Você me deixa na mão,
Escorrega em desculpas,
Depois, pede perdão.
O ciúme acabou... Escuta!
Você mata aos poucos,
Uma linda paixão.
Você quer mandar demais.
Faz-me de gato e sapato.
Sentimento de amor está no fim.
Eu já não suporto essa solidão.
Carinho vem mastigado,
Implorado como lágrima no chão.
Pense, como era o nosso amor?
Era loucura de amantes.
Juras apaixonantes...
E tudo isso expirou.
Agora, amor vive distante.
Nosso namoro há muito está em coma.
Já não tem emoção.
Nosso sentimento entristeceu.
Não pulsa forte o desejo no coração.
É como brasa sem fogo.
Virou cinza, se apagou.
O que resta é um triste adeus.
Osmar Soares Fernandes
De repente a alegria fez-se em pranto...
O meu riso emudeceu
e entre lágrimas e espanto
deparo-me com o adeus!...
Tudo agora é sofrimento
e a dor real da ausência
junta-se a este lamento!...
Ouça minha sofrida insistência
para que não guardes mágoa!...
Leve contigo meus olhos rasos d’água...
Os meus sonhos... O meu amor!...
Deixe comigo a sua dor!...
Siga numa estrada branca
Pavimentada por fios de luar!...
Em cada violeta encontrada neste caminho
colha a minha saudade e o meu carinho
e a minha eterna promessa
de sempre te amar!...
Vá... A felicidade logo ali te espera
e o envolverá em brilhante esfera
tramada em raios de sol matinal
por um ente angelical!...
Ouvirás na voz do vento
o meu lamento!...
E o meu triste adeus
no ritmo dos passos teus!...
Enviado por Drica Chaves em Ter, 25/03/2008 - 19:01
Em homenagem aos pescadores
O encanto do mar se faz presente a cada novo amanhecer.
Preparam as embarcações e lançam-se ao mar.
Seja noite, seja dia
Estão sempre prontos para a pescaria.
De sonhos velados por diversas proteções,
mitos de suas ilusões...
Seguem buscando o alimento de outrem para assim
Garantir os seus sustentos.
Maré alta ou maré baixa
Os seus pescados são a garantia do futuro.
A vida desses homens é uma oficina
Da qual seus filhos são os próprios aprendizes
que não se cansam do balanço do mar...
As redes lançadas são as armas entrelaçadas às suas mãos,
São fios tecidos para aventurar.
Por luz, por escuridão
Por prazer, por sofrimento
Por realidade ou por ilusão
Esta é a profissão que se resume em uma só palavra:
CORAGEM.
Drica Chaves.
* Este poema surgiu a partir do tema da minha monografia do curso de graduação, em 1996, quando pesquisei sobre a situação de uma colônia de pescadores, na Ilha de Itaparica/Ba, mais precisamente na praia de Tairu.
Por ser amante do mar e de tudo que a ele se refere...
Revelas em tua bela poesia,
Beleza d’uma vida de paixão,
D’ arte maior vivida com maestria,
Em versos guardas a recordação.
Eternidade, amor que a extasia,
Versos do profundo do coração
E vemos que não é mera fantasia,
Pois saem de tua alma com emoção.
Resplandece em nós como magia,
Encanto sublime em eclosão,
Imagens em vida de galhardia,
Revividas em notas dessa canção,
Em nós ressoam a tua nostalgia
E faz-nos sentir a tua solidão...
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2. Inspirado em "OS ÓRFÃOS"...
"Suavemente o apertou em meu peito, suas mãozinhas segurando as minhas,
E tentou apagar a devastadora dor, ninando-o, cantando-lhe uma doce canção,
Dando-lhe coragem e cobrindo-o do terno amor de uma mãe por seu filho..." Marisa Dinis.
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DEUS GUARDE MEU NETINHO!
Ó bela musa encantada internacional!
Ouvindo essa triste música meu netinho
Acordou sob esse acorde sensacional,
Percebi que estava um tanto assustadinho.
Não sei se por reação ao acorde musical,
Ou radiação que eu transmitia ao pequeninho,
Ou da inspiração deste estímulo espiritual,
A acordar várias vezes o meu menininho.
Será que por receber a radiação virtual,
Ou por sentir a vibração de seus amiguinhos,
Ou por sentir a mesma sensação residual,
Do seu avô que tenta responder ao órfãozinho,
Como tu poetisa e grande musa transcendental.
Doem em minh’alma as mortes desses pobrezinhos.
Mesmo sem abrir os olhos eu te vi ao meu lado.
Senti minha pele se incendiar de desejo com o seu calor.
Instintivamente minhas mãos procuraram teu corpo,
minha boca faminta, em beijos lhe declarou meu amor.
O calor de nossos corpos juntos revelou a urgência
quando se entregaram na ânsia de se completar.
Suores, fluidos e sussurros se misturaram,
dois corpos feitos um, na forma de se entregar.
Com medo de acordar, eu não abria meus olhos,
pois ter você comigo desta forma, eu sempre sonhei.
De olhos fechados lhe dei meus carinhos mais sinceros
misturando meus sonhos e meu cotidiano, me realizei.
Confesso que não sei se foram minutos ou horas
que fiquei absorta nesse mundo quase irreal.
Minha alma levitava sobre o céu noturno e particular
e por amor, realizava vôos impossíveis para um mortal.
Nesses vôos meu mundo se coloriu e se perfumou.
Flores de todos os tons enfeitaram meu jardim.
Sem medo pelo universo do amor livre voei;
Perdi-me dentro dele, a angústia que sentia teve fim.
Se foram dias ou meses eu confesso que não sei.
Apenas hoje tenho consciência de tudo o que vivi,
pois enfeitiçada pela felicidade, eu abri meus olhos
e o brilho de um olhar triste e meigo eu vi.
E ao sentir neles tanto carinho e desejo, eu sorri,
porque depois de tanta busca, finalmente pude perceber.
Que com meu sonho, construí a minha realidade
pois hoje em seus braços, tranqüila eu posso adormecer.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 25/03/2008 - 13:46
FLAMEJANTE
Nas entrelinhas dizes...
Quando te calas...
Dizes.
Quando falas... dizes.
Dizem de amor os teus ardentes olhos.
Dizem da paixão.
Contam do que desperto em ti.
Desejo.
Desperto em ti o que julgavas perdido.
O verdadeiro sentido.
Do viver.
Sentir a alma ferver.
O corpo arder.
É isto que desperto em ti.
A vida flamejante.