Solidão

Foto de Marceloi9

Chave Dupla, felicidade impar

Eu queria escrever sobre coisas doces
Carregar esta leitura com carinho
Trazer de volta a esperança
e alegrar alguns corações.

Mas por hoje sinto que eu não posso,
Preciso tentar descarregar essa tristeza
Aliviar essa pressão, chorar pelas palavras
Me desprender do que me apega e sufoca.

Me sinto sozinho, perdido, usado.
Tenho uma riqueza no meu peito
Um vontade enorme na alma
Mas estou sozinho, perdido.

Não posso culpar nosso amigo tempo.
Talvez, eu tenha negligenciado-o o suficiente
Com um olhar triste e amargo, reparo no passado.
e percebo.... o quanto tempo se passou

Um tipo de tristeza contida, presa, ja derrotada
Parece estar caida, sofrida e calada
Mas quando penso nela, ela parece sorrir.
"Eu estou aqui, mas é você que não tem para onde ir"

Hoje entendo porque Deus fez tantos de nós,
mas não compreendo porque em momentos como este,
A singularidade, o sorriso e a chama de alguns
não nos deixa viver o pluralismo que a liberdade invoca

A pior sensação se trava em meu interior.
Minha coragem parece baixar a sua guarda,
Querida, protetora e tão amável esperança,
parece me olhar como quem fosse embora.

Penso, logo existo
Mas hoje existo, para cumprir algum tipo de lei, verdade.
A própria existência, me livra dos meus sentidos
Pois existo, por existir apenas e só.

Não é a força que pode me curar,
O bem que poderia sentir, está guardado.
Mas essa é uma chave dupla.
Eu só tenho a metade, mas poderia ter tudo.

Dependo tanto de um sorriso,
Vivo esperando, procurando estar atento
Mas esse amor não percebe, não comunga comigo.
Tanta riqueza, felicidade e um futuro próspero.

Amo muito mais do que deveria,
Mas não há espaço para arrependimentos
A tristeza se levanta sorrindo, cada vez mais forte
"Essa é minha casa, a felicidade deixou pra mim"

Amanhã será um novo dia, e apenas mais um dia
Para quem não descança a alma, os olhos se fecham
Mas são os desejos de solidão e tristeza
que nos levantam e nos guiam pelo novo cinza dia.

Sozinho...perdido.
Assim me sinto desmedido, inotável, impraticável no viver.
Ja me é dolorido conviver com doces sonhos
Mas são eles que me fazem querer ter uma história para alguém

Amo muito você, e ainda sinto que sempre vou amar,
Se quero sair desde breu, é apenas para poder te encontrar
Com a desculpa de que preciso voltar para o mundo.
Mas é pra você, e não o mundo, a quem pertece essa chave.

Abra e compartilhe comigo.
Tanta riqueza, tanta vontade e futuro
Conseguimos, não posso estar insano.
Você é linda, e eu amo muito você.

Marcelo Souza
23:08
03/02/08

Foto de Henrique Fernandes

LUA-CHEIA-DE-MEL

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Pela primeira vez sinto-me intimidado
Para amar e mudar o rumo da minha vida
Por sentimentos que de borla vencem as incertezas
Que ocupavam espaço negativo no meu decidir
Fazendo-me andar numa passerelle de trás para a frente
E de frente para trás a olhar o chão trajado de cobarde
Mas uma mulher chegou numa gôndola de amor
Em pompa e circunstância desfilou no meu olhar
E sem secretismos tornou-se a musa dos meus actos
Sem precisar de ser espantosa rendeu-me á sua força
Uma dádiva argumentando coragem num fôlego
Que me empurrou para a fila da frente dos dias
Mostrando-me a festa da vida que já havia perdido
Então transformei a solidão num salão de baile
Onde bailam verbos de confiança com sorrisos
Onde a esperança é melodia constante e ecoa
Pelos átrios da nossa certeza de enamorados
Agora que amo tomo um só rumo horizontal
Ir a direito para a morada deste amor
Que chegou verticalmente pela mão do destino
Fazendo-me nadar num momento de águas quentes
Em clima de lua-cheia-de-mel romântica
A felicidade ganha ritmo que reluz no meu peito
Iluminando as paredes da minha fortaleza
De homem privilegiado pelo amor de uma mulher

Foto de Henrique Fernandes

ESPÍRITO DO DAR

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Hora zero de uma noite fria, acalentada pelo brilho de enfeites luzidios que reflectem o piscar multicolor de lâmpadas vigorosas de sustentáculos cintilantes, como estrelas que iluminam a noite numa bonança que pernoita diante de um sublime manto branco de neve; todo pintado a gelo.
A alegria vagueia pelas ruas sem deixar pegadas, flutuando um silêncio interrompido por uma sinfonia de emoções, escutando melodias que tilintam no espaço e no ego o espírito do Dar!
Ao olhar através da vidraça que expunha a rua nessa noite, encontrava-a trajada de encantamento, como sucedia em todas as ruas, encontrei-a coberta por um costume de mil pigmentações em combinações de paz e concordância! Eu estava solitário, vigilante e submisso a este prodígio que a alma compreende, a qual nos transfere no bater do coração.
Ao ecoar a décima segunda badalada dessa noite gélida, escutei o ranger da minha porta e uma voz de silêncio que já havia ousado mostrar-se, proferiu à minha mente:
- Sou o Dar, esquecido pelos povos trezentos e sessenta dias por ano. Tenciono esta mácula desabafar.
Não sei se hipnotizado ou se havia enlouquecido, mas prescindi minha mão a regular-se pelo Dar e ortografei o seu desabafo descontente e tão penetrante, que se podia escutar o pesar que me ditava:
- Sou feto concebido no ventre do nosso carácter, sob a forma de um sentimento que dais à luz num costume de horas contadas num impar. Deveis decepar ao Dar o cordão umbilical, e deixá-lo coabitar menino a crescer em vós, dando-me voz todos os dias do ano.
Dar deambulava na minha alma à procura de se libertar, ou de juntar-se com o seu irmão - Receber - na aberta de uma consciência que soltamos numa comoção, que manifestamos quando dissolvidos na áurea Natalícia que nos transmuda a moral superabundante de uma indigência de asserção humana conquistada pela razão. Sem senão, o nosso ser quer partilhar o receber com o Dar.
Dar passou o tempo à janela do meu olhar, presente num estender a mão a quem não espera por nós e de nós carece como alimento à esperança, desaparecida na fome de contentamento, evacuada numa lágrima que inunda um rosto de solidão e esgotada num clamor mudo em demanda de paz.
Dar brinca no nosso sorriso quando sorrimos despretensiosos, intencionados a ajudar sem imodéstia, numa troca de emoções compartilhadas num pranto de alegria. Como suspiro de satisfação entregue por veneração a um fascínio natural sem ilusionismos ao obséquio de ser gente.
Dar é uma criança que se agiganta adulto nas nossas carências ou aptidões, de receber sem anseio o beijo do sorriso de uma criança, abrilhantado num olhar que agradece inocente a nossa melhor oferenda, agasalhada de quentura despretensiosa, dádiva de amor humano.
Dar está aceso em nós quando sabemos receber o Dar de alguém. O Dar não se dá, partilha-se cedendo o que recebemos: um olá num olhar sincero, a carícia de uma mão sem interesse, um beijo que não impõe retorno numa oferenda que não aguarda restituição, um sorriso de uma cooperação autêntica, um abraço que compreende a adversidade de qualquer um, o interiorizar uma palavra graciosa, o aceitar da incorrecção e imperfeição do comparável simples mortal…
De repente, acordo recheado de existência em mim sobre um papel manuscrito sem memória, e já o Sol da manhã me dava um benéfico dia. Sem saber se havia devaneado, sentia-me desconforme por algo que me havia alegrado o profundo do meu ser, soberbo pela mensagem do Dar.
Considerei estar demente, mas não. O espírito do Dar murmurou para mim. E lá estava eu, na vidraça, enxergando a minha rua trajada pela luminosidade de um Sol que fazia jus à concórdia de um mundo por sensibilizar.
Elevo-me em harmonia e entorno meu olhar lá para fora… Via -a agora guarnecida de crianças turbulentas de júbilo, arrojadas de uma glória, inábeis de ocultar a sua transparente e radiante felicidade.
- É o Dar! É o Dar! - Ouviu-se…

Foto de Teresa Cordioli

HOJE SOU ANJO...

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Teresa Cordioli

Ao sair do ventre de minha mãe...
disseram: MULHER!!!
Assim eu cresci,
“Menina Mulher”...
Depois, fui mãe,
e aprendi a amar,
apresentei-me à poesia
e ela me fez FLOR,
e crescer no amor...
Nele e por ele eu poetei,
chorei e fui feliz...
Onde aprendi o sentido,
e o valor de uma lágrima.
Hoje, pela mesma poesia,
fui intitulada de ANJO...
Um ANJO MULHER,
que com meus versos,
recebi a missão de curar,
curar a solidão e a paixão,
transformando-os
no amor mais puro,
amor adulto,
amor de irmão
para irmão...
por isso
TE AMO!

brincando com um amigo que assim me chama, diz que meus versos curam...

Foto de Ana Botelho

O NÃO

O NÃO

Eu estava só
Você adentrou,
Não bateu à porta
Nem nada falou

Pegou o seu copo,
De água o encheu,
Mexeu um refresco
Virou e bebeu

Ali eu estava
Sei que percebeu
Seguro dos gestos
O cigarro acendeu

Na turva fumaça
Fez várias bolinhas
Deixou no cinzeiro
As cinzas todinhas

Olhou para o carro
A chave apanhou
Pegou um boné
E a porta fechou

De capa e galocha
Na chuva partiu
Cantando pneus
Na lama sumiu

Tomei entre as mãos
O meu doce amor
E na solidão
Tratei-lhe a dor

No dia seguinte
Custei acordar
Para meu pensamento
Se reorganizar

Mas vi que você
Perdeu grande bem
Não quer os meus beijos
E eu a ninguém

Oh, triste destino
Sei que vou sonhar
Com dias felizes,
Não mais acordar

Foto de Miraene

NOSSA HISTÓRIA

Lembro de nós deitados na cama abraçados a nos observar
Lembro da mesa que balançava quando a gente estava a se amar
Lembro da lágrima que descia do meu rosto toda vez que começávamos a brigar
Do beijo molhado e carinhoso que dávamos a nos encontrar
Dos dias de chuva que junto estávamos
Dos chamegos, sorrisos e amassos
Lembro de mim e de Você
Da paixão e do querer
Do desejo de te ter
Insaciável loucura
Entre amor e ternura
Estávamos nós dois
Impacientes, Inconseqüentes
Duas crianças querendo viver
Na agonia de vencer
Perdeu tanto eu quanto você
E cantamos a solidão
Choramos a separação
Mas ninguém voltou
Vendo os olhos tristes de nosso amor
Vivemos hoje falando ao nada
Que nossa história que ficou marcada
Jamais será lembrada, como um dia ruim.

Foto de NiKKo

Foi um sonho

Esta noite sonhei que você estava ao meu lado como antes
e por momentos senti meu corpo ser aquecido pelo teu.
Senti minha alma ser despertada do casulo da tristeza
recuperando por instantes a alegria que há muito se perdeu.

Naqueles instantes que em minha fantasia eu lhe tinha
senti meus lábios roçam os seus com desejo.
Minha pele se arrepiou ante ao seu toque suave
denunciando a saudade presa, mas revelada em um beijo.

Com suas mãos envoltas em meu corpo eu dancei
ao som de uma musica nunca antes, por mim ouvida.
abraçada a você volitei e fui no mais alto do infinito
de onde eu via, em flash resumo de toda a minha vida.

Sentindo o calor de teu corpo no meu como outrora
sem medo admiti que ele ainda sente falta do teu.
E me entreguei como antes eu fazia, sem traumas
querendo para sempre ficar nos braços de Morfeu.

E sentindo minha alma agora repleta de alegria
em versos e poesias, meu amor mais uma vez lhe declarei.
Fiz do meu coração um jardim regado com lagrimas de esperança
onde rosas vermelhas, açucenas e jasmim eu plantei.

E deste sonho que me devolveu a alegria de viver, eu acordei
sentindo em meu rosto um toque como beijo doce de paixão,
que por instantes fizeram a minha realidade ser diferente
pois senti que dava adeus a tristeza e a solidão.

Mas era apenas vento da madrugada que soprava
trazendo ate a minha cama, seu perfume através do ar.
Fazendo com que o som do mar que se quebrava nas pedras
parecesse seu nome em meu ouvido, lentamente pronunciar.

E após ter de fato acordado desse sonho maravilhoso
aproximei–me da janela, e vi que a noite estava toda iluminada.
Olhei ao meu redor e deparei-me só com minha solidão,
e percebi que muito amei, mas não fui amada.

Foto de syssy

Amor Platônico

É dolorido amar sem o amor
amado, difícil té-lo perto mais
longe dos seus braços, amar
na mais absoluta solidão de
um olhar tão calado, olhos que
no fascínio está também minha
alma.
"...Porque te amar será sempre
meu castigo."

Foto de Sonia Delsin

ESDRAS...

ESDRAS...

É um sonho. Um louco sonho.

A estrada é de pedras. Esdras caminha só.

Esdras é um lobo solitário. Sonha amores, sonha paixão. Sonha um encontro.

Esdras é um homem que deseja adormecer nos braços de uma mulher. Descansar todo seu cansaço, sem palavras inúteis.

No sonho ele caminha em busca de emoção, e mais que isso. Busca uma maneira de amortecer a solidão.

Ele está perdido em suas lembranças, em seus anseios. Em sua estrada de pedras.

As pedras lhe doem sob os pés e Esdras sabe que o caminho é longo e ele deve encontrar um caminho só de flores um pouco à frente.

Ele confia na sua forte intuição de que tudo vai mudar, que a história vai se reverter, porque seu coração de menino lhe diz que um novo sol a cada dia trará um novo tempo.

Um céu colorido de papel crepom entra no sonho. Nuvens coloridas lhe recordam algodão doce. Algodão de tantas cores.

O pôr-do-sol do sonho possui mais que as cores do arco-íris. Milhares de cores lhe estonteiam.

Uma mulher lhe abre uma janela, uma janela dentro de um outro tempo, de uma dimensão que Esdras não compreende bem; mas lhe faz sentir tanta emoção. Ele deixa que a forte atração o leve a caminhar por caminhos antes não percorridos.

Ela o faz sentir-se vivo. Dá-lhe asas para voar ao seu lado, porque é uma mulher alada. Umas destas mulheres de outro planeta, outro tempo. Uma mulher borboleta, que voa e revoa sobre a matéria que consegue entender e viver. Sem ignorar a matéria nua e crua, ela vive num mundo particular, só seu, e leva Esdras para caminhar um pouco ao seu lado.

Ela o convida para sonhar o sonho dos mortais e dos imortais e o lobo solitário a segue, a busca.

Ele a encontra e não sabe que ela surgiu do nada... de um sonho, de uma estrada que começa dentro de um tempo que não se compreende. Só se vive e se revive... sem entender.

Foto de Henrique Fernandes

VANTAGEM DE SER FRACO

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O mar está por todo o lado
Tudo que nos rodeia é feito de imenso
Os dias e as noites são como ondas
Que chegam e partem no areal da alma
Subindo e descendo as marés do espírito
Fazendo-se ouvir em gritos mudos
Ensurdecedores de silêncio
Pintando o serão com lágrimas de solidão
Olho o horizonte negro e distante
Entre as paredes que me apegam ao mundo
Sem fundo onde suspiros são melodias frias
Aquecendo a ausência de prazer
Numa desvantagem de ser forte
E em vantagem de ser fraco
O ser fraco morre rápido e não sofre
O forte é levado pela morte lentamente
Criando um exercito de trevas
Transporto-me pela noite
Onde me cai no olhar um céu estrelado
Dividido entre dor e satisfação
Onde quero ir sem o sabor do chegar
Guiado por um mapa falso do destino
Na pele que se ergue de ansiedade
No vácuo que entoa fantasias
Abrindo fossos até o raiar dos dias
E a alvorada é uma cortina de hipóteses
No labirinto que me leva e trás até mim
Nas dunas da vida forjadas a tempo
Cada instante é uma batalha

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