica
segue adiante, sem se queimar
em nenhuma falcatrua crítica...

Convém desenvolver
a atuante cautela guerreira
para nem esmorecer
diante duma balela boateira...

Uma atuação considerada vitoriosa
contra uma peleja maledicente
é a declamação inspirada, sem prosa,
de quem verseja francamente...

Paulo Marcelo Braga
Belém, 20/12/2007
(09 horas).
Foto de Paulo Marcelo Braga

O DUELO DE JESUS CONTRA OS HIPÓCRITAS

"Tudo o que aqui ele deixou
não passou e vai sempre existir...".
(Roberto Carlos).

Havia, no tempo em que Jesus existiu,
estorvos contra os quais ele duelou.
Os fariseus eram donos do templo vil,
que às criaturas humildes escravizou.
Com as suas aparências enganosas,
de “bons samaritanos”,
eles tinham maledicências perigosas,
adotavam uns planos
cheios de hipocrisias
e sempre ofereciam esmolas à população,
durante certos dias,
em que conduziam cerimoniais de religião.

Nas solenidades vazias,
distribuíam, com ostentação,
oferendas nas liturgias,
onde produziam uma ação
divulgadora de fantasias,
abusavam das afetações
e, com suas faces constritas,
clamavam suas orações,
diante das classes proscritas.
As normas dos hipócritas chefiavam
o estorvo do “partido democrático”
e, de formas despóticas, apedrejavam
o povo tão sofrido quanto estático.
Outro partido, o “sacerdotal”,
era composto pelos conservadores saduceus,
que faziam um fingido cerimonial
e assumiam os postos de “seguidores de Deus”.
Eles eram seres de durezas
secas, comodistas, de crenças
nos seus “poderes” e certezas
tradicionalistas muito intensas.
Esses partidos opositores
tinham uma moral interesseira,
além de fingidos oradores,
promovendo uma total asneira.
Acima deles, só o poderoso
César e seu nimbo encarnado.
Todo esse clima calamitoso
Jesus lutou para ver modificado.
Por isso, o mestre não atacou
as criaturas, mas as doutrinas.
Sem ser omisso, ele duelou
contra as imposturas malinas.
O grande duelo se iniciou nas sinagogas
da Galiléia e teve continuidade
pelo templo de Jerusalém, sob as togas
de uma platéia sem autoridade.
Jesus não atacou seus adversários:
esperou receber ataques irados
e com sua luz, retrucou mandatários
isentos de destaques e respaldos...
Jesus usou como tática
inicial a base de uma mansidão
que produz, na prática
espiritual, a catarse da salvação.
Os adversários não captaram
a mensagem verídica
e, como corsários, zombaram
da imagem pacífica.
Jesus, então, mudou de tática:
Ele passou a atacar
toda aquela hipocrisia enfática
que ousou lhe criticar...
Derrotados, os algozes
de Jesus usaram um deletério plano
e soltaram suas vozes,
acusando-o frente ao império Romano.
As acusações não tinham fundamento.
Mesmo assim, Jesus se viu perseguido,
evadiu-se e só se entregou no momento
em que cumpriu sua missão e foi traído...
A sua jornada fugitiva,
pela Síria e locais pantanosos do Jordão,
foi demorada, educativa,
e trouxe paz aos vitoriosos sem omissão.
Conduz a bela história final
de Jesus à vitória real, sem engodos.
Da cruz, na memória atual,
reluz sua oratória triunfal sobre todos.
É essa a moral duma história imperecível,
impressa, afinal, na memória inesquecível:
Jesus ousou desafiar todo poder fugaz
e nos ensinou a lutar para obter a paz...

Paulo Marcelo Braga
Belém, 20/10/2007
(02 horas e 07 minutos).
Foto de Poeta Desastrado

DEFINIÇÕES

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta
um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

Foto de Poeta Desastrado

olhar

Acho que nunca te disse o que sinto por ti.
Não consigo.
As palavras parecem-me sempre fechadas; objectivas; finitas; comuns; vulgares.
E não é nada disso o que sinto por ti.
Assim, quando me olhas nos olhos, rendo-me lentamente…. e deixo-te entrar.
Deixo-te vaguear dentro de mim. Deixo-te deambular por cada canto dos meus sentimentos.
Deixo-te ouvir, numa linguagem que só nós entendemos, todos os meus medos, as minhas angústias, as minhas dúvidas, os meus desejos e as minhas paixões.
Deixo-te ler cada grito do desejo desmedido que sinto por ti.
E, quando abandonas o meu olhar, a tua expressão de felicidade entrega-te. Nesse instante, sinto que percebes que jamais poderei dizer o que sinto por ti.
Porque não é dizível. Porque não existem palavras que o exprimam. Apenas um olhar.
Já reparaste como olho para ti?

Foto de lancelot30

Alvo

Pálpebras sobre abertas, deslizado em uma crosta face, demasiado fraguimentos de amor.
Tortuosos estão as palavras contidas em um mórbido coração
O teste é superior que qualquer outra coisa pendurada em meus pensamentos
A espera é contemplada com sorrisos, declamações de gratidão, superficial é a vontade momentânea, não a vontade constante que invade todo um corpo, todo um monumento de flagelos e repentinos danos causados em nós mesmos.
O amor é universal, mas o saber tocar no fundo e transcorrer toda uma força estranha e bela ao mesmo tempo é estar vivo, o poder sentir é um arco-íris declarado naquele instante, forjar a vida é querer se destruir com suas próprias palavras, com suas próprias ações, e se te quereres tanto é ser alto destrutivo, pinto em meu peito um alvo, me distancio do mundo e sobrevôo minha própria inexistência, se amar é algo tão iníquo tão imprevisível, coloco-me a disposição da oposição, aqueles que sempre virão minha sede de amar, e deixo-me de alvo enquanto você estiver viva.....

Foto de lancelot30

Crescer

crescer!

será que crescer é realmente o que queríamos?
porque é tão difícil aceitar os desgastes da vida por termos crescido?
Acho que se soubéssemos como seria a nossa vida no futuro certamente buscaríamos uma forma de não crescer.
você passa tanto tempo pensando em soluções para uma vida melhor, passa tanto tempo se preocupando com coisas que não fazem bem nem a mente e muito menos ao corpo.
buscar algo impossível é o que sempre procuramos ou tentamos encontrar de outras formas, o ser humano é complicado demais, faz coisas inesperadas, usam a inteligência para outros fins, agridem as pessoas e a natureza, vigiam as suas próprias vidas de uma forma terrível e infiel a si mesma.
será que o mundo viverá sempre deste jeito?
será que o homem jamais olhara para si mesmo, e vera que o pior de todas as raças viva somos nós?
ja se passaram milhares de anos e nada mudou, pode ser que isso jamais mude, ou quem sabe mude um dia, o dia em que o homem acabar com sua própria raça e fará o que deveria ter feito a muito tempo, extermínio da raça humana, assim ele poderia fazer tudo novamente e não dar chance para que a imperfeição existisse.

Foto de lancelot30

Confronto

Meu coração tenta voar
Porem se perde no meio do caminho como sempre
Suas asas são frágeis, mas nunca desiste.
O árduo sentimento de querer é constante
E fazer este momento mágico se tornou impossível

Um coração transbordando de vontade de amar
Amar um outro alguém que faça minhas asas mais reais
Solitário fiquei a esperar por você
E sofrendo constantemente chorei no final do dia

Solidão é tão ruim
Viver sem motivos é um confronto com minha esperança
Voltar ao recomeço é uma guerra interminável
Pois só eu sei o que é viver acorrentado ao um mundo de sonhos
Não corro atrás de poesias escrita por mim,
Não vivo em mundos que eu sonhara um dia
Tento construir um caminho, e trilhar um rumo certo
Apenas tento ser o homem que um dia me deu vontade de viver.

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