Numa noite escura e enorme
no vasto breu sem lume
este poeta a errar não dorme
avistou você... luz de vagalume
Entre a mesmice de poesia morta,
dentre o nada de tolas rimas.
Diferencio sua luz, que a sombra corta.
Por condão me faz ver obras primas
Da penumbra de onde a fito
a admirar, te fixo no olhar
e me iludo em querer o escrito
seja para mim, o verso que faz sonhar
É uma luz de pirilampo
no balé de espaço a zingrar
ou fada a brincar neste campo
entre o mistério que rege o luar
Mulher, fada e mistério se funde
poetisa, bailarina ..., estrela...
Com seu enigma me confunde.
Quero sempre e sempre vê-la