Acordei diferente,
Sozinha, ao redor de tanta gente...
Minha boca amanheceu sem palavras
Minha mente sem inspiração...
Acredito ser desilusão...
Pela minha própria loucura?
Ou por uma simples decepção?
Por que será?
Quero abandonar meu corpo,
Ele teima em não me deixar...
Então saio à cata de palavras
Elas também não querem me acompanhar
Fico a espera de um instante
Apanha-las em qualquer lugar...
Vou seguindo adiante
Tentando ouvir o que elas têm para falar...
As minhas palavras
São as que eu não consigo escrever...
Rasgo o papel
Jogo o tinteiro fora...
Mato o mata borrão...
Só não consigo matar o amor
Que se instalou em meu coração...
"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
P’ro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo ar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar."
( O trenzinho caipira: Heitor Villa Lobos)
****************
O trenzinho do Menino Marcelino
...Voouuuu...!!!
Jáááaa...voouuuu...!!!
"Lá vai o trem com o menino” (adaptação, igual primeira parte)
Lá vai a lida a rodar
Lá vai criança, o menino...
Na cidade a sonhar...
Lá vai o jovem-menino
Pro o amor encontrar
Correndo vai pela praia,
Vai pela areia, a beira do mar
"Cantando pela serra do luar"
"Correndo entre as estrelas, a voar...
Voarrr...Voouuuu... Luaaarr... (sons de locomotiva)
Luaarr...
Vooouuu..uuu..uuu...
"Lá vai o trem c'o menino ( Segunda parte declamada)
“Lá vai a vida a rodar,”
Lá vai ex-criança, jovem-menino,
À cidade e noite a girar, (terceira parte cantada )
Lá vai o trem, seu destino,
O dia e noite encontrar
Correndo vai pela terra,
À cidade entre a serra e o mar.
"Cantando pela serra do luar"
Correndo entre as estrelas a sonhar...
Sonhar... luar, amar, no mar...
Até Itanhaémmmmm (Quarta parte apenas musicada)
À beira do mar...ar...ar
Fuuiiaaammooorrrr
Itanhaémmmm...
Jáaa... fuuiii...
Lá vem o trem do menino, (Quinta parte adaptada - retorno )
Após o amor encontrar,
Correndo entre a areia e o mar
Vem pela serra,
Do maaar,
Voltando pela serra do luar,
Correndo entre as estrelas a sonhar.
Sonhar, c'o mar, amaarrrr.......
Já fuuiiii
Voltaaarr ..voa ar.. Fuuiiuuuuu...amarr...
Fuuuiiiuuuuuuuuuuuu..voaaarrr...
NB. Não tenho a mínima intenção de mudar a letra do Grande Compositor HEITOR VILLA LOBOS, estou apenas fazendo uma adaptação da interpretação da música feita por "ZÉ RAMALHO", à segunda parte do vídeo-poema Nuvens de Fumaça I, de minha autoria (pois, pretendo a escrever sobre o tema), cujo vídeo-poema foi magistralmente ilustrado por CARMEM CECÍLIA, em You tube, no endereço seguinte:
No meio de um mundo transbordando de dura ambição,
Me deparei com você, um ser fora do comum, um sonho,
Que soube desvendar-me, dissipar esta minha confusão
E inesperadamente... em meu coração semear a paixão
Pouco a pouco... o homem que você é, semeou em mim
A frágil semente de algo incomparável, que foi crescendo
E germinando num sentimento puro sem começo nem fim,
O mais nobres dos amores que jamais havia conhecido...
Vivemos momentos de encanto nesse nosso próprio infinito,
Sem máscaras, nem preconceitos no intímo do nosso mundo,
Mas bem logo a tua verdade me atingiu e eu quiz te deixar ir
Para evitar sofrer... e teu caminho iniciado, tu poderes seguir
... No templo desse transcendente amor que soubemos criar,
Me preparei para a triste despedida entre lágrimas amargas,
Mas tu entrastes sem mais, prestes a não me deixar escapar
E pela primeira vez, me fizestes provar o sabor do desejo...
Sussurastes meu nome sensualmente contra meu ouvido,
Beijando meu pescoço... despertando chamas de puro ardor,
Tua boca sugando minhas duvidas... e dando início ao fogo
Que aos pouco consumiu meu corpo num desejo arrebatador
Lá fora a chuva não parava de caír sob as ruas desertas...
Como os rios de desejo líquido que deslizávam por meu corpo,
Sob a febre da tua boca atrevida... escravizando-me ao prazer,
E as tuas carícias ousadas que viram de novo meu corpo nascer
Nessa noite despertastes em mim uma feroz e ardente paixão,
Com a audacía da tua arte carnal e essa tua impediosa sedução;
No pleno silêncio que depois envolveu nossos corpos exaustos...
Soube que em mim, teu nome cravastes no eixo do meu coração.
Enviado por Carmen Lúcia em Ter, 04/03/2008 - 19:41
É forte quem mostra a sua própria fraqueza
E quantos a traz disfarçada em seu peito...
Ferida exposta, doendo, guardada em segredo,
Calada, trancada... arquivando pecados e medos.
É forte quem reconhece que foi o culpado
Do que deveria dizer e manteve calado,
Do que poderia mudar e ficou ocultado,
Do que poderia fazer pra não ser derrotado.
E então precisamos sangrar, arvorar fortalezas...
Revelar nossas almas, retirar os temores e falhas,
Estancar de concreto, cimentar nossas valas...
Confessar a nós mesmos todas nossas fraquezas.
Sei que poderias nadar na minha praia e percorrer a grandeza das suas ondas ou a profundidade do meu oceano, mas não...apenas ficas imerso na superficialidade dos teus pensamentos e na frieza dos sentimentos.
Talvez aches que o Universo não tem a interdependência causal que faz de cada ser, único e especial.
Renuncias à poesia e renegas a (tua) magia mas eu sei, que à noite, ouves o (meu) marulhar...doce, suave, ritmado e profundo que, lentamente, te vai enchendo a alma e o espírito, inquietando o teu corpo.
No contorno da madrugada, eu sou tua amada...lua, tua...aroma, sorriso e toque que te provoca, e seduz, na candura de um olhar que te leva a (me) amar...
(turtlemoon)
Na montanha que me acolhe o coração, o (teu) marulhar… perfumado de inquietações, é digno de um louvor por um passeio pelo profundo do horizonte, onde o (meu) sonho indefinido lê os mexericos dos meus pensamentos de quem mora numa rua sem saída e a grandeza da tua praia, é um segredo preso nas flores do meu campo.
O cume montanhoso é renunciado pela poesia que te escrevo lá do alto de onde olho para esta terra com um sorriso na mão pedindo boleia ao sol que ouvindo a nossa voz, aquela voz que nos busca no tempo de saudade que vive em cheio a paisagem que nos separa e provoca a cada instante, gestos de amor na geometria dos vales e montes pintados com a tinta da natureza e do profundo do teu oceano.
Contorno a madrugada fria com o cheiro da erva fresca, e tudo é tão verdadeiro ao cantar a minha solidão pelo vento que ás vezes me trás a brisa da tua praia fazendo bailar as flores á beira da estrada contemplando a direcção até a ti na interdependência causal que te faz um ser único e especial.
O teu amar-me brinda emoções que têm sido a minha luz longe do teu mar, coberto pela (tua) imensidão de mulher…
SER MÃE é uma dádiva:
Um presente de Deus,
SER MÃE é saber falar,
Mas também saber ouvir.
SER MÃE é ensinar e aprender
Com os erros nossos e dos
Filhos.
Com esse aprendizado,
Saber ensiná-los
A fazer um mundo melhor.
SER MÃE é acordar no meio da noite
E não se incomodar em perder o sono,
Para cuidar de uma febre repentina .
SER MÃE é saber entender
Como também saber fazer
Vista grossa em momentos
Oportunos.
SER MÃE é dar luz e depois
Ficar cega
Diante a beleza dos filhos
Que gerou.
SER MÃE é saber ganhar e perder para o mundo.
...É ensiná-los a se prevenir das armadilhas do mundo.
SER MÃE é amar...amar pra vida toda.
SER MÃE é perdoar, ainda que não seja perdoada.
ADORO SER MÃE......Essa é uma homenagem ao meu filho Lucas.
Meu presente de Deus.
Sinto saudades de ti;
Não mais a saudade doída que te nega a partida e lamenta a tua ausência.
Aquela que angustia, corroendo mente e peito em dores afastando do coração o prazer.
Sinto daudades de ti;
Não mais a suadade doída que te nega a partida e lamenta a tua ausência.
Aquela que trás lágrimas aos olhos e tristeza ao olhar.
Sinto saudades de ti;
Não mais a saudade doída...
Aquela que faz com que minha face se renda agravidade e a dor,arqueando a angulação dos meus lábios para assim privar do meu rosto o sorriso.
É, sinto saudades de ti;
E o som da tua voz guardado na lembrança, me inunda o peito e todos os sentidos.
Tal qual as cores, cheiros e gostos sendidos na infância.
Meus olhos brilham, meu coração se alegra.
Agravidade e a dor não mais existem.
Agora sim, consigo vislumbrar com clareza a imensidão do gostar.
Como foi bom ter podido um dia te reencontrar!
Ah! Sinto saudades de ti;
E nesse exato momento,em contradição a melancolia que poderia advir de tão saudoso sentimento.
Posso sorrir! trazendo aquecido meu peito com o carinho que contigo aprendi.
Eu esstou feliz, em paz...
Porque sim. É assim!
Sim, eu sinto saudades de ti.