Vida

Foto de Carmen Lúcia

Viajantes

Somos ínfimos pontos de uma imensidão,
Nesse desencontro de universos,
Onde transladam sonhos, barganham versos,
Num transitar perplexo e de abandono.

Buscando seus espaços, almas perdidas
Desfazem-se dos laços, em despedidas,
Anseiam referências, com persistência,
O marco zero da vida, o que inicia... (ou que termina?)

Somos partículas de um todo,
(Ou de um engodo?)
Que atirou a todos em arremesso,
Cada um, nova etiqueta...diversos tamanhos e preços...
E o tributo a ser pago, a revirar ao avesso.

Somos viajantes de um mesmo barco
A tripular pelo oceano, desejos parcos...
Barcos empoeirados, repletos de lama,
A navegar em águas límpidas...
Mas impróprias aos nossos planos.

Foto de HELDER-DUARTE

Voltou

Ai meu Deus! Que ela voltou, mas eu não sabia!
Qu'ela em força e em acção de novo voltaria.
Queimou os pecadores e ainda os santos, sofredores.
Eis que ai está. Já se sente, seus horrores e calores.

Oh tribunal de fogo do inferno! Filha de Babel e de Hitler.
Porque voltaste? Mulher de venenoso fogo fatal. Não era mister!
Oh Santos de Cristo! Não pequeis! Pois ela vos mata e queima...
E vós, que pecais! Tendo, bastante cuidado, pois a vós matar teima.

A mim, sem razão me excomungou da minha casa, da casa do trigo, dessa.
Da casa do pão e das mansas, ovelhas. Também da do verde vinho casa;
E ainda da cidade, do meu nascimento, que eu amei e amo tanto, tanto.

Para longes terras, de nome Babilónia, me transportou e deportou...
Depois cai e ela me cobriu de aroeiras. Em vez de me ajudar, fogo atiçou.
Mas Deus, que é total e real, me está dando vida e já novo cântico canto!

HÉLDER DUARTE

Foto de Sonia Delsin

UMA JANELA PARA O SUL

UMA JANELA PARA O SUL

A janela lá está.
O mesmo vento.
A mesma vista.
O tempo não é o mesmo.
Ela não é a mesma.
Mas a janela resiste ao tempo.
Resiste às lembranças.
O vento
ainda pode trazer
o mesmo perfume
das flores da jabuticabeira.
O vento
ainda pode trazer
as mesmas palavras
que ela guardou a vida inteira.

Foto de NiKKo

Teatro da vida

Eis aqui meu coração repleto de saudade,
mas com um enorme sorriso pintado no rosto.
Finge estar com a alma tranqüila e serena
a ninguém revela sua amargura, seu desgosto.

Ele seria motivo de chacota para muitos
pois rindo diriam: eís um farrapo humano!
Meu coração então bate apressado no peito
e esconde entre soluços, o nome de quem amo.

Mas quem me vê não imagina a minha dor
pois eu aprendi com a vida esconder e disfarçar.
Assim vou caminhando de cabeça erguida
e ninguém vê ou percebe minha alma a soluçar.

Aprendi a duras penas que o amor só traz fantasias
que no fim só restam mesmo a decepção e amargura.
Que na alma as feridas demoram a cicatrizar
que essas marcas só mesmo o tempo, cura.

Reconheço que aprendi a viver apenas o momento
por descobrir que toda felicidade é passageira.
Que amor eterno não existe. É fantasia.
Que juramento de apaixonado é coisa traiçoeira.

Desta forma vou vivendo interpretando meu papel
nesse teatro que é hoje o meu viver.
Todos acreditam que superei o fato de ter te perdido,
mas eu confesso que não consegui te esquecer.

Mas descobri que o amor que me prendeu a ti
para você nada significou ou valeu.
Para você eu fui um simples ato no teatro de sua vida,
que acabou, quando a cortina sobre o placo desceu.

Foto de elcio josé de moraes

NÃO CHORES MEU AMOR

Não chores meu amor que tuas lágrimas,
São gotas que corroem meu coração.
Não chores suas tristezas tão cálidas,
Esqueças tudo o que foi desilusão.

Esqueça tudo o que passou, oh! Querida.
E pense apenas neste nosso amor,
E que você é a razão da minha vida,
E que eu sofro também com a sua dor.

Por favor me de aquele seu sorriso,
Largo e profundo só para mim,
Que eu não quero vê-la tão triste assim.

Tome cá o meu abraço que eu preciso,
Acalentar-te minha amada e que por fim,
Tu deixes para traz tudo o que foi ruim.

Escrito por elciomoraes

Foto de Coyotte Ribeiro

Culpado, o Inocente

maldito seja o dia que foi conhecido!!!
ele é digno de morte.
não serve à nada
não merece clemência

este mundo não lhe tem
o universo não lhe cabe
rejeitado entre as nações
intruso entre os povos

seu nascimento não foi glorioso
o ventre que o concebeu a luz
não abençoou seu respirar
deixou-o para traz

por amar foi julgado
condenado sem culpa
seu crime escrito em lágrimas
está entre os perversos

essa é a hora de sua senteça
morrerá sem perdão
sem honra ao coração
será seu galardão

seu refúgio não vem das montanhas
o abismo o aguarda
sem manchas será lançado
sua raiva guiará seu rosto

cada lágrima derramada
será lembrada em mágoas
raiva guiará seu ódio
e não terá primórdio

sem manchas
o imaculado
sem pecado
incriminado

coração impuro
alma destilada
espírito sem vida

pedras sejam lançadas
espada lhe fira a alma
flecha aponte seu coração
seja sua morte sem perdão

Noturno...el Coyotte

Foto de Raiblue

Karma Camaleônico

.
Disfarces...
Despontam
Outras caras
Na mesma face
Dias iguais
Eu,várias
Karma
De outras vidas
Em uma só...
Mosaico
Colagem
Camaleão
No cimento
Das cidades
Entre os labirintos
Dessa selva de pedra
Modernidade...
Na pele
O escudo
De estar
Sempre mudando
E, assim, não ser
E, não sendo,
Estar sempre
Representando
Quiçá
Um outro
Lado de mim
Que só eu sei
Ser real...
Enceno a vida
Que passa....
Meu tempo
É
Enquanto...

(Raiblue)

Foto de Rosita

MÃO ATREVIDA

Que esta mão atrevida
Possa fazer o que deseja
Dar ao nosso amor vida
E vida ao que mais almeja.

Que esta mão possa traduzir
O que o coração esta a sentir
Que possa emoções despertar
E fazer o corpo de desejo vibrar.

Que esta mão demore
E que em mim desabroche
O mais sensível do amor
Afastando para longe a dor

Deixa esta mão desvendar
Os segredos de minha alma
Que eu te deixarei me amar
Com carinho e muita calma.

Rosita Barroso
01/12/2007

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

A DERRADEIRA POESIA

Um dia escreverei uma poesia definitiva.
Será a última,
A derradeira.

E com ela enfeitarei minha lápide.
Deixarei aos que me conhecem,
E aos desconhecidos que por meu túmulo passarem,
O conhecimento de como vivi minha vida.

Não quero que chorem ao ler a poesia.
Será breve, pequena, singela.
Assim como fui durante toda a vida,
Sem chamar muita atenção.

Um dia,
Quando essa poesia sair do meu coração,
Poderei então fechar os olhos, em paz,
E entregar meu espírito a imensidão.

Poucas linhas essa poesia terá,
Talvez apenas algumas palavras.
Ainda não sei bem o que escrever,
Quando souber...

É porque a morte já esta pra chegar.

Foto de angela lugo

Meus versos de Natal (para vós poetas)

 

Neste Natal não quero presente
Quero algo que minha alma alimente
Que no coração fique permanente
São vossos versos escritos docemente
Que meus olhos consumiram alegremente
Durante mais este ano que estive presente
Quero vossas amizades eternamente
Mesmo que vivamos separadamente
Alguns o mar separa, mas não a mente
Outros são as estradas infelizmente
Neste Natal não quero estar indiferente
A todos um maravilhoso Natal cordialmente
Saúde e amor para viver cada dia plenamente
No próximo ano quero estar aqui novamente
Lendo e relendo seus textos fluentemente
Porque tudo na vida passa rapidamente
E antes que o ano termine categoricamente
Deixo aqui a minha mensagem já saudosamente

Feliz Natal caros poetas e poetisas


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