Ainda te amo e tu sabes
Sabes que sofro por tua partida
Nem ao menos me disseste adeus
Deixaste aberta em meu peito a ferida
Se meu coração pudesse falar neste instante
Diria que a dor dentro dele é constante
Diria que falta a outra metade,metade de um coração que levaste embora
O que me resta fazer?
Esquecer que te amo?
Esquecer que és a razão do meu viver?
Não posso
Não posso calar os gritos de um coração partido
Vivo com a metade
Incompleto coração que teima em bater sozinho
Percebo então que só me resta dizer adeus
Adeus á todos os meus sonhos
Adeus á você
Porque metade de mim é a solidão
E a outra metade também
Enviado por Ana Botelho em Qua, 23/12/2009 - 22:25
Que não só nesta noite única,
Mas também, durante o ano inteiro
Todos tenhamos a suave presença
Do Anjo lindo e cristalino do Natal
Assim, o nosso deserto mais árido
Reverdecerá, a cada manhãzinha,
E o afago tranquilo do amor,
Cantará a sua eterna canção matinal
Aí, pediremos ao Anjo, toda vez
Que passar pela Terra, que nos abrace
E nos balsamize com a sua essência salutar
Alegrando os corações por igual
E que a solidão quando chegar,
Não seja importante, nem dure,
Porque Ele em nós sempre estará
Construindo um gesto universal,
Pautado na grande delicadeza,
Do vento, aliviador das agonias,
Que cochicha por entre as árvores
Toda a sua musicalidade habitual.
Seja em quaisquer momentos,
Desde o seco farfalhar das folhas,
Até o pesado murmurar das ondas,
Vencedoras dos recifes em coral,
A fim de que os pesos não arrebentem
Os nossos frágeis e doridos ombros,
Receberemos tão somente os ingredientes
Para temperar, na medida do nosso sal,
Durante os atos rotineiros que praticarmos
Porque eles serão o nosso eterno cartão
Para nos apresentar em qualquer situação
Terão o registro das nossas marcas individuais,
Pois arrastamos o que somos, e seremos,
O acúmulo de tudo o que pensarmos,
Fizermos e desejarmos ao outro, regatos
Perenes, em seus grandiosos mananciais
Que renascem e crescem a cada estímulo,
Onde todo o universo se completa
Entre vidas e sobrevidas intermináveis
Dos nossos preciosos projetos imortais.
Deixando pegadas na areia,
Assim quero caminhar,
Em passos leves e suaves,
Com nada a se preocupar.
Caminhando sobre a areia fina,
Pisando em delicados grãos,
Sentindo que abraçam meus pés,
Caminho delicadamente,
Quero caminhar em passos solitários,
Refletindo sobre a vida,
Como quem flutua com a brisa,
Caminhando na areia a passos leves
Olho para trás,
Vejo meus passos solitários,
Que deixei na fina areia,
Cujos grãos meus pés moldaram,
Ao olhar, se engana quem pensar,
Que meus solitários passos,
São sinônimos de abandono ou solidão,
Pois estou bem acompanhada, nesta minha caminhada
Acompanha-me em pensamento,
A cada passo, a cada movimento,
“Meu amor”, que por capricho do destino,
Não pode na mesma areia, suas pegadas deixar,
Impedido, de junto a mim caminhar,
Na fina e delicada areia,
Não pode o “Meu Anjo”,
Seus passos junto aos meus moldar!
"Poesía es lo imposible
hecho posible. Arpa
que tiene en vez de cuerdas
corazones y llamas.(...)
(...)Poesía es la vida
que cruzamos con ansia
esperando al que lleva
sin rumbo nuestra barca."
_Frederico Garcia Lorca_
"Prólogo_Poemas Soltos_1918"
By Metrílica ;-*_para Aníbal Minotaur_dezembro de 2009.
Vivia no meu conto imaginário, de aventura e solidão,
Sonhava com aquela história de criança, onde reina o perdão,
Se vive de ternura, cumplicidade e compreensão...
E se aprende a dizer sim em vez de não.
Depois acordei, deparei-me com a realidade,
Deixei de sonhar e desejar,
Pois quando conheci a triste verdade,
Parei de acreditar...
Percorri o meu caminho, desapontada talvez,
Mas a sombra do meu sonho, me alertava...
Após aventuras e desventuras, decidi parar de vez...
Parar de procurar, de querer, de sofrer ao sonhar com quem não me amava...
Até que no meio da multidão te vi..
Nada desejei, nada procurei... Tudo temi..
Teu sorriso, teu calor, teu coração,
Ofereceram-me protecção, encheram-me de emoção...
Agora a teu lado, vivo o meu sonho de criança,
Encontrei a ternura, o amor e o perdão.
Aprendi a partilha, a cumplicidade e a esperança...
Agradeço-te por teres feito de mim. alguém que recuperou o seu coração...
O tempo vem e vai
leva os dias e tudo mais
vão-se incertezas, conceitos
virtudes e defeitos
nada pode detê-lo;
Tempo que passa
tudo arrasta
só não leva meus sonhos
pode até desfazê-los
mas quando outro tempo vier
vou construir outros como quiser;
Não vivi muito ainda
mas muito o tempo levou
daquela feliz criança
quase nada restou;
Muito tempo há de passar
tempo que levará a mocidade
trazendo a velhice,
roubando a força
trazendo o cansaço,
terá tempos de amor e de ódio
tempos de tristeza e solidão
mas nesse mesmo tempo há paz e emoção;
eu tenho meu tempo
enquanto ele me tiver.
Enquanto ergue-se em mim
Um monólito de bem-querência á solidão,
Lá fora a rua é quase calmaria
Pois o rádio ---- ainda que
Ligado ---
Ajuda a compor o quadro
Do augusto mutismo altruísta, sereno,
Sábia atmosfera de reflexão recrudescendo.
Após tantas e tantas esperas
Pela ignescente e fulgurosa
Aurora boreal, sem
Que houvesse uma sequer
Negativa ou positiva resposta,
Apaguei a chama da esperança:
Cerrei-lhe a porta!
Preferi o porto seguro do vácuo
A prosseguir contumaz
Em minhas andanças
De exitoso náufrago.
Porém a voz da minha consciência
Diz que é cedo demais
Para eu relaxar,
Me deixar entregar ao embalo
Dos hartos e meigos braços
Do réquiem do apaziguamento
No mar da expansão engolfado.
A bem da verdade,
Ela me alerta:
Diz a mim que o náufrago
Não se dirigiu ás estâncias
Do reino do Morfeu perpétuo.
Não,
Ela me diz que ele escapou
Das garras do limbo da letargia eterna
No momento em que minha visão-caminho
Singrou o caminho da jóia
Divagativamente
Ametista-Névoa
Que no meu jardim aflorou áquela hora.
Sim, um copo-de-leite roxo
Libertou-me, de novo,
Do cárcere da benfazeja embriaguez voluntária.
Sim, um copo-de-leite roxo foi o suficiente
Para revelar que o crepúsculo
Definitivo da chama, na verdade,
Era o ouropel da morte:
O coma, o coma!
Ah, mais que dolente engodo:
Agora é que descubro
Que meu monólito de bem-querência á solidão
É um dantesco absurdo!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
http://www.myspace.com/nirvanapoetico
• http://twitter.com/jessebarbosa27
Por que não está do meu lado?
Assim meu jardim fica vazio
Preciso do perfume de suas rosas
Para acariciar meu coração
Tenho atravessado pontes vazias
Tentando alcançar seu brilho
Do outro lado do bosque
Mas não consigo despir seu corpo
No espelho da vida que está escondida
Entre seus seios que embelezam meu quarto
Mesmo assim continuo procurando
Sua seiva entre as paredes pintadas
Do jardim que encolhe as flores partidas
Que vejo da sacada da janela
Sem as lágrimas que escorrem
Da solidão
Na estrada
Cercada de árvores
Que no fundo
Poderiam me trazer você