Foto de BRUCE ALEX

SONHO REAL

Se a realidade é irreal
Um pesadelo mortal
Durma e sonhe!

BRUCE ALEX

Foto de arletinha

O Tempo.......meu tempo.

Silencioso, veloz, saudosista
Me atropela, me empurra
e não pede licença.
Atrevido!
Ri de mim, apaga minha dor,
me assombra na madrugada
me desperta ao nascer do dia
somos cumplices de um passado distante
amigos na noite,
inimigos do espelho.
Ensimesmado na cama,
ousa, tirar meu sono
caminha sem destino,
só o faz , por fazer
com deboche, risos
e pouco caso, eu o acompanho
Muitas vezes cansada,
Eu fico parada,
Mas, a vida , me joga
em seus braços traiçoeiros
e de volta,
tenho que seguir com ele
São largos os seus passos
Ele corre..
sensualmente me envolvendo,
Diabolicamente me derrubando
Mas, divinamente me acalentando...

Foto de DAVI CARTES ALVES

SOB O OLHAR PERVERSO DO AMOR

Desejar-te tanto

pele, alma, lábios

querer vestir-se com as tuas dores

querer ser balsamo

orvalho revigorante

para teus exaustos sensores

Mais eis que da tua fausta bandeja

só caem migalhas

entre cascas barrentas e amargas de aipim

encerradas num, bom dia!

Tépido e sem cor,

morno assim

Parca ração

quando a tua chuva não beija á tempos

as searas ressequidas

e o vazio das tuas mãos ausentes

a esmurrar-me já nas cordas,

impiedosamente

Resta recolher resignado

espalhados pelo carpe,

sem mais o pulsante brilho,

estilhaços de um coração de acrílico

Arde n’alma a angustia

quando não podemos reter o azul

e o crepúsculo chega vestido de lírio

pingando fogo

vazando delírio

e derramando laminas famintas

em vão

os olhos suplicarem colírio

abraça-me a sensação

de “contornos sem essências”

o de Clarice Lispector mesmo

ali bem perto do

coração estilhaçado

a sensação de a alma

o ser, a vida, o todo

sentir e arder

como a pequena e ingênua aranha

que trêmula e palpitante

encharcada de álcool e chamas vorazes

esperneia e crepita em angustiante dor

sob o olhar perverso

do moleque tirano

que se chama Amor.

by - DAVI CARTES ALVES
Acesse: poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de DAVI CARTES ALVES

SOB O OLHAR PERVERSO DO AMOR

Desejar-te tanto

pele, alma, lábios

querer vestir-se com as tuas dores

querer ser balsamo

orvalho revigorante

para teus exaustos sensores

Mais eis que da tua fausta bandeja

só caem migalhas

entre cascas barrentas e amargas de aipim

encerradas num, bom dia!

Tépido e sem cor,

morno assim

Parca ração

quando a tua chuva não beija á tempos

as searas ressequidas

e o vazio das tuas mãos ausentes

a esmurrar-me já nas cordas,

impiedosamente

Resta recolher resignado

espalhados pelo carpe,

sem mais o pulsante brilho,

estilhaços de um coração de acrílico

Arde n’alma a angustia

quando não podemos reter o azul

e o crepúsculo chega vestido de lírio

pingando fogo

vazando delírio

e derramando laminas famintas

em vão

os olhos suplicarem colírio

abraça-me a sensação

de “contornos sem essências”

o de Clarice Lispector mesmo

ali bem perto do

coração estilhaçado

a sensação de a alma

o ser, a vida, o todo

sentir e arder

como a pequena e ingênua aranha

que trêmula e palpitante

encharcada de álcool e chamas vorazes

esperneia e crepita em angustiante dor

sob o olhar perverso

do moleque tirano

que se chama Amor.

by - DAVI CARTES ALVES
Acesse: poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Sonia Delsin

ÉS MEU CÉU

ÉS MEU CÉU

És meu amado.
Meu doce namorado.
Meu céu.
Teu beijo tem gosto de mel.
De mel.
És tudo que eu tinha desejado.
Que eu tinha esperado.
Me fazes apagar o passado.

Foto de Sonia Delsin

SE EU MORRER AMANHÃ...

Se amanhã eu morrer.
Ah! Eu quero viver!
Como se amanhã eu fosse morrer.
Quero sentir o vento, a chuva, banhar-me ao luar.
Quero namorar.
Beijar, abraçar.
Como se amanhã tudo fosse se acabar.
Quero dizer as pessoas o quanto as amo.
Quero a todos contar...
Do meu amor.
Pelas flores, pelas crianças.
Pelos velhinhos que andam pelas ruas.
Pelos que vivem em abrigos.
Pelos que estão acamados.
Quero dizer o quanto são amados.
Se eu morrer amanhã vou tranquilamente.
Sei que tudo começará novamente.
E estarei mais fortalecida a cada nova vida.
Quero deixar registrado tudo que tenho amado.
As borboletas, os passarinhos.
Fui de bolir em ninhos.
Não para destruir.
Mas para sentir.
O mundo.
Eu sou assim.
Um ser profundo.
Se eu morrer amanhã deixarei um legado.
Tudo que por mim foi registrado.
Não passei no mundo simplesmente.
Fui poeta e palavras eu distribui.
Contei em verso e prosa.
Fui neste viver uma alma menina.

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