Poemas

Foto de José Manuel Brazão

Amor na minha mão

Trago sempre comigo,
o amor;
meu velho companheiro,
para todos os momentos:
ilusões e desilusões,
encontros e desencontros,
aos desprotegidos
e descriminados,
até
para os que não me amam,
no meu silêncio dou amor!

Trago sempre comigo,
Amor na minha mão!

José Manuel Brazão

Foto de DENISE SEVERGNINI

Romanesco

Romanesco

Oh!Amada dos brunos espectros!
Solfejo-me em teus sons obsoletos
Nada oblatas a mim. Teus estros
Obliteram meus escritos completos

Idolatro-te na pulcra paisagem
Negas-me teu ósculo pervertido
Espero-te dama de cortês linhagem
Não chegas... Sal do meu olhar vertido

Sou uma sombra sem lucidez
Romântico em minhas quimeras
Bordo constelações em tua tez
Utopias de arcaicas primaveras

Divina dama de funéreas vestiduras
Alça voejo de teu torreão aprumado
Digna-te a oferendas de tuas ternuras
Sou um reles cavalheiro apaixonado!

Tentativa 1ª de poesia retrô.

Denise de Souza Severgnini

Foto de DENISE SEVERGNINI

Beijo Ausente

Beijo Ausente

Nas cortinas do tempo bordei minhas quimeras
Templário de sonhos, foste tu, que arquitetei
Observei-te ao longe, já de outras e outras eras
Sorvendo as essências daquele beijo que não dei

Na medievalidade da existência, enclausurei-me
Nos antros de fantasmais e impenetráveis castelos
Oh, Deus!Como não afoitei do cavaleiro achegar-me?
Hodierno estado são as acabrunhas dos meus anelos!

Símplice plantinha, na estrada, observei tua passagem
E preservei no âmago do meu ser, tua figura heróica
Beijei-te, em filigranas de sonhos, mas sem coragem
Nunca proferi sequer eu te amo, na paisagem bucólica...

Bailaram as sazões, os meses, os anos... Novas estações
Maquiaram-me de rugas, encaneceram as minhas melenas
Anego ainda em meu ser ósculo ausente... Tantas ilusões
Rascunharam uma biografia em sonhos!Esperei como Helenas!

Denise Severgnini

Foto de LordRocha®

Aprender para Crescer

No incrível tabuleiro do jogo da vida;
Onde os perdedores são apenas os fracos;
Aqueles que não têm o poder da vida;
De fazer de uma dificuldade a oportunidade;
Do aprendizado a razão da existência, da vida;
Da persistência um legado da paciência;

O que seria da experiência da vida;
Senão os ensaios que positivos ou não;
Originam os resultados que traduzem a vida;
O que seria como seria e até onde iria à vida;
Sem cada obstáculo que compõem suas etapas;
Sem o tempo que nos define o início, meio e fim;

A vida é composta de um percurso com estágios;
Estágios que precisam nos deixar um legado;
Para transpor, um a um necessitamos de estratégia;
E o que é estratégia, senão o exercício do aprendizado;
A aplicação da persistência, que é o resultado da paciência;
Paciência que adquirimos com humildade e esperança;

Força que desenvolvemos com o exercício da persistência;
Resistência que e o legado da aplicação da força;
Que para adquirirmos precisamos ser fortes sempre;
Para sermos fortes sempre precisamos acreditar sempre;
Alegria que criamos com a certeza da vitória eminente;
Vitória que é o resultado da aplicação do conjunto de virtudes;

Cada virtude depende da outra tanto para adquiri-la;
Quanto para desenvolvê-la, para aplicá-la na sua excelência;
Como conquistar cada uma e aplicá-la em circulo vicioso;
Senão buscando o sentido único da vida. Viver, Viver e Viver...
Viver na plenitude de corpo e alma, absoluta e inabalável.
Viver no seu sentido real, que é o de "Aprender para Crescer".

§corp¥on®
12-Janeiro-2010

Foto de José Manuel Brazão

O Amor é assim...

Seguia o meu caminho,
sem destino,
mas pensando
na Luz que me guiasse!

Enquanto não apareceu
fui andando,
andando…

Parava
e olhava
e pensava
no caminho
percorrido na Vida,
nesta Vida!

Surgiu grande “pedra”
em forma de Mulher!

Fez-me parar!
Parecia
não me deixar,
nem me afastar
ou continuar!

Que desejaria ela?

Que queres “pedra”?
Porque me barras o caminho,
que desejo seguir!

Amor:
este é o encontro
do desencontro!
O Amor é assim…

Lembrou-me
o passado
que eu conhecia
e que ela viveu!

Fiquei junto dela,
recordando
o que a Vida nos dá
e que distraídos,
não compreendemos,
não agarramos,
não fortalecemos!

Mas o amor é assim…
Cega-nos
e só voltamos a ver
com a tal Luz,
quando se dá:
o encontro
do desencontro!

José Manuel Brazão

Foto de Carlos Henrique Costa

Soneto da traição

Declaro o fim desse amor, em rol de seriedade,
Tudo era flores, amores, entusiasmo de mel,
Enfeitar o céu de azul e branco, vestido e véu,
Era o meu desejo no berço da eternidade.

Sobrevém as sombras e tempestades no céu,
A descolorir meu arco-íris com sua veracidade,
As algemas vibram nos grilhões da verdade;
Traição! Destruição da paixão e do amor fiel.

Laços formados, amores desfeitos, nessa ação,
Imposição soberba da luxúria, relato, sofrimento,
Pois quem ama, jamais quer viver esse momento.

E no alvorecer de um novo e belo sentimento,
O coração a mercê do que é essa escuridão,
Fica na desconfiança e pesa na balança a razão

Foto de Carlos Henrique Costa

O vou da liberdade

Voa libélula bela, ao ermo constante,
Das estiagens envoltas nas paisagens,
Que transfigura aquarelas e plumagens,
Num lume radiante de um instante.

Pousa mariposa qual borboleta brilhante!
Naquela flor cintilante pelas suas viagens,
Pois, pouco tempo de vida aqui tu tens,
Porém, te basta essa tua beleza elegante.

E aquele passarinho! Meigo e cantador!
Nos encanta logo pela manhã com amor;
Voa tu, oh! Passarinho, do galho do ingá,

E desperta essa tua liberdade de sonhar,
Em que toda criatura, todavia assim terá,
Se a caça sempre ganhar do caçador.

Foto de Glangel

E o vento levou

E o vento levou

Cai á noite, a chuva paira no ar, e por aqui se latejam as minhas dores de parto, dores oprimindo-me como um rato. Um prisioneiro ansiando por liberdade, um consciente benéfico repleto de maldade.

Á noite ainda permanece me atordoando, continua ainda me sufocando e me deixando cada vez mais desiludido de presenciar um novo amanhecer, não preciso dessa vida, tudo que preciso é viver.

Para que o tempo e o clima não me apavorem, á eles darei ordem para que a si mesmos ignorem. Que fujam pelos céus, que lutem uns contra outros, que se faça uma guerra, para que assim valorizem e não incomodem os habitantes da terra.

Que sumam, que desapareçam, isso um dia irá acontecer, a terra se abrirá e será que suas obras o farão lembrar de você? Quem se recordará de suas malícias, de seus egoísmos se não os céus? O jugo?...

Quem é você que me abisma e me faz flutuar em imaginações férteis e improváveis? Mas certo estou de que irei te esquecer, de que será um dia como nunca a tivesse conhecido, mesmo que para isso eu saia deteriorado e um vivo com o coração endurecido.

A chuva molha, você me olha, o dia irradia e você com seu jeito me enche de alegria, você é tudo e eu sem você nada sou, e tudo que sonhávamos juntos em solidão, lixo virou, o tempo soprou e o vento levou!

Glangel de Almeida

Foto de Glangel

Quem sabe...?...

Quem sabe...

Quem sabe introduzo este pequeno texto com simples palavras, com o intuito maior de apenas desabafar...

...Quem sabe, me objetivarei e destinarei meus pensamentos para o seu interior, o seu intelecto, sabendo talvez do amanhã, sabendo o que possa lhe acontecer e conseqüentemente a avise sobre o que o futuro reserva a você.

Queria eu, ser um vidente, daqueles que usa o dom maligno para trazer a sociedade benignidade, vivendo para DEUS e me afastando da crueldade. Não ser apenas um humano, ter o discernimento e a força de separar o santo do profano...

Quem sabe pretendo te iludir, te atrair para mim, e futuramente com frieza a oprimir? Tome cuidado com a vida, se reserve o máximo possível, não corra atrás do que a atrai, e sim, faça com a sua vida o que lhe for cabível.

Lute, batalhe, guerreie, se preciso grite. Apenas deixe o espontâneo da vida tomar conta da situação, não acredite no futuro, pois ele pode trazer uma sábia decepção.

Glangel de Almeida

Foto de Glangel

O "marti" do convencido

O “Marti” do Convencido

Enquanto escrevia, em minha vida refletia, pois fui derribado pelas pisaduras da amargura e deteriorado pela força da ingratidão.

Hoje quando acordei e pensei em correr, pensei em morrer, talvez por tamanha incompetência, talvez por falta de experiência, não conclui minha missão, minha escolha. Ainda hoje pretendo sentir, reagir, me desiludir, para quem sabe ao menos em algo com a vida consentir.

Para que não me deleite em minha ambição pela morte, concedo-me o direito de se desconsiderar um humano, um ser vivente, não quero ser mais dessa vida um mero e servente, que na luta se faz presente e no “gring” final é dado como ausente.

Não mais aceitarei tal humilhação, trabalhar arduamente sem nenhuma remuneração. Jogarei a toalha, fugirei da batalha, posso morrer nesta terra, mas sobreviverei e vencerei esta guerra!

Glaidson de Almeida Ângelo

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