Poemas

Foto de Dirceu Marcelino

O MAR - Soneto de Salvamento - DUETO

Eu já passei por essa experiência,
Quando entrei num mar tempestuoso
Nadei, nadei, nadei... pedi clemência,
A Deus uno e único poderoso.

Aprendi então a ter muita paciência
Pois, consegui sair do mar revoltoso
E hoje tenho fé, amor e consciência
De que só Ele é nosso pai glorioso.

“_Sim, meu amigo. Te vi desperado,
Mas foi a fé, em Deus Misericordioso,
Que te trouxe aos meus pés desmaiado.

Esqueças de vez os sonhos tormentosos,
Deixes os maus sonhos do passado
Pense agora apenas em dias gloriosos”

Foto de DAVI CARTES ALVES

A FLOR E A BORBOLETA

Em você,
assim como nas mais raras e belas flores,

só devem pousar borboletas, com
multicoloridas asas de seda,
e delicadas anteninhas de ouro.

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Dirceu Marcelino

O MAR - Meu salvamento - DUETO - VANESSA BRANDÃO e DIRCEU

(Vanessa Brandão )
Em um lado deserto
Daquela linda praia.
Sentada na areia,
Admirando o mar,
Avistei alguém dentro dele.
Que tentava sair,
Mais não conseguia
O mar que antes estava com as ondas tênuas
De repente se tornou agressivo.

Ao olhar bem percebi que era um lindo homem
Tentei pedir ajuda
Mais não havia ninguém
Fiquei sem saber o que fazer
E mesmo que eu quisesse
Não poderia salvá-lo
Pois não sabia nadar.

Me vi enloquecida
Pois queria muito ajudar
E nesta hora lembrei
Que existia em mim
Uma força muito poderosa
A fé em Deus.

E foi nela que me apeguei
Para retirar o homem do mar
Aquele homem que estava desesperado
E que aos poucos perdia as suas forças.
Percebi que as correntes marinhas,
Formavam um círculo na baía,
E com os braços fui indicando
E ele foi nadando,
De acordo com aquela orientação.
Foi da praia se aproximando
Até que no local em que as ondas se quebram
Seu corpo já entregue foi levado
Por uma das grandes ondas

Que o jogou na areia

Justamente aonde eu me encontrava
Olhei pra baixo e lá estava ele
Aos meus pés desmaiado...
Mas vivo...

(DIRCEU)

Poderá parecer mentira,
Um sonho de pescador
Ou delírio de um caipira.

Mas, foi realidade
Eras ainda uma menina,
Mas alguém como tu
Vi sentada na areia da praia,
Observando o mar de longe.
Estendi a minha esteira
Na areia.

Queria chamar-lhe atenção:
Fiz algumas flexões,
Olhei-a mas ela não me via.
Não deu bola.

Adentrei na água,
Passei os arrebentos das ondas,
Mergulhei.

Virei-me ná água
Não sei mais se ela me via
E aos poucos fui adentrando
Mar adentro.
Sempre eu fazia isso
Ia até o farol.

Mil metros, para um jovem
Na época era pouco.
Mas naquele dia,
Não percebera por encanto
Que o mar estava tenebroso
E fui adentrando,
Adentrando...

De repente
Vi que tinha passado o farol,
Era hora de retornar,
Desvirei-me do nado de costas,
E dei algumas braçadas.

De três ou quatro,
Avançaria dois metros,
Mas naquele instante recuei um metro.
Mais quatro ou cinco braçadas,
Avancei meio metro.

Ah! Já fiquei desesperado.
Olhei ao ser erguido por uma onda
Para a praia e vi ao longe só aquela morena.

Não podia gritar,
Nem adiantaria
O marulho do mar era intenso
E então fiz alguns gestos,
No padrão do S.O.S.

Noutro levantar das ondas
Vi que ela desesperada
Levantou-se da areia
E virava a cabeça para todo lado,
Talvez, pedindo ajuda,
Foi quando percebi.

Ela me fazia sinais,
Com os braços,
Em círculos
E comecei
Então,
A obedecê-los,
Seguia a corrente d’águas,
Que eu não podia vê-las
Tantas eram as fortes ondas.

Mas, com certeza, ela as via de longe
E assim, confiei nela,
E atendendo suas indicações,
Comecei a avançar,
Dois metros,
Em forma de um semi-círculo,
Dez metros,
No sentido dos ponteiros do relógio,
Cinqúenta metros,
E via a medida que avançava
Em cada onda que me erguia,
Que ela me seguia,
Andando pela praia.

Passei o farol,
E sempre em círculo,
Seguindo suas indicações
Fui avançando,
Quinhentos metros
E, já podia ver
Que para trás o farol foi ficando
E fui avançando,
Novecentos metros,
Até quando
Sentia
As ondas me elevando,
E quando passavam
Meus pés ia roçando
A areia do fundo,
E não sei quantos metros
Faltavam.
Mas já era praia
E continuei,
Remando...
Não sei
E
Só acordei,
Recobrei os sentidos
Quando a minha frente vi duas pernas
D’uma linda morena e
Ela me olhava
Sorrindo.
Vivi.
E vi que ela caminhou vários quilometros
Pela areia da praia
E foi assim que me salvou.

Se não fosse ela,
Não estaria agora aqui poetando

Por isso te peço, continues,
A vida é assim...

Até hoje agradeço a Deus!

NB. Ontem indicastes o caminho,
Hoje poderei indicar o teu
E, aqui temos muitos amigos,
Vamos nos encontrar
Na Escolinha da Fernanda. Uai!

Foto de Sirlei Passolongo

Seja como for

Há dias que te quero insano
outros que te quero apaixonado
momentos que desejo teu corpo
outros que basta te olhar
e me ver dentro dos teu olhos
em seu peito deitar...
há dias que te quero meu homem
outros que te quero meu amor
só sei que de todos os jeitos
e todos os dias, quero você
seja como for.

Sirlei L. Passolongo

Direitos Reservados a Autora

Foto de Marcelo Roque

Café da manhã

Quando você foi embora, levou todo o açucar do meu café ...
Guardou tão bem guardados os potes de sal e pimenta, que hoje, nem sinto mais o sabor de minha comida ...
Levou também o meu canário do reino, e com ele, todo o lindo canto que ecoava por nossa casa ...
E aquele tapete, bordado com os nossos nomes dentro de um coração, que ficava bem ao lado da cama, também se foi ...
E agora, quando acordo de manhã e piso no chão, sinto o quanto o nosso quarto é frio sem a sua presença ...
Por onde anda você ? ...
Sei que não está tão distante assim, porque eu ainda posso sentir seu perfume ...
Volta ... e traga consigo o meu bom dia e a minha boa noite ...
E não se esqueça do açucar, pois, a água para o nosso café, já está no fogo ...

Foto de Joycimar Lemos

Alerta

Alerta

É difícil compreender-te
Dizes que não me ama,
Dá teu carinho a outra
Mas quando me vês, observa-me em silêncio
Com uma doçura no olhar
Louco para gritar: beija-me!

Ah! Se tu tivesses coragem!
Se tu tivesses coragem de revelar ao mundo
O que sentes por mim
Poderíamos viver aquele nosso amor tão profundo...

Não fiques assim! Não sejas assim!
Por que perdes tempo com ela,
Se que tu amas verdadeiramente é a mim?

Tenha coragem,
Pois o tempo está passando.
Abra se coração,
Pois se muito demorares
A tua única companheira será a solidão.

Foto de Soninha Porto

ROSA PURA

o ventre macio
esconde a flor

cálida e úmida
desabrocha pura

desliza num jardim
que lhe acaricia
pétala-a-pétala

uma loucura

jeito de rainha
adona-se do lugar

à volta
volitam borboletas
beijam-na suaves

brincam no néctar
do amor

as veste mais púrpura
procura seu par

talo e rosa
mesclam odor

de tão perfeitos
viram flor.

Foto de reginaldossjr

Levado a cabo

Levado a cabo

Cansei do seu amor
Não sinto mas volúpia
Acabou-se a ansiedade,
Pra onde foram os desejos?
Não me perco mas em teus beijos
Diga algo que me cale.
Tristeza, olhar teu rosto morto
Não sentir mas seu vocábulo
Nem escrever intensas poesias
Que falam da nossa realidade.
Não me vejo mas ao seu lado
Perderam-se os sonhos de outrora
Agora se durmo não me afaga,
Nossa casa, um mar de silêncio...
Nossa cama ,não se abala...
Não tem porque estar-mos juntos,
Defendendo um ideal, que acabara.

Autor: Reginaldo Sena de Souza.

Foto de reginaldossjr

Soneto de Amor e Eternidade

Olhar fixo nos olhos cheios de afeto,
Nem ao menos piscam as pálpebras
Ainda assim as mãos molhadas
Do suor que jorra em vez de lágrimas,

No pulso uma pulseira banhada
Uma lembrança dos tempos dourados
Talvez um vestígio do amor adormecido
Que implora e anseia por um afago,

Por ironia do destino, separados!
Mesmo no agora de mãos dadas
Mesmo na frieza da apatia
Que tomou-se em toda sala.

Vibrando em nossos peitos irradia
A esperança em torno de uma vida
Que o destino sempre afasta!

Embora a eternidade diga:
Filhos carreguem seus martírios
Pois foram dados de graça.

Autor: Reginaldo Sena de Souza.

Foto de DAVI CARTES ALVES

DEIXE-ME AQUI

Deixe-me aqui
Deliciando-me com este horizonte
Onde Deus esta a talhar
Neste pôr -do - sol rosicler
Uma tela fascinante
Sim! Uma obra excitante

Deixe-me aqui
Banhar-me nesta paz colorida
Pincelada na aquarela do ocaso
Neste chuviscar multicolor
Que nos faz esquecer completamente
Qualquer termo ou palavra
Relacionado com, atraso???

Deixe- me aqui
Por quê falar tanto em ir embora
Deleite-se comigo na harmonia
Que nos proporciona a beleza deste momento
Com que nos presenteia esta suave aurora

Deixe-me aqui
Não! Não tenho pressa em sair
Pois são em momentos mágicos como esse
Que embebido em gratidão
Me orgulho em existir

Deixe-me aqui
Ta! Pode ser ilusão
Mesmo sendo
Sinto uma caricía fagueira, agradável
Dentro d’alma, no coração

Deixe-me aqui
Meditar, refletir,
ponderar com este momento
tentar eliminar uma saudade
que me dilacera coração adentro

deixe-me aqui
deixa eu analisar essa nova situação
tentar compreender, entender, e assim reviver
como ela conchegou-se de tal maneira
em meu frágil e apaixonado coração.

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