Essência

Foto de diny

DE VOCÊ

DE VOCÊ

Preencher-me de você
você que traduz paixão
paixão que é amor de amor
amor sentimento supremo.

Inundar-me de você
de seu sentir extremo
desse seu amar de amor
que só você sabe refletir.

Enriquecer-me de você
de suas puras verdades
de seu haver de sublimidade
que só em você vejo existir.

Afogar-me em você
na paz do seu ser
que concede ao meu viver
o amor que transcede o infinito

Preencher-me de você amor
amor de amor sublime
você que define e exprime
a essência única da minha existência!

Diny Souto

Foto de Sandy Machado

Você, eu, nós e as velhas lembranças

Estava gelada, quente. Triste, feliz. Quando ele fez alusão aos fatos passados, as velhas lembranças. O coração já não faz um movimento sincrônico,aleatório talvez.Diacronicamente,minha essência virou pó e a emancipação da minha alma já não era mais tão almejada.
De seu esquife,era possível analisar as falhas de seu rosto apático.Todas aquelas marcas um dia foram tocadas e sentidas por mim.Entre nossos movimentos impulsivos e sentimentos altruístas,realizamos poucas frases.Aferimos se era amor,não,mera atração entre corpos.Respirações ofegantes entre passos evasivos e fugas quase imperceptíveis a imaginação humana.
Palavras excêntricas eram sussurradas em meus ouvidos,florescendo desse modo planos juvenis.Conjeturas arrogantemente alimentadas,não compartilhadas.Promessas enterradas com seu cheiro perdulário,sua garridice.Eu, nefelibata ;ele,egocêntrico,diferenças estas que se fundiam no seu mundo pedante.Não havia certo,errado,valores,escatologias,preceitos,os instintos da carne se manifestavam assombrosamente em nossos momentos.Sua boca carnuda encostava-se na minha,passado de uma pele flácida e um aspecto arroxeado.
A etimologia de nossos enleamentos me faz sentir a vida transforma num inferno qualquer, em pesadelos, pressentir que anjos maus me guardam, afinal, alma filantropicamente má não convive com homens.
O que sobrará do meu adônis serão cinzas guardadas em um marfim qualquer,contrariando sua natureza megalomaníaca.

Foto de sinhinho

Espelho

Tenho-me olhado no Espelho
Quero acreditar que a minha alma está do outro lado do reflexo
Parto o espelho
O espelho parte-se em pequenos fragmentos
Pedaços de mim,
Pedaços demais que junto sem encontrar a imagem certa
Pedaços demasiado pequenos,
Mas demasiado grandes para me cortar
Cortar-me assim em pequenos pedaços
Dividir-me em pequenas partes

Estou agora a tocar a minha alma
Estou a sangrar
Eu sangro
Eu respiro
Respiro de mim

Respiro profundamente
Tento extrair os meus espiritos

Encontra-me,
Convence-me que não estou doente
Tudo fará sentido
Terei um novo começo
Juntando todas estas partes de mim

Quero conhecer a diferença,
Entre mim e o meu reflexo
Quero encontrar a alma
A essência entre nós
O que nos faz AMAR

Toca a minha alma
Estou a sangrar
Eu sangro
Eu respiro
Respiro por ti

Foto de DAVI CARTES ALVES

TERNURAS & BORBOLETAS

Toda ternura que há no mundo
só deve surgir mesmo do teu sorriso
e este seu abraço doce & suave
de borboleta apaixonada
é mesmo a essência do paraíso.

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Carmen Lúcia

De poema em poema...

De poema em poema vou rasgando o meu véu
feito stripper figurada, desnudando-me ao léu ...
Desvestindo a couraça enroscada a minha pele,
agarrando-me à coragem que a esse ato impele.

De poema em poema vou gritando os meus ais...
Revelando o meu eu sem pinturas tão banais;
sem disfarces, camuflagens, mas aquela que eu sou,
que chorou por tantas vezes e o pranto sufocou.

De poema em poema quero ser, amar, sentir...
Envolver-me com a vida, ser eu mesma, não fingir;
encarar qualquer problema, resgatar a autenticidade
que ficou por trás dos tempos, quando eu era verdade.

De poema em poema, eu deslizo pelos versos
e bendigo ou maldigo os reversos e inversos...
Sou essência, transparência,
corpo e alma em comunhão;
sou carência, sou querência
e sou pura emoção!

(Carmen Lúcia)

Foto de Carmen Lúcia

À minha mestra

Queridos poetas, nesse final de semana, nossa cidade perdeu uma pessoa extremamente querida, que iluminava a todos, tanto pela sua sabedoria, quanto pela sua simplicidade. Seu carinho pelos alunos era imensurável, desde seus primeiros passos, até onde alcançassem sua visão e seu dom de semear e cultivar.
Eu tive o privilégio de ser sua aluna e agradeço a Deus por isso.

Desculpem-me pelo desabafo. Precisei fazê-lo.

"A minha mestra"

A cidade está vazia...
Solidária aos corações.
Triste e irreparável partida...
Desafio às emoções!
Cumpriu-se a lei da vida.
Um dia ela iria,
mas que não fosse agora,
que não tivesse hora,
ou ficasse para sempre
a colher os frutos
que suas mãos afagaram...Sementes!
E hoje curvam-se, em reverência,
àquela que as plantou,
àquela que as amou,
fertilizando-lhes a essência,
fortalecendo-lhes as raízes,
enaltecendo-lhes a cor e o sabor,
mostrando-lhes o verdadeiro valor!
Com seu carinho de mãe,
sabedoria ímpar
abraçada à humildade
exclusividade dos sábios,
dos que plantam pra posteridade.
Se foi...assim como veio,
com galhardia, sem alarde,
silenciosa, repleta de anseios
que irão se concretizar...se perpetuar.
Com elegância, dignidade,
gigante na figura frágil...

Hoje as letras estão mudas,
tarjou-se de preto a poesia,
as rimas...sem arrimo,
a literatura sem onde ancorar.
Agora ela semeia
pelos campos do Senhor...
A cidade ficou triste,
mas o céu se iluminou!

(Carmen Lúcia)

Foto de Osmar Fernandes

Perder você

Perder você

Perder você,
É perder a mim mesmo.
É perder um lindo sonho de amor.
É perder um infinito mundo de esperança.
É perder a essência da vida e chorar de solidão.

Perder você, meu bem!
É perder o verbo da vida e do amor.
É perder o sentido mais puro do ser.
É perder o mais bonito dos sentimentos.
É vegetar na profundeza do mundo incolor.

Perder você, amor,
É perder a razão de bater o coração.
É perder o grito mais gostoso do amante.
É perder meu coraçãozinho apaixonante.
É perder nossa linda história de amor e morrer...
Isto é – perder você.

Foto de pttuii

Diário dos porquês contraditórios

Abandona-te ao desejo. É simples. Aperta o coração entre as tenazes de uma alma forte e persistente. Só se conseguires dominar-te a ti mesmo, conseguirás abarcar a essência da vida. Podes resistir. Mas não passes os limites do razoável. A força de um ser humano esclarecido, far-te-á manter nos carris de uma existência saudável.

Eu descrevi a minha experiência no pergaminho dourado dos seres vulgares. A viagem começou por caminhos solitários. O meu transporte era um simples corcel. Conheci pessoas, visitei lugares, mas nunca alcancei a felicidade. No entanto, ganhei a noção de que a vida nunca pode ser um dado de faces rasas.

Deixa sempre pelo menos uma margem irregular. A tropeçar nas irregularidades do caminho, sobes no termómetro do razoável. Enriqueci, fiquei mais duro. Subi pela primeira vez à quadriga da maturidade. Senti-me bem. Quem interessa, surge sempre neste momento. Conheci o dono da caridade e da benevolência. É um ancião decidido, de peito cheio, e que não deixa para trás nenhum assunto por resolver. Ensinou-me a respeitar o próximo, mas tendo em conta a sempre necessária margem de interesse próprio. Achei-o, não obstante, pouco preciso nas considerações que tecia.

Perguntou-me se eu tinha planos para deixar a minha marca no mundo. Preferi não ser directo na resposta. Comprometi-me apenas a não desiludir os fantasmas que dormem comigo todas as noites. Aprendi, desde que me conheço, a partilhar a minha cama com os guardiões da pequenez de espírito. Conciliei-me com duas criaturas que não incomodam, e primam pelo completo desalinho com o que é conveniente.Quando parecia querer alcançar alguma mestria a manejar as rédeas da quadriga, o tempo mandou-me parar. Ordenou-me que descesse porque a velocidade me estava a fazer mal.

Conheci formalmente a mulher que dorme comigo nos dias que correm. Prefiro não saber o nome dela. É melhor assim. Interiormente sinto-me bem na sua companhia. Dá-me tranquilidade, e parece conhecer os pequenos pormenores do enigmático puzzle da felicidade. Mas o desejo. Eu sei descrevê-lo, consigo recomendá-lo a quem eu escolho. Só que me falta qualquer coisa. Talvez se acabar a página do diário da solidão que me entretém há tanto tempo, me possa aproximar desse desígnio.

Foto de Rose Felliciano

Peneiras-Contemporâneos

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“O verdadeiro Poeta
reconhece um grande talento.
Ele vê , elogia e incentiva a boa obra.
Os demais, a ignoram...

Triste e inútil ato.
Pois, tem-se no espaço, impregnado no tempo,
a essência pura que fica, perpetua, petrifica
Ninguém consegue apagar...

Tentaram até com Quintana,
e esse verdadeiro Poeta é a prova concreta
do que estou a falar.

Para os que o invejaram
e com peneiras tentaram
seu brilho apagar,
Mário os presenteou com o Poeminha do Contra.

Quem foram os que atravessaram seu caminho???
Nem lembramos. Eles passaram...
Mário, passarinho....

Para os “peneiras-contemporâneos”,
Peço que não se deixem enganar.
Pode-se até matar o Poeta...
Sua poesia, jamais!”(Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

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"Mário Quintana concorreu por três vezes a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Não conseguiu...
Segundo os "imortais" que o julgavam, seu poema era muito simples para que se tornasse um "imortal".
Nem por isso Quintana se sentiu menor, inferior. Nem por isso Quintana se tornou rude, rancoroso.
E nem por isso Quintana mudou seu estilo ou deixou de escrever...
O verdadeiro Poeta escreve por desejo e necessidade da alma.
O verdadeiro Poeta gosta de incentivos mas não depende deles.
O verdadeiro Poeta participa de concursos, mas não compete...
A Poesia não é, não foi e nunca será motivo de competição.
A Poesia é uma canção que perpetua.... Imortal e pura, no coração de quem ama..."(Rose Felliciano)

“Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras”.
Mario Quintana

http://www.rosefelliciano.com/visualizar.php?idt=1306924

Foto de Henrique Fernandes

AMANTE DE SEMPRE

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De mão dada aos meus sonhos,
desces rainha dos títulos do meu encanto
pela rua do imaginário.

És doçura de jasmim repousando suave
na essência do meu olhar.

Aliada da minha loucura
apresentaste generosamente elegante,
assimétricamente sóbria na amplitude
da paixão dando um toque especial ao cruzamento
do nosso karma em comunhão com o sol e a lua,
no meu colo para te receber no celebrar da vida.

Um suspiro de alegria
rubrica o teu nome com as cores da natureza,
és flor no ouro do meu mundo real,
desmascaraste o meu destino
num momento de certezas vadias
pela maternidade da existência.

Enriqueces de luz
os prazeres de uma vida simples,
com o aroma das tuas palavras
serenamente adultas,
perfumando a minha inspiração
com a grandeza da tua beleza humana.

Despertas a musica nas paisagens do paraíso,
fazes descer os céus à terra na dança dos planetas
em toda a sensualidade que há em ti,
apetecível feminina nas asas de borboleta
fascinante.

Desconhecida amante de sempre
pousaste na minha vida cheia de glamour,
verdadeiramente preciosa trazes no olhar
a cumplicidade do poema que me lava a alma,
sobre o altar do teu mar de mulher,
baptizando o meu rosto
com as carícias da tua perfeição.

És poesia de um amor
em segredo no texto do tempo,
escrito em relevo de alto brilho
num ninho de sentimentos repletos de pérolas,
confessando todos os pormenores
da vitrina dos meus desejos,
expostos no destaque do teu sorriso
semelhante à minha realidade.

És a minha realidade
trajada de verdade num abraço meigo.

És embaixadora dos meus instintos...

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