Verdade

Foto de Rose Felliciano

Minta que me esqueceu....

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"Minta que me esqueceu e é feliz
Mas faça com convicção
Pois só distrair o coração
E enganar a multidão
É muito pouco...

Quero ver tirar o gosto
Do sabor dos lábios meus.
Quero ver quando acordar
E a saudade te mostrar
Que não se engana o coração

Quanta ilusão!
Pode tentar...

Minta para o Mar
A Lua e as Estrelas
Mulheres e até mesmo Sereias!
Mas tenha certeza
Não mentirá para a Poesia...

Reedite as antigas
Ou letras de alguma canção.
Para a falta de inspiração
Use a imaginação.
Sei que se sairá bem.

Só não se assuste
Se na hora do máximo prazer
Sentir vontade de morrer
Por ter começado a chorar...

A pulsação nessa hora é muito forte.
Abre o coração tal qual um corte
E não há mentira que suporte,
A verdade revelada ali...

Vai se lembrar de mim....

Mesmo assim não se convence
Veste seu orgulho e mente
Que é melhor que seja assim.

Mestre de um teatro infeliz
Palhaço num picadeiro sem fim.
Aplaudido pela covardia,
Usa a distância e silencia...

Mas tente se distanciar um pouco mais
Pois ainda ouço o teu silêncio a me chamar
E quando trilhas teu destino
É somente o meu caminho
Que procuras encontrar..." (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do Poema*

Foto de Henrique Fernandes

ANATOMIA LEIGA DE MORTAL

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Seco o corpo do banho de solidão
Onde me afogo na inércia
Outrora sorriso de uma emoção
E desejos num tear de peripécia

Galgo silencioso o inóspito
Em demanda pelas constelações
Sem terminar o meu propósito
Na sela de um cavalo de emoções

Colho a hora de um tempo inexistente
Nesta anatomia leiga de mortal
Semeio no olhar meu lado experiente
E mergulho turvo numa paixão

Atravesso o oásis da inteligência
Por areias movediças da escolha
E sopro a verdade sobre a existência
Coleccionando sonhos numa garrafa sem rolha

Foto de Sonia Delsin

“ROSA AZUL”

“ROSA AZUL”

Lembras, cavaleiro?
Meu gentil homem?
Lembras da rosa?
Do cheiro?
...
Dizias...
Me chamas e eu vou.
Rosa azul, eu tenho que atravessar um deserto para te alcançar...
Mas eu vou.
E veio?
...
Havia uma bruxa.
Uma feitiçaria.
Ficamos presos.
Emparedados numa poesia.
...
Ah! Até os feitiços tem prazo de validade.
A bem da verdade.
...
Hoje, belo cavaleiro, eu descobri que estamos livres...
Soltos e leves.
Num amor que consegue transcender.
Tempo, distância, impedimentos.
E tudo que pode atrapalhar dois amantes.
Porque o que vale de fato são os sentimentos.

Foto de diana sad

extremos

É tanta confusão na minha cabeça
Minhas virtudes tão frustrantes
Meus pecados sempre são fascinantes.
E passo horas na frente do espelho tentando engolir na força bruta
Meus pensamentos pervertidos e libidinosos.

O que é o bem?
O que é o mal?
Que vivem contidos num ser humano normal?

Eu cansei de tantas promessas...
Cadê a hora certa?
Qual a verdade eterna?

O mundo ta cheio promessas inquietas:
O amor infinito, um prato recheado de salvação.
A riqueza feito dote da pura sorte e frutos de compaixão.

O que é o bem?
O que é o mal?
Que caminham livremente nos extremos de cada um?

Quem me ensinou a ver maldade na pureza da cidade?
Quem me ensinou a traduzir medo como generosidade?
Eu também não sei
Não sei!

Todos os direitos reservados*

Foto de diana sad

"pero no mucho"

Calma amigo faz parte da vida se adequar às possibilidades, sinto o cheiro do medo vindo dos teus olhos seguros de segurança alguma, eu te dou minha boa vontade pra gente resistir até o final nessa dança do mal.

Aceitar é divino
Correr contra é heresia
Cortejar a verdade é loucura
Saber se calar é o papel principal
Mãos sozinhas
Multidões cada vez mais vazias
E eu e nós
Vós e eles
Você e tu
Ele e elas

A corrente continua não se iluda com a liberdade
Ela nunca existiu...
Vivendo, sendo, tendo, sobrando...
Zumbis liderando sonhos!

Calma amigo, pra que suar frio?
Você vota por obrigação
E o resto é lucro
Pero no mucho...

Foto de Henrique Fernandes

DIAS FELIZES

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Não modero o consumo de paixão ao pensar em ti
E corrijo todos os meus erros por te amar
Sou um poeta de muitas palavras relaxantes
Que fazem esquecer o homem normal que sou
Um homem sem truques a transbordar de amor
Não tenho segredos a proteger e deslizo livre
Como um pincel de tons luminosos numa tela
Sublimando o verniz da minha pura verdade
Que sem abusar de vaidade me orgulha o ego
Como pessoa entras no meu pensamento
Desferindo realces ao volume maravilhoso
De como é limpo o teu ser de mulher
Graciosamente irresistível renova o meu brilho
Em aromas que reflectem a minha personalidade
Que sobe ao altar dos teus detalhes de rainha
Embaixatriz dos meus sentimentos de amor
Indicando-me o caminho da vida com energia
Fazendo-me guardião de palavras de esperança
Que te falo aos olhos com o meu olhar terno
As tuas carícias são autoridade de felicidade
Uma boa colheita de recompensa não pedida
Ao abraçar-te sinto a harmonia da lealdade
Dos sentimentos que partilhamos e percorremos
Num vertigem de emoção e encantamento
Somos a legitimidade do que tem valor
Requintados para os nossos dias felizes

Foto de Henrique Fernandes

ACOLHO A TUA PESSOA

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Sirvo-me da profundeza vaidosa
Na face madura e presunçosa
Do amor que há em mim sem falsidade
Num gesto de simplicidade
Na quentura de um enlaço á toa
Acolhedor à tua pessoa
Sem ser mão na mão é de alma
Expondo-me ao teu juízo de calma
Entranhado no meu ser verdadeiro
De corpo e mente num inteiro
Desejo que conquista a saudade
Na autentica alegria e vontade
Que me percorre o pensamento
Entre súplicas que chegam no vento
Como um poema comprometido
Escrito não lido mas sentido
No meu chegar a ti com vaidade
Desaguando na tua verdade
Sublimo com fervor
Sem saber lidar com o amor
Desta extravagância que é sentir
Um índice de sensações a florir
Personalidade que sai do obscuro
Na lida com o amor no seu puro

Foto de Bira Melo

FOME, SEDE e AGONIA

Meus olhos têm fome
De um mundo melhor
Donde o coração hominal
Seja igual a do animal,
Seja dos insetos, ou melhor,
Das abelhas, as operárias
Que em seus grupos não há desarmonia
Tudo pulsa em sintonia
Porque sabem que seu Criador
Fê-las para amarem-se
Produzir do alimento ao remédio
Sem agredir a natureza
Em balés e em canções de alegria!!!

Meus ouvidos têm sede
De ouvir uma melodia
Como Carinhoso, Tarde em Itapuã...
Sede de músicas de verdade
Tipo : Alvorada de Cartola ou Chega de Saudade
Quero "A noite do meu bem"
Mesmo que seja em dissonantes
"Regra três" e "Por causa de você"
Com cadência e compassos,
Bonitos e marcantes.
Sede de Gal cantando Tom,
"Antonico", "Vapor barato", "Índia", "Dez anos"
E Bethânia em "Chão de estrelas"
Ou simplesmente qualquer um cantando :
Que "Estão voltando a flores"!!!

A minh'alma está agoniada e fadigada
Dessas modinhas horripilantes
Que a ninguém não dizem nada
É o "Arrocha", o "Tapa na cara"
E a "Égua pocotó" com "Pressão mamãe"
Além das medíocres lambadas...
É verdade!... Onde chegamos?!
Será que erramos pra essa moçada
Que só pensam em drogas auditivas,
Roupinhas da moda, fuligem de som
E dizem que românticos como eu
São quadrados e não estão com nada?!

Foto de Mentiroso Compulsivo

Mentiroso Compulsivo

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Quem sou? A vida não me detém
Ando por ai a vaguear a gritar por mim
Como se procurasse o nome de alguém
Por entre os labirintos de um jardim

Baralho o som da voz que me afronta
Da sombra que pensa ser a gravidade
Da imagem que nunca está pronta
Do poeta que mente dizendo a verdade

Grito as palavras, quero falar alto
O eco que ninguém quer ouvir
Verdades ou mentiras em sobressalto?
(que importa a mim? E sou o devir!)

Sou cruel, a mentir não mentindo,
A palavra que não me descreve
Ah!... Como seria alguém bendito!
Quem definisse o que me circunscreve.

Aqui sou aquele que talento não tem
Será, todavia, isto uma grande utopia?
Ou a fala irreal de um ser do além
A querer ver a vida com outra filosofia?

Serei alguém que não fala, ou viva aqui,
Que escreve o som que se retorque…
Serei sempre um compulsivo “Mentiroso”
Porque ser poeta é mentir ambicioso.

………………………………… Quem tem saudade
………………………………… De sentir a verdade
………………………………… Sabe o que profiro
………………………………… E o que não digo.

© Jorge Olivera / Mentiroso Compulsivo

Foto de Sonia Delsin

EMOLDURADO

EMOLDURADO

Colocas ali na moldura do tempo o sorriso que te conquistou.
Emolduras quem te fez juras.
Criaturas.
Embaixo deste céu.
Criaturas.
Puras... impuras...
Verdades tão duras...
Colocas ali na tela da vida a cura para a sua própria ferida.
Um sorriso que nunca te deixou.
Um homem que muito te amou.
Se ele te abandonou?
Ele viajou...
Em busca dele mesmo.
Em busca de uma verdade que nunca encontrou.

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