Verdade

Foto de cafezambeze

JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA (POR GRAZIELA VIEIRA)

ESTE É UM CONTO DA MINHA DILETA AMIGA GRAZIELA VIEIRA, QUE RECEBI COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO. NÃO CONCORRE A NADA. MAS SE QUISEREM DAR UM VOTO NELA, ELA VAI FICAR MUITO CONTENTE.

JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA

Numa pequena cidade nortenha, o João Pirisca contemplava embevecido uma montra profusamente iluminada, onde estavam expostos muitos dos presentes e brinquedos alusivos à quadra festiva que por todo o Portugal se vivia. Com as mãos enfiadas nos bolsos das calças gastas e rotas, parecia alheio ao frio cortante que se fazia sentir.
Os pequenos flocos de neve, quais borboletas brancas que se amontoavam nas ruas, iam engrossando o gigantesco manto branco que tudo cobria. De vez em quando, tirava rapidamente a mão arroxeada do bolso, sacudindo alguns flocos dos cabelos negros, e com a mesma rapidez, tornava a enfiar a mão no bolso, onde tinha uma pontas de cigarros embrulhadas num pedaço de jornal velho, que tinha apanhado no chão do café da esquina.
Os seus olhitos negros e brilhantes, contemplavam uma pequena boneca de cabelos loiros, olhos azuis e um lindo vestido de princesa. Era a coisa mais linda, que os seus dez anos tinham visto.
Do outro bolso, tirou pela milésima vez as parcas moedas que o Ti‑Xico lhe ia dando, de cada vez que ele o ajudava na distribuição dos jornais. Não precisou de o contar... Demais sabia ele que, ainda faltavam 250$00, para chegar ao preço da almejada boneca: ‑ Rai‑de‑Sorte, balbuciava; quase dois meses a calcorrear as ruas da cidade a distribuir jornais nos intervalos da 'scola, ajuntar todos os tostões, e não consegui dinheiro que chegue p'ra comprar aquela maravilha. Tamén, estes gajos dos brinquedos, julgam q'um home não tem mais que fazer ao dinheiro p'ra dar 750 paus por uma boneca que nem vale 300: Rais‑os‑parta. Aproveitam esta altura p'ra incher os bolsos. 'stá decidido; não compro e pronto.
Contudo não arredava pé, como se a boneca lhe implorasse para a tirar dali, pois que a sua linhagem aristocrática, não se sentia bem, no meio de ursos, lobos e cães de peluxe, bem como comboios, tambores, pistolas e tudo o mais que enchia aquela montra, qual paraíso de sonhos infantis.
Pareceu‑lhe que a boneca estava muito triste: Ao pensar nisso, o João fazia um enorme esforço para reter duas lágrimas que teimavam em desprender‑se dos seus olhitos meigos, para dar lugar a outras.
‑ C'um raio, (disse em voz alta), os homes num choram; quero lá saber da tristeza da boneca. Num assomo de coragem, voltou costas à montra com tal rapidez, que esbarrou num senhor já de idade, que sem ele dar por isso, o observava há algum tempo, indo estatelar‑se no chão. Com a mesma rapidez, levantou‑se e desfazendo‑se em desculpas, ia sacudindo a neve que se introduzia nos buracos da camisola velha, enregelando‑lhe mais ainda o magro corpito.
‑ Olha lá ó miúdo, como te chamas?
‑ João Pirisca, senhor André, porquê?
‑ João Pirisca?... Que nome tão esquisito, mas não interessa, chega‑te aqui para debaixo do meu guarda‑chuva, senão molhas ainda mais a camisola.
‑ Não faz mal senhor André, ela já está habituada ao tempo.
‑ Diz‑me cá: o que é que fazias há tanto tempo parado em frente da montra, querias assaltá‑la?
‑ Eu? Cruzes credo senhor André, se a minha mãe soubesse que uma coisa dessas me passava pela cabeça sequer, punha‑me três dias a pão e água, embora em minha casa, pouco mais haja para comer.
‑ Então!, gostavas de ter algum daqueles brinquedos, é isso?
‑ Bem... lá isso era, mas ainda faltam 250$00 p'ra comprar.
‑ Bom, bom; estás com sorte, tenho aqui uns trocos, que devem chegar para o que queres. E deu‑lhe uma nota novinha de 500$00.
‑ 0 João arregalou muito os olhos agora brilhantes de alegria, e fazendo uma vénia de agradecimento, entrou a correr na loja dos brinquedos. Chegou junto do balcão, pôs‑se em bicos de pés para parecer mais alto, e gritou: ‑ quero aquela boneca que está na montra, e faça um bonito embrulho com um laço cor‑de‑rosa.
‑ ó rapaz!, tanto faz ser dessa cor como de outra qualquer, disse o empregado que o atendia.
‑ ómessa, diz o João indignado; um home paga, é p'ra ser bem atendido.
‑ Não querem lá ve ro fedelho, resmungava o empregado, enquanto procurava a fita da cor exigida.
0 senhor André que espiava de longe ficou bastante admirado com a escolha do João, mas não disse nada.
Depois de pagara boneca, meteu‑a debaixo da camisola de encontro ao peito, que arfava de alegria. Depois, encaminhou‑se para o café.
‑ Quero um maço de cigarros daqueles ali. No fim de ele sair, o dono do café disse entre‑dentes: ‑ Estes miúdos d'agora; no meu tempo não era assim. Este, quase não tem que vestir nem que comer, mas ao apanhar dinheiro, veio logo comprar cigarros. Um freguês replicou:
‑ Também no meu tempo, não se vendiam cigarros a crianças, e você vendeu-lhos sem querer saber de onde vinha o dinheiro.
Indiferente ao diálogo que se travava nas suas costas, o João ia a meter os cigarros no bolso, quando notou o pacote das piriscas que lá tinha posto. Hesitou um pouco, abriu o pedaço do jornal velho, e uma a uma, foi deitando as pontas no caixote do lixo. Quando se voltou, deu novamente de caras com o senhor André que lhe perguntou.
‑ Onde moras João?
‑ Eu moro perto da sua casa senhor. A minha, é uma casa muito pequenina, com duas janelas sem vidros que fica ao fundo da rua.
‑ Então é por isso que sabes o meu nome, já que somos vizinhos, vamos andando que se está a fazer noite.
‑ É verdade senhor e a minha mãe ralha‑me se não chego a horas de rezar o Terço.
Enquanto caminhavam juntos, o senhor André perguntou:
- ó João, satisfazes‑me uma curiosidade?
- Tudo o que quiser senhor.
- Porque te chamas João Pirisca?
- Ah... Isso foi alcunha que os miúdos me puseram, por causa de eu andar sempre a apanhar pontas de cigarros.
‑ A tua mãe sabe que tu fumas?
‑ Mas .... mas .... balbuciava o João corando até a raiz dos cabelos; Os cigarros são para o meu avôzinho que não pode trabalhar e vive com a gente, e como o dinheiro é pouco...
‑ Então quer dizer que a boneca!...
‑ É para a minha irmã que tem cinco anos e nunca teve nenhuma. Aqui há tempos a Ritinha, aquela menina que mora na casa grande perto da sua, que tem muitas luzes e parece um palácio com aquelas 'státuas no jardim grande q'até parece gente a sério, q'eu até tinha medo de me perder lá dentro, sabe?
‑ Mas conta lá João, o que é que se passou com a Ritinha?
‑ Ah, pois; ela andava a passear com a criada elevava uma boneca muito linda ao colo; a minha irmã, pediu‑lhe que a deixasse pegar na boneca só um bocadinho, e quando a Ritinha lha estava a passar p'ras mãos, a criada empurrou a minha irmãzinha na pressa de a afastar, como se ela tivesse peste. Eu fiquei com tanta pena dela, que jurei comprar‑lhe uma igual logo que tivesse dinheiro, nem que andasse dois anos a juntá‑lo, mas graças à sua ajuda, ainda lha dou no Natal.
‑ Mas ó João, o Natal já passou. Estamos em véspera de Ano Novo.
‑ Eu sei; mas o Natal em minha casa, festeja‑se no Ano Novo, porque dia de Natal, a minha mãe e o meu avô paterno, fartam‑se de chorar.
‑ Mas porquê?
‑ Porque foi precisamente nesse dia, há quatro anos, que o meu pai nos abandonou fugindo com outra mulher e a minha pobre mãe, farta‑se de trabalhar a dias, para que possamos ter que comer.
Despedíram‑se, pois estavam perto das respectivas moradas.
Depois de agradecer mais uma vez ao seu novo amigo, o João entrou em casa como um furacão chamando alto pela mãe, a fim de lhe contar a boa nova. Esta, levou um dedo aos lábios como que a pedir silêncio. Era a hora de rezar o Terço antes da parca refeição. Naquele humilde lar, rezava‑se agradecendo a Deus a saúde, os poucos alimentos, e rogava‑se pelos doentes e por todos os que não tinham pão nem um tecto para se abrigar., sem esquecer de pedir a paz para todo o mundo.
Parecia ao João, que as orações eram mais demoradas que o costume, tal era a pressa de contar as novidades alegres que trazia, e enquanto o avô se deleitava com um cigarro inteirinho e a irmã embalava nos seus bracitos roliços a sua primeira boneca, de pronto trocada pelo carolo de milho que fazia as mesmas vezes, ouviram‑se duas pancadas na porta. A mãe foi abrir, e dos seus olhos cansados, rolaram duas grossas e escaldantes lágrimas de alegria, ao deparar com um grande cesto cheinho de coisas boas, incluindo uma camisola novinha para o João.
Não foi preciso muito para adivinhar quem era esse estranho Pai Natal que se afastava a passos largos, esquivando‑se a agradecimentos.
A partir daí, acrescentou‑se ao número das orações em família, mais uma pelo senhor André.
GRAZIELA VIEIRA
JUNHO 1995

Foto de pedro felipe

A minha realidade

A minha realidade

A minha realidade
É bem simples de entender
É a mais pura verdade
Nasci, e um dia irei morrer
Levo minha simples vida
Com Deus em meu coração
Com a minha família querida
E sempre de pé no chão
Bem de manhãzinha
Acordo com o galo com a galinha
O nascer do sol posso contemplar
Vejo que aqui é meu lugar
De aula em aula melhorando o aprendizado
Tento sim ficar calado
A todos dizer um bom dia
Simplesmente, te alegria
Vivo sim uma grande paixão
Uma menina que não sai de meu pensamento
Sei que pode ser ilusão
Mas sinto um forte sentimento
Sozinho um pouco tento tudo entender
Sozinho tento me encontrar
Na minha vida tudo faço acontecer
Na minha vida tento tudo praticar
Com minha competência
Tenho consciência
Na minha mente posso acreditar
Que tudo o que quero, posso conquistar.

Foto de janderrier

ESQUECER PRA QUE?

Como sentir tristezas se tivemos tantos momentos de alegria.....
Como falar em desamor se vivemos tantos momentos de amor..
Como querer fugir do passado se foi através dele que conheci você....
Como achar triste a sua ausência se existe saudade para me associar..
Como pensar em meus sonhos se prefiro a tua realidade...
Como desistir das flores se eram elas que você me dava...
como dizer que a chama de um grande amo muda se ela permanece....
Como posso chama-lo de amigo se para mim você e muito mais...
Como posso lhe pedir ajuda se o meu problema e você....
Como não querer pensar em você se você ja tomou conta do meu cérebro..
Como esquecer isso tudo se é preciso acreditar em um novo tempo, em uma dimensão diferente, onde haja espaço para todos...
È preciso acreditar na força e no pode de si mesmo e no poder da verdade, na vontade de querer e poder ser feliz.
E preciso acreditar que necessitamos e devemos lutar por um ideal,que a vitoria sera fatal, que o amor ainda existe, que a vida tem sabor de mel, que a felicidade esta acima do horizonte como um caminho,que esta proximo a chega na sua vida porque e preciso acredita no sim e nunca pensar em dizer um não.
e preciso acreditar no caminho da vida para saber cativar tudo que deseja e o faça feliz, poque se no caminho você encontrar espinhos , saiba que você e a rosa; se encontrar pedras, saiba que você e o diamante.
E preciso acreditar que você não e como o lago que se satisfaz com os seus limites, mas sim como o oceano que esta disposto a encontrar novos horizontes.
Como acreditar em tudo se nosso amo não foi eterno...
Como ter ilusões se você foi minha desilusão...
Como e dificil sorrir quando se que chorar..
Como dize adeus se existe esperança de um novo reencontro..
Como pensar em choar , calar, sofrer, esquecer se um dia com ceteza irá voltar.

Foto de Evandro Machado Luciano

Poetas da dor. Hipócritas do amor.

Estou tão seco de vida
Quanto um indigente ateu e solitário
Seco de palavras e rimas
Procuro o amor em cada lágrima caída
E minha inspiração em um dicionário
Com meu coração aprisionado em masmorras longínquas

Que espécie de poeta sou?
Perco horas procurando palavras
Que levantem o lábaro da alegria
Mas viro noites com Edgar Allan Poe
Lendo frases criadas
Para atiçar-me a agonia

E o que dizer de Byron?
A morte era o que lhe dava o prazer de viver
Não desejo esse mal a ninguém
Uns chamam de insanidade, outros de dom
Na verdade é a busca pelo sofrer
Por não ser hipócrita, admito: Já busquei por isso também.

Estas são as lamúrias de um pobre perdido
Como nos disse Álvares de Azevedo
“São as páginas de um livro não lido”

É a vida justificando a morte
O destino atirando suas facas
Sem medo de nos deixar cortes

Foto de Soélis

PLANTADOR DE VIDAS.

PLANTADOR DE VIDAS.
Autor : Soélis Sanches

De família humilde, trabalhadora e lutadora, a vida não me proporcionou condições favoráveis para que pudesse estudar.
Logo, desde criança, tive que ir à luta com meus pais para garantirmos o sustento dos irmãos mais novos.
Mãos que plantam sementes e colhem vidas!
Decorridos muitos anos, minhas mãos calejadas, sofridas e nessa terra esquecida por Deus, ao sabor do suor que escorre da face, busco com o olhar no infinito procurando abrigo, uma brisa para esconder-me do sol escaldante que teima em queimar-me a pele.
Procuro entender os motivos porque Deus não me presenteou com um melhor destino, sempre fui um homem forte e de coração cristalino.
Prostrado de joelhos à beira da cama, no silêncio da noite, com Ele eu falei:

“Pai, meu grandioso Deus, porque não me deste uma vida mais farta, mais abundante e de melhor sorte?”
Para minha surpresa, praticamente em sussurros eu ouvi uma voz calma, doce e carregada de muito amor que me respondeu:
“Eu te amo, meu filho, você é muito precioso para mim.
Antes que a semente da vida fosse por mim plantada no ventre materno eu já havia planejado seu destino.
Eu dei para a humanidade o meu amado Filho, JESUS, que foi pregado na Cruz para que você jamais sofresse.
Siga confiante e jamais negue a fazer o bem.
Meu filho voltará a você como disse que voltaria, Eu nunca poderia esquecê-lo.
Eu dei para a humanidade o meu amado Filho, JESUS, que foi pregado na Cruz para que você jamais sofresse.
Siga confiante e jamais negue a fazer o bem.
Meu filho voltará a você como disse que voltaria, Eu nunca poderia esquecê-lo.
Meu adorado filho, jamais te abandonei em quaisquer instantes da vida.

As pessoas mais felizes não são as que mais têm, na verdade são as que menos necessitam.
Quando lhe dei o direito à vida foi para que as pessoas nunca esqueçam do que passaram com alegria, agradeçam com o que estão vivendo e enfrentem as adversidades futuras sem temor algum.
Não olhe para suas mãos calejadas, meu Filho em suas mãos tiveram “cravos” para que você tivesse vida, e vida em abundância. “
Assim que terminei de ouvi-lo, levantei-me de onde me encontrava, todo feliz e sorridente, finalmente havia entendido porque Deus agia dessa forma em minha vida.
Compreendi que a felicidade que buscamos muito das vezes é apenas materialidade, apenas aparência, apenas vaidade.
Mas a verdadeira felicidade nós só a encontramos quando realmente nos encontramos com nossa própria alma, afinal, felicidade é a morada de Deus em nosso coração, felicidade é enxergar Deus nas coisas simples da vida e, finalmente, acreditar Nele que é a razão de tudo.

Foto de luiggibolonha

Sem Direção

A insanidade causada pela ausência da vontade de viver, sofrimentos constantes por insatisfações no convívio com as pessoas, magoas pelos amores arrancados sem um motivo justificável.
Sem direção e vivendo em um mundo onde as pessoas não são de verdade e os objetos predominam as características e personalidades delas.
Os fatos já não são mais verdades e a vida passou de prazer e felicidade a obrigações de constantes insatisfações pessoais, causada pela falta de escolha referente ao que realmente quero fazer.
Sim, eu posso vencer, não quero dizer que irei desistir e se entregar a melancolia e viver apenas de lamentações, mas sou diferente, mesmo ninguém percebendo.
Já provei para mim mesmo, agora quero o desprendimento dos valores matérias e tornar a minha mente, minha casa, pois quem não tem nada a perder nunca perde!
As viagens constantes em minha mente iram se tornar realidade, em uma terra totalmente desconhecida pela minha experiência, não quero pesquisar muito para não criar nenhum preconceito e viver a minha própria experiência.
Quero ficar em silencio e me expor apenas quando necessário, parar de ficar me desgastando com momentos desnecessários e ficar sofrendo pelas palavras ditas, quero apenas analisar o mundo real “aquele que eu vivo” a forma com que ele se equilibra e as pessoas pensam que vivem, mas guardarei as criticas e chegarei ao autocontrole emocional nos momentos de stress, mas não do amor, pois a vida é simplesmente ele, amor pela natureza e as pessoas do nosso convívio deixando nossa vida mais agradável.
Já quis ser um peixe e nadar pelos rios e oceanos conhecendo afundo tudo o que eles têm por dentro, já quis ser um pássaro e voar em volta do planeta azul, pousar onde ele fosse mais verde e conhecer as pessoas de verdade que ainda possam existir lá.
Nunca quis ser invisível, gostaria que as pessoas me vissem como eu realmente sou, tenho que melhorar a minha comunicação, pois a minha imagem não quer dizer nada.
As imagens não transmitem muitos sentimentos, pois vivemos em mundo de atores do teatro real, onde escondem, ocultam o que sentem e dizem qualquer coisa para alcançar o poder e o dinheiro.
Só temos as pessoas que conquistamos, mas não percebemos quem elas são e acabamos vendo só as que queremos conquistar por algum interesse às vezes não compreendido, deixando os nossos verdadeiros amigos distantes.
Por isso o rico tem uma casa grande mesmo sem ninguém com quem morar, pois dificilmente ele iria saber se estava sozinho mesmo, o calor humano é o que realmente importa.
Para mim Deus é uma definição do amor, mas sim talvez exista um ser superior, se a ciência explica tudo e tudo o que eu criar vai ter uma explicação ela não deixara de ter um criador!
Então talvez Deus talvez exista.

Foto de Tatiana soares de almeida

Parada Gay

Olá!

Passado quase uma semana da manifestação mundial em buscas das causas GLBTS, eu vim aqui escrever um pouco sobre.

Depois de alguns telefonemas, mensagens, lá vou eu a Av. Paulista!! Afinal vem gente dos 4 cantos do mundo para este “tal” evento, e eu que moro aqui em SP não iria?? JAMAIS!!!

A festa não estava tão bonita qto a dos outros anos.

Na verdade acho que a Parada Gay já deixou de ser uma manifestação, para virar uma orgia, e longe de mim estar falando isso por preconceito, nem posso, afinal faço parte dessa classe.

Muita gente, muita gente mesmo, jornais informam que cerca de 3,100 milhoes de pessoas estiveram por lá, e de todas estas pessoas, garanto que menos da metade estava lá com o verdadeiro intuito “A igualdade”, a maioria foi para a “orgia”.

Andando pela Avenida pude ver, e não só uma vez, pessoas que nem se conhecia e simplesmente paravam umas em frente as outras e se “atracavam”, sim atracavam, porque não há outra palavra para descrever aquilo, e depois seguiam em busca de mais um, e mais outro, e outro, e outro... e tem aquelas pessoas também que acordaram e saíram de casa, roupas estranhas, cabelos coloridos,bagunçados, pearcing’s e tauagens por todo o corpo, teme a classe dos Teen’s também, é, os Teen’s/Emos que acham super na moda ser Gay/Lésbica.

E depois de muito andar, de muita gente eu ver, até eu que sou Lésbica fiquei com um pouco de receio (porque acho preconceito uma palavra muito forte) com os homossexuais, como queremos tanto a igualdade, os mesmos direitos com estas manifestações ridículas, vergonhosas.

É preciso colocar mais seriedade naquilo que almejamos, como cobrar o respeito dos outros se “nós” mesmo não damos este tal respeito??!!
Não é assim chocando as pessoas com estas atitudes que vamos conseguir algo, é preciso inteligência e não burrice para alcançar nossos objetivos!
Let’s go.

Foto de lua sem mar

Epopeia de ti....

Epopeia de ti…
20 de maio de 2009

No céu sobe a lua, uma lua brilhante de expressão clara. No silêncio da noite vem uma música suave, um toque lento.
Aprecio a lua e as estrelas numa noite calma e fria de primavera, sentada na janela aconchegada aos meus joelhos mas, perdida por estas linhas e sombras de pensamento.
Chegas perto, muito perto de mim e me acaricias a nuca com tua mão suave, fecho os olhos e apenas sinto teu calor.
Acalmas as minhas tempestades, o bater forte do meu coração quando a chuva e os grandes ventos do norte alcançam o meu ser.
Chegas perto cheio de amor e palavras doces, pedes para chorar no teu ombro num grande abraço forte e caloroso de afectividade, pedes calma e serenas todos os meus demónios, fazes-me transbordar de alegria com tuas grandes palavras de amor e nas quantas vezes que o dizes ao meu ouvido.
Clamas à vida, à alegria de respirar, à vontade que tens de sentir as veias explodir de felicidade. Nada em ti é feito sem alegria, sem vontade, sem sonho. Porque tu és assim, um cálice vivo de vida que não se preocupando com quase nada, apenas queres ser feliz o maior tempo possível e para isso só tens de respirar.
Nos poemas que me dedicas, nas epopeias que me escreves são tantas as tuas cartas de amor, no teu desejo eterno de me teres a teu lado, no amor que sinto em cada palavra, cada linha das tuas grandes e valiosíssimas declarações, como eu as aprecio e estimo.
Acendes a tua chama de paixão e a demonstras das mais diversas formas, me possuis a mente com tua voz suave e conhecedora de tão conhecimento, apressas-me ao prazer absoluto de forma plena e tão suave. Aclamas amor eterno mas, impossível será te responder de forma tão grandiosa e sublime, tão forte sentimento que capaz será de virar o mundo. Tuas preces são à Deusa do amor, que ela me ilumine o coração e remexa tudo em mim para que eu seja capaz de sentir algo assim.
Mas são tuas as minhas poucas horas de sono, é no meu pensamento que te encontras antes do meu adormecer, e dai sai sublimes sonhos em que penetras com toda a tua alma e esplendor, nos sonhos lindos que com o meu príncipe sonho ter.
Ambos desconhecemos a palavra destino, o futuro só a nós cabe como o construir e viver de forma plena.
Apenas somos como dois barcos em alto oceano, enfrentando cada um as suas tempestades, mas, rumando cada um para seu lado, como quem brinca ao braço de ferro puxando uma fina corda.
Entrelaço-me nas dúvidas, nas incertezas, pela sereia que vagueia no mar, porque são só tuas as grandes noites de luar, dignas noites as minhas, sem uma estrela única a iluminar, aquele sonho que na verdade já não posso conquistar.
“Marinheiros e marinheiras levantar ancora e remar, ele pode sempre enviar a corda para me salvar.”
Mas meu coração enfraquece porque a sereia anda no mar e esta noite para ele é grande noite de luar, fico perto e tento observar se para mim haverá lugar e se a corda um dia vai chegar.
As minhas vagas no mar começam a aumentar, relâmpagos luminosos que me arrefecem, por teu mar chão estar repleto de luar e muita dedicação.
Penetro na escuridão e de tão longe apenas te aprecio, mais uma noite nossa com todo o desejo e esplendor, como um sino que reflecte o luar se expande e aloja nos corações dos mais apaixonados.
Encontro-me em ti, mas tuas mãos grandes e suaves, tua pele macia e morena num sonho que acordo molhada, estrela cadente que passa, um desejo que traço e tu apenas…
Falta pouco para no céu raiar a luz, preciso fugir ou apenas esconder, este grande amor que finjo não ter.
“Levantar ancora e remar, não preciso esconder-me porque tu sabes em que mar me encontrar, procura a maré à feição para o teu barco deslizar e no meu se encostar, para o nosso sonho de verdade se poder realizar…”
Declaras amor da proa à ré, sinto-me voar e o nosso sonho a se concretizar, salta para perto de mim, penetra o meu corpo, não me peças licença e agarra-me na tua mão, coloca as tuas grilhetas em mim, já estou presa a ti sem dó nem perdão, come do meu pão e destrói toda esta solidão.
Agarra-me sem medo de magoar e mostra a todo o mar as nossas musicas de embalar, nesta noite de luar. Estamos a alimentar o espírito, a alma sem perguntar ao coração se nos podemos amar, como uma só devoção é assim que quero ficar.
O luar me alcançou, sinto felicidade no teu olhar, meu corpo que explode de vontade, o desejo de apenas te amar!
Mas a sereia continua no mar, sempre a vaguear e no meu coração um grande tilintar de medo, não sou dona de ti e se um dia quiseres partir nada poderei fazer para impedir, meu coração que se divide não sei o que fazer. Poderei voltar às grandes noites sem luar, sem teu corpo para me acariciar e, na solidão me voltar a perder, não sei que decisão tomar e se realmente algum dia se vai realizar este meu desejo mais profundo, se perderei todo este medo algum dia, decidir o destino e o futuro não nos pertence, lutar nem sempre nos trás a vitoria, a certeza da grande felicidade.
Não me iludo mas não posso perder a esperança, a gota pequenina que ainda me faz viver, o sonho de te amar sem hora ou lugar e ate mudar minha forma de viver, amar, sonhar e sorrir, é em teu luar que encontro a minha serenidade, aquela que tanto me faz sorrir, vezes muitas me sinto perdida na escuridão, ajoelho-me e tento sentir o caminho espetando-me nos duros espinhos, nas pedras que a vida vai colocando para crescer e poder entender a vida de outra forma, com outros olhos.
Nas poucas horas que contigo estou, a felicidade é grande, a vontade é plena e o gosto o maior prazer que posso sentir.
Sinto-me confusa sem saber o que de verdade posso ou devo fazer, não te quero perder nem me afastar, apenas gostaria de poder concretizar o meu sonho, a minha vontade. Mas a vida é isso mesmo, um mar imenso de grandes ondas, com força muita que nos afasta do que realmente queremos. E ter meu amado que por mais perto que estejas, a longitude está sempre entre nós, embalo-me no vento que me leva ate ti, mas mesmo assim não te consigo abraçar e olhar como tanto desejo.
Longas noites em que o frio aperta e o sono recusa a chegar, na mente a incógnita do futuro, os problemas presentes, a resolução onde a encontrar, como agir, o que de verdade fazer. Noites essas que me perco nos pensamentos olhando a lua e todas as suas amigas estrelinhas que também vão brilhando no céu, fazendo-me total companhia no silêncio da noite. O tocar do sino que rompe o silencio dizendo-me que já não falta tudo para o amanhecer de um novo dia em que, mais uma vez não sabemos como será, de que forma o construir e viver…
jinho

Foto de Bernardo Almeida

Lança fortuita

Lança fortuita

A vida acontece sem que tenhamos tempo para decidir
Sobre o que parece, o que é e o que perece
Apenas vislumbramos um foco de exatidão
Um calafrio pela não vivência, pela incerteza
Devemos fazer dos próximos segundos
O desafio sagrado de nossas existências
A vontade não-linear do risco inevitavelmente estabelecido
O compromisso assumido, a verdade renegada
A geração do modelo reprovado, a superação do possivelmente aceito
O estalo canhoto da fortuita intenção imprevisível
A espera que nunca alcança, a vela que jamais apaga
Como o espetáculo que nunca se finda ou o barco que jamais naufraga

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Débora Ennes

Nossa História.

-

Nossa história começa assim,
eu morava aqui em Quatro Barras,
e você morava pertinho de mim,
não nos conhecíamos .

Mais como a vida é estranha
Eramos eu e a solidão
Mais ali bem perto estava,
A outra metade do meu coração.

Nos conhecemos no Orkut,
la estava você seus recados,
e um pedaçinho de você e eu pensei
em fazer algo para poder te ver.

Um dia inesquecível,
Circo,palhaço,chuva,frio,
Mais que história é essa?
Na verdade é ai que tudo começa.

Começa mais que um simples encontro,
era como um conto de fadas
duas pessoas que não se conheciam
cruzavam a mesma estrada .

Eu tímido estava,
Aquele era o momento que eu tanto esperava,
Bem diante de mim
A mulher com quem eu sonhava.

Eu nunca fiz algo assim,
era algo super novo para mim,
eu avistei você e queria logo te ter
um cara lindo de morrer.

Eu não sabia o que falar,
Naquele momento me faltara o ar
Pois bobo fiquei,
A sua beleza admirar.

Depois de muito nos encontrar,
veio o pedido mais desejado,
algo que era maravilhoso,
era eu sempre poder estar ao seu lado
poder ter você como meu namorado.

Os obstáculos vieram provar,
Que esse amor é verdadeiro,
Por ele choramos,mentiras contamos,
Mas unidos a vida enfrentamos pra juntos ficar.

Depois de muito insistir,
meus pais deixaram de proibir,
sofremos lutamos,
persistimos e conseguimos.

A felicidade chegou,
Com ela a tristeza passou
Todas as dificuldades
O vento pra bem longe levou.

E estamos ai felizes da vida
com nosso amor nossa paixão proibida
aumentando a cada segundo sinto
que esse amor é o maior do mundo.

Estamos aqui a resumir,
a nossa história de amor,
que começou que teve obstáculos
que só o amor superou,
Sou tudo pra ele,
e ele é tudo para mim.
Vivemos SIM,
uma história de amor que não tem fim ...

Débora Enes.
Jefferson Marentovisch.

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