Foto de Rose Felliciano

A Dor do Aprendizado

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"Todo sofrer por amor
É quase o mesmo dissabor
Serve para aprendizado
E tem sua razão de ser...

Já sofri por merecer
(Mesmo não querendo entender)
Pois já tinha feito também
Outra pessoa chorar

Algo a se pensar...

E antes de magoar
Ou fazer algo impensado
Usar e deixar de lado, feito trapo
Melhor olhar o "telhado"....

Por isso não fujo da dor
E nem me deixo intimidar
Se sou dela "merecedor"
Com ela vou duelar.

Mas se ela só me veio
Apenas por aprendizado,
Tenho até dó do coitado
Que me fez então sofrer...

Vá entender....

Pelo sim ou pelo não
É bom não enganar um coração
Ou terá nova lição
Até um dia aprender....

Que o maior prazer
Nessa vida
É ser por alguém "querida"
E querer por igual também...

E compreender

Que traição é igual sabão
Desliza por todo lado
Pensa então que está usando
Quando na verdade é o mais usado...." (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

Foto de Enise

FLOR

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Ah, flor que desbotada
Tantas vezes já beijada
Quantos mistérios não tem?
Em troca do seu perfume
quantas vidas se resumem
dentro dos seus prantos também?
Quando a tarde que se expira
É essa flor que suspira
Pela lua que não vem.
Ah, lua que aguardada,
Lamba esta flor delicada
Pelo resto da vida que tem.

Enise
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Foto de Graciele Gessner

Rir Sem Limite. (Graciele Gessner)

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Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.

Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.

Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.

Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!

21.04.2008

Copyright-©2008 Graciele Gessner.

Foto de Amadeo Santos

Comentário / Carta Aberta

MFN, espero que esteja tudo bem consigo!
Inicio este comentário (carta aberta) alertando que vou ser longo e directo, tal como o senhor costumava ser!
Devo informar que sempre fui unicamente visitante assíduo do site poemas de amor à muito muito tempo, sem nunca me ter inscrito. Fi-lo agora para poder intervir aqui nesta sua despedida. Acredito pessoalmente que os seus dados pessoais são verdadeiros e assim sendo, digo-lhe que tenho uns anitos a mais do que os seus. Sou já um reformado profissional e um activo na vida.
Como já falei, leio o poemas à muito tempo e reconheço aqui muitos bons valores da escrita, mas quando o descobri a si deu para notar de repente que se tratava de alguém muito especial e diferente. Foi ai que fui ver a sua ficha de identidade aqui no poemas e reparei muito atento no seu perfil e entendi perfeitamente a sua sinceridade e postura de vida. A sua frase de apresentação é duma sensibilidade incrível e os seus escritores preferidos são daqueles que interrogam profundamente o ser humano. Confesso que Augusto Cury não conhecia e fui descobri-lo porque entendi que sendo um dos seus preferidos só poderia ser interessante e não me enganei.
Deixe-me olhar para você com olhos de um velho homem apaixonado pela vida como o senhor provou ser, e de um jovem de espírito mas sem já a força física de outros tempos.
Você não é fácil de ler. Não sei se devo falar assim, quero dizer você obriga a reflectir demasiado cada palavra, cada frase, cada linha e cada pensamento. Você é diferente sabe? Sabe que o leio hoje e amanhã ao reler de novo uma reflexão sua ou poema, leio já de forma um pouco distinta? E não sou eu que mudo ou o meu estado de espírito, emocional ou psíquico, são os seus escritos que lendo-os com mais atenção eles me levam para outros pensamentos e descobertas de caminhos. São autênticas missivas de conhecimentos interpelantes.
Que me desculpem os moderadores do poemas de amor, mas é uma grande perda a sua saída sem querer menosprezar o valor dos outros. Você interpelava com os seus pensamentos, eles eram atrevidos, duros e directos. Demonstram uma sustentação de experiência não calculada à sua idade (a ser verdade a informação do seu perfil e que acredito que seja).
MFN o tempo como você diz foi pouco mas o que me transmitiu foi muito. Você tem poemas e reflexões pesadíssimos de saber. Creio que não serão capazes todos de os entender à primeira assim como eu. Assumo que não os apanho logo à primeira vez que os leio e nem tenho a certeza de chego onde você quer que eu chegue. São muito enigmáticos, pragmáticos e de uma objectividade inconfundível como confundível.
Tem uma reflexão (poema) seu que quando comecei a ler ia ficando com uma ideia mas fui-me habituando a que a qualquer altura e rapidamente você me iria confundir, porque o seguimento da reflexão parecia tão fácil de entender que desconfiei e na verdade estava certo, eu lia o evidente mas o que o senhor queria dizer não era o que eu lia assim tão evidente, era mais do que isso. Aprendi que não podia le-lo tão rápido, cada palavra tem o seu peso e encaixe e quando me apercebia que o julgava estar a entender logo pensava devo estar a perceber errado. Relia e concluía que era verdade, estava a falhar. Lendo rápido o senhor, fico com uma ideia depois ela é outra quando o tenho com mais atenção e serenidade.
Você escreve sempre em várias direcções, chegou até a fazer chamadas de atenção aqui ao site do poemas, fez também reparos a sua forma de ser, deu indirectas a alguns comportamentos e tudo se manteve. Acho que as suas observações passaram despercebidas a muitos, e que até muitos não o liam porque o que escrevia era sério de mais para o que muita gente está habituada a ler. E os que entenderam as vezes que se insurgiu contra entre aspas algo, preferiram manter-se calados, pois são muito mais aqueles que gostam do facilitismo e do deixa andar do que aqueles que preferem colocar o dedo na ferida para a tratar como deve ser. Reparei que fazia poucos comentários, e argumentava falta de tempo, acredito sinceramente que sim, e reparei também que só alguns o comentavam e não seria por falta de tempo, porque comentavam outros. Mas você escreveu também sobre isso de outra forma inteligente. Li um poema que falava de um polvo duro, e percebi onde quis chegar. Você falou tanto e tanta coisa em tão pouco tempo neste site e para este site directamente. Acho que sei quem você gostava de ler, e eram muito poucos e diferentes.
A sua despedida em vídeo, com um tema tão lindo e ao mesmo tempo tão triste, faz perceber que você sai descontente deste espaço. Talvez sentindo-se um incompreendido pela maioria. A ideia de colocar a sua voz no vídeo para que pudéssemos conhecer uma voz real, triste e melancólica, não foi só para a despedida do seu amigo, foi talvez para que pudéssemos perceber e entender a tristeza com que abandonava o site. Deixou em voz viva aqui e para sempre um rosto e as suas pegadas de passagem.
A sua passagem por este site, marcou mesmo. Repare que neste ultimo escrito seu, houve um comentário de um participante que nunca o tinha feito antes, acho que percebi perfeitamente a sua intenção e acho também que foi um comentário tão falso e tão verdadeiro de infelicidade. O comentário só lhe ocorreu na hora de saída e talvez por se sentir mais à vontade com o facto de ter comunicado de que não iria responder, e também, pela sua saída o deixar com menos sombra e mais visibilidade para quem gosta dela. A atitude do comentário é de facto uma das evidências negativas com que você algumas vezes se insurgiu aqui no poemas. Você no último vídeo diz que o seu amigo era “único”. Deixe-me que lhe diga, aqui no poemas tem bons escritos, mas os seus são tão únicos. Você é um dos únicos.
A sua entrada aqui no poemas criou alguns embaraços e amuos, você cortava a relva muito baixa e em todas as direcções e isso perturbava os mimaditos da casa, aqueles que gostam da popularidade, das palmadinhas nas costas, dos beijinhos, dos pontinhos e das vitórias sem suor e sem justiça. Podia continuar a escrever mais até porque sendo a primeira vez e só porque não me podia esquivar de deixar este escrito de justiça, tristeza e apreço à sua passagem por cá. Mas vou terminar desejando-lhe a maior sorte do mundo e sei que você vai consegui-la. Você deixou perceber que conhece os seus caminhos e como muitas vezes escreveu os seus momentos e tempos.
Aqui no poemas, vou resignarmos novamente à minha postura de visitante até que apareça algo a tocar-me profundamente como o MFN o fez. Mas confesso que leio muito aqui e gosto de ler outros escritos para além dos do MFN, mas os seus eram de longe os meus favoritos.
Despeço-me com respeito.
Amadeu Vargas

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

QUANDO O AMOR ACABA...

*
*
*
*
Quando o amor acaba, fazem-se tudo nublado escuro sem vida,
É como se as árvores não tivessem vida, as folhas caem,
É como as flores, perdem seu perfume,
É como o coração não bate mais forte.
O brilho das estrelas se torna fosco.

A trajetória sozinha é mais áspera....mas obstáculos.
Não olhamos as coisas com os mesmos olhos de antes,
Tornamos-nos mas observador ,perdemos sentimentos,
Quando o amor acaba, os caminhos se tornam mas longos,
e nos tornamos em seres frios...

Quando o amor acaba, já não importa esperar ou correr
Tudo se torna insignificante, passa ser...”tanto faz”...
Quando o amor acaba e difícil dialogar,
Já não se fala a mesma língua, o negócio é falar.

Quando o amor acaba,as melodias se tornam um tormento
Visto que para o momento não é bom ouvi-las,
Quando antes era uma sinfonia ,virou-se agonia.
Hoje perto das melodias temos que fugir,
Para não nos agredir,tudo porque já não há amor.

Quando o amor acaba se perde a razão;
Tudo se torna em vão, nessa grande imensidão
Que é viver sem amor então:
Quando o amor acaba,
Tudo fica diferente ,
Até o jeito da gente.

Anna 21/04/08......00:51

( A FLOR DE LIS *-*)

Foto de Henrique Fernandes

NO AUGE DE UM SORRISO

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Entre ventos cruzado
Confio no instinto
De todo emaranhado
Incidido no que sinto

No auge de um sorriso
Vigiado de certeza
Á deriva no juízo
Acarto alma acesa

Na boleia da emoção
Há receita de desculpa
Didáctico senão
No alem da culpa

Eixo de entrega
O viver da verdade
De um amor que cega
O excesso da vontade

Foto de Lu Lena

QUERO SER TUA

Irei beijar cada parte do teu ser
Desvendarei o mistério de teu prazer
Com encanto e sagacidade da sereia
deslizarei em ti fogosa e faceira

Nesse enlevo de lúxuria e sedução
corpo e alma selados nessa paixão
entre taças de champanhe espumante
gemidos e sussurros delirantes

Sentirei minha alma levitar
extasiada de tanto te amar
fogo fulminante que não terá fim
Naquela cama de lençóis de cetim

Espelho no teto, corpos enlaçados
entregues nesse delírio embriagados
silêncio da noite, o brilho da lua
nesse instante meus olhos te dizem:

Quero ser tua...

Foto de Joaninhavoa

Sabiá e Dirceu

Minha vida minha sina
Esta que Deus me deu! Meu fado
Meu destino alado
Abro alas meu amado
Descortino graças! Caminha...

Tuas carícias têm o dom da melodia
Elas são do mais doce que há em ti
Tua voz! Eu aqui nunca a ouvi...
Mas sinto o bater de um coração tic-tac...
A chamar urgente por mim

E vem fogosa deliciosa! Como fogo
Ardente maliciosa! Enrosca estrela
Teus tendões! Embrulhas com o manto...
Reluzente nosso amor! É ela, Sabiá
A raínha e ele, Dirceu, o rei dos Zeus

Corações palpitantes estremecem
De prazeres!
Frenesins constantes deliciosos
Amantes!
Descortino graças! Caminha…
Supremas volúpias…
Sabiá e Dirceu!
Tal rei, tal rainha!

Joaninhavoa, In “Carícias”
(21/04/2008)

Foto de DAVI CARTES ALVES

COMO UM BANHO DE TULIPAS VERMELHAS

Conseguir viver
com sua ausência
é uma operação mais complicada que
pacificar o Iraque

Coração reclama
a falta do banho revitalizador
de tulipas vermelhas

que sentia ao pulsar
sob seus melífluos,
cuidados & carinhos

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Civana

Vazios (Coletânea de poemetos)

**Vazio**

Saudade de tudo
que não conheço.
Vontade de nada
que já tive.
Gosto docemente lindo,
que amarga cruelmente.
Sons puros e melodiosos,
que embalam a desarmonia.
Lembranças sufocantes
do...nada.

**Vazio II**

V ento frio
A migos perdidos
Z elo esquecido
I nsatisfação...
O mal que fere o coração.

**Vazio III**

Desprezo, raiva
decepção
mentira, falsidade,
traição
desconfiança, abuso
desilusão
mesquinharia, futilidade
omissão
cobiça, inveja
pretensão
trapaça, deslealdade
dor,
foi o que restou.

**Vazio IV**

Calada
inerte
fico
GRITO!

Após tantos vazios...

A lua se despe
e deita na rua,
encontro de corpos
vazios,
vorazes,
vida crua.
Choro de almas
sonhadoras,
sofridas,
morte nua.

(Civana)

*
*
OBS: Fiz essa coletânea de poemetos, formando um único poema, mas retirei do "5º Concurso Literário" os mesmos que havia postado separadamente.
Bjos

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