Além do nada me vejo aqui a chorar
Além do nada a vejo sorri com outro cara
chorando amargurando minha dor que logo o pavor trouxe aqui....
De onde você vem o bela amada?
Somente além do nada desta praça acabada,
agora embora ja não saiba quem sou
sem você aqui ja não existimos
já não existe o amor e o valor ....
Todavia a dor e o rancor que agora me domou...
Já não sou quem você acha que sou
porém estou morrendo por você por falta de lhe ter aqui em meus braços....
Somente além do nada....
Te amo amada minha.
E la ia eu olhando pela janela...
As arvores desfilavam rapidas ante meu olhar...
Uma linda tarde a nossa espera...
Todos prontos a versejar!!!
O paraiso é aqui...
Dentro do trem encantado do Poeta Marcelino...
Eu ,a Gracie o Albino e a Ceci...
Todos parecendo meninos!!!
A cada apito...
A alegria irrompia no peito...
Palavras jogadas ao vento em um longo grito...
Ah, viajar com esta galera, estou mais que satisfeito!!!
A cada Estação...
A cada centena de dormentes...
Saía um poema em forma de canção...
Para o doce deleite dos presentes!!!
E la na frente...
O maquinista Marcelino...
Jogava lenha na fornalha...
Para chegarmos ao nosso destino!!!
Mas eu particularmente...
Acho que esta viagem encantada nunca vai terminar...
Com tantos Poetas presentes...
A poesia nunca vai acabar!!!
De parada em parada...
Uniremos todos continentes...
Visitaremos muitos Paises...
Puxa, como estou contente!!! (EDSON MILTON RIBEIRO PAES )
O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Mas desta vez estou dentro do trem.
Acompanhando aquela menina,
E a apóio para não cair no vaivém,
Do trem! Pois, agora é mui grã-fina!
Senhora do interior com seu neném.
Formosa e radiante não se amofina
Com nada, pois, sabe que a mantém.
Um marido que a ama e se fascina,
Com seus olhos verdes que o entretém
E que a segura, amarra e o domina.
Viajam assim sem pensar em ninguém.
Ali está a representação divina
Da família: “pai, mãe e mais alguém”. (Dirceu Marcelino
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ENCANTO POÉTICO
Oh! Minhas caras amigas poetisas
Chamei-as de Musas n’outro instante
Por versejares essa arte que as extasias
E nos proporcionares algo importante.
Como a bela personagem fictícia
Dos meus sonhos, ouço o som excitante
Das sinfonias das músicas que irradias,
Embora cantes de urbes tão distantes.
Chamei-as de Rosas n’outro instante
Por exalares perfume que inebria
A alma destes que de ti são carentes
E inspiram-se com a luz que envias,
Pelo vento ou ondas virtualmente
Propagadas por ocultas aerovias. ( DIRCEU MARCELINO )
NB. Este vídeo-poema é uma homenagem a todos Poetas, Poetisas e Musas, residentes em Portugal e, também, aos amigos ferroviários daquele país, onde nasceram meus ascendentes. Homenageio, também, ao meu pai - ferroviário - que sequer teve a oportunidade de ver, como nós, pelos vídeos esses Comboios Portugueses e nem ouvir a linda canção portuguesa, com certeza, APITA COMBOIO, a cujo autor parabenizo e peço permissão para utilizar, pois, ela fará eternamente parte do cancioneiro popular da língua portuguesa, como o "Vira-vira" e faz o mundo rodar, girar, como consta da música "Trenzinho Caipira" do brasileiro Heitor Villa Lobos. Obrigado a todos.
Como não amar
teu oceano de encantos,
e a deriva em tuas vagas de volúpias,
não temer afogar-me no mar de esmeraldas
que só teu par de lindos olhos possui?
Enviado por angela lugo em Dom, 23/03/2008 - 08:23
Sou água cristalina que da terra brota
Minhas nascentes são preciosidades
Neste planeta que ainda é raridade
Pois outra vida não foi encontrada
Formando uma correnteza a fluir
Saciando a sede da humanidade
Saciando a sede das plantações
Saciando a sede de todas as nações
Saciando a sede da natureza em geral
Sem mim não haverá vida não
Cuidem das nascentes como jóias raras
Dela todos são dependentes
Temos apenas um quarto de terra
Neste planeta azulado pela água
A maior parte não se pode beber
E hoje já se fala na extinção dela
Esta fonte de vida para todos
Sem falar dos que morrem
Em muitos países pela falta dela
Aqui mesmo no Brasil temos
Lugares onde a água é escassa
Se o meu grito assim como de muitos
Fossem ecoados pela terra toda
Teriam mais consciência e cuidado
Com a água que é inutilizada
Principalmente pelas indústrias
Sou água cristalina que brilho como diamante
Quanto caio da cachoeira sob o sol radiante
Ouvimos o som dos seus ecos de socorro
Tentamos tapar os ouvidos, mas não há como
Temos que gritar em conjunto fazendo eco no mundo
Sou água cristalina
Por favor, me socorra
Não me deixe secar nem evaporar
Não tapem minhas nascentes estou morrendo
Quero ficar aqui e saciar a sede de todos
Sou água cristalina que faço a diferença neste planeta
Enviado por Joaninhavoa em Dom, 23/03/2008 - 04:22
Nas tormentas que acalentas
Nos viveres que dizes ter
Temos Abril por nascer...
Com sol e vísceras brandas
E de gazela só a nobre cinderela
Donzela no caixão e adormecida
Jaz! Anestesiada! Contida!...
Flores… multicores quero dar
São o símbolo de toda a verdade
Da vida que desabrocha e urge
Caminho que trilha do palco
a filmar...
Quem sabe gostos e desejos
Do mundo do ser e do parecer
Quem sabe da diferença, ser
Maçã e canela, dois sabores
Misturados, resplandecer!...
Tu és forte e destemido
És a eterna alvorada! E se gelo
houvesse -, um só caminho
seria Deus o seu destino...
Neve branca, pó não há
Nem cinzas, só levadas
Cascatas, lágrimas adocicadas
Comunhão da natureza, proza …
Óh! Noite bela e afim…
Com teu toque de magia
Faz do sangue sofrido em vida
Um viver d`alma, assim!...
Faz com que o Sol, em retorno
Dê espírito dom e alma
A este príncipe encantado
Que brada louco e apaixonado!
Enviado por Carmen Lúcia em Sáb, 22/03/2008 - 20:11
Demos uma trégua!
Que cessem os tambores de guerra,
Ouçamos acordes de melodias
Entre gritos de dor e almas vazias...
Salvemos os sonhos das noites de orgia,
Que voltem a pulsar sãos de monotonia...
Brindemos, da vida, as doces lembranças,
As que se revelam num sorriso franco,
Ou no olhar fagueiro ao velho realejo
Brincando com a sorte, apontando o norte...
Cacemos palavras inversas em versos
Dos quebra-cabeças da vã filosofia...
Mudemos os fatos... Façamos um pacto com a poesia...
Alcemos nova bandeira, resgatemos suas cores,
Por ora mesclada de branco do lírio e ódio vermelho,
A tremular incrédula entre falsos amores e velhos rancores...
Façamos apologia ao novo dia,
Vibremos de esperança no amanhã...
Calemos nossas dores, sejamos matizes
A colorir de amor novos tempos felizes.