Poemas

Foto de Carmen Lúcia

Nunca estarei só...

Não estou só...
Ainda que a solidão teime em me sequestrar
e meus dias amanheçam calados
fazendo do tempo o algoz de meu sorriso,
inserindo lacre no fosco de meu rosto,
sem aviso, de improviso, de mal gosto,
realçando marcas que se mantinham abrandadas,
apagando de meu álbum, fotos de pessoas amadas,
que ficaram pelos caminhos de nossa jornada,
ainda assim não me sinto só.

Mesmo que dos sonhos reste apenas um,
não o deixarei que morra, cultivá-lo-ei,
pois sei que sonhando, sobreviverei...
Ainda que as emoções se tornem mais amenas
obedecendo o ritmo de minha limitação, apenas,
seguirei em frente, rumo à superação,
e mesmo só, nunca estarei só...
Dormirei, sonharei, brincarei com a fantasia,
caminhando de mãos dadas com a poesia.

_Carmen Lúcia_

Foto de Fernando Vieira

Só saudade mesmo

Felicidade mora ao longe
Consigo até imaginar
Olhando assim pro horizonte
Eu posso até te enxergar

Oh meu amor meu bem querer
Desejo está só com você
O meu olhar viaja o mundo
Na ânsia de poder te ver

O teu lugar é ao meu lado
Porque você não está aqui?
Pertinho do seu namorado
Grudada, coladinha em mim

To com saudades dos seus beijos
De sua pele tão macia
Eu quero ter você agora
Eu te desejo todo dia...

Foto de raqueleste

BeLa MeNiNa .

Bela menina
Menina ligeira
Esperta menina
Menina encrenqueira
Não era tão alta nem tão magra
Não era modelo nem era atriz
Era a menina que estudava
Que trabalhava
Não era uma beleza de revistas
Não era uma beleza que se via em apenas um olhar
Era uma energia
Uma luz
Como se fosse uma estrela a brilhar
Não uma beleza externa
Mais algo a se admirar
E eu simples pintor
Meio estonteado com tanta beleza
Corri tanto atrás que ela se deixou pintar
No dia em que terminei o quadro
Pendurei no meu quarto
Mais aquele retrato que fora pintado
Com tanto zelo com tanto cuidado
Parecia com ela, as cores os enfeites.
Mais não tinha o aroma de flores do campo
Mais não tinha a sutileza nem mesmo o encanto
Não era bonito, pois não tinha o brilho.
Que eu via nos olhos matreiros
Nem mesmo a travessura
O jeito encrenqueiro
Não era ela
Nem mesmo o cabelo
Aquela beleza
Que me conquistou
Nem mesmo um espelho
A copiou.
Porque aquela beleza era interna e foi Deus quem criou.

Foto de Jessik Vlinder

Fugindo de Você - de Mim

Enquanto você insiste
Em habitar-me nas noites tristes
Meu eu se perde e de se encontrar desiste...

Foto de Jessik Vlinder

Soneto Do Beijo Roubado

Longos cabelos ao vento
Andar felino desnorteador
Olhar precisamente intenso
Perigoso... avassalador...

Perfume amadeirado
Perfeito na pele morena
Tão próxima! Estou perturbado
Não posso acreditar em tal cena

Fico inerte, extasiado
Enquanto vagarosamente se aproxima
Estou indiscretamente excitado

Ela me olha... me domina
Um longo beijo molhado...
Do que é capaz essa menina?!

Jéssik Andrade

Foto de raqueleste

Passarinho.

Passarinho que voa longe
Que não quer pousar
Passarinho ai do alto canta a me alegrar
Passarinho que nunca pode abraçar
Que não sabe amar
Passarinho ai do alto a me conquistar
Voa o passarinho mostrando suas asas
Se equilibrando nos galhos, voando pelas estradas.
Passarinho feliz
Passarinho tão livre
Sabe se divertir
Mais não sabe amar
Ame passarinho
Ame que é bom
Vai prepare um ninho
Faça-o com o coração
Depois de feito seu ninho
Venha para cá
Venha pra cantar
Pouse aqui no chão
Que eu vou te acompanhar com meu violão

Foto de Arnault L. D.

O sonho do Pierrô

Do que versar agora,
se me inspirava o sonho,
e vem surgindo a aurora.
O sol ao qual não me exponho...

Como retornar ao sonho,
se o acordar já me queima,
e retornar bem suponho,
seja uma inútil teima.

Como ser poeta assim?
Sem delírio, sem a musa...
E a ilusão, que teve fim,
na esperança que se escusa.

Um Pierrô vaga a rua,
de fantasia rasgada,
e em seu rosto figura
uma lágrima não pintada.

Agora o Sol vem dizer,
que Colombina não torna.
Que dela, pode esquecer,
que ao dia ele já não orna.

Do que versar, se a poesia
se rompeu a claridade...
Como durante o dia,
o orvalho tornou saudade.

Foto de Marilene Anacleto

Vermelho e Ouro

Saudade, tu me preenches
Tal flores a cobrir o chão
Em tapetes vermelho e ouro.

Saudade, palavra doce.
Se há esperança do encontro
Somos romance, pensamos flores.

Árvores de jardins separados,
Dançamos ventos celestes em canções
Entre nós, no perfumado espaço.

Nos poucos encontros que temos
Brotam flores para o ano inteiro,
Espalhamos cores em todos os canteiros.

Embalamo-nos na brisa tal magia
Perfumamo-nos na música da alegria
No pulsar das canções de amor em sinfonia.

Braços feito ramos estendidos,
Entregamos tudo à cúpula infinita:
Carinhos, cirandas, beijos e risos.

Vermelho e ouro, flor e perfume,
Anil infinito, estrela e lua,
Em nosso corpo palpitam,
Em nossa alma flutuam.

Coração de flores coberto,
Feito tapete, dourado o chão,
Somos felizes, por certo,
Almas em festa num corpo liberto.

Marilene Anacleto
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br
Publicado no livro Jardins, Jardins : [poemas[ / Marilene Anacleto. – Itajaí (SC) : 2004. 72 p. : il.

Foto de Marilene Anacleto

Meu Outono - Círculos III

Sementes de épocas passadas
Em outras estações plantadas
Confirmam sua existência
Com natural exuberância.

No outono de minha vida
A árvore está carregada
Experiências deram frutos
Já estão todos maduros

No silêncio e quietude
Do entardecer, juventude
Da disputa, a energia
Ao silêncio e alegria

Na segunda adolescência
Serenidade é a aparência
Liberdade, tal porta aberta,
De medos sobrecarrega.

Transmutei os valores do ter
Para os valores do ser
A essência das sementes
São os frutos da experiência.

Foi necessário viver
As perdas do parecer
Empreender solitária viagem
Produzir uma nova ramagem.

Na argila do coração
Cada experiênciemoção
Ocorrida no passado
Tornou-me mais iluminada

Ora folha, ora flor,
Ora branco ou varicor
Ora tronco bem plantado
Ora amigo abençoado,

A colheita dá-me vida
Ritmo, luz e energia.
No outono amarronzado,
Abençôo o meu passado.

Mais um ciclo se encerra
Nesta exuberante Terra.

Marilene Anacleto

Publicado em: http://rotadaalma.spaces.live.com/
Publicado no site http://www.itajaionline.com.br/colunas/marilene/marilene.htm,
Publicado no Jornal Folha do Povo – Itajaí – SC

Foto de PrihS2

Adeus

Perdendo tudo... Primeiro o respeito, depois a vontade de viver. Apos isto, a alegria, a vontade, as forças, o chão, a alma, a feh... Não sobrou-me nada alem da carne putreficada, dos olhos arregalados repletos de lagrimas, de um coraçao vazio e desesperançoso... Como recomeçar? Como criar sonhos, se nem sei mais o significado disto? Se tudo jah eh impossivel, e soh me resta sentar no meu quarto, ver o ceu, me embriagar da morte, e esperar que voce tenha um súbito momento de loucura, invada o meu mundo, derrube as paredes e me coloque nos teus braços, me dizendo que jamais quis partir, que eu sou toda a tua vida... E que nada eh igual sem mim... Mas como tal, apenas devaneio meu... ilusões... vontades... Não se preocupe, jah me acostumei com a tua falta, jah me convenci da distancia... E nao quero ter que olhar mais nos teus olhos e ver o desprezo... Nem tentar invadir a tua alma e me ver perdida, inerte, nua... Você deixou tantas saudades, levou tudo de mim... Mas não me importa ficar sem nada... afinal mais nada eh importante! Tudo o que sou, o que sinto não tem mais sentido, e a vida jah tirou o ar de mim.

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