Sempre

Foto de Drica Chaves

É Primavera

Quando a primavera mostrar que é bela
E variadas flores de todas as cores
Desabrocharem para mim,quero encontrar o meu amor.
Na mais pura descrição dessa estação
Eu quero estar com você...
Sinto já a felicidade da sua presença
Que alimenta o meu despertar para um mundo novo.
Agora é aproveitar cada instante e que seja sempre cintilante
quero andar por entre jardins e espelhos
Que reflitam a satisfação que sinto em distinguir amor de medo.
Eis que sou uma eterna sonhadora...
Lua nua,crua,dirigindo seus raios
Para a relva de aromas especiais
Que nos embebedam e nos guiam
Na vida delineada pela mão do destino
Que nos faz cantar o seu estribilho:
É Primavera...quase sempre Primavera!

Drica Chaves.

Direitos autorais reservados.

Foto de Sonia Delsin

O QUE APRENDI

O QUE APRENDI

Aprendi a ouvir o silêncio...
Aprendi a não ter pressa.
A expulsar as dores.
E os temores.
Aprendi a dizer o que estou sentindo.
Aprendi a me achar, me encontrar, me amar...
Neste ser que sou.
Viajei comigo numa viagem interior tão longa.
O começo da estrada. O trajeto todo.
A estrada onde caminho agora.
Descobri que a vida é linda e que eu a amo.
Aprendi que precisei sofrer...
para aprender.
Aprendi que é fácil sorrir.
Que tudo faz parte da aprendizagem.
Que viver é sempre aprender, aprender e aprender...
Aprendi que não existe o morrer...
Existe o renascer.

Foto de JGMOREIRA

AINDA LEMBRAS? I

AINDA LEMBRAS? l
RRR

Talvez ainda tenhas neurônios
Talvez ainda recordes, pense e sonhe...

Quem nos viu não entendeu
Quem viveu foi sepultado
Vivemos em catalepsia
Seremos fetos no formol?
Seremos um pouco de dó em si-be-mol?

Ah, realmente me concebi no teu ventre fértil
Fui algum dos espermas que ejaculas sem prazer
Faço concorrentes na tua memória áudio-visual
Serei teu encontro provocado-casual?

Ah, meu amor, os homens marcham
As guerras se abastecem de almas desvairadas
E nós? Dois bêbados lúcidos a perambular
Sem importância por qualquer lugar
A pensar, queimando os fios do cérebro
A confundir os sistemas gastos
Convencendo nossos espíritos
A convalescer de cada endemia de mágoa.

Realmente já passei dos talvez
Sou fruta madura à espera de solo com ph
Mais propício, úmido, fecundo
Já sou a anciã desgastada que foge calada
Cabeleira alvoroçada

E tu?
Rocha metamórfica
Tumulo descaverado
Alquimista falido
Engenho inacabado
Pecador sem pecado
Inseto urgente de formicida
Autômato despilhado

Eu vivo e sobrevivo
Sempre recomeço dos barrancos aos trancos
Sobre pés descalços, raros tamancos
Os homens olham, mas não me vêem
Os meus olhos olham sem enxergar
Procuro a forma simples de amar
Como amo a ti
Amo do amor mais profundo além do corpo
Para dentro da alma
Não vejo teu amor em ninguém, solto por aí
Não ouço o que diz a tua boca lacrada
Não rio seu riso em dente algum

Tanto amo que desamo
Nem sei se estou dando ou negando
Orando ou odiando
Subtraio ou multiplico
Se retrocedo ou ascendo no holocausto de espinhos

Não falo mais de coisas normais, informais
Imorais, sensuais, iguais, banais
Ando escutando sem ouvir
O astigmatismo me castra as pupilas
A miopia retrai o nervo ótico
Encurta os espelhos, já nem me vejo
Nem te vejo refletido nas poças de chuva

Ainda lembras-se das não promessas?
Dos teus adeuses solitários e burros?
Dos retornos às pressas com ar soturno
De quem lançou as últimas moedas no poço do infortúnio?

Talvez ainda recordes, sonhe e ao acordar, pense
Que sequer existimos.

Um dia/1979

Foto de carlosmustang

"A FORÇA DA MULHER"

Venho aqui como sempre de um modo cortês
À todas as mulheres, para homenagear vocês!
Se bem que acho que todos os dias deveriam ser assim:
De carinho, respeito, oportunidades enfim!

Mulher dedicação, aos olhos dos homens,
Delicadeza e compreensão!
E conquistam com muita garra a igualdade
Pois todos estamos nesse mundo, em viver em união!

Sexo frágil?! Que deixariam os homens fragilizados
Se não tivessem em nenhum momento
Uma mulher ao seu lado!

Parabéns damas do universo
Nestes singelos e sinceros versos
Minha admiração à TODAS AS MULHERES!

PS: ÀS MULHERES DESSE SITE, PRESTO MINHA HOMENAGEM.

MUITAS FLORES, NESSE 08 de MARÇO de 2008

Foto de Paulo Gondim

Meu lado mulher

MEU LADO MULHER
Paulo Gondim
07/03/2008

Pensei com o meu lado mulher
Achou estranho? Você também tem!
Assim como seu lado certo na cama
E se você quer saber
Homem também morre de câncer de mama

Aí, como toda mulher moderna, no salto
Levantei cedo para o trabalho
Dentro de um ônibus lotado
E percebi meu sutiã furado
A meia-calça rasgada
Um sujeito roncando ao lado

Depois de alguns solavancos
De muitas filas nos bancos
Todo o dia foi um saco
Pensei naquele casaco
Que há tempos quero comprar
Mas vai ficando de lado
Pois é no supermercado
Que a grana vou deixar

E assim é todo dia
Passa mês e passa ano
E eu nesse desengano
Que não sei se vai parar
Eu vivo sempre cansada
Eita “vida desgraçada”
O que fui eu arranjar?

Aí, pensei como homem
É melhor não ser mulher
Mulher é coisa de louco
Olhem só o meu sufoco
Porque quis me comparar
Ou comparação maluca
Vejam só em que sinuca
Eu entrei só em pensar

Só mesmo mulher suporta
Essa vida atribulada
Homem não sabe é de nada
E quer ser superior
Quer saber? Não vale é nada!
Devia é tomar vergonha
E dizer sem cerimônia
E sem medo de errar
“Eu sou mesmo inferior
A mulher tem mais valor
Tenho mesmo é que aceitar”

Foto de Paulo Gondim

Meu lado mulher

MEU LADO MULHER
Paulo Gondim
07/03/2008

Pensei com o meu lado mulher
Achou estranho? Você também tem!
Assim como seu lado certo na cama
E se você quer saber
Homem também morre de câncer de mama

Aí, como toda mulher moderna, no salto
Levantei cedo para o trabalho
Dentro de um ônibus lotado
E percebi meu sutiã furado
A meia-calça rasgada
Um sujeito roncando ao lado

Depois de alguns solavancos
De muitas filas nos bancos
Todo o dia foi um saco
Pensei naquele casaco
Que há tempos quero comprar
Mas vai ficando de lado
Pois é no supermercado
Que a grana vou deixar

E assim é todo dia
Passa mês e passa ano
E eu nesse desengano
Que não sei se vai parar
Eu vivo sempre cansada
Eita “vida desgraçada”
O que fui eu arranjarr?

Aí, pensei como homem
É melhor não ser mulher
Mulher é coisa de louco
Olhem só o meu sufoco
Porque quis me comparar
Ou comparação maluca
Vejam só em que sinuca
Eu entrei só em pensar

Só mesmo mulher suporta
Essa vida atribulada
Homem não sabe é de nada
E quer ser superior
Quer saber? Não vale é nada!
Devia é tomar vergonha
E dizer sem cerimônia
E sem medo de errar
“Eu sou mesmo inferior
A mulher tem mais valor
Tenho mesmo é que aceitar”

Foto de JGMOREIRA

CARTAS DE AMOR II - O escrevedor

Homens tristes, olhos encovados
Faces macilentas, noites de segredo
Andando pelas ruas atrás de cigarro
Que o acompanhe em seu desterro

Ritual de amor oculto nas trevas
Coração, chaga que não fecha
Passo a passo pelas alamedas
Que nada dizem à alma cega

Cavoucando guardados enterrados
Sob toneladas de papéis envelhecidos
Antiguidades que nada têm de raro
Querendo reviver o há muito esquecido

Depois de cumpridos todos os ritos
Senta-se no quarto em brasa
Convoca deuses esquecidos
Inicia com floreios uma carta

Carta de amor se escreve à noite
No silencio das rodas da lembrança
Erguendo as costas do açoite
Permitindo-se ares de bonança

O coração se acalma da arritmia
As mãos tornam-se rochas milenares
O rosto se abre em repentina alegria
Tendo a sombra amada por companhia

A carta de amor faz bem ao remetente
Mas mais bem faz a quem a remete
Que amor que é amor é amado sempre
Retirando os amados do mundo dos ausentes

Não importa quem a receba, ou quando
O importante é que se a escreva com amor
Mesmo que voltem, voltarão amando
Mesmo que entristeça o escrevedor

Carta de amor, quando o amor é amado
Com muito cuidado, escreve-se à mão
Para que chegue cheia de bordados
Para ser guardada dentro do coração

E um dia, quando for hora de abandono
Será a carta de amor que trará algum sentido
Fará com que uma lembrança seja sonho
Para viver mais um dia pelo amor um dia vivido

Escrevo cartas de amor todos os dias
Mesmo que seja para não serem lidas
Mesmo assim as escrevo todos os dias
Que declarar amor é o que salva a minha vida.

Foto de JGMOREIRA

CARTAS DE AMOR III

CARTAS DE AMOR III
Noturnas

Mesmo que sejam tristes os poetas
Suas palavras sempre serão belas
Estarão sempre a um passo do abismo
Amparados pelo amor se vão à queda

Escrevem poemas para todos ou ninguém
Seus poemas são cartas que vão e às vezes vêm
Mesmo quando o destinatário as rejeita
Continuam prenhes de amor, perfeitas

As horas de desterro do mundo verdadeiro
Para escrever linhas de amor verdadeiro
Torna o mundo em que vivem um pesadelo
Que só termina quando escrevem do desterro

As cartas de amor são obras noturnas
Cardiográficas, uma espécie de mágica
Que faz ferozes donos de coturnos
Esquecerem suas vidas trágicas

E assim segue o amor nessas vidas
Fluindo através de poros insones
Depositando-se na palavra escrita
Para aliviar a dor que os consome

Coisa imensa de tão grande
Que não há palavra que traduza
O que mora na alma desses homens
Que escrevem cartas noturnas

Foto de Henrique Fernandes

AMAR SEM MEDO

.
.
.

Sofrer corrói a alma
Com falta de um gesto de ternura
De se dar num toque e sentir seu ser por completo
A noite conquista o domínio
Dessa vontade de estar bem próximo
Cada vez cria mais vontade de olhar
Nos olhos e entrar no infinito
O vento sopra súplicas pela janela sussurrando agonia
Este vento transporta notícias da angústia do ego
De um querer saber mais um pouco da sua alma gémea
Que loucura duas almas tão idênticas
Tão afeiçoadas na sua postura de querer um outro
Nunca antes alvejado de forma desenfreada
De loucura sem tamanho e sem entender que alguém
Não se conheça numa troca de palavras
E possa trazer tamanha paixão
E até mesmo um amor corpóreo.
Serão concretos os olhos nos olhos?
Será possível?
Concretizar algo de tão esperado desde sempre?
Há fantasias que brotam sonhos bem cedo
Mas que por vezes a desilusão converte em pesadelos
Trazendo reflexos de um amor possível como sentença
Não tenho certeza mas reconheço que já vi este reflexo
Não me parece estranho mas o pânico intenta intimidar-me
A sustentar uma vida num prometido de riquezas na alma
A maior prosperidade
Que podemos alcançar é amar sem medo de sofrer.
Isto será possível?

Foto de Sonia Delsin

QUIROMANCIA

QUIROMANCIA

A linha da vida...
Curta ou comprida?
A linha da sorte...
Por vezes estive a um passo da morte.
A linha do coração...
Quanta ilusão!
A linha do destino...
Sempre e sempre um coração menino.
A linha da cabeça...
À terra nunca fiquei presa.
A linha das ligações...
Tantas provações.
Sensações.
Emoções.
Quanto tempo, cigana!
Quanto tempo faz que eu lhe estendi a minha mão!
Quanto aprendi!
Tudo na vida é lição.

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