Poemas

Foto de Dani S.S

Se

Se tua boca faz o contorno exato da minha
Seria por que elas foram feitas para este exato momento?
Por que tudo se consumiria em amor?
E o teu amor fez do meu pranto um suspiro
Um suspiro de êxtase, alegria contida e sofreguidão
E se tua boca conhece o caminho exato do meu corpo
Seria por que ela sempre pertenceu a ele
E neste momento achou o caminho de volta para casa?
E se meu corpo é a tua casa
Seriam minhas coxas tuas almofadas
Seria meu cabelo tua coberta
Seria meus olhos a luz do quarto?
E se tua boca me pertence
Pertenceria a mim o todo?
E se eu não quiser que me pertenças?
Se eu quiser que te entregues a mim livremente
Que te sintas sempre em casa?
Far-me-ei, pois, um lar
Construir-te-ei moradia
Abrigar-te-ei em meu peito
Até o fim de meus dias...

Venha comigo.

Foto de Licia Fonseca

Alma

A alma sensivel é
como harpa
que ressoa com um simples
sopro.

Foto de Hisalena

Traços revoltos

Na face branca de uma qualquer folha de papel
Desenho os traços revoltos e negros da minha alma,
Os traços que hoje me atormentam e desesperam,
Os traços que hoje quase me fizeram perder a calma,
Os traços que hoje quase vida própria tiveram,
Desenho os traços profundos e negros da revolta
Que hoje se acendeu nas profundezas do meu ser,
Que hoje se perdeu sem hipótese de haver volta,
Que hoje incendiou as horas lentas do meu viver,
Desenho os traços desiludidos e negros da vergonha
Que senti face a esse comentário frio e mesquinho,
Que senti face a essa frieza crua e quase medonha,
Que senti face a esse despeito que em surdina adivinho,
Desenho os traços magoados e negros do meu coração
Depois de ter ouvido essas palavras venenosas e letais,
Depois de ter ouvido e sufocado a minha decepção,
Depois de ter percebido que as coisas não serão iguais,
Desenho os traços enraivecidos e negros do meu pensar
Que me toldam a vista e vão entorpecendo os sentidos,
Que me fazem ter força para me erguer e para lutar,
Que me relembram sentimentos há muito adormecidos,
Na face branca de uma qualquer folha de papel
Desenho os traços revoltos e negros da minha alma,
Os traços que hoje me atormentam e desesperam,
Os traços que hoje me fizeram perder toda a calma,
Os traços que a partir de hoje em cada sombra te esperam!

Foto de Lorenzo Petillo

Noite de Outono

Assim com tal demora e zêlo
Apresentei-me perante ti com tanto anseio
Que chegara a quase sufocar minha alma
Queria apenas o teu beijo
Aquele meu/teu tão sonhado beijo
O único remédio que me acalma

Mas me beijaste com paixão
Com o fogo fervente da tua emoção
E me puxaste para entre tuas coxas
Cheguei a pensar que morreria no início
Professando mil juras aos teu ouvidos
Ao te ver tão linda e louca

Te comprimi forte contra meu peito
Mordi teus lábios daquele jeito
Que te fez ir de gemidos à grito de prazer
Mas de repente a noite chegou ao fim
E juntando minhas roupas eu parti
Para onde nunca mais voltaria a te ver

E essa noite não passa de uma lembrança
A recordação de uma incandecente chama
Que um dia ardeu em brasas sobre nossas peles
E ao deitarmos junto a outro corpo
Lamentamos por não ser o do outro
Que nos aquecera naquela fria noite de outono.

Foto de Ana Botelho

VAIDADE

VAIDADE

Busco em seus braços calmaria, aconchego,
Como um frágil bichinho cativo sempre o faz
Quer um ninho, mas às vezes em grades cai .
Meu amor não se realiza... acho que descobri o porquê,
Jamais conseguiu acalantar, nem por poucos meses,
Os meus sonhos e, mesmo assim, eu amo você.

Se abre os seus braços e se põe a me abrigar,
É que quer eu me renda às celas do seu egoísmo
Pedindo que eu me segregue do que der e vier,
E em um orgulho sombrio, me leva dos meus,
Acorrentando-me em cárceres de ridículos apegos
Prendendo-me ali, pelo tempo que bem quiser.

Meu vício é o encantamento do seu exagerado amor,
Pois quando retornamos em novas tentativas,
Nesse vai e vem, entre brigas e afagos, me ilude
E se me aloja nessas horas, eu fecho os olhos e assim
Viajo, alçando vôos a paragens etéreas, benfazejas,
Aí, eu me torno rainha una do espaço sem fim.

Mas não demora nada... e a tarde se esmai,
Com ela, uma triste angústia vem e dói em mim,
Traz à tona noite nefasta em seus gritos loucos,
Que me amedrontam demais, tendo que me calar
Diante de tanta agressividade, então me detenho,
Tentando talvez, que você não consiga me abandonar.

Estou por hora, muito, enormemente cansada
Para retomar essa relação dorida e oscilante,
Quero ficar aqui quietinha no meu canto,
Porque eu sei que o verdadeiro amor não é cativo,
Ele é livre por excelência, alimenta as almas
E as torna felizes, tudo pode e dispensa lenitivos.

Não serei eu a marionete escolhida da sua vaidade,
Sinto dizer-lhe isto: aprendi a gostar de mim mesma
A valorizar tudo o que possuo em talentos e intuições
E, elas me dizem que você não vai e nem quer mudar
Esse seu modo doentio de tratar o meu coração frágil,
Que só deseja a clareza do sol a com ele caminhar...

Sair bem cedinho, dourar os campos em lindas flores,
Falar com todos os que no trajeto puder encontrar,
Energizar os sofridos lares com gotas de carinhos,
Beijar os cabelos encaracolados de tantas crianças
Que olham na curva da estrada, lá no horizonte,
Como se visualizassem a chegada da esperança.

Sabem do que eu preciso... de apenas um grão,
Só um grãozinho de amor, que seja ele capaz
De me tornar alegre. Não penso em grandezas,
Não. Necessito me sentir amada, simplesmente,
Em plenitude e sem cobranças materiais,
Apenas amada, para ter paz na minha mente.

Que preço, meu Deus! até quando irei pagar
Pela vaidade que você teima em alimentar...
Peço ao tempo, esse desconhecido mágico,
Que se lembre de nós e desse insano amor,
E que nos faça cúmplices, amantes, amigos,
Desde o adormecer, o raiar e até o sol se pôr.
.
Ana Botelho 02/09/07

Foto de Menina do Rio

Doce Delírio

Vem
Vamos fazer deste quarto o nosso ninho
Tendo a lua iluminando nossos corpos
E sobre os alvos lençóis de nossa cama
Cavalgar no compasso da paixão
Vem
Toca-me com tuas mãos sedentas
Afaga-me os cabelos em desalinho
E num longo e doce beijo
Desnuda-me corpo e alma
E me deixa nua à luz da lua
Desce tuas mãos devagarinho
Acaricia-me a pele ardente
Me afaga os seios...
Sem receios sem pudor
Devora-me a boca
Faz-me louca, insana nesta hora
Não há nada lá fora, só nós dois
E, num doce delírio faz-me tua
Pulsa em mim o teu desejo
Ardente, quente...
A tua chama
Me ama
Desliza tuas mãos em minhas curvas
Descobres caminhos
Minhas sendas, minha seiva
Desfrutas
Como se fosse um mel

Depois
Deixa-me cair exausta em nosso leito
Afagar-te a pele e, em teu peito
Adormecer ...
(menina do rio)

Foto de Menina do Rio

Tempo

O tempo é curto para nós
E quase nunca estamos sós
E nos encontros feitos de ternura
a beleza da magia perdura
em momentos risonhos
colorindo sonhos
em beijos de veludo carmim
de encantamento sem fim
Num vislumbre de eternidade
eu, você e a saudade
Dançamos uma valsa
enquanto a tarde passa
e os braços enlaçam destinos
com cheiro de amor menino
As vezes afoito, urgente
querendo uma carícia ardente
Depois,sereno como água mansa
onde meu barco descansa
Pousado em teu peito, meu porto
que me traz conforto
E nesse tempo pouco
que se faz tão louco
eu te invento
e reinvento nós
a sós...
(by menina do rio)

Foto de Carmen Lúcia

"Basta"

Que caiam todas as máscaras
Desnudem disfarces,propagandas enganosas,
Farsas impiedosas,que pintam de rosa
Um cenário incoerente,assaz reverente
À realidade cinzenta e incomplacente
De pseudos messias,doentes mentais,
Que defendem as guerras,injustiças sociais,
Como se fossem meros fenômenos naturais.
Digamos um basta à gana estratosférica
Ao que nos consome,à ambição homérica
E de caras e almas lavadas,
Nenhuma utopia,rasguemos o pano da hipocrisia;
Que as balas não são de festim,
O sangue que escorre não é de carmim...
As bombas são de explodir,não são de açúcar;não dá pra engolir!
As guerras não são de amor,tampouco boatos;são guerras de fato!
As vítimas não são virtuais,são todas reais,são todas fatais,
Às dores não há analgésico,nem mesmo anestésico;são dores mortais!

Quebremos o falso cenário,
Mundo visionário...De destruição!
queremos viver feito gente...
ajamos com garra,com alma decente,
com força no peito e raiva no jeito,
Paz no coração...Rumo à reconstrução!

Foto de Cecília Santos

NINGUÉM É DE NINGUÉM

NINGUÉM É DE NINGUÉM
#
#
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Ame... não aprisione!
Amar alguém, não é
acorrentá-lo à você.
Ame... de liberdade!
O amor tem que ser livre,
pra ficar ou partir.
Amor é o sentimento verdadeiro,
duradouro, equilibrado.
Paixão é o encantamento,
é deslumbramento.
Há quem pense que ciúmes,
é prova de amor ardente.
Dosado faz parte do amor,
o excesso sufoca, mágoa.
Transforma a vida do outro,
num doloroso inferno.
Sofre-se mais, quando
se ama alguém.
Sofre-se menos, quando
alguém nos odeia.
Escolhe-se alguém, pra que
seja exclusivamente nosso.
Como se isso fosse possível
Tira-lhe o sorriso do rosto,
troca-se pela tristeza.
No lugar do amor, a possessão
Tira-lhe o direito de escolha, decide,
faz as próprias regras.
Torna-se dono absoluto do outro,
como se tivesse esse direito.
Amar alguém, não é escravizar...
Amar alguém é doar de si mesmo...
É uma troca de sentimentos,
de carinho, de cumplicidade.
No final de tudo descobrimos,
que temos só a nos mesmos.
Pra chamar de nosso...!
Pois nesse mundo em que vivemos.
Ninguém é de ninguém...!

Direitos reservados*
Cecília-SP/08/2007*

Foto de elcio josé de moraes

TUDO PRA MIM

TUDO PRA MIM

Voces são meus filhos queridos!

Tudo o que Deus deu pra mim.

Voces são perfeitos, tão lindos,

Qual flores de um imenso jardim.

Voces sabem pouco da vida!

São flores ainda em botão.

Que irão despontar algum dia.

Algum dia, desabrocharão.

Voces são meus filhos queridos.

Que eu amo de amor e paixão.

Voces são perfeitos, tão lindos,

São flores ainda em botão.

Escrito por Elcio Moraes

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