Foto de Bianca014

Preciso

Assim cm o céu
Precisa do Sol
Ao amanhecer...
Assim cm a Lua precisa
Das estrelas ao anoitecer...
Eu preciso de vc para viver!
Assim cm o mar
Reflete o Luar
Assim cm os olhos precisam chorar...
Eu preciso da Luz
Do teu olhar!!!!!!!!!!!

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"NA PERIFERIA DO ABSOLUTISMO"

“NA PERIFERIA DO ABSOLUTISMO”

Vivi, mas não respirei...
Caminhei bastante, mas não andei...
Sorri muito, mas não senti felicidade...
Chorei, mas não espantei meus fantasmas!!!

Olhei-te, mas não vi ninguém ao meu lado...
Pedi-te, mas não te obtive...
Amei-te, mas não fui amado...
Contemplei teu brilho, mas não fui iluminado...
Servi-te de escada, e fiquei no chão...
Bati palmas para o teu sucesso, e não houve eco...
Sucumbi fadigado, e rastejei sozinho!!!

Avisei-te, e não fui ouvido...
Esbravejei, e fui repreendido...
Implorei, e fui ridicularizado...
Silenciei, e fui mal entendido!!!

Aceitei o adeus, e fui banalizado...
Concordei com os erros teus, e fui prejudicado...
Entreguei tudo a Deus, e fui absolvido...
Encontrei a paz, e vivo sossegado!!!

Foto de Raiblue

Jorrando néctar em seu tédio...

.
.

Seu tédio
Se agarra aos meus olhos
Quer brincar com o fogo
Provar meu ópio
Alongar a noite
Esmagar a lucidez dos dias
Se atirar num delírio sem fundo
Se perverter no bordel do meu corpo
Se derramar nos meus submundos
Na impureza da minha carne crua...
Banquete para contaminar seu sangue
Despertar a fome
Que lhe corrói os ossos
E agora devora todo ócio
Num vício nascido num gole de cólera...
Numa bebida alucinógena dividida comigo
Absinto...
E bebemos a vida que escorria
Naquele momento
Lua nua...rubra...
E o sol nascia nos becos imundos
Por pura anarquia
Dissolvendo a escuridão
In fusão de corpos
Meu ventre exalando
A impureza mais santa
Minha flor profana
Jorrando néctar em seu tédio...

(Raiblue)

Foto de Joaninhavoa

A hora d`amor

Dizem os mais entendidos
desta ciência complexa de simples que é o amor... que é na noite
que há maior cumplicidade!...
Mas quando há amor há cumplicidade... então a qualquer
hora, a qualquer segundo ou existe
ou não existe a "tal" cumplicidade!...

E é por isso que eu digo
num dizer franco e aberto
E expresso o que sinto
desta forma e em segredo!

"Noite é noite!
Dia é dia!
Assim como a melodia
do dia quando se transforma
em noite... e já não é dia!
Assim como a melodia
da noite quando se transforma
em dia... e já não é mais noite!

O dia está para a noite
como a noite para o dia
numa melodia
da noite para o dia
e vice-versa!

Seja noite ou dia
tudo se faz
na melodia
se houver sintonia
e harmonia!...".

JoaninhaVoa, in "Segredos D´amor"
(2008/02/10)

Foto de Joaninhavoa

Beijos, mel...

Estou aqui e agora
bem presente! Mas hoje
logo pl`a manhã, fui sereia
e deitada sobre a areia
saboreei teus raios de Sol...
beijarem afoitos a minha pele!...

Óh! Beijos ardentes...
Paixão! Favos de mel sobre
o mel! Vinde leve levemente
como quem chama por mim
e assim em sussuros... d`amor
como é este de só te querer a ti!

Caminharei pl`os Jardins Encantados! Não serei Marília
nem rosa nem outros tipos
de flores! Serei só uma Joaninha
que voa voa sem parar... mas paira
no ar a contemplar!

E vendo vejo-te e beijo-te
num doce e refinado... desejo-te
hoje! Logo pl`a manhã
fui sereia fui amante e aceitei-te
como jamais havia feito...
foi deleite em meu leito!...

Joaninhavoa, in "Jardins Encantados"
(em 2008/02/10)

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"SOLUÇÕES"

SOLUÇÕES

E lá ia eu com passos firmes
Ia de encontro ao desfraldar das duvidas
Caminhava convicto em direção ao vórtice
Genitor maior das origens cômicas.

A procura de algo que nem sonhava
Viajei veloz entre as estrelas
Resvalei com o gigante avatar
E voltei convicto de ser um mecenas.

Relatei tudo a que vivi
E muitos ainda me seguirão
Alguns pensarão que menti
E os outros encontrarão a salvação

Na biblioteca completa do universo
Encontrei as respostas que precisava
Folheando livros tão complexos
Achei as soluções a que esperava.

Foto de HELDER-DUARTE

Coimbra II

Coimbra! Coimbra! Coimbra!
Cidade linda! Linda!..
A ti canto um fado,
Que fala do meu ser estado.

Estava triste ao ti, chegar.
Mas minha alma se alegrou,
Assim que a ti chegou.
Pois recebi do teu amar.

Teu grande saber,
Teu grande conhecimento.
Me livrou do meu sofrer.

Porque tua verdade,
Vem, do eternamente.
E para sempre é liberdade!

Foto de Sandra Ferreira

Lua...

Lua, brilhante
Num céu escuro
Maravilhosa, majestosa
Reflectida no rio
De águas, calmas
Destino
O mar
Sentada
Em verdejantes
Ervas daninhas
Se frio sem pudor
Dou o meu
Corpo
A lua
Pertenço lhe
Esta noite
Pertenço lhe
Lua, minha
Protectora,
De luz, reluzente
Que em noites
Onde só
Estou eu
As plantas
Os animais
Longe
Dos demais
Guia
Meu caminhar
Descalço
Entre os arbustos
Até o meu lar
Não te vás
Não me abandones
Chamais,
Deixes de brilhar
Contigo
Minha lua
Sinto me protegida
Amada, querida.

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS
Obra registada na
SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES

Foto de Ana Botelho

AMADA AMIGA ( presente de um grande amigo, o poeta Albino Mello)

Amada Amiga
Andei por belos e verdes prados,
Alimentei pobres, ajudei necessitados,
Ouvi muitos sons angelicais.
Enveredei por cerradas florestas,
Na vida, aparei tantas arestas,
Aqueles sons, eu quero ouvir mais.

Caminhei solitário pelo deserto,
O que era errado, virou certo,
As harpas me iluminaram.
Mergulhei em águas profundas,
Limpei algumas mentes imundas,
Os anjos me acompanharam.

Escalei altos paredões rochosos,
Consolei amigos e pessoas chorosas,
Com a realidade me identifiquei.
Passei por perigosas corredeiras,
Pessoas mentirosas e verdadeiras,
Mas, com os anjos, sempre andei.

Percorri muitas e longas estradas,
Encontrei pessoas encantadas,
Que me encantaram também.
Passando por essas paragens,
Percebi em todas minhas viagens,
Que me faltava o carinho de alguém.

Ela veio, me aconselhava, ouvia,
Acordou-me com linda poesia,
Trouxe aquela esperança antiga.
Anjos amigos, flores, trombetas,
Caminhos divinos, cheio de facetas,
Obrigado, amada poetisa amiga.

15/09/07 Albino S. S. Mello

Foto de Ana Botelho

MEU PRIMEIRO AMOR

MEU PRIMEIRO AMOR.

De repente, distante de tudo eu me senti,
Foi-se a luz que me sustentava e reluzia
A minha vida e, com isso, esta se apagou
Por tudo que a sua ausência me causou ...
O meu mundo caiu em doídos pedaços
Arrastando-se ao chão e em meus passos.
De lágrimas se fez todo o meu jardim
E a minha alma em tristezas sem fim.

Você era o caudaloso rio que passava
E deslizava, lá, e nem sequer se tocava,
Que eu houvera nascido em suas margens
E que grudada, entrelaçada às amoreiras,
Banhávamos as nossas longas cabeleiras
Continuamente, apinhadas de longas mágoas
Na pureza das suas corredeiras e frescas águas.

Se era estio, escasseava nosso sugar em seu leito,
Mas nas chuvas, nos saciávamos, e tudo ficava perfeito.

Verdejantemente, rebrotávamos na primavera,
Estação dos amores, flores e mil quimeras.
E assim fora por meses e muitas, muitas estações
Todos nós em um só tom, nos mesmos diapasões,
Afinados na melodia da vida, amando e mais amando...
Mas veio o tempo e foi logo nos separando,
Porque ele já sabia o que o destino guardara,
E assim, distantes, consumou-se o que tramara.

Numa tarde fria de chuva, bateu-me uma agonia sem fim
Era a má notícia chegando, tomando conta de mim
Falaram que você havia partido, pro outro lado da vida,
Fiquei uma eternidade parada, cuidando da minha ferida
Que não cicatrizou ainda, só fica quietinha pulsando
Por isso eu vivo sozinha, e aqui, de tristeza falando.
Ninguém vai encher de amor o meu pobre coração
Ele é uma casa vazia, mal assombrada por esta paixão.

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