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Foto de Daemon Moanir

Erros e desculpas...

Estou a morrer por dentro,
Porque sinto que te falhei.
Sei que te desgostei
Mas o tempo não volta atrás…

E o tempo, esse, está sempre em falta,
Quando quero falar contigo,
Dizer-te que penso demais em ti
E dizer que por ti m'enamorei.

Talvez não passe de um insensato,
Estéril é certo, mas inato,
Porque te vi e não pude fechar meus olhos.

Lembra-te apenas que o louco que vês
É o louco que te gosta e quer
É um louco que se fez, por ti, assim.

Foto de Cecília Santos

PRISIONEIRA DE MIM MESMA

PRISIONEIRA DE MIM MESMA
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Sou prisioneira de mim mesma.
Acorrentei minha vida, meu coração.
Com elos de pura desilusão.
Não consigo fugir desta prisão.
Que me rouba o horizonte da
minha visão.
Que mata aos poucos minha paixão.
Deixando no chão os pedaços do
meu coração.
Como desvencilhar dessas grades.
Que prende minh’alma impedindo me
de lutar, de vencer.
Ganhar asas, conquistar novamente
a minha liberdade.
Que tenho que fazer pra me libertar.
Desta ânsia, desta angústia.
Que me tira o ar, que ateia fogo
em meus sonhos.
Que se tornam labaredas ardentes.
Que por onde passam, vão deixando
um rastro de dor e de solidão?
Sou prisioneira de mim mesma.
Sou um fantasma que arrasta minhas
próprias correntes.
Na solidão e no vazio na minha
cela interior...

Direitos resevados*
Cecília-SP/03/2008*

Foto de Carmen Lúcia

A última vez...

A última vez ninguém esquece,
São momentos gravados na alma
À primeira vista, inconseqüentes,
Mas tão permanentes, persistentes,
A nos perseguir eternamente
E nunca fugir de nossa mente...
O último encontro, o último beijo,
Mais marcantes que os primeiros...
Os últimos passos que ainda ecoam
Pelas esquinas e ruas; a amargura,
Após o adeus, da dor que perdura
A dor de não ver, não ter outra vez
Não sentir...Lágrimas e insensatez...
O último olhar, que nos faz gelar,
A última carícia, o último toque,
A última emoção, a mais forte...
Triste sensação de perda, de vazio,
Sentir a solidão, o inverno mais frio...
Assim como ver o último pôr-do-sol,
Ouvindo seu último suspiro.

Carmen Lúcia

Foto de Sirlei Passolongo

Sonhei com você!

Essa noite
Sonhei com você...

Fiz do seu colo
meu porto seguro
Em seu afago
Senti a paz
que tanto procuro

E me tocava suave
Como se eu fosse uma flor
Me olhava nos olhos
Sedento de amor...

E me dizia
coisas tão lindas
Era tudo tão puro...
A magia do sonho
Sem passado ou futuro

Era o amor conjugado
Num eterno presente
O sonho sonhado,
Era amor... simplesmente

Foi o sonho mais lindo
Mas era sonho somente.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

Foto de Teresa Cordioli

Io che non vivo senza te...

(a 4 Mãos...)
Teresa Cordioli (quartetos)
Suely Ribella (tercetos)

.

.
Io che non vivo senza te...

Meus olhos estão fixos naquela porta
na esperança de novamente vê-lo entrar.
Mesmo sem saber porque você foi embora,
sei que tem motivos de sobra pra voltar...

Meus braços estão abertos para te abraçar,
o meu coração, um mar de amor comporta.
Volte, por favor, não fique do lado de fora,
aqui dentro tem um coração a te esperar...

Um coração que não pretendeu te afastar,
um corpo que sem ti não é capaz de viver,
olhos que não brilham por não te alcançar...

Não esperes mais, vem a vida me devolver,
vem me fazer feliz, vem me fazer cantar
todo este amor que já não posso mais conter...

Foto de Bira Melo

VOU SAIR POR AÍ

Eu hoje vou sair por aí
Esquecer de usar minha muleta
Galopar em muitos campos floridos
No galope contemplar muitos lírios,
Perfumar de açucena o meu ser.

Eu hoje vou sair por aí
Esquecer de lembrar que existo
Se um dia fui pobre ou rico
Não importa, galopando eu fisgo,
A fera do meu insandecer.

Eu hoje vou sair por aí
E acho que isso é agora
Regar a minh'alma na aurora
Pintar em matizes baratas,
A hora do meu fenecer.

Eu hoje vou sair por aí
Vou sair hoje, não surtado
Tenho Anjos e Querubins ao meu lado
Levando meu pergaminho bordado,
O linho puro que é o meu viver!

Foto de Mentiroso Compulsivo

GRITO DE SILENCIO

.
.
.

Uma saudade do tempo
Das horas da vida que passo
De tamanha crueldade
Em forma de lamento…

… É o tempo que perdi…

Ao tempo pedi que parasse
No olhar que deixei em ti
Mas a luz cedeu na tua face
E eu senti que te perdi…

… É o amor que deixei…

A sombra atrasada do passado
Fez-me ver o que não se vê
Num sonho muito apagado
Acordado por tudo o que se crê…

… É a fé que concebi...

A vida que dá sentido
A tudo que muda e renova
Acaso ou destino definido
Em outra manhã nova...

… É a esperança que criei...

Esta grande contradição
Deste poema vão e vazio
Com o verbo sem definição
De uma lágrima caída ao frio…

… É o mistério que descobri…

Um grito de Silêncio
Deixado neste momento…

................É toda a porção medida,
É tudo o que chega na minha vida.

© Jorge Oliveira / 5.MAR.08

Foto de HELDER-DUARTE

Depois

Eu sei, que depois de morrer,
Terei valor e serei louvado.
E também amado e pranteado.
Nesse tempo terei, esse merecer.

Meus poemas, serão lidos!
E muito queridos…
Mas agora não!...
Não o são! Não o são!...

Agora sou o lixo do mundo!
E da «Eclésia» pois…
O mais imundo!

Mas depois ! Depois! Não!
Não! Meus poemas serão publicados, depois.
Porque afinal, eu era de Deus, então!...

Foto de Carmen Vervloet

MULHER (Dia Internacional Da Mulher)

Mulher

Mulher...
Mão que segura... Guia...
Desata os nos...
Arranca espinhos...
Borda carinhos...
Branco lençol de linho
Que envolve e agasalha...
Prateada noite de luar...
Areia macia... Lânguido acordar!...

Mulher...
Ventre que abriga...
Protege e guarda...
Colo para toda vida...
Eterno tempo...
Pré-sentimento...
Instante sagrado...
Momento consagrado
Na sua luz disfarçado!...

Mulher...
Árvore frondosa...
Forte... Mas generosa
Raiz profunda...
Fruto que alimenta...
Esteio da vida...
Não foge à lida...
Nem o sonho invalida!...

Mulher...
Não foge à luta...
E na sua diária labuta
Não perde a suavidade...
O mel da sua doce vontade
De fazer feliz...
De ser feliz!...

Mulher...
De mil faces...
Entrelaces de doçura e bravura...
Que costura a vida com paixão...
Mesmo que o mundo seja cão
Que morde a esperança...
Seu puro sorriso de criança
Anestesia a dor...
Aviva da alegria, a cor...
E neutraliza a tristeza
Que quer brotar...
Mas logo murcha como a flor...
Pétalas levadas pelo vento...
Perdidas no infinito tempo...
Sem ferir o amor!...

Mulher...
Que fecunda a semente...
Parteja a vida como nascente...
Água pura... Cristalina...
Que verte de seus olhos videntes...
Lavando tortuosos caminhos
Onde trava lutas... Constrói ninhos...
E entalha a sua marca
De guerreira da paz!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados ao autor

Foto de Henrique Fernandes

AS NOITES SEM TI

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.
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Gritas como eu um amor
Grito íntimo de emoções
Soltando da alma calor
No espelho culto das razões

Teu grito vem nas marés
Tão perto do meu sentir
Alcancei em novas fés
Pujança que me faz surgir

Entoas o altar da paixão
Com teu eco infindável
Na serena aproximação
Perpetua sã incurável

Grito vento de ausência
Retempero as noites sem ti
Sem aroma de tua essência
Sem o prazer de seres aqui

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