Sempre

Foto de lua sem mar

Nuvem

Nuvem
*
*
*
A lua esta noite escondeu-se
Escondeu-se?
Não, Ela está no lugar de sempre.
Com menos brilho, é certo, mas,
Escondida jamais.
Algumas nuvens escuras a escondem,
Algumas lágrimas ela derrama.
Perdida e sem a habitual companhia.
Uma lua que te espera,
E nem sempre te apercebes,
Carente, triste e delicada.
Não a vês!
Não a observas como ela deseja,
Não estás presente nos dias e momentos
Tão e muito mais complicados.
São tantas as nuvens escuras,
Amanha de certo que vai chover.
O astro rei parece que não vai aparecer,
Aquecer as almas frias, os corações destruídos.
A lua desfalece em cada segundo que passa,
Força, vontade, sonhos, vida tudo esmorece…
Nada a fortalece.
Nuvem escura que endureces as tuas palavras,
Será do melhor jeito?
A lua perdeu o brilho as estrelas brilhantes,
Os raios lunares enfraquecem…

lua sem mar

Foto de Joaninhavoa

QUANDO O SINO TOCA...

*
QUANDO O SINO TOCA...
*
No meu imaginar!

Teus risos
São meus guizos
Sempre que sorris

O sino
Sem badalo
Tem a voz
Silenciada
Sonoridades
Onde estais
Absurdo! Arrancar
O apêndice ao sino

Fecho os olhos
E no meu imaginar
Repenico num repicar
Reproduzo! Sonegados
Sons

Joaninhavoa
(helenafarias)
17 de Outubro de 2008

Foto de killas

NOITES INQUIETAS

Por tantas noites inacabadas,
Em que o sono não voltou,
Em tantos pensamentos criados,
Está uma dor que ficou.

Olho para o lado ao acordar,
Tentando de novo te encontrar,
Ver outra vez o sol a brilhar,
Poder sentir o teu respirar.

Agora que já sei o que é sofrer,
Por ao meu lado não te ter,
Agora que já sei o que é perder,
E aos poucos ver-me infeliz morrer.

Olho à noite sempre as estrelas,
E em cada delas vejo o teu rosto,
Nunca estiveram mais bonitas,
Nem estiveram com tanto gosto.

Sei como é dificil perdoar,
E no fundo tudo esquecer,
Sei como custa continuar,
E de novo o meu coração querer.

Deixo-te uma carta de perdão,
Mesmo antes de poder morrer,
Eu também tenho coração,
Que vai parar por não te ter.

Foto de killas

DEIXEI DE TER CORAÇÃO (*)

Quero saber o que fazer,
Para um dia te ter,
Pois eu irei morrer,
Se continuar a sofrer.

Eu por ti tudo faço,
Diz-me só o que queres,
Dou-te uma prova de amor,
Ou para sempre me perdes.

Não conseguirei ser feliz,
Se ao pé de ti não ficar,
Nem conseguirei ser feliz,
No dia em que te encontrar.

Não posso ser feliz,
Neste amor arrebatado,
Nem posso ser infeliz,
Neste amor negado.

Numa quente manhã,
Recebi finalmente um sinal,
Uma carta do correio,
Sem remetente afinal.

Mas quando a carta abri,
Já tu sabes o que vi,
Eu sorriso ficou no rosto,
Pelo amor que ali vi por mim.

Acabou-se a estoicidade,
Não conseguia mais sofrer,
Se não chegasse esta carta,
Alguém nunca mais me ia ver.

Não quero de Epicuro ser discípulo,
O sofrer hoje e não amanhã,
Aguentar sempre o sofrimento,
Em prol de uma vida sempre sã.

Para ter uma vida sã,
Sem sofrimento futuro,
Não é essa vida que quero,
Estar na frente de um muro.

Mas não podia dar certo,
Este nosso grande amor,
Mais vale parar já,
E evitar maior dor.

Foi contra a minha razão,
E contra o meu coração,
Abraçar o epicurismo,
Com alma e paixão.

Noutra carta tu dizias,
Que eu era um louco apaixonado,
Nessa carta tu dizias,
Que estava tudo acabado.

Terminado o que pode ser?
A amizade ou o amor,
O que vou eu fazer,
Para aguentar esta dor.

Nesta vida desgraçada,
Só há uma solução,
Para sobreviver a esta alhada,
Basta não ter um coração.

(*) – Este poema foi feito em co-autoria com uma colega que andou comigo na Escola Secundária de Santa Maria, pessoa que quis com minha autorização compor o poema de maneira diferente à que eu estava a escrever. O nome de tão ilustre personagem a quem eu dedico este poema na parte que escrevi chama-se “Lady” Elisa Grilo, a quem eu aproveito para mandar um abraço afectuoso.

Foto de killas

AS PESSOAS DO MAL

Aqueles que com língua viperina,
Estão sempre a veneno insuflar,
Ainda numa grande terrina,
Cheia de veneno se vão afogar.

Passam toda a vida a dizer mal,
Não sabem o que é que é gostar,
É algo que não pode ser normal,
Um dia ainda se vão matar.

Vivem como os grandes abutres,
De sangue frio prestes a secar,
A vida são os contínuos embustes,
Com que tentam a todos enganar.

Pessoas para quem a felicidade,
É mais um despojo conquistar,
E é tal a sua perversidade,
Que só sabem as vidas sugar.

Acabam por nunca conseguir viver,
De tanto mal estarem a destilar,
Acabam por a vida perder,
Ao sentirem a solidão a chegar.

Ainda vão morrer engasgados,
Até a maldade conseguirem vomitar,
Ainda podem ser perdoados,
Se o bem decidirem praticar.

Se não um atroz sofrimento,
Os irá para sempre acompanhar,
Porque sem o arrependimento,
Todas as desgraças vão chamar.

Quem pela espada quer viver,
Pela espada se vai matar,
Para ele a vida é só sofrer,
Até ao fim o castigo chegar.

Foto de killas

O VALOR DO AMOR

Amar, depois de te amar,
Querer, depois de te perder,
Sofrer, por não te esquecer,
Recordar, para sempre o teu olhar.

Chorar, e de ti sempre lembrar,
Morrer, com o coração a doer,
Viver, a vida sem te ter,
Respirar, até o meu mundo acabar.

Estacar, e ver o mundo passar,
Sorrir, e ver a alma partir,
Pedir, para o mundo todo ruir,
Ficar, e ver todo o mundo desabar.

Abafar, o grito de raiva a chegar,
Admitir, e o sofrimento cobrir,
Sentir, as lágrimas a sair,
Aceitar, o que a vida tem para dar.

Quem quer mesmo um dia amar,
Tem de se conseguir preparar,
Para o dia em que vai chorar,
De o ver sem aviso acabar.

Esta é a minha dor no coração,
Ver em tudo isto uma ilusão,
Tentar em vão pedir perdão,
Amor é também ingratidão.

Foto de killas

GUERRA DA VIDA

Misteriosas guerras tenho para combater,
Batalhas incessantes quero mesmo vencer,
Na vida ainda tenho muito para aprender,
Mas os algozes da dor têm de morrer.

Quero luzes para sempre a brilhar,
Quero levar a vida a conseguir cantar,
Quero um sorriso para sempre mostrar,
Mesmo que a vida me ande sempre a derrubar.

Os meus Anjos da guarda vão guardar,
Pois não me querem nunca a chorar,
Porque eles sempre tristes vão ficar,
Se a dor no meu peito se conseguir cravar.

As minhas cruzes hei-de sempre aguentar,
Com uma dor no peito sempre hei-de lutar,
A vida não pode os segredos sempre guardar,
Tem sempre de haver uma estrela para me iluminar.

As asas do desejo sempre me irão conseguir guiar,
Este mundo ainda vou conseguir um dia conquistar,
Pelas névoas vou ter de conseguir sempre passar,
Para conseguir que a vida me chegue a libertar.

Foto de Izaura N. Soares

Poesia guardada para você

Poesia guardada para você
Izaura N. Soares

Se um dia me amar como eu te amo
Meu coração não vai caber de alegria,
Sinto o amor, como verdade, me chamo
De felicidade vivendo em poesia.

Dessa poesia guardei pra ti, em chama,
Um sonho eterno formando um coração
Que no sonho a se realizar na cama
Amarei-te com muito amor e paixão.

Dentro do meu peito o meu ser que diz,
Sempre serei sua e não me contradiz,
Porque assim, meu coração sofre, e chora.

Se amar alguém é me sentir-se feliz,
Eternamente serei um aprendiz
Desse lindo sentimento que aflora.

Foto de killas

LABIRINTO DA VIDA

Perdido num eterno labirinto,
Do qual estou a tentar sair,
Já não sei mais o que sinto,
Já deixei de me tentar iludir.

Farto-me a tentar sempre andar,
Para a saída conseguir encontrar,
Já me custa a conseguir respirar,
Já deixei mesmo de poder sonhar.

Já me habituei a andar sozinho,
Não ter ninguém para me acompanhar,
Eu vou ter de percorrer este caminho,
Até que a morte me venha tombar.

A vida é uma constante prisão,
Que nos vai matando devagar,
Não há um único coração,
Que lhe consiga ganhar.

Neste mundo de grilhões,
Que nos consome devagar,
O mundo são as ilusões,
Com que nos querem enganar.

Nunca ninguém conseguiu,
Não há como lhe fugir,
Nunca ela o permitiu,
Todos temos uma hora para partir.

Foto de killas

O QUE PENSAS DE MIM

Olho-te bem fundo nos olhos,
Para tentar em fim perceber,
Se do teu amor aos molhos,
Algum é para o meu ser.

Tento-te sempre compreender,
Mas está difícil de conseguir,
Não sei se me queres ter,
Ou para onde queres tu ir.

Tento entrar na tua mente,
E lá conseguir por o meu olhar,
Como pessoa que também sente,
E só te quer é ver brilhar.

Não temas nunca o meu amor,
Pois não te amo com a razão,
Quando me fazes mal a dor,
Dói é mesmo no coração.

Não sejas tão cruel,
Só quero a tua atenção,
Olha que este copo de fel,
Ainda passa para a tua mão.

Trata sempre bem este servo,
Dando-lhe algum do teu carinho,
Eu sei sempre que não devo,
Nunca mais ficar sozinho.

Lembra-te quem está ao teu lado,
Quando estás a precisar,
Quem seja qual for o fardo,
Só agradece poder-te ajudar.

Olha para mim,
Vê o meu amar,
Pois só assim,
Eu feliz posso ficar.

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