Adeus

Foto de José Herménio Valério Gomes

ALENTEJO QUE ME VALES INSPIRAÇÃO

Alentejo,que me encantas
Vestido com humildade
Por casas tão brancas
Desde o monte à cidade

Com teus campos dourados
Que os meus olhos admiram
E nunca ficam cansados
Mesmo se as lágrimas desfilam

Alentejo de que tenho orgulho
Ser estilha das tuas raizes
E vivo distante este agulho
Na ilha dos humildes

Lugar de todas as saudades
Resguardo dos teus artistas
Que nasceram em dia da verdade
Para que tu existas

Meu Alentejo só tu me tens
Este único céu no meu caminho
És meu dia sem nuvens
Que eu detenho com carinho

Tenho como aspiração
Voltar a ver soprar o vento
Entre planícies na tua direção
Nos teus dias de calor intenso

Pelas manhãs de orvalho
Passear entre os campos
Caminhos e atalhos
Searas teus mantos

Alentejo que me vales inspiração
Pelo homem até Deus...
Na hora de retomar a emigração
No mais doloroso adeus....,

zehervago

Foto de José Herménio Valério Gomes

O ESTRANHO QUE VEIO PARA FICAR

Observo desde que existe vida
Acostada numa nau oriunda
Jà em outros mundos perseguida
Esta humanidade tão confusa

Desde jadis a meditar
Por um céu, sem reino a domicilio
Ultrapassando conflitos por terra e mares
Deixando neste morrer seus filhos

Asfixiando tudo quanto é vida
Num mundo pertença de todos
Deixando soletrar dor na ferida
Tão subito quanto fogo-posto

Num dos dias de mais vento
Que vai aproximando o presente
Escrevendo história o quanto lento
É este ser de vida inteligente

Que vê o inimigo nos seus semelhantes
Numa vanguarda desatualizada
Deixando entrar o estranho visitante
Que trouxe chave para uma porta trancada

Ele veio para exterminar a humanidade
E muda constantemente de rosto
Fazendo parecer a aldeia uma cidade
Que o medo deserta de todo

Mesmo face a este inimigo, que não de apenas um
Mas de todos os seres humanos
Que continuam com algo em comum
Obter o Santo Graal do tirano

Estando perante um tiro invisível
Na rua vacilam em dizer bom-dia
De moda no rosto irreconhecível
Até para os próximos da família

Sem data para um beijo, um abraço como antes
Restam a memória e o album de recordaçōes
Para recordar e estar menos distante
Parecendo num sorriso enviar saudaçōes

As làgrimas serāo o olhar e a voz
Entre uma meia-verdade que todos reclamam
Ou meio de comunicaçāo jà a sós
Para ocultar um adeus a quem amam....

Nestas palavras que nāo vou usar musa
Apenas me deixo embalar de caneta em māo
Como um rio quando o seu curso muda
Direçāo ao mar por escadas sem corrimāo.

José Herménio V.G

E o mundo nāo mais ser igual ,
como o conhecemos.

Foto de Rosamares da Maia

O Amor

O amor,
Ah! O que é o amor?
Ah! Que droga é o amor.
Droga no sentido de sentir - literal,
Pior ainda, droga no sentido visceral.
Dor física mesmo quando não é carne.
Dor se o prazer realizado transborda.
Porque é a agonia do momento que foge,
Que lateja em seu corpo, ecoa e explode.
Dor em contrações, resultado do prazer.
O amor tortura o espírito com dúvidas,
Ciúmes que amiúda e aniquila a dignidade.
E quando é ausência espalha, espelha maldade.
Mas, engana-se quem pensa que é apenas um.
O amor tem múltiplas formas para a tortura.
A Estação na despedida de um filho,
A sepultura, derradeiro adeus a um pai.
São idas e vindas por ele impulsionadas.
Razões, contrarrazões, batalhas, umas por nada.
Morte que defende a vida, uma alma que cai.
Lógica absurda é por amor ter que causar dor.
E o amor tem muitos irmãos e irmãs:
Dor, tristeza, despedida, ódio que é irmão gêmeo.
Todos plantados no terreno fértil do coração
Mas, espere...
O amor tem como irmãos a Humanidade,
Que gera a esperança, a bondade, os sonhos.
Temos também, a felicidade, a boa saudade,
Nasce a alegria, renasce a fraternidade,
E a paixão? Ah! A paixão!
Encantamento tolo dos enamorados, desvairados.
Ah o amor! Tem a dor gostosa de partir e esperar,
Esperar o retorno, a volta do Ser amado,
A poesia dos versos pelos cantos, suspirados.
A soma do amor e dor fazem eclodir vida,
Estão juntos sintetizando o processo da criação,
Como a ostra que processa em suas entranhas areia.
Da sua dor surgirá a pérola, joia da sua gestação.
Ah o amor! Quanta dor eu já senti.
Mas quanto prazer através dele eu vivi.
Quero a vida a doer até o último momento,
Dor pior é o vazio da ausência deste sentimento.

Rosamares da Maia

Foto de Minha_Historia

Paginas em Branco

Sempre que me olho no espelho
Vejo que é impossível não lembrar do seu sorriso
Refletido no brilho dos meus olhos
Ai vem aquela saudade louca
Dos seus beijos e abraços
Dos nossos momento de ternura e desejo
Mais sei que ainda é cedo
Por isso não tenho medo
Não perco a esperança
De um dia te la de volta em meus braços
Revivendo cada abraço, cada beijo.
Provar em seus lábios um delicioso brigadeiro.
Menina mulher dos cabelos de fogo
Que me enfeitiçou e me cativou com seu jeito de ser
Sinto falta do amor correspondido
Das juras de amor ao pé do ouvido
Sinto falta do nosso cobertor
Do calor do teu corpo que me aqueceu nas noites frias
Sinto saudade de você, saudade de curtir a vida ao seu lado
De ser seu amante, amigo e namorado.
Nossa historia possui paginas em branco
Que serão escritas em algum momento
Te amo muito
E te quero só pra mim
Se ter que dividir
Sem ter que dar adeus e partir
Quero acordar do seu lado por todos os dias
Quero dormir e pela manhã tomar um maravilhoso café.
Hoje tenho fé
Pois o sonho se tornou realidade
E sem vaidade posso dizer
Sou seu
Seu homem e você é minha eterna paixão.

Foto de Jardim

ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia

ando só pelas ruas desta cidade fria e vazia.
carrego comigo o hiato das impossibilidades
e a carga dos desenganos que fazem
da noite de sábado um proscênio solitário.

encarnação de vazios, deixo para trás
pontos de interrogação e concluo
que há muita incerteza nos caminhos
que se abrem à minha frente.

dialogo comigo mesmo, danço a coreografia
dos absurdos, réquiem inevitável
de um futuro que nunca existirá,
passos em terra de ninguém.

na praça dos consolos inúteis
distribuo a piedade que só os miseráveis
são merecedores, na minha andança
sem fim recebo do passado arrepios,
os sorrisos compartilhados são a véspera
dos desassossegos futuros.

ando sem rumo por ruas movimentadas
tentando olhar dentro dos olhos
das minhas verdades e sentindo
a batida do martelo dos remorsos
que só as escolhas erradas trazem.

fragmentos de promessas espalhadas
pelo chão, vestígios pelos muros
de possibilidades impossíveis
originadas no âmago das minhas covardias.

ando só e por aí me perco, uso a bússola
da minha inquietude, sigo as placas
dos meus medos, arranco da memória
uma fatia de sonhos que está guardada
em um frigorífico abandonado
e que quebra quando a toco, algumas coisas
são tão sagradas que não podem ser tocadas.

ando sem rumo, rumo ao improvável,
por alamedas, atalhos, pontes
e abismos que me conduzem.
andanças intermináveis, pelo caminho
questões sem respostas,
respostas sem perguntas,
coisas que não são nada,
nadas que me deixam mudo,
promessas que ouço do luar,
das gotas da chuva que nunca choveu.

estrada feita de horas e horas, o vento
e suas navalhas cortam constelações ilegíveis,
o espelho da finitude desfilando
vácuos inefáveis como se o passado
e o presente andassem de mãos dadas
sorrindo e falando alto nos corredores
desertos da minha intranquilidade:
a sagração de um vazio
que nega a si mesmo.

ando só e sem destino
sob a passarela fúnebre
deste céu de possibilidades mortas
e paixões cegas, enxergo a dureza
dos muros, os papéis levados
pelo vento e os automóveis, converso
comigo mesmo em profundo silêncio,
respiro a textura de um adeus
que faz a alma se encolher
até um canto qualquer
como um detento sem ambição
e sem propósitos, como quem
espera por alguém que não existe.

me prendo a ilusões que escapuliram
de minhas mãos como se nada mais
fosse possível, uma nuvem de poeira
formada por escombros de promessas
não cumpridas sufoca
as minhas esperanças e asfixia
o meu futuro e minhas escolhas absurdas.

tenho uma fascinação pelas coisas
que não existem mais, pegadas invisíveis
pelo chão despedaçado
de um caminho confuso, sonhos fatiados
pela lâmina inexorável dos impossíveis,
minutos perdidos e areias antigas
de ampulhetas emperradas pela desatenção.

encho a taça trincada
pelo grito dos desesperados
e brindo a chegada
da minha própria demolição.

Poema do livro Diários do Desassossego
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Foto de Jardim

o que vivemos, o que sonhamos

o que vivemos, o que sonhamos
estão agora tão embaralhados
que já não sei em que acreditar.

nomes, lugares, datas se confundem:
o que lembro, se realmente
aconteceu não posso afirmar.

o antes, o durante e o depois
estão agora tão trançados
que já não tenho como datar.

do amargo adeus que bebi,
de tua secreção que engoli,
resta aquilo que não provei.

da tua voz que cala,
do meu silêncio que fala,
resta aquilo que não escutei.

entre o tempo que vivemos
e o futuro que não prevemos
resta, imponderável, o que esperei.

Poema do livro Filhas do Segundo Sexo
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Foto de Jardim

MARILYN

já é tarde, dorme a loura
o seu sono sereno; sonham as mães
com seus pequenos, pedem a deus
que cresçam livres de todo mal.
NEMBUTAL! NEMBUTAL!

os médicos nada sabem, nada sabe a cia.
só as tias, mas bebem gim nesta hora:
silenciam as americanas senhoras
coast to coast, em cada capital.
NEMBUTAL! NEMBUTAL!

depois de mortos os kennedys
e do adeus aos soldados nos portos,
quem se lembrará? quem,
depois de Cuba, Vietnã, Napalm?
NEMBUTAL! NEMBUTAL!

quem guardará o nome de todas
as louras tristes? não serão
Hollywood, a América e a vida
uma fantasia heavy metal?
NEMBUTAL! NEMBUTAL!

Poema do livro Filhas do Segundo SexoContato:
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Foto de Minha_Historia

Adeus ou até breve

A importancia de uma recordação
Está na intensidade das lembranças
Guardo no meu coração
Cada sorriso, cada carinho
Cada beijo, cada abraço
Sei que tudo ao seu tempo
Só tenho a agradecer
Trouxe devolta a alegria ao meu rosto
Me fez sorrir
Se te digo que a carência existe
Por que sinto saudade dos nossos momentos magicos
E pra falar a verdade
Sou muito feliz por tudo que vivi ao seu lado
Me chamou de amigo, amante e namorado
Se no momento esse lugar não me pertence mais
É que por hora tem que ser assim
O amanhã só pertence a Deus
Mais não espere de mim um adeus
Prefiro um até breve
Que o vento leve você
Mais também a traga de volta um dia
Você é tudo pra mim
É o luar que ilumina minhas noites
E o sol que irradia meus dias
Fui e serei sempre seu homem
Se após a tempestade vem a bonança
Tenho esperança
Que você delicia
Volte a ser minha

Foto de Minha_Historia

Noventa dias

Como esquecer se foi tudo maravilhoso
Seu beijo e abraço gostoso
Juras de amor até no calor dos seus braços
Se hoje não o que fazer
É por que tudo foi bom demais
No seu amor correspondido encontrei a paz
E sem ele me vejo perdido
Amor proibido
Amor bandido
Estava carente e agora vivo contente
Noventa dias que se multipliquem
E não fiquem só em nossas lembranças
Esperanças de dias melhores alimentam
A chama da paixão
Vem se temer
Pra que ter medo
Vou te contar e já não é nenhum segredo
Te amo
Te quero
E espero pelo dia que possa te olhar nos olhos sem dizer adeus

Foto de HELDER-DUARTE

ZURIQUE

Neste dia, em zurique... ja vou pensando....
No dia, do adeus, a ti linda, cidade...
Cidade, antiga, perdida no tempo, sem idade....
Tu terra amiga da gente de Portucalen!

Sim Helveteia, do amor, onde cheguei....
A ti minha cidade, que me tiraste, a dor---
Eu te canto, no meu coraçäo, tanto, tanto....
Com tanto amor e louvor, oh cidade, sem pranto....

Adeus pois sim! Sim! Sim.... meu amor...
Vou ja, entäo, para Alvor, onde ficarei...
Mesmo, com muita dor.... Por te deixar, enfim...
Terra, santa de amor e de imenso calor....

HELDER DUARTE

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