Vento

Foto de cathy correia

Flash

Navegar numa nuvem
Falar com a voz do vento
Olhar com a alma
Espreitando um pensamento.

Foto de Rosita

EIS QUE CHEGA O AMOR

E eis que chega o amor
Trazendo ao coração calor
De leve e passos lentos
Dançando ao sabor do vento.

O calor do sol
A claridade da lua
O balanço do mar
Tudo é motivo para te amar.

Como é gostoso
Sentir o coração pulsar
Gritando ao mundo
Estou a te amar.

Rosita Barroso
05/09/2007

Foto de Sonia Delsin

CONFISSÃO

CONFISSÃO

Hoje eu vou contar o que sinto por você.
Palavras conseguem expressar?
Claro que não.
Mas podem dar uma idéia.
O mar ama a areia, e ama a sereia.
A flor ama a abelha e a abelha é louca pela flor.
Sou louca por você, meu amor!
Diante da fogueira eu quedo silenciosa.
Fico a observar as chamas.
Elas se erguem e meu pensamento voa.
Incendiada pelos sentimentos vou ao encontro das lembranças.
Revivo cenas.
Vejo de novo todo o passado.
Momentos bons que tive ao seu lado.
Pra quem vou contar que eu o amo tanto?
Ao vento, que pode levar até você minhas palavras?
Ou elas cairão no mar e se afogarão antes mesmo que uma sereia as possa acolher?
O amor não pode nos fazer sofrer.
Saudade é uma forma de reviver.
Entre as chamas que se agigantam diante de meus olhos um casal enamorado eu quase posso ver.
Verdade.
Eles dançam agora; se abraçam, se beijam.
Correm pela areia e riem despreocupados.
São dois apaixonados.
Agora caminham lado-a-lado.
Estão vindo ao meu encontro e os recebo de braços abertos.
Os dois fazem ninho no meu peito ardente.
Me deixam tão contente.
Meu amor está declarado.
Sei que antes eu já tinha falado.
Mas o que sentimos não pode ficar guardado.
O amor não pode ser sufocado.
Ele sempre precisa ser revelado.
Agora que já falei tudo, posso descansar, meu amado!

Foto de Osmar Fernandes

Histórias que o povo conta (atenção! - se tiver medo não leia)

História que o povo conta

Cafezinho das três no cemitério

Três horas da tarde, sol ardente. Hora sagrada do cafezinho dos quatro coveiros, que, sentados em um túmulo, contavam histórias de arrepiar.
De repente, o sol se põe. O tempo obscureceu. Começou a trovejar. O céu anunciou chuva, vento forte, temporal. Amedrontados, perceberam que isso só estava acontecendo dentro das limitações geográficas do cemitério. Foi coveiro correndo pra todo lado.
Nesse momento tremularam catacumbas, túmulos, covas abertas, etc. As folhas das árvores choveram sobre o cemitério. Ninguém enxergava mais nada.
Um dos coveiros, espantado, notou que o portão grande do cemitério ora abria, ora fechava, e batia uma parte na outra assustadoramente. Parecia o badalo do sino de Deus anunciando o fim do mundo. De súbito, observou uma silhueta vultosa, esbranquiçada, tentando se esconder da tempestade. Não compreendendo o mistério e tremendo de medo, de sua boca ecoou um grito pavoroso, dizendo: É alma penada! É bicho feio! Valha meu Deus!
Começara a rezar para São Miguel Arcanjo (A Oração contra as ciladas do demônio...).
Dos outros coveiros, viam-se apenas seus olhos esbugalhados fitando aquela figura estranha que parecia bicho de outro mundo.
Um dos coveiros, tenso, pasmo, seguiu com os olhos aquela “coisa”, que flutuava perdidamente, em ziguezague, em busca de abrigo.
Outro, apesar do momento esquisito e do ser fantasmagórico, só pensava nos túmulos que já tinham sido saqueados. Imaginava que se tratava de mais um vândalo ou de um ladrão, tentando assustá-los. (Poucos dias atrás tinha pegado um idiota defecando em cima de um túmulo. Ao flagrá-lo, lhe dera uns safanões, pontapés – este nunca mais se atreveu a importunar o sono sagrado dos mortos.)
Outro dia, dera falta das inscrições douradas, prateadas, de muitos jazigos. (Os parentes das vítimas exigiram das autoridades, justiça.)
O instante era de apreensão, medo, nervosismo. A ventania não parava. Aquela “coisa” esvoaçava como assombração peregrina... E de repente, sumira.
Um coveiro que não a perdera de vista foi ao seu encontro. Por sorte... se viu diante de um vulto mágico dentro duma cova, levitando. (Aquela cova aberta estava pronta para receber seu ilustre morador, que já estava a caminho.)
Assustado, o coveiro chamou um dos colegas, que ao se aproximar, deparou-se com aquela “coisa” dentro da cova. Foi tomado por uma síncope descomunal... Ao sentir-se vivo novamente, tratou de abandonar seu companheiro, seus pertences e deitou o cabelo...
Outro coveiro vendo aquela cena, aproximou-se, e ao ver aquilo, gritou: Sangue de Cristo tem poder! Isso é alma penada mesmo! Minha Nossa Senhora da Boa Morte! Saiu em disparada com as mãos à cabeça, tropeçando, caindo, se levantando, e aos berros dizia: Deus me livre! É o fim dos tempos! Socorro!
O coveiro, o corajoso, que olhava – a “coisa” resolveu lhe perguntar de supetão: - Que faz aí dentro dessa cova que não lhe pertence?!
E “a coisa” com uma voz trêmula do além, lhe respondeu sem pestanejar: - Vocês não me deixam em paz. Sentam em cima de mim contando histórias cabeludas, mentirosas; e ainda por cima, sujam meu túmulo com farelo de pão, de bolacha, café.
O coveiro, o corajoso, então lhe disse: - Vou chamar o padre para lhe dar a estrema-unção. Você não diz coisa com coisa. Ta louca! Ta na ânsia da morte.
E aquela “coisa” ali, como uma alma penada, engoliu a língua por uns segundos, e lhe respondeu: - Não precisa! Já to morto há muito tempo. Não ta me conhecendo? Sou o Luiz. Você que me sepultou. Não se Lembra de mim, Roberval?
O coveiro perturbado pensou: Santo Deus, isso não ta acontecendo comigo!... Vou buscar água benta e vou jogar em cima desta “coisa esquisita.”
A “Coisa” lhe respondeu aborrecida: - Você e os seus colegas estão usando meu túmulo como cozinha de cemitério. Não façam mais isso. Deixem-me descansar em paz. Quero ter o sono eterno que mereço.
E, falando isso, a alma penada elevou seu espírito até seu túmulo – que se abriu sozinho; ao adentrá-lo, pôde enfim dormir em paz para sempre. Ao repousar em sua última morada, fechou-se o túmulo, e misteriosamente, o temporal cessou.
Os coveiros do cemitério ficaram extáticos ao ver aquela alma se refugiar.
Prometeram que nunca mais usariam túmulos para tomar o costumeiro cafezinho das três.

Autor: Osmar Fernandes,

Foto de CarmenCecilia

EU PRECISO DIZER QUE TE AMO

Eu preciso dizer que te amo

EU PRECISO DIZER QUE TE AMO

Eu preciso dizer que te amo...
Te chamo e em chamas te clamo
Que todas as noites são tuas
E que quando amanhece e o sol se insinua...

O dia continua e você em mim perpetua...
Teus sinais se revelam na minha pele nua
No meu sorriso ou no meu pranto
Tamanho é o encanto... Tu que és meu canto!

Envolve-me com teu manto
E sinto tua carícia na tarde adentro...
Na brisa... no vento...a todo momento!
Esse sentimento que me aquece por dentro!

Estou ouvindo aquela música... Lembra?
Denuncia-me, pois te anuncia.
Esse amor com sabor de renuncia
Mas que não quer saber de distancias

Meus olhos lacrimejantes
Procuram-te a todo instante
Vou caminhando errante
E lá vem o sol no poente...

Está anoitecendo e eu endoidecendo
Perguntando-me se tu estarás vindo
E minha porta abrindo...
E você uma vez mais me colorindo...

Carmen Cecília
24/04/07

Foto de jeffsom

Poema das Almas

Vagamos pelo mundo a fora, seguindo destinos que só o vento conhece.
Correndo por vias tão largas quanto a arqueadura de uma agulha.
Vivos ou mortos, seguindo ou apenas persistindo.
Partimos de um ponto certo; para um destino incerto.
Caminho que ainda sigo, mas que tu não conheces e se quer ousou desafiar.
O odio é tão amigo de nosso amor quanto é tão longa a distancia ente unha e carne.
Mentiras ou verdades, as sendas que seguimos podem ser diferentes ou não.
Sabe-se lá quem terá esta verdade ou mentira!
Sigo e perseguindo um, ou algo; nada ou tudo.
Só o tempo é mestre, mas nem mesmo esse mestre pode dizer o que lhe é reservado!

Foto de Ricardo Barnabé

Dias tristes e Banais

Dias tristes e banais
sao começos de longas noites
A chuva que oiço cair
é o teu choro em tempestade de inverno
suspirando como o vento forte na minha janela
esperando que ela se abra para ti!
Deixas cada rasto do teu sofrimento
lento que de ti morre por dentro
embalada pela estrada do teu medo
suplicando pelo verbo do perdão!
Choras lágrimas de sangue que escorrem
pelas tuas mãos vazias cravadas de espinhos
Como se fossem balas minhas
cravando-te em cada pedaço do teu corpo!
Porque só agora percebeste que o teu mundo fui eu
mas que o meu universo jamais serás tu!
Deito-me a escrever tudo o que sinto
mas não sou escritor de fantasias
muito menos poeta de amor
Eu sinto o que sinto e penso o que penso
quero soltar as minhas palavras
e devorar a tua mente com cada letra minha
que me sai da sombra do pensamento
Vindo dos sentimentos mais profundos do meu ser
destruindo todos os teus rastos de esperança
por algum dia me voltares a ter!!!

Ricardo Barnabé

Foto de @nd@rilho

Prisioneiro

O vento sopra em meu ouvido,
E nele ouço a nossa canção,
Por muitas vezes me sinto,
Aprisionado em suas mãos,

Um peixe no aquário,
Tem mais liberdade que eu,
As flores do meu jardim,
Morem à sua sombra,

Não pense que quero estar só,
Não diga que não lhe amo,
Nem pense que não lhe quero,
Apenas me deixe respirar,

Meu trabalho e esporte,
Minhas músicas e poesias,
Nada disso,
Pode concorrer com você,

Então não deixe,
Seu ciúme, nos sufocar,
Não deixe que ele mate,
O fogo da nossa paixão.

Foto de Dirceu Marcelino

LARA - TEMA MÚSICA DE MEUS SONHOS

Eu sou feliz por que tenho você para amar,
Eu sou feliz, pois tenho você para ver,
Choro só com a sensação de ter perder,
Imploro, fiques, preciso sempre te olhar.

Sem você não sei como fazer para viver,
Sinto-te como o sol, a água e o ar,
No vento e na luz que ilumina o meu querer
E traz na flor o teu perfume para eu cheirar.

Vejo o brilho de teus olhos cintilantes,
Num buque de rosas champagne, emoldurando
Tuas faces coradas e magnetizantes

Expelir do fundo de tua alma e elevando
Aos céus a força de teu espírito contagiante,
O ânimo apaixonado dos que te estão amando.

Foto de furriel

Que o tempo passe

Nestes dias o tempo é meu inimigo.
Não passa e acaba comigo.
A cada minuto, dentro de mim eu grito.
Eu finjo que não é comigo, mas há agonia em velo passar.
Me isolo dentro de um quarto, sem noção de tempo e espaço,
Porem é em vão o que eu faço,
Não o mato, nem posso matar.
É efemero na minha alegria, entretanto eterno, agora que vivo tristezas.
Tenho medo de ve-lo passar, e com ele alguém me deixar.
Dispersos os meus sentimentos, se lançam ao vento e fogem de mim.
Como pode o tempo ser forte, a ponto de ninguém pode-lo dominar.
Estou vendo que o melhor remédio, é não lutar com ele, e sim me aliar.
Vou goza-lo, sentado a mesa,
com papel e caneta,
Vamos conversar.

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