Terra

Foto de dianacardoso

Um dia negro

Um dia diferente apareceu sem explicação na ilha de Amalar onde se falava numa assombração.
Numa noite escura e maliciosa, sem estrelas a brilhar, um buraco negro no céu ocorreu.
Alertando as pessoas com um barulho de terror, levantando-se rapidamente do seu sítio aconchegado, Miguel, um menino com 13 anos foi ver o que se passava.
Chamou apressadamente polícias e bombeiros para lhes comunicar o que tinha avistado no céu nocturno daquela noite em que nem se quer a lua se via, mas ninguém atendeu.
Com medo e receio, Miguel, receou que algo muito mal estivesse para acontecer.
Foi então que as sombras das nuvens da meia-noite a coincidirem com a esperada lua, bateram na terra e no jardim que lá existia, o maior jardim do planeta terra, formaram uma imagem.
Tentou percebe-la mas não a percebia, era confusa.
Passado alguns minutos, forma uma imagem parecendo-se com uma seta apontando para o norte.
E decidiu segui-la.
Foi directa a uma gruta, perto da praia.
Entrou lá para dentro, encontrando uma pequena cascata, atravessou-a e encontrou uma sala cheia de ouro e coisas brilhantes.
Sorriu, mas por trás dele apareceu uma velha, vestida de preto muito rugosa.
Disse-lhe para não se assustar, era a guardiã daquele ouro, conseguido com muito esforço e dedicação.
Disse-lhe também que o seu tempo estava a acabar, e como não aparecia muito na ilha disse que era a assombração que as pessoas comentavam aterrorizada.
Ele só tremia.
A velhota pediu ao rapaz que fica-se no seu lugar, e que fizesse permanecer aquele segredo por os anos que conseguir, que depois de cumprir o que lhe pediu ele seria recompensado pelo esforço, tal como ela iria ser quando chega-se ao seu destino.
Ele disse que sim. Que jurava não contar a ninguém, e guarda-lo como se fosse a sua própria vida que ali estivesse.
A mulher desapareceu rapidamente após a resposta do rapaz.
Ele foi directo para casa, e á maneira que ia caminhando o buraco negro ia desaparecendo, ate acabar por completo.
Ao entrar em casa, olhou pela janela, e já se viam as estrelas, mas entre elas uma que se distinguia mais que as outras.
Chegou o dia e acordou deitado, pensando que não tinha passado de um sonho e correu para a gruta, ajoelhando-se perante o ouro puro e maciço.
Mergulhou nele e gritou:
_ Agora e para sempre, que este ouro brilhe constantemente, que os pobres possam ter melhor vida, e que os ricos os respeitem, que de mais anos de vida aos doentes e velhotes de todo o mundo! Mas que esteja sempre protegido e que fassa proteger os outros, as pessoas boas com bom coração e que quebre o coração das pessoas mas! Que torne este meu mundo melhor!

Foto de SuzannaPetriMartins

Que eu Nunca me Esqueça......

De agradecer por todos os meus dias sobre a terra;
De bem dizer o nome do Criador e de todas as maravilhas que, existem que sou filha dele e que seu eu precisar de qualquer coisa, é só pedir...
A vida é uma dádiva.
Tenho anjos da guarda para as minhas horas de tristeza e também de alegrias e nem preciso chamar por eles, pois eles me cercam e me protegem noite e dia.
Que os dias de sol foram feitos com todo carinho especialmente para mime que os dias nublados e de chuvas também, para que eu pudesse perceber a diferença. E que há equilíbrio em tudo, portanto, sempre que acontecer uma coisa ruim, posso esperar um a coisa boa, porque com certeza ela vai acontecer. Só porque não estou enxergando o arco-íris naquele momento, não significa que ele não exista.
De nunca perder a fé e a esperança, principalmente na humanidade, pois sempre haverá uma multidão de pessoas que se eu precisar, com certeza me estenderá a mão.
Que esse mundo é uma escola, e devo ser uma excelente aluna para que não tenha que ficar repetindo sempre as mesmas lições....

Foto de Joaninhavoa

NO MAR ALTO.

*
NO MAR ALTO.
*

No mar alto louca no horizonte
P`la beleza infinda
Perdida! Perco-me ainda
Entre as linhas cujo limite
não vejo nem sinto nem deduzo
Mas conduzo no mar alto!

Virgem de todas as Marias
na Terra
E mais das que do nome nada têm
Rogai por nós
Rainhas! Mulheres
Meninas.

Vós sois as flores mais lindas! Belíssimas
dos jardins encantados
Abertas! Imensuráveis fendas
túlipas d`riachos
Conduzidas na cidade seguimos
os rastros
da luz do horizonte! Lá do mar alto

Joaninhavoa
(helenafarias)
12/07/2009

Foto de Sirlei Passolongo

Decidi

Decidi
quebrar alguns conceitos
que nem eram
tão meus...

Decidi
não esperar um abraço
abraçar primeiro...
Não esperar um carinho
ser mais carinhosa,
me desarmar dos medos
geralmente são tolos
ou no máximo
bobinhos...

Decidi
Usar as roupas que gosto
mesmo que não estejam na moda...
Elas são minhas e vestem,
de certo modo, minha alma
por que a faz sorrir.

Decidi amar sem medo...
se tiver que sofrer
terá valido apena,
dizem que um segundo de amor
pode valer a dor da eternidade
de uma saudade.
Não custa experimentar...

Mas o que decidi pra valer
é viver o hoje, o agora.
Olhar o sol, a lua,
sentir o cheiro da chuva
quando derrama
as primeiras gotas
na terra seca... Bater palmas
pra natureza...
Decidi revirar minhas gavetas,
as da alma.

Decidi que ninguém é mais importante
do que eu, porque só pode amar
alguém aquele que se ama.
e a partir de agora,
posso me dedicar a amar você.

(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Joaninhavoa

É O AMOR! É O AMOR

*
É O AMOR! É O AMOR
*

Percebeu?
Fui na onda mais forte... aquela
que me tomou... não sei porquê...

Mas também me pareceu não ser
o mais importante "perceber"...
Mas aquela onda teve a coragem
de me abordar...
Teve a coragem de me tomar...
e de me tocar...
Teve a coragem de me abraçar
e de me acariciar...
E as outras ficaram só a pensar
e a repensar...
E a pensar morreram
sem brincar...
À nora do amor! Ondas filósofas

Não! Não critiquem
Não têm esse direito! Filósofas
Óh múmias paralíticas
Acordai!

O que será que será que não aquece
nem terra nem ar...
E só pensa em balançar?!

Vós sois lagos e lagoas
Não mares desbravantes
Vós não sois caminhantes
Não lutais! Lembrai
Sois múmias! Paralíticas

O que será que será que não aquece
nem terra nem ar...
E só pensa em balançar!?

Joaninhavoa
(helenafarias)
07/07/2009

Foto de LuizFalcao

"Fica em Paz"

De Luiz Antônio de Lemos Falcão

Ao recolher-me, ainda forte o vazio,
Herança da ausência tua!...
Deitado, as memórias não me permitem um repouso.
E como dói essa presença que tais memórias me trazem!...Esse vazio tão cheio de saudades!...
E nos teus lugares preferidos, e em cada canto da casa, sinto-te ainda tão presente!...
Vejo passares de um cômodo ao outro nos teus afazeres diários e rotineiros,
E o cansaço que nos últimos dias, te afligia o corpo enfermo.
Vejo no rosto estampada a tua tristeza e no olhar as tuas alegrias que são os teus amores, os teus rebentos.
O Olhar teu, desvendando os segredos dos olhares nossos, decifrando-nos os sentimentos.
Das mãos tuas, o calor intenso do amor que nos aquece o coração.
Sobre as nossas cabeças, as mesmas mãos nos ungem de bênçãos,
E com orações protege-nos o teu amor, movendo o céu, o dedo de Deus ao nosso favor.
Longe, em nossa infância, vão buscar-te mais lembranças trazendo-te pelas mãos.
Novamente aos nossos ouvidos a doce voz do passado que embala o sono,
Ao mesmo tempo em que corrige os nossos erros com severas advertências.
Sinto no rosto, os peitos que naqueles dias mataram a minha fome,
Teu cheiro me faz descansar seguro.

Memórias!...
Levam-me de um lado para o outro e em segundos, tantas lembranças!
De tantos sorrisos, de muitas lágrimas, de esperanças e de força, muita força...
Quanta força em tão frágil ser!...Quanto ser em tão frágil corpo!...
O corpo... Cárcere, sofrido, doido!...Cansado de viver!...
Exausta, minha alma não descansa, e novamente vêem as lembranças.
Tão tristes... doídas...recentes! Novamente me põem diante da pedra fria.
Pedra... Aonde o teu cárcere envolto em mortalha, me fez chorar.
No desatar das amarras, descobria o corpo nú, ao qual novamente cobri com teus melhores vestidos.
Debrucei-me sobre o peito, ainda quente, do corpo pálido e inerte.
O coração em silêncio não fazia mais fluir em tuas veias a minha vida rubra.
Enquanto te olhavam os olhos meus, meu coração perguntava por ti:
Onde estavas minha vida? Para onde foras minha querida?
Onde estava o consolo de tua presença vívida?
Confuso, incrédulo da ausência tua, desesperava-me a saudade.
Saudade!... Salgada, molhada, brotada da lamina dos olhos, dói no peito, rasga a alma!
Quanta saudade se pode sentir, sem sufocar, sem morrer?
Quando enfim, com voz embargada e tremulante pronunciei a palavra adeus, ouvi em meu íntimo tua voz de criança dizendo-me:

“Não sofras...Fica feliz! Estou transpondo os portões da cidade dourada! Minha cidade amada...Meu lar! Vejo todos. Os que amo, me aguardam. Entre eles, o mais Amado! Nos braços Dele, do meu Senhor, de toda luta e dor, de toda lágrima, enfim... Descansar! Sei que sofres, pois também já senti essa dor, mas creia em mim...Tudo passa! O tempo é como a água que escorre entre os dedos e logo se vai. Há de chegar o dia em que estarás transpondo os mesmos portões e eu...Eu também estarei lá aguardando para te abraçar e tu estarás feliz assim como estou agora. Então, viva o tempo que tens da melhor maneira. Viva com intensidade cada segundo, cada momento até que chegue o nosso dia de estarmos juntos outra vez. Fica feliz! Fica em paz!”

E nesse consolo que não consola, novamente me vi chorando num misto de dor e de raiva...Tanta raiva!
E tanto amor! O amor que vinha do fundo das entranhas e que socava as vísceras até explodir na garganta um canto.
Melodias vibravam as cordas vocais e jorraram como um rio não represado, posto que os olhos secaram como a terra sem chuva.
Meu lamento era sonoro. E sonora foi toda aquela noite!
Enquanto outros velavam seus mortos, as notas sofridas fluíram alto... Muito alto na madrugada!
Meu corpo tremia levitando o meu lamento! Elevei as alturas minha dor em cânticos de amor e de saudades.
E nesse instante viajei pelo tempo. No passado distante e no recente.
E lembrei de tudo o que foi e não seria mais.
Pensei nos cantos vazios da casa. Nos olhares que estariam ausentes.
Nos sons dos sorrisos. Nas brincadeiras. Nos beijos molhados em minha face.
E na voz que sempre ouvia abençoar minhas partidas: “Deus te abençoe e te traga em paz”
Enquanto contemplava teu rosto em profundo sono, ouvi em meu espírito novamente ecoar as palavras:
“Fica em paz!”... “Fica em paz!” “Paz!...”

Estas últimas, porem marcantes lembranças, gostaria de esquecer e guardar apenas aquelas que sempre me farão sorrir, mais a vida não é toda feita de momentos felizes apenas, nem de presenças perpetuas, mais com certeza, alegres ou tristes, sempre presentes estarão as lembranças, e nelas mamãe querida, comigo sempre estarás, por onde quer que eu vá. “Te amo”

Em memória de minha mãe Maria de Lourdes Lemos Falcão.
De Luiz Antônio de Lemos Falcão. Rio 19/11/1998.

Foto de LuizFalcao

"A VIDA"

De: Luiz Antônio de Lemos Falcão - 20/06/1998

Dormi um sono como poucos não durmo.
Adormeci de uma realidade cansada, exausta e sonhei.
Seria mesmo um sonho?...
Na verdade não sei!...
Se dormindo ou acordado não importa, apenas sei que não estava em mim.
Por onde estive, sei, não era aqui.
Um lugar de pradarias!
Ao longe uma floresta.
Andei por estradas de barro e achei um lago.
Tudo era bonito, lindo mesmo!...
Eu vi um menino brincando.
Eu vi o verde.
O verde corria por baixo dos pés do menino!...
Ouvi o vento.
E uma brisa brincava com os cabelos daquela criança.
Ela sorria!
As faces, rosadas.
A alegria era sua hospede, ou quem sabe? Senhoria!...
Eu vi a vida!...
A vida corria livre nas pradarias.
Eu vi o lago, e vi suas águas abraçarem a vida.
A vida que havia naquela criança, naquele menino de tanta alegria.
E olhei, e procurei.
E a vida? ...E a vida?... E a vida?...
A vida que havia, não era mais!...
A vida que foi, se foi em paz!..
E o lago?...
O lago!..
Ele sorria!...Sorria!...E sorria!...
E olhei, e vi no fundo do lago a vida brincando.
Ela se movia entre as pedras, entre as algas.
Nas mais variadas formas, era a vida, que um dia criança, não era mais.
Havia crescido, se espalhara na superfície do lago!
Sobre a terra firme!
No vôo das aves!
Numa revoada de andorinhas!
No amor entre os casais!
No choro das crianças!
Na serena paz!

Foto de Herlânder Lobão

A Estrela e a Sementinha

Para compensar quando o olhar verte saudade,
vemos a estrelinha a brilhar com mais intensidade...

Entardecia. A menina olhou o imenso e límpido céu. Parecia que as nuvens, que constantemente por ele viajam, se tinham abrigado todas no seu olhar. À sua volta rodopiava a lembrança do dia em que tinha perguntado: "Mãe de onde vêm os meninos?"
Tinha passado muito tempo, mas naquela hora era como se tivesse formulado a pergunta naquele instante. E então viu e escutou:
_Deus, sempre que uma senhora está preparada para ser mãe, retira um pouco do brilho do seu olhar e planta-o no céu. Desse brilho nasce uma estrelinha e seguidamente, de entre vários escolhe um bebé ainda do tamanho de uma sementinha, coloca-o na sua mão e delicadamente sopra-o com o vento do amor em direcção à estrela. Embalado por esse vento divinal, o bebé, logo que chega à estrelinha, começa a deslizar pelo raio de luz em direcção à terra sendo guiado pelo mesmo brilho que está no olhar da mãe. Ao chegar, aloja-se no seu ventre. Ela, já imbuída do seu maternal amor, enlaço-o com o cordão da vida e protege-o até que a sementinha cresça e esteja pronta para florir.
Essa estrelinha ficará sempre no céu como se fosse o segundo olhar da mãe. Tudo quanto ela não possa ver para proteger o seu bebé, a estrelinha, sempre vigilante, vê e envia através do sentir, uma mensagem à mãe. Ela será a sua estrela guia para toda a vida. Estás a ver aquela estrela lá no céu que se distingue das outras?
E acenando com a cabeça em sinal afirmativo, a menina continuava a escutar a voz da sua mãe:
_ Aquela é a tua estrelinha!
E realmente parecia igual em brilho ao olhar da sua mãe…
E continuou a escutar:
_ Se um dia Deus precisar de mim e me chamar para junto de si, eu deixarei na tua estrelinha todo o brilho do meu olhar, para que ela possa proteger-te melhor…
Com uma nascente de chuva no olhar a menina constatou que, afinal, era bem verdade o que a sua mãe lhe tinha contado.

Naquele dia, lá no alto e imenso firmamento, a sua estrelinha brilhava com muito mais intensidade...

Para os que têm no céu a sua estrela a brilhar mais intensamente…

HerLânder Lobão

Foto de Joaninhavoa

“JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS”

*
“Jardim das Delícias Terrenas”
*

Não sei se o verdadeiro amor terá nuances
de erotismo como a lua quando gira no céu
e a terra se oferece cheia de agudos e graves
gemidos nos aparentes silêncios do brotar
das sementes…

Não sei se ao observar um dos quadros
“Jardim das Delícias Terrenas”,
de Jerónimo Bosch, vemos uma utopia
uma realidade ou uma mistura…
Um progresso em cada traço uma infinidade
de sentimentos nos seres que nos rodeiam
No dia a dia! E sobretudo no mundo dos poetas

Sem palavras a natureza em todo seu esplendor!
Homens e animais nas posturas mais diversas
Uma junção subtil numa camada ténue…
Um círculo de pássaros de variadas espécies
Relacionadas com o humano! Testemunhas
Que sabem o concreto e sem morte

Uma representação de cores das mais variadas
e bem conjugadas assim como as dimensões
e suas profundidades! Tintas
a óleo num relevo elevado e um fundo preciso
vêm ao encontro do querer do seu autor
Gravam-se tatuagens inesquecíveis…
Debaixo e em cima do fino e ténue véu
que se afasta para se avistar os choupos
e os rouxinóis que dizem: Sim.
Afiguram-se círculos de gentes e outros pássaros
p`los campos e mares e no céu
nas flores e árvores bolas de cristal transparentes
Com gentes dentro! E fora
Um mundo a seus pés.

Joaninhavoa
(helenafarias)
05/07/2009

Foto de Joaninhavoa

"Do chão que dá uva e pão..."

*
"Do chão que dá uva e pão..."

"Gosto de pisar chão que dá uva e pão
e não terra saturada em vão
Por isso rego a terra p`ra lavrar
E lanço sementes p`ro ar

E caiem na terra devagar
Como a chuva cai d`entre nuvens
Lá do céu! Voando ainda e a dormitar
Com as guitarras abertas pelos gumes

Dos vácuos vazios do ar
Montões d`algodão a caminho
Da ponta colorida do arco íris

Dos teus olhos de menino
Quando se extasiam nos meus
Mais pequeninos"

Joaninhavoa
(helenafarias)
04/07/2009

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