5º concurso

Foto de Sonia Delsin

NOVA ERA

NOVA ERA

Embaixo da lua eu me desprendia.
Uma longa viagem fazia.
Pra uma terra distante fugia.

Sim, ela até parecia que me pertencia.
De tanto que lá eu ia.

Nesta bela terra eu encontrava um novo dia.
Um mundo de poesia e muita alegria.

Mas o lugar cativante não me prendia.
E nem podia.

Sempre eu tinha que retornar.
Especialmente quando a noite ia se acabar.

Qual Cinderela eu tinha que voltar pro borralho.

... Mas um dia vi numa carta de baralho...

Sim... uma carta dizia.
Que uma era se encerrava pra mim.
E uma nova começaria.
E foi bem assim.

Sem borralho, sem lua... sozinha num país distante.
Eu me vejo num mirante.
A aguardar um tempo que se esconde atrás de um espesso véu.

Há horas em que me sinto uma folha jogada.
Estou ao léu.
Embaixo de um mudo céu.

Foto de diana sad

* o que está por vim*

Mesmas louças e mesmas manias bobas
O casamento juntou as pessoas e dividiu os corações.
Na sala o futebol toma de conta
Ela olha pela janela e lembra do tempo que era criança
E suas crianças brincam de conhecer o perigo.
Depois uma pia lotada de divertimento esse é seu domingo de folga.
Ouvindo as arengas do marido.
E uma sogra detestável querendo ser mulher do filho
E assim se vai mais um final de semana.

A vida muda e tudo vira de cabeça pra baixo
E a única certeza que nos acompanhará é a do que aconteceu.
O que está por vim são apenas palavras soltas um som
Desconhecido se propagando.

E os filhos não vêem dos próprios pais
O primeiro sinal de amor e nem lembraram por que nunca tiveram nada pra esquecer.

Entendendo que a felicidade só se vale no momento em que se vivi e que o depois é tudo o que não temos nas mãos.
Tem que pensar se vale continuar pra proteger o que não tem proteção.

Foto de Cecília Santos

CALEIDOSCÓPIO

CALEIDOSCÓPIO
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Quando me separei de você.
Senti minha vida morrer lentamente.
Consumida por uma dor atroz.
Tentei agarrar a salvação.
Pra mim... pra nós!
Mas foi tudo em vão.
Um redemoinho, me arrancou do
chão e me atirou na escuridão
Girando, girando, como um peão.
Como folhas secas espalhadas
pelo chão sem vida.
Fiquei sem direção...
Fiquei na contra mão...
Fiquei sem ar...
Fiquei sem voz...
Apararam as minhas asas
tão rentes ao meu corpo.
Que eu não voava mais.
Eu só fazia cair num abismo negro.
Que me tragava lentamente...
Que consumia minhas forças...
Que consumia minha vontade...
Depauperava meus pensamentos...
Em minha cabeça se instalou
um gigantesco caleidoscópio.
Em suas variáveis cores eu me perdia.
Num turbilhão de imagens retorcidas,
nada mais eu distinguia.
Separação lancinante...
Coração em pedaços...
Alma lastimosa...
Lágrimas de tristeza, e dor.
Copiosamente derramadas por você!

Direitos reservados*
Cecília-SP/03/2008*

Foto de carlosmustang

DESAPEGO

Triste sina, a solidão
Sem nada, ao ar
Num mundo de indecisão
Somente resta, brincar
Adornar, a desilusão
Triste, frio, conformado
Só um órgão o coração
Vou-me, sem ninguém ao lado
Não quero muito, só o que me mantém
E o sol ao rosto, o que me faz tão bem
Me faz à sentir, naquele momento
Que , o nobre sentimento, é conhecer
Verte então, uma beleza
A noite sempre chega
Seguro, às suas mãos
Me sinto mais forte
E valeu, ser, eu ser...
Não temo então a morte.

Foto de Joaninhavoa

O BÚZIO

Búzios do mar
Um encostei ao ouvido
Ondas do mar a marulhar
E dei por mim a murmurar querido

Arrepiei rodopiei apertei
Com força tamanha parti
E o que era uma vez
Não vai ser outro à vez

Búzios há muitos meu bem
Porquê cismar com aquele
Olha este e o outro além
Vê como são lindos como aquele
Outro também!...

Só este com três sílabas apenas
Soa como o marulhar de marulho
Comunga comigo no Universo
Sem ele não há prosa nem verso
Nem chilrreios de música no ar
Nem hinos de cânticos pr`alegrar
E como um tornado mergulhei em águas e penas!...

JoaninhaVoa, in “Vidas”
(19/03/2008)

Foto de Henrique Fernandes

GESTOS DE BELEZA

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Pouso a mão no horizonte
Sombreando o rosto de saudade
Olhando a distancia sem ponte
Sobre a passadeira da idade

Solto um suspiro além cumes
Das montanhas que me sufocam
E recebo em mim os perfumes
Das dificuldades que evocam

De braço dado com o vento
Persigo um ar de paz
E solto a voz do descontento
Cúmplice do que sou capaz

Deixo-me levar pela natureza
Como um menino ao colo
Bebendo gestos de beleza
Partilhados por todo meu solo

Foto de Carmen Lúcia

Olhar mudo

Fechei os olhos,
Cerrei as pálpebras,
Pra impedir deixar o meu pranto rolar...
Neguei-me a ver,
A entender,
Esse silêncio que havia em seu olhar...
A me fitar,
O seu calar,
Falava o que jamais queria escutar...
De despedida,
De dor doída,
E do amor que eu não via em seu olhar...
Que se acabou,
Que se calou,
Seu olhar mudo falou tudo sem falar.

Carmen Lúcia

Foto de Rose Felliciano

SILÊNCIO

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"Cuide para que teu silêncio
Não te traga marcas
Que emudeça a alma
Calando tão belos momentos

Tenha sempre em mente
Que nunca ter sido lembrado
É melhor que esquecido totalmente
Quando se foi tão amado...

Silenciar é uma arte
Que instiga reflexão
Tal qual palavras de sabedoria,
O silêncio provoca uma ação.

Quem trouxe um dia a poesia,
Poderá destruir um coração????

Cuide para que teu silêncio de agora
Não se transforme depois
Em grandes e tristes ecos de dor....
Pois Jamais haverá vitória,
Na derrota do Amor....

Seja sábio ao silenciar
Pois poderá escutar, esses brados do tempo:

_ Minha voz é calma e suave...
Mas não queira ouvir o meu silêncio....
............................É ensurdecedor!!!!!!" (Rose Felliciano)

.

*Mantenha a autoria do poema*

Foto de Child.of.the.Night

Os teus olhos

Olho os teus olhos
brilhantes como a água
quentes como o fogo
se soubesses como me deixam louca
olho-os
sem medo de ser invadida
e acabo por cair na tua teia
onde me encurralas
e fazes de mim a tua ceia
consomes-me
como um predador
consome a sua presa
não me deixando escapar
Tudo isto,
numa fracção de segundos
em que olho o teu olhar.

Por: Child of the Night

Foto de João Freitas

CONTO DE FADAS

CONTO DE FADAS
Que bom tempo a memória me traz do colégio, dos amigos, da alegria de viver, da falta de futuro.
Todos iguais, com gostos convergentes, muitas disputas, quase sem lideranças.
Primeiro amor, mesada, poucas tarefas em casa, comida e roupa lavada.
Política, de ouvir falar, esperando o final do horário gratuito.
Mas um dia, no dia a dia, amigos ficam distantes, cobranças tornam-se reinantes.
Novas vidas adentram na de cada um, desviando caminhos, antes paralelos.
É a tal idade adulta, matando a infância e a adolescência.
São desencantos, que transformam carruagens em aboboras e cavalos em simples roedores.

João Freitas - Direitos autorais registrados.

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