Foto de Larissa Pessoa

Rapidinho

Rapidinho te chamo
Para dizer que te amo
E com um toque de olhar
Eu comecei a sonhar

Rapidinho eu sonho
Com seu rosto risonho
Me chamando de mel
E eu me sinto no céu

Rapidinho você me chama de sereia
E eu me sino plena como a lua cheia
São momentos de alegria
E eu me sinto cada vez mais cheia de alegria

Rapidinho eu acordo
E com o sol eu concordo
Vou por mundo ideal
E descubro que você é real

Rapidinho eu acordo
E com o sol eu concordo
Vou pro mundo real
E descubro que você é meu par ideal.

Foto de Sonia Delsin

CAVALGANDO

CAVALGANDO

Fecho os olhos...
Estou cavalgando.
Que coisa boa estou lembrando!
Lembrando de uma noite tão linda.
Por mim ela seria infinda.
Estou cavalgando...
Agora estou ao vento...
Sou puramente lembrança e pensamento.
Meus cabelos estão soltos.
Umas mãos o agarram.
Mãos que amo.
Estou quase voando...
Estou voando.
Àquela noite estou voltando.
Sinto teus lábios me tocando.
Sinto teu corpo ao meu tão estreitado.
Ó, meu amado!
Sinto tudo.
Teus arrepios... os meus...
Ouço tua voz... a minha...
Os sussurros... os gemidos...
As palavras em nossos ouvidos.
Quase perco o sentido.
Tenho tudo de volta.
Estou longe daqui.
Longe, longe...
Estou cavalgando... cavalgando.
Um cavalo alado estou montando.
Ai... estou ao céu chegando.

Foto de João Freitas

GAVIÃO

GAVIÃO
Vai gavião, ave ligeira
Águia do Piauí campeira
Mira tua presa primeira
Cerca os lados, mateira
Olhar amarelo fogueira
Asas na posição derradeira
Rumo abaixo qual ladeira
Mata sua comida certeira
Arremete pro ninho cabreira
Alimenta-se, e voa faceira
Mais um dia de vida rotineira

João Freitas - Direitos autorais registrados.

Foto de Raiblue

Hip nó tica...

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Sonhei seus olhos
Roda-gigante
A circular em mim
Emoções rodopiam
No meu corpo
Movimentam
Lençóis azuis
Moinhos de nuvens
A desabar
E encharcar
A cama...
Desejo líquido
Contido na íris
Do teu olhar
Que traz a noite
E suas vertigens...
Hipn (ótica)
Eros na ótica
Erótica!
Aprisionada
Em teus círculos
Claustro libertino!
Retinas retendo-me
Lá dentro...
Onde me molho
E moro
Nas noites
Em que seus olhos
Me visitam...

(Raiblue)

Foto de Sonia Delsin

NÃO SEI AMAR OUTRO HOMEM

NÃO SEI AMAR OUTRO HOMEM

Os teus olhos me olharam um dia...
Ó, quanta alegria!
Quem imaginaria que tanta coisa aconteceria?
Só a ti sei amar.
Só tua boca me dá um prazer sem igual.
És muito, muito especial.
Não sei amar outro homem não.
Não sei a outro entregar meu coração.
Parece que outras mãos não me agradam tanto.
Parece que outros olhos não são estrelas flamejantes como os teus.
Nunca existirá entre nós um adeus...
Estarei sempre chegando...como cheguei naquele tempo.
Parecia uma magia.
Uma ilha da fantasia.
Eu cheguei pra encher teu mundo de amor... e de poesia.

Foto de Henrique Fernandes

CADA MULHER TEM O SEU OLHAR

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Olho uma e outra mulher
Olho todas sem encontrar
Uma que queira o meu querer
Denunciado num olhar

São tantas as opções
No confuso que procuro
Ao mais reparo menos vejo
Marcando o escuro

Cada uma tem o seu olhar
Em todas desiguais
Neste errado procurar
Ou procuro demais

Tento conquistar
Sem ser conquistado
Continuarei a mirar
Até ser apreciado

Foto de Alves Barrota

Bucólica

Domingos era pastor,
tratava dos seus rebanhos,
com Deolinda casado.
Acordar madrugador,
que por cuidados tamanhos
pouco dormia, o coitado.

Deolinda, tão sózinha,
em devaneios de amores,
que são coisa apetecida,
vive na sua casinha
suspirando dos ardores
que rompem em sua vida.

Um dia, chegou à aldeia
um padre novo. Mocetão
forte, latinidade obscura,
que logo teve uma ideia:
por meio da confissão
ver do rebanho a natura.

Absolvendo pecados,
ligeiro na penitência,
acurando sempre a todos
como um pastor em cuidados,
foi com tal inteligência
cativando destes modos.

Deolinda, pecadora,
temente de Deus, pudera,
no confessionário, em surdina,
contou do jeito que chora...
Como sonha...Quanto espera...
Ao homem sobrou batina.

Desse momento em diante
dispensou-lhe a confissão,
deixou de ouvir seus segredos.
Juntava-se, a todo o instante,
para lhe dar sua benção
na casinha. Que aconchegos...

O povo já murmurava
sem recato, boca fora,
que com Domingos na serra,
enquanto o gado pastava,
o padre e a pecadora
santificavam-se em terra.

Assustou-se Deolinda.
E chorando tristes ais
p'ra não ser excomungada
deu a coisa como finda.
O padre nunca viu mais...
Recatos de gente casada.

Domingos não era surdo
se bem que parvo parecia
pelo tamanho da orelha.
Porém, achou absurdo
ouvir falar na homilia
num tal Domingos ovelha!

Foi p'ra casa taciturno,
a repensar o assunto.
E com um uso agressivo,
num talho de voz soturno,
olhou Deolinda, bestunto,
e perguntou-lhe o motivo.

Credo! Cruzes! Esbraceja...
A mulher nada sabia
do que o padre inventou.
Abalaram para a igreja,
entraram na sacristia
e nestes termos falou:

"Ó senhor abade, abadinho!
Ó senhor abade, abadão!
Chamou a meu homem, Domingos, ovelha?
O senhor que bebeu meu vinho,
o senhor que comeu meu pão
e rompeu meus lençóis de linho?
Antes lhe chamara corno, cornelha!
Que os tem retorcidos para trás da orelha!"

"Já chega, mulher, já chega",
grita Domingos, aflito
vendo Deolinda em brasa.
"Acaba com isso! Sossega!
Tudo não passou dum dito."
E regressaram a casa...

Foto de Mentiroso Compulsivo

SEM TÍTULO

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EXISTÊNCIA
A criança que no seu lindo sonho dorme;

SOBREVIVÊNCIA
A criança no seu sonho saciada da fome;

VIOLÊNCIA
O desejo no sonho do Homem que mata a criança;

RESISTÊNCIA
O sonho em forma de sorriso, sem fome e morte, na criança.

© Jorge Oliveira

Foto de Henrique Fernandes

CADA MANHÃ É UM NOVO EPISÓDIO

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Talho uma legião de vontades
Compensando a minha tensão
Consensual com as verdades
Reconciliadas na imaginação

Reputo a solidão de vilã
Escrevo-a para a desmentir
Numa sentença de lei vã
Reconfortando o sentir

Sou sonhador compulsivo
Tendo fé no paraíso
Na ressaca do sonho que vivo
Completamente indeciso

Cada manhã é um novo episódio
Uma peripécia de utopias
Transformadas num vírus de ódio
Embriagando ideias sóbrias

Foto de Francisca Lucas

Cavalo Da Paixão

***

Muitas vezes o ser humano
Não enxerga o dano
Que está por vir,
Deixando as porteiras
Do jardim do coração aberto,
E depois num susto,
Percebe que o cavalo da paixão
Entrou e pisoteou sem dó as pobres
Flores,
Os sentimentos mais nobres
Que antes
Eram tão singelos!!!

***

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