Solidão

Foto de syssy

QUANDO ACABOU O AMOR

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Perdi um pouco do quase nada em ti,
Dessas lágrimas choradas, foi o rio que
Nas margens parou.
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Não houve espaço entre nós, no silêncio
Que criaste, sabíamos que fadado estava
Nossas forças, para continuar essa batalha
De egos feridos, de gestos sentidos, uma
Nuance de amor e ódio.
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No tempo definido em feridas abertas,
A gente foi curando o fracasso de um
Amor fatídico em solidão, você com suas
Crises, eu com minha indiferença sem razão.
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E nossas lágrimas agora são para
Fecha as portas abertas entre o amor
Passado e o ódio pela incapacidade de
Não amar.
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E foram sonhos,
desejos,
os beijos esquecidos...
Os carinhos que hoje como espinhos nos ferem,
Desse falar emudecido está meu grito, onde
Teu grito já calou em mim.
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Quando acaba o amor cessa a dor que o
Outro amor deixou...
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Foto de Sirlei Passolongo

Teu vicio e religião

Sou a lágrima da tua saudade
A febre que jamais te abandona
E a de te consumir...

Sou o delírio da tua solidão
O álcool do teu elixir.

O fio que separa teu sonho doce
Da insana razão.
Sou teu vicio e religião.

(Sirlei L. Passolongo)

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Foto de Raúl Gabriel

Minha bela flor

Doce é o teu sorriso nesses teus lábios
Feliz era eu se eu podese beijar os
É verdade eu estou apaixonado por ti
Feliz é aquele que consegio conquistar o teu coração
Infeliz so eu que vivo agora em solidão
É verdade eu estou entalado em ti

Minha bela flor
Como é que consegues
Por me a poetar frases de amor
Ilustraste a minha vida de novo com cor
Ou é tudo mentira?
Minha bela flor
Porqué que ainda negas
Feliz era eu se fosses meu amor
Feliz era eu sem ter que viver com esta dor
Minha bela flor
Minha bela flor
Eu estou a implorar-te

Rico ficava eu se tu fosses finalmente minha
E quem é que não ficava contente com aquela doce sinhá
É verdade eu estou apaixonado por ti
Eu tenho ciúmes de aquele que te pode tocar e beijar-te
Mas uma coisa que tu não me podes impedir é amar-te
È verdade eu estou entalado em ti

Minha bela flor
Minha bela flor
Eu estou a implorar-te

Foto de Lu Lena

GRITO NO SILÊNCIO

Falar o que pensar
sem me preocupar
falar verdades
trancadas n'alma
gritar
gritar
gritar
sentir o alivio
a Paz a calma
falar o que
me machuca
sentimentos
dilacerados
nessa fuga
vontade
de sair
correndo
Ir contra todos
Ir contra o vento
Não quero
rimar mais nada
Meu Deus!
cai numa cilada
só quero
é ser feliz
Aonde está
a resposta?
Por quê
ninguém me diz?
fazendo poesias
para dizer
o que alma
sente
passado
e
futuro
perdidos
no presente
uma solidão
que dói e que
machuca o coração
preciso urgente
da resposta que
preencha esse vazio
antes que eu entre
em ebulição
Se alguém...
tiver a resposta
Diga-me então
Estou me fechando
em ostra nessa
amarga solidão
Insanamente
eu grito:
- Socorro!
Alguém me dê a mão

Foto de Andre Luiz M Brum

Solitária

SOLITÁRIA

Nas roscas da luxúria geme a virgem
Lasciva se abandona à vertigem
Impudente, tremeluz à luz da vela;

Sua forma revelada entre as cobertas,
As pernas arqueadas, entreabertas,
Estertora entre soluços a donzela.

Tola, se entregou a tal amante
Hirta e resoluta, jaz arfante,
Num doudo e ensandecido gozo;

Um rubro refulgir cobriu-lhe a face
No lânguido torpor do desenlace,
Sob o manto da penumbra foge o esposo.

Feéricas visões no teto dançam,
Luzes mornas no leito solitário lançam
Soturnas sombras, enleadas de langor;

Ele célere voltou p’ra outros braços,
Tredo, se aninhou noutro regaço,
E deletério, se entregou a outro amor.

Efêmera, translúcida alma,
Só agora te sobreveio a calma,
Só agora a solidão te basta;

Só agora aplacou seus medos
Só agora repousou seus dedos
Qu`agora brincam na cabeleira vasta.

Mas súbito a noite cai feito mortalha,
Nas árvores um vento lúgubre, farfalha,
Espalhando folhas secas pelo chão;

A ausência do amado tange o leito,
A ausência de amor lhe cinge o peito,
Qual adaga lhe trespassa e fere então. . .

Preada aos grilhões do sofrimento,
na falta do amado ,um tal tormento,
Que até mesmo dessa vida el`abriu mão;

Tens por sarcófago o corpo frio, por cripta o leito,
E por túmulo vazio, tens no peito,
uma lápide em lugar do coração.

Alva, transparente pousas nua,
Pálida, nitente à luz da lua,
Seu nítido contorno me seduz,

Debalde luta co`a tristeza, jaz cativa,
encerrada em seu sepulcro, morta- viva
qual vampira, refugia-se da luz.

Mas não! . . . basta! . . . um chamado,
Da vida, nas vertentes, ouço um brado,
Ë o sol qu`inda te clama, estais VIIIIIVAAA!!!

E te vejo ressurgir com passos tortos
Como Lázaro, rediviva, vens dos mortos,
Do étereo despertada, vens altiva.

Vem p`ra vida que é certo. . . Ah quem me dera!
Que um novo amor aqui `inda te espera,
Ademais, também, ainda sois tão bela.

Enterra os mortos e o passado lega à lama,
E sai desse torpor, formosa dama,
E vai viver a vida minha donzela.

BRUNO

Foto de Glórinha Gaivota

Poesia de Outono

Solidão de Ti

Noite sem luar.
Sobre a luz dos faróis,
perdidos em pensamentos,
vago por esses dias
em que perdi meu destino.

Tudo é ermo.
A escuridão silenciosa,
não me da nem um sinal de ti.

Dias e dias que sigo a desvario.
Vida que me foge entre meus dedos.
Destino incerto, nada espera

Só o fim.
Já nada resta,
Nada
sou.

19/04/2008

Foto de Daemon Moanir

Mensagens - II

Tenho o som de cada pinga que caiu naquele dia
Gravado na memória,
Todos diferentes, todos sós,
Cada um na sua vez
Batem ainda na minha face virada para Deus
Escorrem, encobrem o medo e eu cubro-me com ele
Porque quero estar sozinho, abrigado com meu bafo,
Pelo meu amor-próprio e pela solidão.
Que sou sem ti Beatriz?

Tenho medo agora que vivo
De perder vida, de te perder
E de me voltar.
Não me quero voltar, estou a sofrer,
A deixar de querer ficar acordado e escrever
Que me deixa miserável e triste.
Mas quando acabo, ó meu Deus como é bom
Sentir que fui feito para rabiscar sentidos meus.

Tapo-me bem, porque o frio vai voltar
Eu já o sinto em cada osso,
Cada um na sua vez de tremer gélido por calor
Gemer de dor de alma, gemer alto, gemer.
Em sobressalto amar e sofrer, sentir-te tão longe e gemer.
Não quero mais isto,
Este horror a passar por mim
Este ser criador de linhas escritas e não ser feliz
O ser feliz e não ser poeta,
O prazer ao sofrer
E não escrever, mas ser ditoso
Sofrer para ser? Esquecer-me e não ser, mas feliz…

O belo, o belo és tu Beatriz.
O mais belo de sempre que existe
Ou para lá da vida, és tu o mais belo.
Quero o teu cheiro e sabor para sempre,
Amor, quero-te a ti.

Foto de Daemon Moanir

Mensagens

Há algo que me importuna,
Estou louco a pensar,
Mas não sei o que será,
Que me põe louco e a pensar
E acaba por me consumir,

É esta confusão horrível,
O deixar-me levar pelo nada,
E não a ver, nem nos braços a ter.
Vai me importunando,
Deixando-me louco aos poucos.

Não aguento,
Tenho medo sozinho,
Não da solidão,
Mas de sobreviver à vida sem ela.

Vida sem ti não é vida,
Tenho medo de te perder.

Diz-me que ficarás
Num local onde sempre te encontre,
Longe de outros e perto, junto a mim.
Diz-me que ficarás
Com os vestidos alegres,
E o sorriso na bela cara,
Com o desejo a pulsar no corpo
A arder em paixão e amor.
Diz-me que ficarás minha,
Minha para o resto da vida.
Diz-te minha e eu serei o mais louco,
O que te busca sem descansar,
O que não dorme só para te ver um mais um pouco
O que te ama e está sempre a falar
Da beleza que pende e me desfaz
Em amor grandioso
E na palavra que te perfaz.

Foto de BIENVENUTI

SAUDADES

O QUE É SAUDADE?
MUITO TEM SE TRADUZIDO...
MAS QUER SABER A VERDADE?
DIFICIL... SEM NUNCA TIVERES SENTIDO...

SAUDADE, É ALGO ENSURDECEDOR,
MESMO NO SILÊNCIO, E NA SOLIDÃO.
PODE-SE SENTIR UMA GRANDE DOR,
NO ARDER DE UMA GRANDE PAIXÃO...

DE SAUDADE, AFIRMAM QUE NÃO SE MORRE,
ISSO PODE SER REFERENDADO..
POIS QUEM DE SAUDADE ESTA ACOMETIDO,
JÁ NÃO VIVE, POIS É MOVIDO PELAS LEMBRANÇAS DO PASSADO...

Foto de syssy

Um Grito em Mim

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Aqui onde é ermo o caminho,
Onde ando em espinhos e
Vejo a noite acabar.

Aqui onde vaguei a Solidão
No meu desejo de absorver teu beijo,
Bate descompassado um coração.
Que só que te amar.

Aqui onde tudo é saudade,
O ponteiro enlouqueceu e
Para longe te levou, ouço apenas meu grito
Que nesse infinito se perdeu.

Aqui onde ouço o grito é frio,
E como folha seca o ar me leva
E nas relvas de brumas postas vai
Chorando do sempre, sempre teu.

E vou chorar

E vou gritar

E vou aquecer meu coração.

Meu amor não enxugará as
Lágrimas que caírem, também
Não acalentará meu coração e
Também não calará meu grito e
Dessa vez insisto como é cruel soltar
Meu grito em vão.

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