Vida

Foto de Carmen Vervloet

ESCULPINDO A VIDA

ESCULPINDO A VIDA

Quero esculpir
A minha história...
Quero chorar ou sorrir
Entre reveses ou glórias...
Quero entalhá-la
No meu dia a dia...
Do meu jeito...
Com minhas manias...
Mas sem preconceito...
Peito aberto
Nos caminhos incertos...
Com a minha cara...
Nem sempre de beleza rara...
Às vezes feia...
Sangue italiano
Nas veias...
Às vezes brilhante alvorecer...
Benquerer!
Outras vezes noite escura...
Amargura!
A coragem impulsionando
A busca...
A brancura da paz...
O azul do amor...
Capaz de apostar no hoje...
Meu presente...
Que me dá a rota
Onde lanço minha frota...
Que me leva ao futuro...
Certo... Nascituro...
Fruto maduro...
Mastigado pelo tempo...
No tempo certo...
Sentimentos especiais...
Abundantes mananciais...
Que sustentam
A vida
Por mim esculpida!

Carmen Vervloet

Foto de Cecília Santos

AREIAS DO TEMPO

AREIAS DO TEMPO
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Sou eterna cativa das
minhas recordações.
Sinto que posso fazer meu brado
ser tão alto sem punir os ouvidos.
Pois esse meu grito faz parte
da minha vida.
Alando meus desejos, saio
domando o vento.
No tempo envolvente.
Ao encontro do nada.
Ao encontro de tudo.
Marcas antigas do que fui.
Quase soterradas pelas areias do tempo.
Hoje ainda sobrevivem em leve sopro.
Marcas de uma vida, que o tempo passou
mas não apagou de vez.
E pra reviver o ontem, hoje é só cerrar os olhos.
Nuances, pinceladas que a vida um dia coloriu.
Se tornou cinza pálido, mais ainda tem, a mesma
força de um vulcão em erupção.
Que lança saudades em abundância.
Calafrios que arrepia a pele, ainda sinto.
Incandescia que queima o coração,
Mas não tira as recordações.

Direitos reservados*
Cecília-SP/01/2008*

Foto de patrick_bange

A BRUSCA POESIA DA MULHER AMADA III (à maneira de Vinicius)

O corpo da mulher amada é sagrado.
Súbito como um susto, voraz como a carne vermelha.
O toque à sua superfície angelical é leve,
tem de ser silencioso como uma oração,
íntimo infinitamente.
Pelo corpo mergulha-se na mulher amada,
procura-se a aurora de seu ser, a luz secreta,
o silêncio celeste de sua matéria impalpável.
Haverá a hipótese do suor quente:
beber o vinho de sua alma e deslizar pelos caminhos úmidos,
salgados e vermelhos de suas curvas de ouro.
Para ouvir a mulher amada respirar, tem-se que fechar os olhos,
porque há nisso qualquer coisa de divino,
de eterno, de graças à vida.
A voz da amada é o canto de cem mil harpas em harmonia uníssona.
Seu sorriso guarda o espanto de uma noite estrelada,
olha-se para seus olhos como para uma flor vermelha,
rara, hipnoticamente bela.
E cai-se dentro deles como em uma alegre armadilha.
Não há coisa mais bonita e azul que a mulher amada.
Segurar suas mãos como a duas porcelanas chinesas,
e beijá-las como a um filho que nascera.
Comer a Poesia da mulher amada,
fazê-la água fria no deserto, agasalho no inverno,
alimento para toda a vida.
Entregar-se como a um deus bom,
cantar-lhe as incomensuráveis ternuras que nela explodem.
A vida da mulher amada é o princípio da minha,
também o meio, também o fim.
E como prova final de amor eterno ao ser da mulher amada,
escrever-lhe um poema simples,
sussurrá-lo em seu ouvido à noite
e selar o infinito com um beijo morno:
uma luz infinda que ilumine duas escuridões.

Foto de Bianca014

O amor

O amor mexe com os meus pensamentos,
Me deixando sem saída,
Tirando a estrada da minha vida,
Mexendo com os meus sentimentos!

Sendo impossível te esquecer...
Te querendo a todo instante,
Com o coração sendo meu comandante,
Pensando a todo momento em te ter!

O amor é como ouro,
É um sentimento forte,
Mesmo interrado é impossível de esquecer!
Pensando se algum dia conseguirei te ter!

Quando o amor é bem usado
O amor é realmente forte.
Só sente quem tem a sorte...
De ter um amor ousado!

Foto de Sonia Delsin

FEITOS DE ÁGUA E DE FOGO

FEITOS DE ÁGUA E DE FOGO

Chegaste a ela como fio d’água.
Corrias e te exibias.
Feito fio d’água.
Com a timidez e o poder de um pequeno ribeirão cheio de ambição.
Ela, outro córrego, se encheu de ilusão.
Era o tempo de se iludirem e se iludiram.
Engrossaram juntos e se tornaram um grande rio.
Rio forte, possante.
Seguiam e lutavam contra a correnteza.
Iam adiante.
A vida é surpreendente.
Fogo se descobriram e se destruíram.

Foto de Daemon Moanir

Vontades

Tenho sede de amores eternos!
E de beber paixões violentas!
Embebedar-me em mulheres sedentas!
Sentir a boca pesada de tanto estar aberta
De falar deitado, ver estrelas cadentes,
De beijar demais lábios ardentes,
De o fazer antes e arrepender-me depois…
Tenho fome de vida! Tenho fome de vida!

Escrevo vontade, escrevo por vida!
Escrevo desesperado, sem sossego algum!
Escrevo a remexer-me, mal parado,
Escrevo fechado,
Escrevo para não gritar, escrevo na esperança
De tudo um dia voltar,

Escrevo escondido
P’ra ninguém me encontrar,
Escrevo em falsete,
Escrevo em mentira,
Escrevo sozinho
E escrevo por vida.

Bom era se vontade ter
Desse vida pra lá do nascer,
P’ra lá do viver.
Desse vida sem nada temer,
Desse os cantares dos pássaros
Sem entraves nem discordâncias.
Desse a mim o que mais ninguém quer.

Foto de Cecília Santos

UM ANJO ME ENSINOU...

UM ANJO ME ENSINOU...
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COMO UM DOCE ANJO,
Você chegou em minha vida.
Transformou meus dias, em verdadeira euforia.
Você chegou e me trouxe, um amor sem fim.
Me mostrou que o sol, é mais brilhante.
Que as águas do rio, cantam lindas melodias.
Me ensinou, que toda flor tem perfume.
Basta senti-lo com a alma do bem querer.
Me ensinou que as lágrimas, não são só de tristeza.
Que se pode mesclar, lágrimas com sorrisos.
Me fez entender, que o adeus é só um aceno.
Ninguém parte verdadeiramente, quando ama alguém.

COMO UM ANJO DE CANDURA,
Você me ensinou a sorrir, a ser feliz...
Me disse um dia, que a dor, e o sofrimento,
são fardos que se pode carregar, sem tropeçar.
Você viveu em minha vida.
Você encantou o meu viver.
Suas asas transparentes sempre estiveram
abertas sobre mim.
Como o mais doce, de todos os anjos.
Um dia chegou em minha vida.
Viveu comigo todas as emoções, todos os meus
melhores momentos.
E como um anjo, um dia você foi embora...!

Direitos reservados*
Cecília-20/01/2008*

Foto de JGMOREIRA

TEMPO VAZIO

TEMPO VAZIO

É de janeiro e fevereiro
Que chegamos a março e abril
De maio e junho
Alcançamos julho e agosto
Para deslumbrar setembro
Com o próximo outubro
Que se encanta em novembro
Desagua em dezembro
E puxa janeiro e fevereiro
Para ajudarem
Nos março e abril
Que suportam meus ais
De saudade da tua presença
Que só Deus sabe como dói
Cada dia só de ti em minha vida
Não é só um coração partido
É uma vida perdida
Com Deus por companhia

Foto de JGMOREIRA

MESES

MESES

Saio de dezembro atrasado
Vestindo um janeiro apertado
Já quase chegando a março
Pulando fevereiro aos pedaços

De abril faço azuis e maio
Junho marrom, de desmaio
Julho sem gosto quase insosso
Imitando agosto, o do desgosto.

Setembro é mês de virada
Ridícula parada armada sem graça
De casa nem saio, me cubro
Adormeço esperando outubro

Que passa desvairado, nem lembro
Arrastando às pressas a cruz de novembro
Para atirá-la ás costas do Nazareno
Que morreu no coração de dezembro

Assim levo meu tempo, sem pensar em nada
Aguardando uma época mais naturada
Aguardando que chegue um dia de vento
Que sopre tempo para não matar o tempo

Tempo que transborda pela vida
Como água na fonte esquecida
Aos poucos criando limo
Que cobre do fundo ao cimo

As pedras não se mexem, estagnadas
Nessa poça de água parada
Que não corre para nenhum rio
À espera de que voltes, meses a fio.

Foto de JGMOREIRA

CHUVA-CRIADEIRA

CHUVA-CRIADEIRA

A chuva dos anos amainou as chamas
Que crepitavam em meu coração.
Do incêndio que devorava cada ato
Restaram fagulhas que alumiam o passo
De quem anda cauteloso admirando vulcão.

À medida que chovem anos
Os montes se tornam planos.
O ar menos denso de fumaça
Deixa ver o que a mim negava
O fogo que ardia meus sonhos.

Na pressa louca dos condenados
Corria afoito por fora dos dias
Executando a foice meu tempo
Sem deter o golpe um momento
Para ver que não havia ali misericórdia

Passei em chamas pelos amores
Ardendo em fúria, atropelei a paixão.
Exalando fumaça ignorei os sinais
Que a vida acenava prevendo os ais
Que suspiraria no tempo da compaixão.

Não via os sinaleiros se desesperando
Com suas bandeiras acenando perigo
Passava ao largo de tudo, sem medo
Sempre era constante, nunca era cedo
Deus era vogais e consoantes de abrigo.

Quando choveu anos em minha vida
As chamas reclamaram comburente.
Era o tempo derramado nos dias
Reclamando quem dele se aproveitaria
Já que não havia nada de urgente.

Enquanto os anos desabam na cabeça
Num chuvaréu que não termina
Vou caminhando calmamente
Apreciando o homem virar gente
Admirando vulcões explodindo cinza.

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