Poemas

Foto de Bernardo Almeida

Crença e aparência

Quem crê no amor e nunca chorou
Dificilmente amou
Quem crê no amor e nunca sofreu
Dificilmente amou
Quem crê no amor e nunca perdoou
Dificilmente amou
Mas quem ainda crê no amor?
O amor foi reduzido a desejo
Passageiro, ligeiro
Um sem número de parceiros
Companheirismo é piegas
Amar alguém é tão brega
A sinceridade está de braços cruzados
A cumplicidade tirou férias
E o compromisso se aposentou
Mas quem ainda crê no amor?
Livre de interesses materiais
Repleto de saudades e lembranças
Os corações estão trancados
Protegidos contra danos
Todo mundo é tão sério e prudente
Falta coragem para amar
É mais fácil possuir do que se entregar
Mas quem ainda crê no amor romântico?
O que era sentimento verdadeiro
Não passa hoje de um jogo entre parceiros
A morte já não separa os casais
O amor morre muito antes
O vinho é transformado em água
Sem sabor, gosto ou cheiro
Sem emoções e sem feições
Quem veio ao mundo e nunca amou
Falar sobre a vida não pode
Porque nada sabe
Porque nada aprendeu além de futilidades
Porque nada sentiu além do trivial
Porque nada entendeu além do óbvio
Porque, ainda que vivo, nunca viveu

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

Retorno

Na sombra ensurdecedora
De um quarto de cabaré
Meia noite é a hora dos anjos libertinos
Das camélias e das mudanças de destino
É a hora do alerta
É a hora da vida
As prostitutas esperam por dinheiro
Esperamos pelo retorno das nossas vidas
O que a rotina não dá e o amor esconde
O puteiro aponta
Sem pudor, sem vergonha
Nossas carnes, nosso sexo
Puro e simples
Manda quem pode
Obedece quem tem juízo
Ou dá ou desce
Nesse jogo de andarilhos
O zelo vem do gozo
Do prazer e da luxúria
A lascívia e a malícia
Ela grita e grita
Mesmo em farsa
O que há muito sentia-se morto, agora reanima

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

O escolhido

O lenço caiu das suas mãos pela última vez
O sol se pôs
A vida escureceu
Os lamentos ficaram para trás
Seis ou sete anos de penúrias
Azares de um espelho quebrado
Amparos momentâneos
Maior parte sente teu beijo
Ainda doce, mesmo que já amargo
Em minha boca escorre
O seu mel
Minha alma entreguei a ti
Pobre de mim
Fiz da sua ferida, minha cicatriz
Só por que lamentei?
A fúria dos deuses pode ser muito mais feroz
Suas leis, muito mais severas
Mas eu?
Pobre de mim
Por que escolhido dentre tantos?
Nunca tive aptidão para a dor
Mas serei a sua personificação
Sua imagem e semelhança resplandece em um semblante triste
Banhado de sangue
Derramado impiedosamente
Por um Cristo que cala
Diante da mentira
Por um Cristo que fala
Diante da esperança

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Felipe Ricardo

Soneto Para Uma Amiga

Mesmo que de lagrima façamos nosso coração
e que ate os mais sublimes poemas não possam
apresentar aos olhos do mundo o mais singelo
amor que possa nascer de poucos segundo

Digo-te que levemte-se e acorde, olhe para o
Ceu, veja as estrelas as contemple, as viva e
Sinta o prazer de viver, aprecie algo que a ti
Seja de bom grado que lhe deixe feliz pode ser

Um chocolate ou uma porção de pipoca açucarada
Ou simplismente acompanhia de quem se gosta ou
A solidão de teus proprios pensares ou um amor

Mas sempre saiba e reflita que poucos serão aqueles
Que compreenderão que coisas novas podem sim deixar
Alguem feliz, uma amizade nova pode ser um exemplo

Foto de Fernanda Queiroz

Não me acorde

Não me acorde,
deixe-me desfalecida, ausente.
Não é fábula nem história,
você foi mesmo embora.
deixe-me inconsciente.
Posso viver o passado,
mesmo sem ter acordado,
levantar a cada dia,
forjar alegria,
sentir o teu carinho,
imaginar nosso ninho,
olhar-me no espelho,
enxergar o riso teu,
tocar os meus cabelos,
como se fosse os teus,
percorrer os meus lábios.
entregar aos beijos teus.
E ao longo do dia,
ter tua companhia,
para quando a noite chegar,
dormindo poder sonhar,
encontrando-te no meu quarto,
jogando-me em teus braços,
unir-nos sem cansaço,
fazendo deste entrelaço,
a mais pura emoção,
para quando a noite findar
meu dia vir encantar,
continuar minha jornada,
sem estar acordada,
não ser uma taça quebrada,
nem flores despetaladas,
Então...
Deixe-me dormir,
pois só assim minha mente,
o terá no meu presente,
em um corpo desfalecido,
o amor jamais esquecido.,
não me acorde,
nem deixe me acordar...

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Felipe Ricardo

O Silêncio

Qual a paz que alguem pode
Ter, vivendo na tristeza e
Nas sombras de teus nãos?
A ira nasce, toma conta
De um corpo morto e alma
Cansada, mas saiba que a
Plna recompença de teus
Singelos e misteriosos sorrisos

Dão-me forças para esqueçer
Aquilo que me corroe e mata [...]
Isto que sinto, talvez jamais irei
Expressar em voz, palavras
Proferidas de meus labios tão seco
De tanto sofejar estes sons que
Aqui neste mundo não tem a
Vida que sei quedesejas, mas

Derramo aqui toda a vida que
Minhas palavras nascidas destes
Sons mortos, pois em minha escrita
Em meu mundo de pautas e rabiscos
Posso desenhar-te não com linhas e
Traços e cores e sim com palavras
Onde voce, apenas voce pode compreender
Porque de voce tiro a vida para elas

Nascerem de forma mais sublime
Com força sulficiente para abalar
As basesdeste mur de silencio que
Agora vejo. "Talvez letras não sejam tudo [...]"

Foto de Rawlyson junqueira

desejo

Desejo.

Desejo-lhe, como uma abelha deseja o pólen de uma flor.
E assim como a abelha.
Adoraria me espojar no colo de teu seio.
Querendo colher o nécta do amor.

Exploraria o seu corpo eminente, me aventurando no desconhecido.

E como adolescente atrevido desvendaria tuas siluetas coloridas.
Sim são tuas às siluetas coloridas.

Desejo não é hipocrisia, e sim brincadeira de abelha.
Que se aventura em campo desconhecido, a procura da flor perfeita.

Elas procuram dentre as flores as mais belas e coloridas.
E o mesmo faço eu, querendo me aventurar em suas curvas proibidas.

Há!... quem dera eu fosse abelha, para o mel eu ir buscar,
E com vôo elegante, em seu colo derramar,
Toda pureza e maledicência de um garoto a gritar,
Bem alto e aos quatro ventos para quem quiser escutar.

Desejo muito essa mulher, Abelha Rainha de meu coração,
O qual serei eternamente escravo do desejo e da paixão.

Rawlyson M. Junqueira.

Foto de Rawlyson junqueira

mais uma vez

Mais uma vez.

Será? É isso mesmo?
Arrepender, ou se enganar.

Momentos em que antecede a hora de sua angustia, e te puxa para o mais fundo abismo de seus demônios. E mexe no mais profundo e intimo de seus segredos, e lhe concede um enorme medo.

Revelando quão fraco és tu, vitima de suas loucuras.
Será? É isso mesmo?
Arrepender, ou se enganar.

Parábolas de mente confusa, o qual não entende o que acontece. E ali parado a mercê, olha distante e desfalece.

Arrepender se é algo bem forte ao qual bem se entende o que acontece.
Mais se enganar é algo tão fraco, que nem na mente se prevalece.
Será? É isso mesmo?
Arrepender, ou se enganar.

Um minuto com sigo mesmo te faz pensar e repensar, será? Será? Vale a pena mesmo lutar?
Ou regredir se a covardia é a melhor solução que há?

Cada segundo é valioso, ande não perca tempo.
É hora de expulsar os demônios e cumprir o seu lamento.
Sinta a intensidade da vida e supere todos seus medos.

Levante da beira da morte e se entregue por inteiro.
Se prometeu então cumpra.
Ou se si enganou , que pena mente confusa?
Será? È isso mesmo?
Arrepender ou se enganar.

Rawlyson Junqueira

Foto de Rawlyson junqueira

meu voo

Meu Vôo.

Viste aquele ponto no céu?
Viu?
Que bom que não viu.

Minha cabeça agradece e meus pensamentos voam.
Não capture, não ameace, e não o prenda.

Viste aquele ponto? Movendo-se no ar?
Viu?
Que bom que não viu.

Adivinhou? Bela plumagem belo vôo.
Grande encanto.

Um pássaro e a experiência da liberdade.
Viste aquele ponto?
Pensamentos voam, pensamentos livres.
Não capture não o prenda.
Não ameace, e nunca adivinhe.

Eu não aceito;.e não aceite.
Pensamentos no ar, liberdade a tomar.
Cruza veloz como um pássaro a voar.

Uma hora estou aqui, e outra estou ali.
Posso esta onde quiser, em um segundo qualquer.

Aquele pássaro é diferente, não possui tal poder.
Mas o vôo é concreto.
E abstrato é o prender.

Viste aquele ponto no céu?
Viu?
Bom que não viu.
Pássaro capturado.
Pensamentos preso.
Ave ameaçada, idéias descobertas.
Viu?
Repito que bom que não viu.

Rawlyson M. Junqueira

Foto de Rawlyson junqueira

somos marionetes

Somos marionetes.

Á vida é o espetáculo.
Os amigos, e quem nos cerca é o picadeiro.

E o mundo é o grande palco.

Os fios de náilon são nossos atos nossas ações,
E pensamentos concretizados.

Que espetáculo;... Ridículo?
Não sei,... faz rir?
Talvez,... Chorar,
Tem vez.

Sou autor, fui ator, mas a encenação do palco da vida, não é como o palco da alegria, onde rir chorar se amar, fica lá.

A vida não é para covardes, muito menos para heróis. Em base desse relato, abandonei o espetáculo.

Cortei os fios de náilon, expulsei o picadeiro,
E abandonei o grande palco.

Que espetáculo;... Que nada!
Fez rir?... Não sei.
Chorou?...Chorei.

Mais uma coisa aprendi, marionete do show da vida jamais serei.

Rawlyson M. Junqueira.

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