Sempre

Foto de Carmen Lúcia

Co-autora

Quando eras rei, te aclamava...
Eu... tua platéia, rainha ou escrava,
entre risos e gritos da meninada ouriçada,
aplaudia tuas bravatas...Contigo sonhava.

Juntos crescemos, adolescência atribulada,
eu, apaixonada, sem nunca ser notada...
De tuas paixões, a coadjuvante,
de teus enredos, figurante...
Como cineasta, sempre davas as cartas...

Emaranhei-me nas teias de tuas desilusões,
choravas as minhas lágrimas derramadas...
Em teus filmes, fui figuração...
Enquanto a protagonista roubava teu coração.

Lado a lado, vivendo tua história,
Lamentando teus erros, vibrando tuas vitórias,
fui sombra que protege de sóis que escurecem
ofuscando a visão aos valores que enobrecem...

Mas, nas vezes que te senti morrer
(e que de vez iria te perder)
tomei-te as cartas...eu mesma as dei...
E sob a minha direção
transformei realidade em ficção...
Mudei a trama, fui produtora,
Juntei-me a ti, protagonista e co-autora.

(Carmen Lúcia)

Foto de Sonia Delsin

AMA-ME COMO SOU

AMA-ME COMO SOU

Tão pouco eu lhe pedia.
Ama-me como sou.
Só assim sinto alegria.
Não posso reprimir minha poesia.
Você não me entendia.
Que a um outro mundo eu pertencia.
Eu sou de um planeta distante.
Uma viajante.
Sou uma criatura do bem.
Dizia. Experimente, tente.
Venha comigo também.
Eu lhe puxava para meu mundo esquisito.
Este mundo tão bonito.
Onde se viaja sem medo do desconhecido.
Sinto nunca ter lhe pertencido.
Não entendo amor assim.
Não podemos nos anular.
Dizer sempre sim.
Eu só quis lhe mostrar.
Um pouco do que meu ser contém.
Não o forçava a nada.
Apenas convidava.
E você recusava.
Eu não era o que você desejava.
Você dizia que eu era uma mulher estranha.
Que com a mesma facilidade que ria eu chorava.
Você não entendia que minha alma é que falava.
E sempre eu me emocionava.

Foto de lua sem mar

lua

Tu…
Cantas e encantas a minha alma.
Abres a porta à minha felicidade.
Atravessas-me com verdade.
Tu…
Quando te vejo meu coração corre num rodopio.
És vida que esqueço ter.
És ego que acabo por não obter.
Eu…
Sou parte de um tempo não acabado.
Sou poema que não está terminado.
Sou vida que por ti reclama.
Tu…
Entras como fogo, sais como labareda.
És peso que não pesa.
És menino doce que reclamo por receber.
Tu…
És o princepe do meu reino encantado.
És mão que me acolhe.
És estrela que sempre me larga.
Tu…
Alma da minha alma,
Ser do meu ser,
Coração que não acalma,
Corre secreto para me receber.
Tu…
És o Homem que AMO.
Eu…
Aquela que sempre te espera.

Foto de Nellyra

Amante amada!

Sabe..., principalmente em noites de lua cheia (a nossa lua)
Eu me delicio imaginando como seria
Ser teu esposo em vez de teu amante!
Karacas!!! Há cinco anos somos amigos
Há quatro somos amantes
Não recordo de nenhum atrito ou momentos maçantes

Dormir ao teu lado..., acordar com você!
Katsooo!!! Me faz assim feliz!
Me faz sentir que a vida vale mesmo a pena
Que a gente pode amar e ser amado
Que a grande felicidade, começa bem pequena

Em nós o desejo é pleno, total e livre
Amor despojado, ardoroso, gostoso e natural
Desejo de pele, de dois amantes no cio
Esquecidos de toda regra do mundo social
Amantes de verdade sem interesse vazio
Senão o sexo, o toque, o gozo animal!!!

Qual mulher, jamais possui como você?
Disposta a aprender e ensinar..., sempre novidade!
No sexo fértil imaginação, na vida..., doce companheira
Amante amada, serilepe, elegante e brejeira

Ah! Mulher... tu és linda!
Adoro teus cabelos negros e sedosos
Teu seio qual pêra rija e madura
Teus olhos, amêndoas negras... sensuais!
Tudo em você me leva à loucura
Você é o bem querer que esqueço jamais!!!

Vou te amar pra sempre...Sempre!!!

Foto de Nellyra

???

De que dimensão você veio?
Como consegue me deixar tão indefeso?
Porque não tenho aquela reação machista tão comum?
Porque me dispo de orgulho... e de soberba?
Porque consigo dizer com tanta facilidade
Te desejo, te quero..., te amarei pra sempre...?

A cada dia, a cada momento... te desejo
Meu coração, mudo, já não tem motivos pra sorrir
Com certeza se falasse algo, seria teu nome
Se pedisse alguém... esse alguém seria você
E eu me quedo triste, te desejando
Só a lembrança de teu corpo... gostoso!
É o orgasmo que hoje me permito

O calor úmido de teu sexo, que ainda sinto nos lábios
Teus seios lindos, macios, rijos e deliciosos
Que tantas vezes suguei com volúpia e sofreguidão
Gostoso, macio..., o biquinho duro de tesão!
O bulinar gostoso em tua intimidade
Fazendo jorrar teu sêmem, teu prazer...

Com quanto prazer me lembro, do gozo completo
Nosso sexo gostoso, maluco, animal e sem limites
Sexo sem frescura, total entrega... o nosso sexo!
Escrevendo esses meus pensamentos
Lembro tua vulva e me excito
Como se pudesse de toda forma
Te penetrar, quente, gostosa, arrochada e molhadinha

Karacas, mulher! Tu és fêmea em tudo que fazes
A fêmea de verdade, a mais tesuda com quem já fiz amor!
Não se esqueça nunca...
Você é e sempre será a minha nêga
O meu tesão, a minha amante gostosa!
E mesmo que a terra trema, que o mar seque!
Eu vou te amar e te desejar pra sempre!
E vou te esperar, mulher de minh’alma, de minha vida!
Só você põe fogo em meu coração...!!!

Vou te Amar pra Sempre... Sempre!!!

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

" MEMORIAS DE UM CAFAJESTE "

“MEMÓRIAS DE UM CAFAJESTE “

Houve um tempo que eu era o cara...
Andava me olhando nos espelhos...
Minha figura me orgulhava...
Eu vivia dando conselhos!!!

Nada, mas nada mesmo abalava minha auto-estima...
Eu era o extrato da sacanagem...
Varava as madrugadas em orgias...
E estava sempre no meio da pilantragem!!!

Tentei fazer mestrado em safadeza...
Mas perdi no primeiro embate...
Não me elegi, embora reconheça minha grandeza...
Desisti de ser político, é o cumulo do disparate!!!

Sou um cafajeste de plantão...
Conheço todos os meandros da malandragem...
Mas daí a ser vidraça no meio da escuridão...
Não me atrevi embarcar nesta viagem!!!

Acho que mesmo sendo pilantra...
Ainda sou bastante infantil...
Transitar no meio desses políticos...
É desejar mal para o Brasil!!!

Foto de Carmen Lúcia

A bela cigana

“A bela cigana”

texto inspirado no conto de Machado de Assis: "A cartomante"
(Homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis)

O velho relógio da matriz acabava de ribombar a nona badalada, que pairava no ar, feito fundo sonoro e enigmático da história empolgante que acontecia.
Passos apressados se fizeram ouvir, como os de alguém que ansiava chegar rapidamente ao destino a que se dirigia. Pelo toc-toc dos sapatos percebia-se serem de salto alto e consequentemente, de mulher.
Parou por uns instantes numa esquina, como que a espreitar, sem se fazer notar, ao ouvir o barulho de um trem. Esperou nervosamente sua passagem e atravessou a linha. Seus passos agora eram mais rápidos, como se quisesse recuperar o tempo perdido.
Seguiu pela Rua do Porto, tortuosa, escura e esburacada. Aquela noite sem luar estava
propícia para o que se propusera a fazer. Uma grande aliada! Após atravessar algumas esquinas úmidas e sombrias, chegou ao local que lhe haviam, sigilosamente, indicado.
Não era bem uma casa, mas algo parecido.Deparou-se frente a um barracão bastante surrado, meio fantasmagórico, mal iluminado por velas e lampiões.
Ficou assustada.Pensou em voltar, desistir de seu intuito, mas o motivo que a levara até ali era muito forte e resolveu continuar.
Olhou para os lados para certificar-se de não haver ninguém por perto e começou a bater palmas.
Uma figura excêntrica, trajando roupas exóticas e coloridas surgiu silenciosamente feito uma aparição. Escondia o rosto num véu, lembrando dançarina do Oriente Médio, deixando à mostra um par de olhos negros, grandes, belíssimos e um ventre bem torneado.
- Boa noite!disse-lhe Lígia.
A cigana fez um leve movimento com a cabeça, cumprimentando-a e estendeu o braço, apontando-lhe o local a que deveria se dirigir.
Ambas sentaram-se nas almofadas que havia ao redor de uma mesinha onde a misteriosa mulher, à luz de velas, começou a colocar cartas de um baralho sinistro, pedindo que Lígia escolhesse algumas. E assim ela o fez, sem tirar os olhos da bela cigana, agora sem o véu.
De repente, viu um largo sorriso em seus lábios, revelando dentes muito alvos e um canino revestido de ouro.
-Vejo imensa luz em seu destino!Seus sonhos serão realizados!Nada a afastará de seu grande amor.Somente a morte, após terem vivido longos anos de felicidade.
Em seguida, pegou a mão esquerda de Lígia :-Essa linha mais comprida da palma de sua mão vem comprovar o que lhe disse.
Lígia sentiu-se muito feliz e um alívio tomara conta de seu coração.Pagou a mulher, que já aguardava o pagamento pelo seu trabalho e retirou-se dali.
Eram vinte e três horas quando chegou à Avenida Coronel Alcântara, onde residia.Não ficava distante do local de onde viera.
Tirou as roupas, os sapatos, vestiu uma camisola branca e deitou-se, sem qualquer ruído, ao lado de Álvaro, seu marido, que roncava, dormindo profundamente.Apagou a luz do abajur e adormeceu logo em seguida, satisfeita com o que ouvira naquelas últimas horas.
Cássio a esperava no lugar de sempre, sem muito movimento de veículos e transeuntes.Final da Rua Vinte e Oito, local ideal para encontros clandestinos.Olhava seu relógio, pois, já passava das vinte horas, horário combinado por eles.

Lígia apontara na esquina, mais bonita que nunca, com um insinuante vestido preto colado ao corpo, ornamentado por um generoso decote, mostrando seu colo macio e branco e uma boa parte de seus seios.Deixava no ar um rastro de perfume francês.
Cássio a olhou com olhos de admiração e desejo.Saiu do carro e abriu a porta para que ela entrasse.
Partiram para um lugar retirado, onde pudessem conversar e namorar tranquilamente.
-Nada irá se opor a nós!As palavras da cigana foram convincentes.Seu misticismo é contundente.Não há como descrer.
Ele riu da credulidade infantil da amante, mas não proferiu qualquer palavra sobre o assunto.Preferia-a assim, crédula e feliz.
Cássio havia sido chamado ao gabinete de seu chefe. Esperava o elevador que demorou um bom tempo para chegar.Bateu à porta levemente e ouviu:-Pode entrar!
Álvaro girou sua poltrona e ficou frente a frente com seu assessor.Fumava um charuto cubano e fazia questão de soltar a fumaça em direção ao seu subalterno.
Este ficou um tanto constrangido, pois notou algo de diferente no ar. Pensou:-Será que ele descobriu tudo?
-Preciso resolver um problema da empresa, em São Paulo, e pela confiança inabalável que tenho em você, pela sua inegável competência, quero pedir-lhe que vá em meu lugar, pois tenho outros assuntos pendentes a resolver .
Deu uma pausa no falar para acender outro charuto.
Cássio jamais negaria esse pedido ao seu chefe e amigo, ainda mais pela consciência pesada que trazia, decorrente da traição amorosa com sua mulher.
-Conte comigo, Álvaro!Amanhã mesmo tentarei resolver isso.
Sentiu-se livre do mau presságio que o invadira.
Combinaram o horário da viagem, despediram-se e Cássio voltou para sua sala.
Lígia atendeu o telefone que tocava insistentemente.
-Olá, querida!Que tal irmos para São Paulo e termos uma semana somente para nós?
Do outro lado da linha, uma mulher pálida e trêmula, não sabia se chorava ou ria.
Ele a tranquilizou e até sugeriu uma desculpa ao marido.Ela diria que precisava visitar uma amiga de infância, em fase terminal de câncer, na cidade de Resende.
Bem, parecia que tudo conspirava a favor para que os amantes ficassem juntos por mais tempo e se amassem muito.
Poucas horas antes da viagem, Lígia fez um pedido ao Cássio:-Gostaria de agradecer à cigana por essa felicidade, que em grande parte, ela nos proporcionou, já que eu andava tão angustiada, acreditando numa possível desconfiança de meu marido.
Cássio colocou alguns obstáculos nessa idéia da amante, mas, se era para deixá-la mais feliz, concordou.
As horas passavam e Lígia não chegava. Preocupado, resolveu ir até lá. Já era noite e um chuvisco embaçava o vidro do carro, deixando-o impaciente. Parou próximo à linha do trem, para esperá-lo passar. Era um cargueiro que parecia não ter fim.
Finalmente, linha desimpedida! Acelerou o carro e chegou em frente ao barracão que sabia muito bem onde se localizava, graças às informações de Lígia.
Bateu palmas e ninguém apareceu. As velas acesas piscavam e os lampiões estavam apagados.
Resolveu entrar, na surdina. Pé ante pé...A cena que viu jamais sairia de sua mente. Abraçados sobre as almofadas, a bela cigana e Álvaro...e mais adiante, numa poça de sangue, o corpo sem vida de seu grande amor...Lígia!

(Carmen Lúcia)

Foto de Graciele Gessner

O Sabor Fantástico da Vida. (1) (Graciele_Gessner)

"O fantástico da vida é saber viver intensamente os pequenos momentos, pois serão sempre lembrados e terão o gosto inesquecível."

30.05.2008

Escrito por Graciele Gessner.

*Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Anderson Maciel

ROCK

vivo de som
vivo de rock'rol
vivo do que a de bom
sou um écletico da vida
ando por um caminho que não tem saida
pois ele é o melhor
me vela pra viver a vida junto ao rock'rol
pois deus me guia me fas a minha vida levar
deus me diz o que devo escutar
por isso sou do rock'rol
sou do evangélico
do rock do senhor
sou da vida sou de muito louvor
sou feliz sou tricolor
sou um amante de deus e com ele sempre estou
levo a minha vida a caminhar e sempre a escutar o meu rock'rol
passo por batalhas venço provações
junto com o meu rock'rol nas minhas canções
e o senhor a me guiar
pois faço a música para ele gostar
pois sou um poeta do rock evangélico e vim mostrar
o meu dom que é a ele amar
ser feliz com a vida que eu tenho prazer em levar. Anderson Poeta

Foto de Anderson Maciel

POETA FELIZ

minha vida a caminhar
minha vida a proceguir
minha vida a despertar
o que ainda estar por vir
pois sou poeta sou poeta feliz
sou aquela pessoa que ainda vai amar
sou aquela que esta aqui com deus a caminhar
sou poeta, sou feliz
estou nessa vida porque eu quiz
pois amo recitar
amo amar
amo ser poeta
amo poder aqui todos os dias estar
recitando para vcs com todo o meu coração
dando a vcs as notas da minha eterna canção
fazendo vc refletir
e talvez até mudar
fazendo vc perceber que o que vale é da vida gostar
amando a um só deus que comtigo sempre esta
pois sou um poeta feliz
fui mandado por deus para te fazer feliz
nesse seus caminhos escuros vou te eluminar
nesses caminhos tão estreitos vou te guiar
nesta manhã tão linda vou pra vc me declarar
pois sou um poeta feliz
amo aminha vida e o meu destino
que foi mandado por deus
para eu seguir e ao mundo poder mostrar
que a vida é dada por ele para a nois amar
poeta feliz
poeta vida boa
poeta feliz
poeta rindo atoa
poeta livre
poeta a amar
poeta aqui
poeta sempre a cantar
poeta eclético
poeta romantico
poeta elétrico
poeta clamando.
pois poeta eu sou ou tento ser
mais o que emporta é que eu estou recitando pra vc
mostrando a minha vida para vc poder ver
dando a ela a esperança de um dia continuar
dandoa ela vida eterna a onde ela está
pois sou um poeta feliz
amando ou não amando mais com a certesa que estou aqui
nesse mundo de desalegrias a viver
com deus para me dizer
caminhos a caminhar
ser apenas um poeta feliz sem ter quem amar. Anderson Poeta

Páginas

Subscrever Sempre

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma