Amor

Foto de Julinho09

Amor Sublime

Sublime,Sublime amor.
tão eloguente e imaginariamente assustador.
Talvez recíproco ou até mesmo democrático.
Jamais politicamente correto,apenas discreto e mágico
Assim tudo se torna real,meigo e sem regras.
Feitos de diálogos "Shakespearianos" ou demagogo demais.
Não sei dizer ao certo,mais se torna mútuo e inabalavelmente verdadeiro a cada dia em segundos e momentos.
Eu te amo e tudo isso apenas me basta !

Foto de Julinho09

Perdurar

O amor só perdura se seguirmos o caminho da paciência do entender e do saber, além de diálogos e argumentos abertos e singelos.
Do contrario tudo se vê soterrado pela prepotência e ignorância de ambos"

Foto de Julinho09

Viver

Viver é uma Virtude "Humana",Mais viver sem amor se torna uma grande Ilusão sem sentido

Foto de Carmen Lúcia

Natal de ontem e de hoje...

Natal...
Lembranças de criança
cheia de esperança...
Arrumar a casa, pendurar enfeites,
árvore montada, iguarias feitas,
coração em brasa, olhos bem atentos...

Bate meia-noite,
ir para a caminha.
Conseguir dormir?
É melhor fingir...
Som de pisadinhas...
Será o bom velhinho?
Nem sei como entrou...
A porta está fechada,
como ele passou?

Fico amedrontada
diante do mistério...
trouxe meu presente,
Ah!É o que mais quero.

Natal...
Como o tempo passa!
Olho ao meu redor,
o que vejo me arrasa...
Crianças atropelam carros,
se fazem de sinais,
farejam o que comer
feito animais...
Retratam a própria fome,
tentam esquecer
o que as consome;
entorpecem a dor
da vida sem amor.

Nessa data tão bonita,
quem não se sensibiliza?
Negar o que comer
a uma criança faminta?
Sabem que nesse dia
facilmente ganhariam
um brinquedinho quebrado
ou um prato de comida...

Natal...
Onde está Papai Noel?
Em que mundo se escondeu?
Foi embora para o céu
e dos pobres se esqueceu?
Para onde foram todos?
A cegueira os acometeu?
Onde está a humanidade,
espírito de caridade
que representa o Natal?

E foi por amor que Ele nasceu...
E por nos amar Ele morreu.

Carmen Lúcia

Foto de Carmen Lúcia

Natal, sabores e dissabores

Badaladas festivas...
Jesus nasceu!
Champanhas estouram,
soluços ressoam
em vão...

Miséria, luxo,
fome, ostentação,
manjedoura, exagero,
esperança, desilusão...
fartura, escassez,
discrepância entre irmãos.

Lembrança, esquecimento,
agradecimento, apagão...
Iguarias sobre a mesa,
mesa faltando pão...
Alegria, euforia,
pedidos...Oração!

A soberba a exaltar o poder;
A humildade a calar submissão.

E o Natal? A que veio o Menino?
Se o amor, sentimento peregrino,
é o que deveria reinar e crescer?
Não vingou...deixaram-no morrer.

O “amai ao próximo" se distanciou;
“como a vós mesmos” é o que restou.

Carmen Lúcia

.

Foto de Arnault L. D.

Pelo que sempre teremos ( um poema de Natal )

Noite de Natal e lagrimas vem
pelos antigos Natais e lembranças
dos sabores e brilhos, nuanças
de saudade e nostalgia além

Meu coração se aperta e nem sei
por que chora, não distinguo o que sinto
se por canções de tempos extintos
das madrugadas que lembrei

Canções de Natal me fazem chorar
como as de amor, lagrimas de ternura
lagrimas do acabado que ainda perdura
da famiília reunida a festejar...

Pelos doces e presentes a correria
e dos corações de chama eterna
que habitavam a festa, e à externa
fogos a iluminar o noite que via

Mas, é Natal e de novo cantaremos
e rezaremos por amor e paz
e entre abraços direi ao futuro e ao atrás
feliz Natal pelo que sempre teremos

Foto de Carmen Vervloet

O Natal sob dois Prismas .

Lembranças, da infância, tão puras
Por um tempo tudo se esquece
O Deus Menino desce das alturas
E vem fertilizar nossa messe.

Vem como bem aventurança
E oferece um alegre Natal,
Onde a musa é a esperança
E crê-se que o bem supera o mal.

Os Anjos voam céu a fora
Nas ruas acendem-se os telhados
Nos lares o amor é festejado!

Mas enquanto se festeja e se ora
Na praça, num banco, em abandono
Maria, do seu filho, vela o sono!
.
. Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

AMOR ONIPRESENTE

Meu amigo,
chegue-se a Mim... assim...
bem perto... olhos nos olhos,
o coração aberto...
venha Me conhecer,
toque nos acordes
da Minh"alma...
busca-Me na luz do alvorecer,
no mar, na canção, na flor,
em tudo onde houver amor
e também sofrimento,
busca-Me nos de pouco afeto
ou no acalento,
nos favelados carentes,
na pequenina rosa semente,
nos doentes dos hospitais,
nos gemidos e ais,
busca-Me nos prostíbulos,
nas praças, nas ruas,
busca-Me na alma sua,
nos olhos do seu irmão,
em todo e qualquer coração...
busca-Me em cada olhar
e só então entenderá
meu nascimento,
o porquê da minha vinda,
este meu acercamento.
Dê-Me sua mão
e juntos vamos construir
um novo mundo!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

Natal de Luz

Estrelas, no céu, vigilantes,
lua, no céu, deslizante,
cometa a guiar o caminho,
brisa a soprar de mansinho
um ar de carinho...
O universo festeja o grande dia
quando a Santa Virgem Maria
dá a luz ao Deus menino
mudando da humanidade o destino!

25 de dezembro,
nasce o protótipo do amor,
nosso Cristo Redentor!
Tão pobrezinho o menino,
sem teto nem cobertor...
Ah! Filho do Deus Criador!
Traz na sua essência
o gene do bem querer...
Aquele que não escolhe
quem e nem por que.
Apenas faz por fazer,
por doce prazer!

Suas mãos se estendem em desvelo,
buscam a ponta do novelo,
ligam a todos igualmente
sem distinções nem precedentes!
Seu único objetivo
por fim a mágoa e a dor...
Flor que desabrocha exuberante
exalando o perfume do amor!

Mas o egoísmo da humanidade
tudo mudou...
Monocromática é a cor,
murcha é a flor!
Não existe igualdade,
esmaeceu a fraternidade!
A fé perdeu-se no tempo,
ficou no esquecimento o advento!

Meu espírito cristão
diz que esse é o dia para nova reflexão...
Hora de sepultar para sempre a ambição
e retomar os preceitos do Mestre,
elevar a alma em prece
e como Ele estender a mão
com desprendimento e determinação.
Semear o gene do bem querer
em qualquer situação!

Assim (re)nasce Jesus,
neste Natal de luz,
bem dentro do meu coração!

. Carmen Vervloet

Foto de Ana Botelho

NATAL PERMANENTE

Que não só nesta noite única,
Mas também, durante o ano inteiro
Todos tenhamos a suave presença
Do Anjo lindo e cristalino do Natal
Assim, o nosso deserto mais árido
Reverdecerá, a cada manhãzinha,
E o afago tranquilo do amor,
Cantará a sua eterna canção matinal
Aí, pediremos ao Anjo, toda vez
Que passar pela Terra, que nos abrace
E nos balsamize com a sua essência salutar
Alegrando os corações por igual
E que a solidão quando chegar,
Não seja importante, nem dure,
Porque Ele em nós sempre estará
Construindo um gesto universal,
Pautado na grande delicadeza,
Do vento, aliviador das agonias,
Que cochicha por entre as árvores
Toda a sua musicalidade habitual.
Seja em quaisquer momentos,
Desde o seco farfalhar das folhas,
Até o pesado murmurar das ondas,
Vencedoras dos recifes em coral,
A fim de que os pesos não arrebentem
Os nossos frágeis e doridos ombros,
Receberemos tão somente os ingredientes
Para temperar, na medida do nosso sal,
Durante os atos rotineiros que praticarmos
Porque eles serão o nosso eterno cartão
Para nos apresentar em qualquer situação
Terão o registro das nossas marcas individuais,
Pois arrastamos o que somos, e seremos,
O acúmulo de tudo o que pensarmos,
Fizermos e desejarmos ao outro, regatos
Perenes, em seus grandiosos mananciais
Que renascem e crescem a cada estímulo,
Onde todo o universo se completa
Entre vidas e sobrevidas intermináveis
Dos nossos preciosos projetos imortais.

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