Foto de pétala rosa

VELA VERMELHA

VELA VERMELHA

A nudez das palavras
te assusta.
A minha liberdade fechou a tua prepotência.
Resta um mistério dolorido, e o
meu corpo dessarumado.
Mas, no fascínio deste tango que
não dançámos, ouvirás os acordes duma paixão
soltando-se na noite dos infieis.
Serei eu a DEUSA a descansar
na folhagem da tua sombra, e nos teus
abraços vazios de paixão.

E no florir de mais um dia, passo por ti
sem te olhar, e dos teus olhos cairá uma lágrima
que vai chorar por dentro dessa pele fria
e da tua existência dum amor ausente.

Os gestos vazios de sentindo serão a
companhia nas tuas noites nos lençóis brancos
e das paredes que falam da
minha nudez.
Não te conheço mais no espelho da minha
imagem, não sinto mais o ritual dum orgasmo sem nome...

Apaga a vela vermelha, o filme acabou...

Amália LOPES

Foto de Dirceu Marcelino

9ª parte - "FADO BRASILUSO" - VIAGEM DO TREM ENCANTADO - Visita a Faculdade de Direito de COIMBRA,

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"FADO DE UM BRASILUSO

Em Coimbra ou no Rio de Janeiro...
A musica linda...
Agrada ao extrangeiro!!!

Dos carnavais aos recitais...
No pateo da Escola...
Velhos conceitos impregnados em minha memoria!!!

Leiria terra querida...
Te encontro ao longo da estrada Nacional...
Almejo ter contigo ainda...
Para alegria deste decendente natural!!!

Portugal...Portugal...
Terra querida de meu pai e meus avós...
Portugal...Portugal...
Tuas paisagens e teus campos de trigais...
Portugal...Portugal...
Sonhos mais lindos de amores em Caiscais...
Portugal...Portugal...

O fado alegre de um feliz filho teu...
Portugal...Portugal...
Quero em breve pisar em solo Europeu...
Portugal...Portugal...
Abraços fortes a todos poetas irmãos meus...
Portugal...Portugal!!!! (Autoria: EDSON MILTON RIBEIRO PAES )

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Foto de HELDER-DUARTE

MONTES DE ALVOR

Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!

Foto de Joaninhavoa

EU SEI!...

Sei lá...
É nada e é tudo
É um tudo de nada
Não! Não digas, sei lá...

Eu sonhei que eras tu! Só tu
Neste sonho! O meu príncipe encantado
Eu sei!...

Algures em terras onde as águas
brotam em cascatas alvas...
Sereia, eu deslizo volupta
e sumptuosa...
Ao nosso encontro marcado n`alma
Eu sei!...

Há anos que te espero! Não sei quantos...
Tantos que já nem lhes sei o conto…
Leva-me e transforma-me! Como só tu
Sabes! Metamorfoseando! Evidencias
outros voos...
Os dois num só! nós dois...
Eu sei!...

JoaninhaVoa, In "Vidas"
(06/04/200)
Inspiração/Resposta, Poema "Sei lá...", de Bira Melo

Foto de Darsham

Solidão

Sinto o meu coração vazio
E ao mesmo tempo tão cheio
E numa ausência de brio
Por algo anseio

Anseio assim
Por algo que me preencha
Que me encha

Que me encha de calor
Que me traga o sorriso
De um modo transgressor
E nada preciso

Preciso de oxigenar…
O coração
Abafar…
A solidão…

Solidão…ah solidão
Encurralas-me…
Prendes-me…

Prendes-me …
No desabitado das sensações
Abnegas… rejeitas
Fazes-me viver…
De alucinações…

Saudades...é o que sinto de todos vós poetas e poetisas, mas infelizmente a vida não me tem permitido passar neste cantinho tanto tempo quanto gostaria... Hoje depois de quase um mês de silêncio, consegui escrever estas palavras...um beijo para todos

Darsham

Foto de LordRocha®

Solidão...

Sem você, busco no infinito do quarto;
Na extensão da minha cama;
No calor e no perfume do travesseiro;
Uma noite de descanso, paz, alento.

No silencio, ouço sua voz a sussurrar;
Sinto seu corpo a me tocar, acariciar;
O calor percorre meu corpo, sinto você;
Abro os olhos e a solidão me domina.

Seu cheiro ainda está em mim;
Ainda sinto seu corpo no meu;
Seu calor ainda me domina;
Mas você não está aqui, estou só.

Sinto uma lágrima correr na alma;
Volto à pergunta que não se cala;
Até quando ou quanto ainda agüento;
Devo ou não agüentar, por que agüentar.

Novamente na interrogativa, sem resposta;
Na solidão que domina minha existência;
Durmo embalado pelos meus devaneios;
E me pego a sonhar, sonhar com você.

Foto de LordRocha®

Lembranças...

Busco nas lembranças um alento para minha alma;
Alma turbada pelos dias que se passa com sua ausência;
Lembro-me de um dia de sol, com uma suave brisa.

Um lindo dia, horas perfeitas, inesquecíveis, incomparáveis;
A natureza parecia nos embalar em seus braços;
O rio em conjunto com o ar conspirava ao nosso favor.

Os pássaros pareciam a maior e mais linda das orquestras;
A grama era como um ninho nos acolhendo, nos embalando;
Seu cheiro me embriagava, com o perfume natural do amor.

Seu corpo transmitia ao meu, um calor que me dominava;
Sua voz soava como o som do mar, suave e majestosa;
Conversávamos sobre tudo e tudo estava perfeito.

Tudo nos fazia sorrir, sorriamos de corpo e alma;
Lembro-me do seu sorriso lindo, espontâneo, sincero, único;
Lembranças... Doces e Inesquecíveis Lembranças.

Sinto que vivo delas, são como a seiva, como o orvalho;
Como a luz; a água, o ar, fonte da minha existência;
Sem elas sou livro sem história, história sem início, meio e fim.

“Você meu amor.”
História da minha vida, vida para minha história.
“Meu eterno amor.”

Foto de Joaninhavoa

Diálogo, de namorados (d`outros tempos...)

D`ideias brilhantes
Surgiam como diamantes
Na nobre donzela, e de seus
Ares emcabulados, mas ainda
Assim como que ousados
A certa altura, pronunciou
A média voz, de tom marcante
Meigo e escaldante:

- Chega-te aqui! Ao pé de mim
Vem cá! Ao meu ouvido
Vem! bem juntinho
Quero dizer-te um segredo
bem baixinho, gosto de ti...
e tu de mim?!

(Ele em tom desalinhado
e de total desprendimento
responde...)

- Eu? Não estou nem aí...

(Dito isto, seu semblante
lentamente se modifica
como quem teve uma
ideia fulminante...
E o fumo até parece
que já fazia parte do seu
olhar matreiro como
que um arqueiro!...
Pelo que disse em tom
brejeiro misto de réplica
submisso e terno:

- Mas, vem! Vem cá
Chega-te aqui!
Mais! mais e assim...
Ao pé de mim! do meu nariz
Sim! Assim...
Agora roça, roça...
Ponta com ponta...
O meu no teu e o teu
no meu e...
E de repente como
num ápice...
A agarrou e a beijou
Freneticamente!
Nossa!
Como suspirou!...

JoaninhaVoa, In "Diálogos, de namorados - d`outros tempos..."
(em 06/04/2008)

Foto de Xandi Puglia

Fechei meu coração para balanço

FECHEI MEU CORACAO PARA BALANCO

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. ( Carlos Drummond de Andrade)

Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. (Apostolo Paulo 1 Cor 13)

Fechei meu coração para balanço, existem tantas contas abertas no banco da minha alma.

Para o balanço do coração, o problema não são os prejuízos mas as grandes contas. Aquelas que estão com saldos positivos por terem sido feitos depósitos de mais sem nunca retirar. Aquelas que me fizeram sorrir, que me fizeram sentir, que deram vida. Que me fazem bem, que me ajudaram quando cai, que me ensinaram quando falhei, que me entenderam quando perdi, Que me deram, que creram, acreditaram, creditaram, me deram amor de verdade muitas vezes nem correspondido, deram por dar, financiamento a fundo perdido. Amaram por que sim e apesar do não. Essas são as contas que põem em balanço um coração.

E eu as tenho de mais, mais do que posso guardar, mais do que pude agüentar. Muitos diriam ser sorte, outros tem ate inveja, pra mim amigo, finalmente aprendi a regra três. Vinicius avisou para Toquinho, de mansinho, pra não assustar, falou pequenininho como era de se esperar, foi feliz, muito feliz ao cantar, o que eu só entendi sozinho, vivendo sem paz, dessa Regra não se abusa, “menos, vale mais”.

Maldita a beleza da vida e a beleza dos encontros, maldita a beleza das pessoas e malditos os desencontros. Maldito o coração de poeta que acredita no amor, no perdão, na paixão, no novo, no velho, na experiência e na reconciliação. Por ser tão pecador, entende demais o pecado dos outros e não se irrita, não condena, não encontra erro, e perdoa sempre. Talvez se não fosse assim tão crente (na vida) conseguiria andar para frente, talvez se não fosse tão aberto fazia o apenas o que parece certo. Ainda que isso seja abrir mão de ótimo e investir no bom, para fazer do bom o melhor. Ou ainda, deixar de buscar o perfeito que não existe, o sonho que persiste, para investir no que e natural e transformar em algo mágico, mas real.

Não me entenda mal, o amor e eterno e sem limites. Não existe barreiras ou medidas de intensidade para amor fraternal, amor ao próximo, ate amor ao inimigo e muito menos amor a Deus. Mas para o amor carnal, apaixonado, romântico, esse sim, não podem ter dois vivos no mesmo momento. Fechei meu coração para balanço porque amor Eros exige a vida em investimento, por isso não se pode ter dois gerentes pra a mesma conta e nem duas contas para o mesmo gerente. Quando mais de uma conta se tornam importantes então e necessário reestruturar, repensar, reavaliar, retroceder, reviver e então . . . restaurar ou recomeçar, mas não se pode nunca deixar rolar, e preciso agir, e preciso andar.

Maldito o coração sedento que acha poder receber para sempre amor a fundo perdido. Fechei meu coração para balanço, porque não agüento mais ser bandido; que rouba de quem tem e depois deixa escondido. Mas nem sempre o maldito e de todo mal, fechei meu coração para balanço porque muitas vezes maldito e apenas real, e como Cristo só foi bendito no final, para quem ama ser maldito por um tempo e normal. Tempo de escolhas, tempo de decisões, tempo de solidão, tempo de rejeição, tempo de confusão.

Não condeno meu coração por ser humanamente maldito, fechei meu coração para balanço porque humanamente maldito e melhor do que falsamente bendito. Ja que amor, assim como Deus, apenas e. Sem razoes, explicações, sem porquês, totalmente inconseqüente e desprovido de qualquer proteção e nem medo de quebrar a cara, de não ser, ou de ouvir um não. Por isso a melhor descrição de amor não diz o que ele e, mas o que ele faz ou o que ele não faz. Isso porque amor so pode ser definido em relação ao ser amado: tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e alem disso nunca falha. Não busca seus próprios interesses, não se irrita e não suspeita mal ?? E assim Paulo vai dizendo o que o amor e, através de como ele se comporta, nessa narrativa quase pedante.

Fechei meu coração para balanço, porque amor só e amor se for troca perene e constante, recebe-se, e devolve-se. O peito e a mão estão sempre abertos. O caminho e de ida e de volta. Amor não pode nunca ser mar, mas deve sempre ser rio, senão acabamos como o mar morto que de tanto receber morreu. Temos que ser passagem de amor atroz, correnteza feroz, onde existe confusão, dor, movimento, alegria, barulho, luta, vontades, perigo, coragem, medo, vida, no meio de tudo isso e que se fabrica energia para a viver, nunca vi uma hidroelétrica no mar. Receber e guardar para depois adoece as almas.

Por fim, como tudo na vida e de graça e tem seu preço e poucas coisas são como gostaríamos fosse, no momento onde eu mais preciso de amor, carinho, conforto, onde eu mais poderia usar uma migalha de atenção, ainda que fugaz, rápida, despretensiosa . . . Na bendita hora de chance para outras chances, que me libertei de uma incerta certeza que vivia, fechei meu coração para balanço quando vi que nada me prendia a não ser eu mesmo. Meus medos, meus traumas, minhas culpas, minhas fantasias, meus sonhos e meus amores, enfim, minha alma ainda vadia.

Enquanto o ativo e maior que o passivou ou vice versa, o contador não terminou o seu trabalho. Não vou aceitar amor enquanto não puder dar. Não vou dar amor enquanto não puder aceitar. Na expectativa de que o que for esperança e o que for apenas fé dentro de mim passe e só o que e eterno fique, pois agora permanecem a esperança a fé e o amor, mas o maior de todos e o amor. Fechei meu coração para balanço.

Foto de Bira Melo

SEI LÁ...

Sonhei que estava um dia
Em Lisboa, Vila Rica, Évora, Leiria ou Costa da Caparica
Sei lá...
Olhava a relva
Meu pensamento "voa"
Como borboletas ou colibris
E a Joaninha que "voa" e voa
Sei lá...
Confuso eu estava no momento
Fazia um mestrado em Coímbra
Para aperfeiçoar o meu poetar
Sei lá...
Na Costa de São Vicente
Parei um pouco, bebí da fonte
Donde ela vive de pólens a se alimentar.
Provei do mel dessa rainha
Fiquei melado, louco, extasiado
Sei lá...
Volví meu pensamento lá em Porto
Bebí vinhos, dancei fados e tangos
A bela dona como um besouro
Sussurrou no meu ouvido
Algo fino, algo nobre
Quem sabe um dia eu me lembre
Sei lá...
Não importa onde ela mora
Passe anos ou mil'anos
Sei que um dia vou encontrar-lhe
Sei-lá...
Sei que ela perguntara :
- Tu "farias" de mim rainha?!
E falei com tom suave :
- Por que não a minha senhora?!
E ela em breve regozijo, respondeu bem sorridente
Não sei nada e sei de tudo
E tu sempre me respondes :
Eu só sei dizer
Sei lá...

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