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Foto de Alves Barrota

E nesse instante do dia

Voa
uma gaivota
sobre as ondas.
Asas paradas,
longas,
cansadas de voar.

Silente
desce a tarde.

E nesse instante do dia,
por entre rumores
de sombras,
aconteceu um milagre:
as asas abertas,
longas,
trouxeram toda a poesia
do brilho do teu olhar.

Foto de Dirceu Marcelino

REI PROSTRADO (Referente ao Jogo de Xadrez )

*
* Rei Negro do Xadrez
*

“Ei! Porque entras, espia e sai Soldado!
Levanta-te. Fale. Se abra. Estás carente!
Vamos. Levante não fiqueis aí prostrado!
É um Rei. Não mero soldado. Em frente...

Marches ao meu lado. Assim ao meu lado!
Tenhas coragem. Vamos sempre em frente...
Vais conhecer minha corte. Este encantado
Príncipe. É um mestre muito iminente.

Porque disseste a ele que é meu namorado?
Se apenas jogamos e ainda assim raramente
Como explicar a ele que és casado!

E que vais casar comigo! Vê se desmente.
Puxa! Pareces que está atordoado
Ou, é que está sofrido e muito carente."

Foto de Paulo Gondim

Estrelas são diamantes

ESTRELAS SÃO
DIAMANTES
Paulo Gondim
02/03/2008

Os diamantes brilham no claro véu
São minhas lágrimas, num choro calado
Que fazem cintilar a estrelas no céu
Os diamantes não têm brilho ofuscado

E minhas lágrimas caem, regam flores
Que brotam nas gotas do orvalho
Rosas que amenizam minhas dores
Estrelas mil que pelo chão espalho

Os diamantes no céu são estrelas
Que clareiam o céu na imensidão
Choro eu, se não consigo vê-las
E pegá-las uma a uma em cada mão

Lágrimas no rosto são saudade
Estrelas no céu são diamantes
O amor quando finda é crueldade
No coração sofrido dos amantes

Foto de Paulo Gondim

Simulação

SIMULAÇÃO
Paulo Gondim
06/12/2006

Vivemos por viver
Por comodismo falso
Já que nada mais resta
Nesse fim de festa
Que são nossas vidas

A felicidade do encontro
Deu lugar à indiferença
E com ela, veio a descrença
O faz-de-conta, a simulação

Já não sinto melodia em tua voz
Mas, prenúncio de conflito
E por assim ser, reflito
Se há remédio para nós...

E nesse triste simulacro
Que se tornou nossa relação
Contrito, eu me peço perdão
Por não ter força nem coragem
De romper a farsa
Sair dessa desgraça
E apagar de vez essa imagem
Que insiste em se mostrar
Nesse espelho fosco, antigo
Que são meus dias contigo

Foto de VenOon

Soneto de Abandono

Trago na alma uma angústia latente,
Escondida por sorrisos falsos.
Confusão de sentimentos em campos vastos;
Onde a alegria se faz adormecer no poente.

Grito teu nome, não lhe acho por inteira.
Tenho saudades de quem eras um dia,
Tento resgatar de volta sua doce companhia
Que se fazia para mim a pessoa perfeita.

Permancestes intacta a tudo que ocorreu,
Manifestou-se de forma pacífica diante da chaga,
Aceitou a carnificína que o amor corrompeu.

Degustei de forma estulta a lúgubre taça.
Hoje vejo que em nossos corações o amor enfraqueceu
E a solidão, que se mantem ao meu lado, me abraça.

Foto de Teresa Cordioli

Uma loucura qualquer...

Teresa Cordioli

.

.

Acordei diferente,
Sozinha, ao redor de tanta gente...
Minha boca amanheceu sem palavras
Minha mente sem inspiração...
Acredito ser desilusão...

Pela minha própria loucura?

Ou por uma simples decepção?
Por que será?
Quero abandonar meu corpo,
Ele teima em não me deixar...
Então saio à cata de palavras

Elas também não querem me acompanhar

Fico a espera de um instante
Apanha-las em qualquer lugar...
Vou seguindo adiante
Tentando ouvir o que elas têm para falar...

As minhas palavras
São as que eu não consigo escrever...
Rasgo o papel
Jogo o tinteiro fora...
Mato o mata borrão...
Só não consigo matar o amor
Que se instalou em meu coração...

Da série: Loucuras de amor...

Foto de VenOon

Poema da minha Namorada

Há um fonte de lágrimas que não secou!
Há um sorriso que não desabrochou!
Há sentimentos, eu sei que há!

Foto de Dirceu Marcelino

O TREM DO MENINO MARCELINO, BOM MENINO I - VIDEO-POEMA

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"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
P’ro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo ar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar."
( O trenzinho caipira: Heitor Villa Lobos)

****************

O trenzinho do Menino Marcelino

...Voouuuu...!!!

Jáááaa...voouuuu...!!!

"Lá vai o trem com o menino” (adaptação, igual primeira parte)
Lá vai a lida a rodar
Lá vai criança, o menino...
Na cidade a sonhar...
Lá vai o jovem-menino
Pro o amor encontrar
Correndo vai pela praia,
Vai pela areia, a beira do mar
"Cantando pela serra do luar"
"Correndo entre as estrelas, a voar...

Voarrr...Voouuuu... Luaaarr... (sons de locomotiva)
Luaarr...
Vooouuu..uuu..uuu...

"Lá vai o trem c'o menino ( Segunda parte declamada)
“Lá vai a vida a rodar,”
Lá vai ex-criança, jovem-menino,
À cidade e noite a girar, (terceira parte cantada )
Lá vai o trem, seu destino,
O dia e noite encontrar
Correndo vai pela terra,
À cidade entre a serra e o mar.
"Cantando pela serra do luar"
Correndo entre as estrelas a sonhar...
Sonhar... luar, amar, no mar...

Até Itanhaémmmmm (Quarta parte apenas musicada)
À beira do mar...ar...ar
Fuuiiaaammooorrrr
Itanhaémmmm...

Jáaa... fuuiii...

Lá vem o trem do menino, (Quinta parte adaptada - retorno )
Após o amor encontrar,
Correndo entre a areia e o mar
Vem pela serra,
Do maaar,
Voltando pela serra do luar,
Correndo entre as estrelas a sonhar.

Sonhar, c'o mar, amaarrrr.......

Já fuuiiii

Voltaaarr ..voa ar.. Fuuiiuuuuu...amarr...

Fuuuiiiuuuuuuuuuuuu..voaaarrr...

NB. Não tenho a mínima intenção de mudar a letra do Grande Compositor HEITOR VILLA LOBOS, estou apenas fazendo uma adaptação da interpretação da música feita por "ZÉ RAMALHO", à segunda parte do vídeo-poema Nuvens de Fumaça I, de minha autoria (pois, pretendo a escrever sobre o tema), cujo vídeo-poema foi magistralmente ilustrado por CARMEM CECÍLIA, em You tube, no endereço seguinte:

http://www.youtube.com/watch?v=vea7HH9dayY

Foto de Salome

Eternamente

*
*
*

No meio de um mundo transbordando de dura ambição,
Me deparei com você, um ser fora do comum, um sonho,
Que soube desvendar-me, dissipar esta minha confusão
E inesperadamente... em meu coração semear a paixão

Pouco a pouco... o homem que você é, semeou em mim
A frágil semente de algo incomparável, que foi crescendo
E germinando num sentimento puro sem começo nem fim,
O mais nobres dos amores que jamais havia conhecido...

Vivemos momentos de encanto nesse nosso próprio infinito,
Sem máscaras, nem preconceitos no intímo do nosso mundo,
Mas bem logo a tua verdade me atingiu e eu quiz te deixar ir
Para evitar sofrer... e teu caminho iniciado, tu poderes seguir

... No templo desse transcendente amor que soubemos criar,
Me preparei para a triste despedida entre lágrimas amargas,
Mas tu entrastes sem mais, prestes a não me deixar escapar
E pela primeira vez, me fizestes provar o sabor do desejo...

Sussurastes meu nome sensualmente contra meu ouvido,
Beijando meu pescoço... despertando chamas de puro ardor,
Tua boca sugando minhas duvidas... e dando início ao fogo
Que aos pouco consumiu meu corpo num desejo arrebatador

Lá fora a chuva não parava de caír sob as ruas desertas...
Como os rios de desejo líquido que deslizávam por meu corpo,
Sob a febre da tua boca atrevida... escravizando-me ao prazer,
E as tuas carícias ousadas que viram de novo meu corpo nascer

Nessa noite despertastes em mim uma feroz e ardente paixão,
Com a audacía da tua arte carnal e essa tua impediosa sedução;
No pleno silêncio que depois envolveu nossos corpos exaustos...
Soube que em mim, teu nome cravastes no eixo do meu coração.

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Salomé

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Poema - Dezembro 2007
Copyright ING/PRT - Direitos do Autor Dezembro 2007 - MK

Foto de Teresa Cordioli

Para Sempre...

Para Sempre...

.
.
Hei de deitar-me um dia em teu leito
Hei de olhar em teus olhos e sorrir
Hei de dizer sem medo de mentir
De quantos sonhos este amor foi feito...

E neste dia amor!... Serei toda tua!
Dar-me-ei com toda minha doçura
Desatando todas as armaduras
Soltarei meu coração, quando nua.

Com amor de uma mulher madura
(Te abraçarei como menina imatura)
E me entregarei na maior loucura

Quero amor, neste dia poder provar
O néctar do amor que tens para me dar
E para sempre, todo o sempre, te amar!

Teresa Cordioli

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