Passos

Foto de Rosinéri

HUMILDADE

De encontro com pessoas...
Sinto o amargor que aflora
O pensamento aflora com passos largos
Uma caminhada que se deixa violenta, violentar
As mascaras sao muitas, as ignorancias maiores ainda
Onde andará o sublime da fraternidade?
O que torna o ser humano austero?
porque as pessoas se tornam frágeis,
enquanto deveriam ser fortes, destemidos
perante o amor sincero
Qual a maior dignidade do ser humano?
talvez eu saiba
É conseguir ser humilde, ser ele mesmo sem conteúdo falso
Eu acredito nos homens, eles possuem muita coisa digna aproveitável.
A batalha maior é ter humildade e lutar
A menor batalha é querer ser aquilo que não é.

Foto de Anselmo

ESSÊNCIA CAIPIRA

Eu adoro música! Tanto faz o gênero.
Pode ser: Samba, MPB, Bossa Nova, Música Clássica... Não importa..
Eu ouço qualquer uma... Ou melhor: todas.
Tenho discos de cantos Gregorianos... É Divino! Sem querer fazer trocadilho.
Minha alma se aquieta quando ouço.
Mas nasci e cresci no interior de São Paulo;
Passei a primeira infância ouvindo histórias de amores imperfeitos,
“Causos” de caçadas de onça e de pescarias espetaculares
Onde se dizia que o rio tem tal curva em razão da força que se fez para tirar o peixe da água..
É!
Isso tudo sempre dito por um par de vozes cantando em harmonia perfeita
Com o tinido de um instrumento de dez cordas afinado com esmero e ponteado com primor
Que só não era superior ao encanto das batidas das palmas das mãos e das botinas dos catireiros
Que sapateando sobre o tablado maravilhavam a todos que ali assistiam, a tudo, em total silêncio.
Sim! Pois fazer barulho significaria quebrar toda aquela consonância,
Aquela sucessão agradável de sons.
Eu cresci e mudei dali.
Andei por ai. Conheci lugares... Campos... Cidades...
Mas aqueles sons me acompanharam. Ainda estão comigo.
Aquelas batidas ainda ecoam dentro dos meus ouvidos. Não saíram de mim!
Quando ouço o pontear de uma viola meus passos se recusam a ir adiante.
Parece que se embaralham. Não atendem ao meu comando.
Imprimo ordem e não sou obedecido...
Então eu cedo.
Cedo e fico ali... Ouvindo... Relembrando... Cantarolando...
Cantarolando e relembrando coisas que a criança gravou na minha alma;
Coisas boas que a criança ajuntou para construir a minha essência.
Portanto não esperem mais do que isso de mim...
Minha alma é sertaneja.
Minha essência é caipira.

Foto de pttuii

Desenho

A chuva caía incessantemente, desenhando círculos concêntricos na calçada de granito. O petróleo nos lampiões teimava em arder, dando uma luz baça à rua dos sonhos perdidos. A maledicência humana feita gente tombou, nua, no frio da madrugada outonal. Um buraco no céu cor de chumbo abriu-se, e direccionou-a para onde sempre quis estar.
Entre o previsível anoitecer das almas conformadas.
Ao erguer-se, deixou transparecer uma inapta e longa cabeleira ruiva, que assentava irregularmente em ombros magros e fracos. Limpou a poeira da solidão que lhe cobria os olhos, e rodou o pescoço até onde a anatomia o permitiu. Era um espaço deserto o que se preparava para conquistar.
O vento trombetava o hino da vitória, e as luzes trémulas da parca iluminação pública deram-lhe o embalo que precisou para a procura da capitulação.
Ao primeiro passo confiante, seguiu-se um segundo desconfiado. A terceira etapa da rota do sucesso, foi ferida com a machadada da incerteza.
Um corpo desceu de uma escadaria íngreme e derrotada da batalha com o tempo.
Abstraído de vestes, soluçava rezas incompreensíveis que ganhavam estridência, compassadas com o ritmo da chuva que caía, decidida a empalidecer o céu de chumbo.
"Chamo-me vida, e derrotei a minha própria essência nesta rua de sonhos perdidos"
Feminina por aproximação, desapareceu em vãos passos de medo. O caminho ficou aberto, e alguém desenhou o armísticio do rápido impulso bélico que mudou o destino do mundo.
Acho que já me posso apresentar. Alguém escreveu a palavra cobardia no documento que atestou o meu nascimento, e é meu o desenho que apreciam. Estive lá naquela noite de armagedão silencioso, e sobrevivi para contar que o homem não é quem diz ser. Julguem-no antes por aquilo que conseguem ler nas suas costas.

Foto de leila lopes

Lembranças

Saudades e o que sinto do tempo de outrora.
quando em minha meninice corria livre;o vento balançava a cascata dourada que me caia aos ombros e voçê a minha frente com os braços abertos pronto a me fazer girar pelo ar.
Os gritos de alegria se houviam ao longe, era magico cada um desses momentos.
não sei em que momento toda essa docura se perdeu,mas a menina cresceu tornou-se mulher,mas ainda assim sentia a necessidadedos teus braços fortes me apertando,me protegendo do mundo era como se so ali eu me sentisse segura.
Quando foi que voçê me abraçou pela ultima vez;
Qual foi a ultima palavra de carinho que eu ouvi de voçê
Não consigo me lembrar quando a magia acabou.
Tentei me reaproximar tantas vezes

E outras tantas chorei escondida em meu quarto a falta que voçê me fazia.
Voçê estava tao perto de mim e ao mesmo tempo tão longe;não sabia como chegar até voçê.
Os sonhos que tinha onde brincava novamentecom voçê, onde eu te abraçaca e dizia o quanto eu o amava,nunca irão se concretizar
Voçê ja não esta aqui,nunca vou conseguir esquecer o caminho no meio da mata;
A força da natureza parecia querer me impedir de transpor o bloqueio de arvores e cipos que haviam pelo caminho,como se quisesse impedir meu sofrimento,mais alguns passos a frente e o chão fugiu dos meus pés, nao queria acreditar no que via, mas naquele momento tive a certeza;
Voçê tinha partido para sempre ,como pode fazer isso comigo e consigo proprio.
Enquanto eu chorava sua ausencia voçê estava la sozinho tendo como testemunha do seu sofrimento, somente o ceu e as estrelas
e como berço do seu repouso o solo.
um beijo meu pai,e a sua benção!
Saudades e o sinto!

Foto de janaina barbara

Dinastia das Bruxas!

Estreito mundo das bruxas
A Inquisição ainda me persegue em sonhos.
Dinastia das bruxas,
Encarnando e reencarnado,
Sempre com a alma pagã...
Vivendo em silêncio,
compreendo os elementos da natureza.
Todas as ervas.
De vida e de morte.
Vivo só.
Apenas um gato me acompanha,
Em todas encarnações em que passo.
È chegada a hora da iniciação,
Da décima terceira bruxa.
Jà posso ouvir no meio da mata
Canções proibidas,
E ouvir os passos das bruxas a dançar
Em volta da fogueira.
È como se me chamassem,
Tenho que ir...
È noite de lua cheia.
Vou vestir minha tunica
Seguir minha missão
Ser a décima terceira,
Na Dinastia das Bruxas.

Foto de Sandy Machado

Você, eu, nós e as velhas lembranças

Estava gelada, quente. Triste, feliz. Quando ele fez alusão aos fatos passados, as velhas lembranças. O coração já não faz um movimento sincrônico,aleatório talvez.Diacronicamente,minha essência virou pó e a emancipação da minha alma já não era mais tão almejada.
De seu esquife,era possível analisar as falhas de seu rosto apático.Todas aquelas marcas um dia foram tocadas e sentidas por mim.Entre nossos movimentos impulsivos e sentimentos altruístas,realizamos poucas frases.Aferimos se era amor,não,mera atração entre corpos.Respirações ofegantes entre passos evasivos e fugas quase imperceptíveis a imaginação humana.
Palavras excêntricas eram sussurradas em meus ouvidos,florescendo desse modo planos juvenis.Conjeturas arrogantemente alimentadas,não compartilhadas.Promessas enterradas com seu cheiro perdulário,sua garridice.Eu, nefelibata ;ele,egocêntrico,diferenças estas que se fundiam no seu mundo pedante.Não havia certo,errado,valores,escatologias,preceitos,os instintos da carne se manifestavam assombrosamente em nossos momentos.Sua boca carnuda encostava-se na minha,passado de uma pele flácida e um aspecto arroxeado.
A etimologia de nossos enleamentos me faz sentir a vida transforma num inferno qualquer, em pesadelos, pressentir que anjos maus me guardam, afinal, alma filantropicamente má não convive com homens.
O que sobrará do meu adônis serão cinzas guardadas em um marfim qualquer,contrariando sua natureza megalomaníaca.

Foto de Rose Felliciano

Minha Terra tem Soneto...

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“Tens meus passos, tuas ruas
E como nelas andei...
Amei em noites de lua,
Nas nuas brisas, despertei...

O teu céu é de um azul diferente
As estrelas são confidentes
Carregas meus sonhos, minha vida
Pelas tuas avenidas a desfilar....

És tão bela, minha cidade
Que mesmo em lindas viagens
Sinto saudades de ti...

Em nenhum lugar desse mundo
Haverá porto seguro
Como o que tenho aqui... (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

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10 de Dezembro- Aniversário de Londrina-Pr

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"Meu amor e carinho à querida cidade
que acolheu meus passos e de braços abertos
incentivou meus sonhos, cresceu comigo
Deu-me amigos, família, trabalho...
Londrina, de brilho raro
Beleza intensa, doce presença ...
Terra que enraízo, dou frutos
Nasci, fiz-me adulto...Aqui quero morrer..." (Rose Felliciano)

Foto de carlosmustang

RETROSPECTOS

Eu te beijo, te elogio ate cansar
E você, vou conquistar
Mesmo me achando mal, sobrenatural
Te amo para valer

Encanto, sobreleite, até amanha!
Envolvente,sobresalente, eis minha maça
Sorria para mim de onde estas
O meu sonho esta, em qualquer lugar

Me irrite, acho que é burrice
Você é tudo que posso sonhar
Me olhe com os cantos dos olhos

Seus passos me envolvem
Me abrace, não tenho para onde ir
Mesmo não sendo nada, vou ser feliz.

Foto de manoel freitas de oliveira

Alerta

*
*
*
*
Desista o quanto antes
Ou vai enloucar completamente
De segui esses passos
Sem rumo ao vento
Uma mente sem direção no norte
Apenas fixa nos segundos de brinde
Fuja para longe da loucura
Nunca irá nesse barco
Ele só cabe um.

Manoel Freitas de Oliveira

Foto de Carmen Lúcia

À minha mestra

Queridos poetas, nesse final de semana, nossa cidade perdeu uma pessoa extremamente querida, que iluminava a todos, tanto pela sua sabedoria, quanto pela sua simplicidade. Seu carinho pelos alunos era imensurável, desde seus primeiros passos, até onde alcançassem sua visão e seu dom de semear e cultivar.
Eu tive o privilégio de ser sua aluna e agradeço a Deus por isso.

Desculpem-me pelo desabafo. Precisei fazê-lo.

"A minha mestra"

A cidade está vazia...
Solidária aos corações.
Triste e irreparável partida...
Desafio às emoções!
Cumpriu-se a lei da vida.
Um dia ela iria,
mas que não fosse agora,
que não tivesse hora,
ou ficasse para sempre
a colher os frutos
que suas mãos afagaram...Sementes!
E hoje curvam-se, em reverência,
àquela que as plantou,
àquela que as amou,
fertilizando-lhes a essência,
fortalecendo-lhes as raízes,
enaltecendo-lhes a cor e o sabor,
mostrando-lhes o verdadeiro valor!
Com seu carinho de mãe,
sabedoria ímpar
abraçada à humildade
exclusividade dos sábios,
dos que plantam pra posteridade.
Se foi...assim como veio,
com galhardia, sem alarde,
silenciosa, repleta de anseios
que irão se concretizar...se perpetuar.
Com elegância, dignidade,
gigante na figura frágil...

Hoje as letras estão mudas,
tarjou-se de preto a poesia,
as rimas...sem arrimo,
a literatura sem onde ancorar.
Agora ela semeia
pelos campos do Senhor...
A cidade ficou triste,
mas o céu se iluminou!

(Carmen Lúcia)

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