Poemas

Foto de Osmar Fernandes

Amor sobrevivente

Abracei a minha infinita lágrima de solidão.
Chorei desesperado, tão tristonho.
Você viverá para sempre no meu coração.
O fim feriu a vida de dois amantes.
Ainda não acredito naquela despedida.
O mundo conspirou, matou o nosso sonho.
Seu beijo estará estigmatizado por toda a vida
Em meu coração, em meus lábios...
Nunca vou esquecer nosso tesão amor,
Nossa paixão, nossas madrugadas.
Depois de tanto tempo sem você,
O mundo perdeu a graça.
Eu te amo!
Ainda ouço nossa canção...
A lembrança não disfarça.
Tanto amor a gente viveu!
Você é a mulher da minha vida.
O destino nos matou,
nosso amor não morreu.
Ninguém vai ocupar o seu lugar.
Fiz loucuras de amor pra te amar.
Não me arrependo, querida! Te amo!
Você é minha estrela, meu segredo.
É tudo que eu tenho pra sonhar.
Você é meu louco desejo.
Esse sonho de amor é meu presente.
Não há antídoto para minha dor,
Mas, nosso amor é sobrevivente.

Osmar Soares Fernandes

Foto de Carmen Vervloet

Poema de Aniversário

Poema de Aniversário

Obrigada, Senhor!
Por mais um ano de vida,
Pela experiência adquirida,
Que me faz pavimentar
Caminhos de luz
Cobrindo-os com pedrinhas
Do brilhante que reluz...
Para cada amigo meu passar...
Feliz... Sem se machucar!...

Obrigada, Senhor!
Pelos meus olhos
Que me deixam ver
Toda a beleza
Da mãe natureza!
O verde das matas...
O céu anil...
O verde mar...
As nuvens fofas e brancas,
Pula-pula dos sonhos
Da minha criança,
Ainda plena de esperança!

Obrigada, Senhor!
Pelos meus ouvidos
Que me deixam ouvir
O canto dos pássaros...
O coaxar dos sapos...
O assovio do vento...
O canto solitário da cigarra,
Anunciando o sol!...
Nesta ensaiada orquestra...
Em festa...
Que me enche de paz!...

Obrigada, Senhor!
Pelo meu olfato...
Que me extasia
Com o perfume das flores!...
Que me delicia
Com o cheiro gostoso da comida!...
Que me embevece
Com o aroma
Da terra molhada,
Fertilizando a semente
Que faz brotar a vida!...

Obrigada, Senhor!
Pelas minhas mãos
Que oferecem carinho...
Que amassam o pão...
Que libertam versos...
Que entregam afeto...
E tecem fios de amor!

Obrigada, Senhor!
Pelo meu coração
Que bate forte!...
Sem rumo... Sem norte...
Bate em todas as direções...
Levando as lições
Apreendidas no decorrer
Desta existência!...
Com luta... Suor... Dor...
Mas que tudo superou
Com amor!...
E hoje oferece um arco-íris
De cor!...

Obrigada, Senhor!
Por tanta sorte!
Por não ter medo da morte!
Porque minha vida é agora...
Nesta hora...
E embelezo cada momento
Recolhendo cada fragmento
Da experiência de outrora!...
Feliz por tantas vitórias!

Obrigada, Senhor!
Que com suas mãos luminosas
Deu-me a aurora da vida
Hoje fruto maduro
Que atravessou mais um ano
Retardando a noite
Na manhã brilhante do seu dia
Unindo o verbo à poesia
Na eternidade de cada instante!

Carmen Vervloet

Foto de Cecília Santos

HÁ TEMPOS

HÁ TEMPOS
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Há tempos não vejo seu olhar!
Há tempos não ouço sua voz.
Há tempos não vejo você.
Por onde você anda?
Em que estrela se esconde.
Em que gota de chuva
se encontra.
Em que mar navegas.
Qual raio de sol é você.
Qual pétala de rosa traz
seu perfume.
Há tempos não te vejo!
Ah! quanto tempo faz...!
Meu coração está inquieto.
Meu sorriso perdeu a cor.
Meus braços querem te abraçar.
Longe de ti me sinto perdida.
É navegar num mar de incertezas.
É não saber se o vento vai soprar
pro norte ou pro sul.
Mas é ter certeza que esse
tempo já passado.
Não trará você de volta.
E quanto mais o tempo passar.
Mais a distância e o tempo,
entre nós ficará imensurável.
E a sua lembrança infinitamente,
dentro do meu coração.

Direitos reservados*
Cecília-SP/12/2007*

Foto de Sonia Delsin

COMO FOGO DE ARTIFÍCIO

COMO FOGO DE ARTIFÍCIO

Estamos sim, tão grudados.
Dançando de rosto colado.
Você me beija e o mundo inteiro vira um fogo de artifício.
Você é meu vício.
Meu bem, meu bem mais caro.
Você é um homem raro.
Dançamos de rosto colado no pensamento.
Passa um vento.
A minha pele arrepia.
Sinto uma agonia.
O amor não pode ser triste não.
Tem que trazer alegria.
Seja como for... nos falamos todo dia...
Não é uma utopia.
Cresce o sentimento.
Não posso dizer que lamento.
Devo dizer que este amor traz é contentamento.

Foto de Sonia Delsin

MORDO A FRONHA

MORDO A FRONHA

Mordo a fronha porque nos meus sonhos você chega.
Tão lindo, sorrindo...
Chega entregando flores.
Chega e me tira todas as dores.
Mordo a fronha.
De agonia quase choro.
A atitude me envergonha.
É preciso saber esperar.
Mas tem horas que a espera chega a nos angustiar.

Foto de Sonia Delsin

JÁ NÃO SOMOS MAIS SÓS

JÁ NÃO SOMOS MAIS SÓS

Você me diz assim.
Você foi feita para mim.
Sob medida.
Você é a luz da minha vida.
Eu digo que sei.
Eu digo que andei...
Que andamos em busca de nós.
Já não somos mais sós.
Vivemos a nos falar e temos tanto a entregar.
O tempo é curto para tanto amar.

Foto de Sonia Delsin

AMOUR, TOUTE LA VIE...

AMOUR, TOUTE LA VIE...

Tu me dizes.
Se eu tenho uma maçã.
Ela é minha e tua.
Eu te quero nua.
Te quero minha.
Não te quero sozinha.
Tu me dizes.
Se eu tenho uma maçã... temos amanhã...
Sempre tua, amour, toute la vie...
Sempre tua.

Foto de Sonia Delsin

ESTAMOS É ENAMORADOS

ESTAMOS É ENAMORADOS

Preciso de ti.
Da tua boca bonita.
Do teu olhar que chega a me atravessar.
Preciso te ouvir falar.
Preciso-te quieto só a observar.
Preciso de ti...
Tanto, tanto...
Quando te vejo na minha vida tudo vira canto.
Preciso de teu amor, teu carinho.
Corro para teu peito.
É um ninho.
Nunca mais sozinha ficarei e nem tu serás um homem sozinho.
Estamos construindo um tempo nosso dentro que um tempo que entrega asas aos anjos ousados.
Estamos é enamorados.

Foto de Daemon Moanir

Sentimentos? Não, sensações!

Saboreio meus despojos de guerra antes de os ter.
Palpitam os corações, tantos, qual escolher?
Sinto o sangue, quente, nas minhas mãos a escorrer...
E libertam o horror, a demência que queria não conhecer.

O prazer à tanto que não aparecia,
Bebo-o como um louco, como nunca antes.
Ele desce ao bloco que mantém vivo
E faz-me transbordar da bondade que à tanto queria.

Sentimentos? Não, sensações!
Racionalizadas, loucamente poderosas.
Sinto, sinto a hora a chegar finalmente.

O sabor do bafo escaldante das bocas que me esperam
E os corpos das bocas docemente chamativos,
Apavoram-se de paixão.

Foto de Ricky Bar

Inebriante Amor

Despertar esperto, noite a dois inebriante
Canto em forma de prosa meu amor iniciante
Pecado não amar, riscos afogados ao beijar
Bocas úmidas, lábios trêmulos de paixão
Abraços apertados, ocupam todo o espaço
Roçar do colo, dos seios, num peito acalentado
Mãos exploram as sensações, os sentidos
Passeiam pelas curvas, percorrem cada canto
Olhares que se perdem noutro olhar, cúmplices
Espiando, aprofundam, penetrando fundo
Coxas entrelaçadas, braços que se agarram
Corações disparados, desejos procurados
Tremer de corpos, que pedem mais, se entregam
Soltos, suados, colados, quentes de tesão
Que montam, cavalgam, desmancham-se em prazer
Descobrem seus ritmos, dançando juntos, aconchegados
Sons, gemidos, sussurros ao pé do ouvido sem sentido
Trepando, clímax num gozo a dois se aproximando
Chegam juntos, palpitações, gritos, espasmos, contrações
Corpos crispados, sensibilizados, molhados
Suavidade que chega e relaxa depois do amor
Deitados juntos, carinhos, ainda enroscados
Sem pressa, permitindo que o instante seja prolongado

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