Sigo a marcha fúnebre das ilusões
Tombadas pelo sopro de realidade
Por uma visão de novos tempos
Tempos adivinhados sem crédito
De estranhas aparições no céu triste
Poluindo o meu ar de tempestades
Esfumando a paisagem que me rodeia
E cinzento é promovido por suspiros
Apagando o mito da vontade que teme
Os turbilhões de raiva sob os meus pés
Encaminhando-me errante pela solidão
No rasto de uma viagem até nenhures
Sem relógio dilato-me pelo tempo
No efeito denso de nuvens sombrias
Que se perfilam no eco dos lamentos
Rachando as hipóteses das noites
Num triste relato de um espelho bárbaro
Marcando a alma com o símbolo das etapas
Já dilatadas num antes datado
Manhã
Como um vento impetuoso laçou-me á destinos intocáveis...
E nos pés arborizados pelas folhagens de uma relva calma
E branquiada, nas preces pedidas por uma casta devoção ao
Infinito.
Sorriram-se os passarinhos que em seus ninhos moldam o futuro
Melancólico de suas espécies e vai voar e alcançar a velhice (...)
Doce manhã que trás teus ventos, segredos de gritos longínquos
Por uma inerme solidão... Vivida!
Nos prados verdejantes da manhã vou podar os espinhos lúcidos
Da noite, e cultiva a manhã seguinte na lucidez de um louco...
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 13/03/2008 - 19:05
SUSSURRA MEU NOME, AMOR
Renasço quando você diz meu nome.
É o jeito que diz.
Será que percebe que a sua voz fica carregada de desejo e amor?
Será que percebe?
Renasço quando você sussurra meu nome.
Renasço.
No mundo eu dou um passo.
Com meu voar alcanço o espaço.
E lá o nome está fazendo eco.
Entre as estrelas.
Lá no alto o nome fica ainda mais bonito.
A sua voz quente faz até meu nome soar diferente.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 13/03/2008 - 19:03
POEMA LEVE
A vida é breve.
O meu poema deve ser leve.
Ele quer contar de algo que está me estrangulando a voz.
Oralmente eu não diria.
Mas posso contar numa poesia.
Estou mais apaixonada a cada dia.
Sinto que minha vida não é mais vazia.
Quem diria?
Quem diria?
O que estava em preto e branco tu com teu jeito simples está colorindo
Me pego rindo...
De mim, do mundo.
Tudo muda numa fração de segundo.
Não sei se o poema tem a pretendida leveza.
Mas o que estou sentindo tem beleza.
Hoy me siento un torero!
Iré a presentarme en primera,
En los alrededores de mi ciudad
Una Villa muy pequeña
Puerto de Portugal y España
En casa del Sr. Montero
Donde vive una Señorita
Que fue mi primer amor.
Ella me encanta desde pequeño
Es una gitana muy linda
De bellos ojos castaños
Mirándome de berlinda
Enmoldurada por sus cabellos.
Tus cabellos son un manto verdadero
De la reina de mi sueños.
Hoy están amarrados como rabo
De caballos, tan largos y oscuros
Como si fuesen mis caballos
Árabes con los que acabo de llegar.
Ella me mira y se aproxima:
Yo, de la solapa de mi chaqueta
Retiro una rosa roja
Y coloco en sus cabellos
Una rosa muy bella,
Para representar en el rojo,
Mi grande pasión
Y en el amarillo, mi amor
A BELLA GITANA ENCANTADA - DUETO - Marisa Dinis e Dirceu Marcelino
"En medio de una cancion que llora,
La bella gitana baila com emocion...
Envuelta en el mistério de su tristeza
Sus ojos... huecos de eterna belleza
Que encantan, hechizan en su antro.
Su cuerpo se mueve con melancolia,
Bajo los lamentos de la triste melodia
Encajando-se a su cuerpo, seduzindo
Tu corazon... con la promesa sedianta
De la rosa roja que, en su pelo lleva..."
***
Yo apaño com mi boca la rosa roja
Y entrelazo mi brazos em tu cintura
Y te acerco hacia ella com mi boca.
Te levanto y te traigo hacia mis brazos,
Encuanto enlazas mi nuca y con ternura,
Asi te llevo para el cuarto...mi espacio...
Di amor!
NB. Foram utilizadas as músicas VIOLINO GITANO, na primeira parte, PASSODOBLE, na segunda e terceira partes, como tema do POEMA "EL TORERO" e GRANADA, terceira e quarta partes, como tema do DUETO, A BELLA CIGANA ENCANTADA. As músicas Violino Gitano e Granada, interpretadas por JOSELITO (Lembra o Marcelino, bom menino, não é) e Passodoble instrumental.
É uma verdadeira obra de arte
O luxo dos sentimentos
Um cofre repleto de jóias
Um valor que equilibra a paz interior
Jóias nascidas em gestos de carinho
Criadas numa voz que reflecte amor
Amar é escrita arrojada na pele
Destacando a paixão que dá á alma
Um brilho precioso como assinatura
Sublime no rosto que se contempla
Na noção perfeita de um sorriso nobre
Enaltecendo a beleza dos sentidos
Sentir o amor de alguém é voar
Sobre colheitas de alegrias
Por entre sementes de prazer
E saborear arrepios de satisfação
Partilhando a troca de um beijo
Um roçar de lábios original
Testemunhando a vida
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 13/03/2008 - 16:17
SOU AREIA
Sou areia.
A que recebe a onda.
A que se espalha no deserto.
Sou de longe...
Sou de perto...
Sou...
Um pouco da poeira cósmica.
Sou é revoada de pássaros.
Sou a estrela que corre no céu.
Sou um favo de mel.
Sou a que mergulha no fundo do mundo.
Em busca do encanto de um segundo.
Sou areia.
Estou na arena.
Desempenhando meu papel.