Verdade

Foto de HELDER-DUARTE

Eternidade

Vi um dia sem fim!
Deste modo assim...
Dia de ordem e de verdade
Dia de infinita felicidade.

Pois o tempo, não o há.
Gozo e paz, real, sim e que satisfaz.
Como não há, pois nesta hora, cá.
Mas só ele o fez e foi capaz.

Não há enfado!
É como era no principio!
Não há triste fado!...

Anjos e homens voam.
Mais o rei e príncipe,
Hinos, agora, eles entoam!

Foto de Mentiroso Compulsivo

INSTANTE

.
.
.

Neste instante vejo-te aqui a meu lado.
Vieste viver junto a mim e agora,
Trouxeste contigo uma nova aurora,
Queres ter a minha vida a teu cuidado.

Expulsas da minha frente os abrolhos
Desta estrada agreste, deste caminho duro.
Onde nada vejo, seja noite ou dia escuro
Mas tu guias-me com o olhar de teus olhos.

Como é bom sentir-me sair desta amargura,
Em forma de milagre feito com doçura.
Obrigado por me teres dado a mão a mim.

Quando um dia partires, deixarás saudade,
De todo este instante de verdade.
Saudade eterna que nunca terá fim.

© Jorge Oliveira 29.FEV.08

Foto de Sonia Delsin

ESTE POEMA

ESTE POEMA

Este poema está doendo em mim.
É vivo, é um bicho que me devora.
Tudo ele é quente, é ardente.
É fogo que arde.
Não o quero tolo, não o quero frio.
Minha alma está gelada, trêmula.
Está encurralada.
Mas meu coração dentro dela é chama incandescente.
Minha alma dói e ele bate contente.
Ele segura minha mão e escreve estas linhas.
Derrama um pouco da lava nestas linhas loucas.
Nestes versos tortos ele me endireita a mente.
Porque sou poeta.
Porque encontro saídas para todos os meus labirintos.
Para todos os meus ais e não sei o quê mais.
Este poema é um escudo.
Pode chegar a dor, o sofrer, a consternação.
Que ainda assim meu poema é uma canção.
Este poema quer transformar os sonhos em realidade.
Quer dizer que tudo pode ser verdade.

SONIA MARIA DELSIN

Foto de Sonia Delsin

GRANDE INTIMIDADE

GRANDE INTIMIDADE

Dizem que pareço um peixinho.
Nadando rápido ou devagarzinho.
Eu tenho com a água grande intimidade.
Precisamos ser amigos dela de verdade.
Eu não abuso.
Não se deve abusar.
Na água não temos onde segurar.
Adoro nadar.
Me esbaldar.
Mas sei respeitar.

Foto de Dirceu Marcelino

ANSIEDADE E ESPERANÇA - DUETO

*
* Homenagem à Musa "Baianinha"
*

ANA APARECIDA & DIRCEU MARCELINO

"As mãos frias e tremulas
Demonstravam ansiedade
A perna não sabe ao certo
Tremiam-se,
Ou perdiam suas forças.

Medo!
Só sei que estava mais branca
Que um papel
Queria chorar, isso era evidente.
Muito ansiosa
Entrei em outra sala
Não havia ninguém.

Recostei então em uma janela.
A vista me tranqüilizou um pouco
Pois havia algumas árvores frondosas
Senti uma brisa me tocando
Encorajei-me por alguns minutos
Pensei no Pai celestial e senti
Que não estava só.

Também lembrei
Das palavras de conforto do meu amigo
Que apesar de não conhecê-lo,
Falava palavras de conforto.
Foi quando soou o meu nome.

Era minha vez
Pensei agora vou ficar sabendo
O que é que tanto me angustia.
Agora não era só medo!
Estava certa, uma constatação."
Obrigado por tudo e felicidades ( Ana Aparecida = Baianinha )

***

Bela Senhora! És assim que eu te vejo!
Senti tua amargura e ansiedade.
Disso quero falar – lhe neste ensejo.
Sim! Tentei passar-te serenidade.

Mas não sou eu não que te protejo.
Mas Aquele em que tua espiritualidade
Recorreste em diminuto lugarejo
E a Ele clamaste com fé e verdade.

Acredito e com certeza prevejo
Que em razão de tua espontaneidade
Naquela hora recebeste o lampejo

De luz celestial e de sublimidade
Conforme sinto quando versejo
Com tua própria voz de felicidade. (Dirceu Marcelino)

Foto de Melissa.Mateo

Doce vergonha, suave loucura...

Doce vergonha, suave loucura...
Como a brisa em meus cabelos, é seu sorriso...
Como o vento em meu rosto, seu olhar...
Como o tempo que voa, sua voz...
Como a neve branca na grama verde, suas verdades....

Doce vergonha, suave loucura...

Este frio que não passa, nessa manha tão desmaiada,
Será que tudo isso é verdade...

Talvez leve um milhão de anos para saber...
Doce vergonha, suave loucura...

E as horas se tornam perenes, e os medos talvez vão se
Tornar realidade...
Doce vergonha, suave loucura...

Cair de cabeça em um abismo de desatentos,
Com um só objetivo, encontrar o inimaginável...
Doce vergonha, suave loucura...

Em apenas um desenho me mostra sua vida,
Mas tão desatento meu amigo, esqueça tudo que já sabe,
E me deixe mostrar-lhe novamente a vida...

Doce vergonha, suave loucura...
Doce vergonha, suave loucura...

Foto de Melissa.Mateo

Pra ser poeta

Um papel em branco é o que um poeta precisa,
Pra falar a verdade ele nem precisa estar em branco,
Basta poder escrever.

Já encontrei papéis meus até com chicles grudados,
Mas não tinha coragem de jogar fora por conterem belos poemas no verso,
Já achei guardanapos de restaurante com belos versos,
Escritos enquanto observava um casal de apaixonados.

Então me pergunto para ser poeta precisa de nome?E sobrenome?
Não para ser poeta, necessitasse apenas ter coração.

Foto de karla888

Verdade da mentira

Mentira..., e o que eu acreditei
Mentira..., foi o que eu vi
Mentira..., foi o que eu senti
Mentira..., foi o que toquei.
Mas nunca sera mentira o que eu sinto,
Mentira e o que dizias sentir...
Mentira sao as ilusoes que criaste...
Verdade da mentira foi o que deixaste,
A mim, eu, e nao e mentira que digo a sorrir,
Que apesar da mentira eu minto,
Mentira e dizer que nao sinto...
Mentira e dizer que vivo para ti
Mentira e dizer que nao te amo
Mentira e dizer que nao sofri...
Verdade da mentira sao as lagrimas caidas...
Verdade da mentira do amor
Mentira do sentir o escaldante calor...
Da mentira do teu corpo insasiavel
Da verdade nao fiavel...
Mentira e dizer que nao quero...
Verdade e dizer que te espero...

Foto de Sonia Delsin

O FANTASMA DA SALA

O FANTASMA DA SALA

Quando menina eu sempre ficava com minha mãe na sala aguardando a chegada de papai. Ele saía todas as noites, fizesse tempo bom ou ruim. Era um hábito que tinha, e do qual só se livrou quando eu já estava com quinze anos de idade.

Ficávamos um tanto inseguras na casa sem uma presença masculina, porque morávamos numa chácara.

Minha mãe era uma mulher corajosa e depois de ter trabalhado o dia inteiro ainda contava lindas estórias para nos distrair, todas as noites. Hoje eu me pergunto onde ela conseguia tanta força para suportar tudo o que suportou.

Ouvíamos o nosso velho rádio. As radionovelas... mas a minha paixão eram as estórias de fadas, princesas, príncipes encantados. Eu poderia ouvir mil vezes Cinderela (morria de pena da borralheira e vibrava com o final da estória) e ainda assim queria ouvir de novo. E "Joaninho Pequenino"!... Esta meus irmãos queriam ouvir mais e mais.

Eu nunca ia dormir antes papai chegasse. Minha mãe embalava um a um até que dormisse e eu ficava "firmona". Aguardava-o porque ele sempre trazia doces e também porque o amava tanto e queria vê-lo ainda uma vez antes de pegar no sono.

Enquanto o aguardávamos ficávamos as duas na sala, minha mãe e eu, e foram as melhores horas de minha vida (aquelas horas tão nossas).

Não sei depois de tantos anos se estávamos sugestionadas pelo ambiente, ou se pela ausência de papai, pelas nossas cabeças tão capazes de fantasiar... mas o fato é que minha mãe e eu víamos um fantasma.

Verdade mesmo! Ele se esgueirava rente a parede da sala e adentrava pela porta semi-fechada do quarto da nona. Usava um chapéu na cabeça e logo que ele entrava no quarto a impressão que tínhamos era que a noninha conversava com alguém.

No outro dia ela dizia: O "Queco" veio me visitar de novo esta noite.

Cresci assim, com aquele fantasma passando rente a parede e nem o estranhava mais. Ele fazia parte das nossas noites. Nem nos assustava.

Confesso que sentia mais medo quando as folhas das bananeiras balançavam-se com o vento do que com aquela figura que lentamente passava por nós.

Não conheci pessoalmente este meu avô, pois que faleceu bem antes de meu nascimento. Mas o vi, o senti, ou sei lá o quê. Ele fez parte de minha infância. Não foi um fantasma assustador, foi uma presença fluídica que ficou entre as tantas e tantas incógnitas que não decifrei em minha vida.

Foto de Carmen Lúcia

Hoje faltou-me inspiração...

Hoje faltou-me inspiração...
Saí para observar o dia...
Olhar o céu...
Às vezes azul silvestre
E outras, cinza agreste...
Onde um sol que desconheço
Aparece pelo avesso,
Ilumina em tom grotesco
Em desarmonia com o universo
Como um grito de protesto
Contra a humanidade que o vestiu assim...

Hoje faltou-me inspiração...
Saí pra observar as flores
Que antes exultavam cores,
Beleza a incitar poetas
A versejar sobre mil amores...
Hoje choram a natureza ultrajada,
Enxertada de artificialidade,
Onde a falsidade se faz prevalecer
E a verdade já não tem razão de ser...

Hoje faltou-me inspiração...
Saí pra observar a noite...
E a lua de luto, escondida
Em negro véu, no céu, chora a despedida
Das noites claras onde seu luar
Prateava serenatas que já não há mais...
E estrelas sonhadoras vinham suspirar
O suspiro dos amantes...
Hoje já não são mais tão brilhantes...
Muitas já não se encontram lá...

Hoje faltou-me inspiração...
Saí pra observar o mundo
Que corre o risco de inexistir,
Globalizado pela hipocrisia
Obcecado pelo ter...pelo não ser...
Onde a maquiagem camufla o caráter,
Onde se banaliza a célula-mater ...

Hoje faltou-me inspiração...
Só versos sem rumo, sem rima, sem noção,
Que morrem antes de tornarem poesia
Por falta de fantasia, por falta de coração...

Carmen Lúcia

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