Noite de Lua cheia

Foto de Carlos Henrique Costa

Numa certa vez, um bicho estranho eu vi!
Ser Medonho, em meio aos virgens matagais,
Saciando uma carne crua, na noite dos lograis,
Envolto a lua cheia, seu uivo assustador ouvi.

Ainda temeroso do que seria o que senti,
Depressa corri, por entre os feris canaviais,
Cortando a pele, retirando a minha paz,
Tempo demais, para que o dia amanheça aqui.

A procura de nova guarida reina a valentia;
Mas a mim, o ser surgia... Com sede e fome!
Perplexo, a memória reluta uma covardia.

Chega bem próximo, pergunto-lhe o nome!
Responde-me, lobisomem. Mas como seria...
Se essa estória não fosse sonho de um homem.