Solidão

Foto de Carmen Lúcia

Estratagemas (a vida em ão)

Perco o chão,
prendo a respiração,
ouço meu coração...
Vibro de emoção,
morro de paixão,
transbordo excitação...

Canto uma canção,
toco um violão...
Digo sim e não,
qualquer que seja a razão.
Fico na solidão,
só, na imensidão...

Grito um palavrão
em prol da libertação...
Saio da prisão;
o sol embaça a visão,
habituada à escuridão.

Olho pra multidão
andando sem direção...
Arrisco uma reflexão,
faço uma confissão,
entrego-me à oração,
me doo à conversão,
me agarro à religião
libero a devoção
sem noção ou pretensão...

Discuto a relação,
eterna procura de solução...
já tenho o não;
quem sabe um sim, então.
Por que não?

Procuro temas,
estratagemas,
cenas...
isentas ou não de problemas,
obscenas ou serenas,
profundas ou amenas...

Enfim, busco da vida
o poema.

Carmen Lúcia

Foto de A ciganinha

Vida de poeta

VIDA DE POETA

Poeta vive de amores figurados.
Sua arma é a caneta e o violão
se inspira nas mais lindas musas,
compõe versos , harmoniza e dá o tom,
a vibração... apenas ele ouve!

Vive orvalhado pelos ventos madrugais
assim como a relva ao amanhecer.

Desenha no branco do papel
seus pecados e devaneios
chora ao ler a sua canção
quando lembra seu amor primeiro.

Nas noites insones
a lua é sua companheira.
Seus versos falam de vidas sofridas,
sonhos interrompidos,
de amores mal vividos...
seus olhos vivem rasos d’água...
Choram quando a sua alma
quer gargalhar!
Cura feridas, aproxima amores
anda de mão de dadas
nos mais belos jardins
com uma suposta namorada.
Assim vive o poeta, mente
fértil como um óvulo, gestando
e parindo seus filhos
chamados ”poesia”, e que às vezes,
ainda lhes são roubados.

E se um dia lhe invade o peito
a maldita solidão,
chora de saudade
abraçado ao seu violão.

Diná Fernandes

Foto de Carlos Henrique Costa

Solidão nunca mais

Hoje eu acordei sorrindo e muito feliz,
Num desses dias, em que tudo dará certo,
Um dia antes, estava andado em deserto,
No orgulho e soberba, como sempre fiz,

Na então solidão, sem ninguém por perto!
Mas estava sozinho, no caminho infeliz,
Ás lagrimas desciam dos olhos ao nariz,
Bebendo o amargo gosto então descoberto.

Como é triste viver a vida sem ninguém,
Sem ter alguém, com quem conversar,
E falar seus segredos e sonhos também.

Na depressão mais profunda há vagar,
Achei um novo lugar, para amar alguém,
Onde meu coração aberto e certo estará.

Foto de A ciganinha

Alucinação

Alucinação

No breu da noite, em meu quarto
Vejo apenas paredes e insinuação.

Busco a inspiração através do meu pranto,
Mergulho no meu campo de ação...
A fantasia de poeta, um tanto quanto
Atrevida, esta que nunca me diz não,
Que me envolve num manto
Queda o horror da solidão,
Banha-me no orvalho santo
Da madrugada, me embriaga como vinho em decantação.

Estrelas assistem meu pranto
A lua diz , chore não!
Me perco nas alamedas da ilusão
Meus fantasmas são tantos...
E os meus versos nascem como canto
Saltitando na garganta meu poema alucinação!!

Diná Fernandes

Foto de sidcleyjr

Cantil de Vodka

Vinda teus reflexos no meu paladar
Descobri que a insegurança é apenas uma máscara
E vesti a solidão em desespero.
Aprisiona-me no ritual de seus cabelos
E se esvai dentre nossos delírios
Custeando os primeiros corpos úmidos sobre a cama.

O polimento da matéria
Recato do amor em aquarela
Murmúrios...
Mútua asma em segundos
Arranha-céus
Coagulação
Explosão de batimentos
A flor e o cosmo.

Foto de Paulo Gondim

Senha

Senha
Paulo Gondim
19/02/2010

Segui por vias e ruas vazias
E em esquinas desertas
Busquei restos de um sonho
No frio da noite
Na minha solidão

Só o vento em rajada fria
Aumentava o tédio
E tornava maior
A necessidade
De tua companhia

Impossível não pensar em ti
Se tua lembrança me ronda
Dá voltas em órbitas
Vai e vem em mil voltas
E chego a pensar que estás assim
Aqui, bem pertinho de mim

E nos devaneios da mente
Sinto-te à luz de vela
Num romantismo intenso
Invento, finjo e penso
Com as piores intenções
Que a volúpia revela
Espero por ti e como senha
Ansiando que voltes
Deixo o pano por fora da janela

Foto de Thiago dos Santos

O fim

Preciso dizer como começou
No início tudo era amor
Lindo e puro com a mais bela flor
Me lembro de cada sorriso
Hoje então não visto

O tempo passou
E com ele o amor
Foi se desencaminhando para algum lugar
Antes dava-se para ver o horizonte em seu olhar
Depois nem a cor dos olhos dava pra enxergar

Só se via amor em vosso coração
Não se vê mais nada dentro dessa solidão
Perdoa-me se estou sendo cruel
Queria ter sido pior, ao menos infiel
Pois sofreria o que senti
Agora sim consigo sorrir
Pois não vivo mais um amor de mentira
Vivo apenas a vida
Agradeço que acabou
Esse foi o fim de um amor que nem se começou.

Foto de Thiago dos Santos

Apenas seria

Foi apenas uma sonho
Mas poderia ter sido realidade
O pensamento foi amante
Do desejo constante
Mas assim que se vive a vida
Nem sempre tudo nela se realiza
Queria eu poder tudo falar
Mas o melhor é se calar
Pois tem palavras machucam o coração
E pra essas não existe perdão
Talvez quem sabe lhe reste a solidão

Foto de Ayslan

Não tire seu amor de me

Hoje estou preparado com papel e caneta na mão, dessa vez acho que conseguirei escrever... Apesar de esta sozinho suas lembranças me fazem companhia e sem você aqui quero lembrar, quero voltar no passado, quero diminuir a distancia, quero alimentar a solidão e transborda de lagrimas meu coração. Meu amor em sonhos você pode me ouvir... Peço-te apenas não tire seu amor de me... Volta... Volta logo.
Sem você minha vida é uma canção sem letra e as notas mesmo assim fazem chorar. Preciso ainda pelo menos te amar viver na esperança de um dia você voltar. Sei agora por que não conseguia escrever para você, seriam palavras de sentimentos que já os guardo comigo e se você não está aqui para ler e senti-los é para me que devo escrevê-los, quando amanhã eu se lembrar de te e não poder ver seu sorriso, e não poder olhar em teus olhos e sua imagem já estiver se apagando irei ler e chorar e te fazer voltar pelo menos nas minhas lembranças... E essas três palavras que te quero falar irão esperar, e esperar... Você precisa ouvir eu não irei escrever por que essas palavras aqui são para me. E não preciso me lembrar que “Eu te amo”

Foto de Felipe Ricardo

Soneto da Distancia

De repente tua voz se perdia
Logo sentido algum me restava
E em meu pensar me perguntava
Se talvez esta minha solidão o que escondia.

Com um copo de vinho me embriageui,
Teu amor se tornava o que ganhei
Um disancia amarga me beijava
Levava-me, me prendia, mas contudo falava

Sobre alguem que um dia chegeui a amar.
Ah! Garota como corri, como lutei para ver teus olhos.
Insolita distancia conseguio finalmente me enganar

E então o colorido se torna palido e sem vida
O vivo se torna morto sem amor e cor
E querida amada tenho que dizer: É agora minha partida.

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