Verdade

Foto de Inês Santos

não percebo...

NÃO PERCEBO…

Não percebo qual será o problema…
Não compreendo que mal faz…
Ter amigos é um esquema…
Que nos traz alguma paz…

Não entendo, porque as mentes…
Vêem nas amizades…
Como antecedentes…
As próximas infelicidades…

Os amigos vão e vêm!
Só uns ficam talvez…
Outros até tendem…
A ir embora de vez…

Deve-se preservar todos os amigos…
Pois, existem poucos…
Pelo menos, é o que dizem nos livros…
Mas, na verdade os melhores são loucos…

Inês Santos

Foto de Marcelo Roque

Carinho Carente

Eu bem que tento atingir outros olhos
Mas, meus olhares chicoteiam
E acabam sempre
Atingindo os seus

Tocar uma outra boca
Minha boca ainda aceita
Agora, laçar outra língua
Minha língua rejeita

E quando meu corpo encosta em outro
Até faz algo parecido com amor
Tentando assim, enganar a si próprio

Mas, a verdade é uma só
Meus carinhos entristecem longe de você
E mesmo quando procuro reanima-los
Apresentando-lhes outras carícias
Eles me respondem com um sorriso amarelo
Sem graça

E meu amor, então
Nem se fala
Nem cogita a possibilidade
De se engraçar por outra pessoa
E ainda a espera
Fielmente
Agarrado a mais esverdeada das esperanças
E com toda a paciência
Que só um verdadeiro amor
Tem o direito de ostentar

Foto de NiKKo

Teatro chamado Vida

Capítulo 8: Teatro chamado VIDA
(por Fenix , adicionado em 15 de Janeiro de 2008)

Eis aqui meu coração repleto de saudade
com um enorme sorriso pintado no rosto.
Finge estar com a alma tranqüila e serena
a ninguém revela sua amargura, seu desgosto.

Ele seria motivo de chacota para muitos
pois rindo diriam: eis um farrapo humano.
Meu coração então bate apressado no peito
e esconde entre soluços o nome de quem amo.

Mas quem me vê não imagina a minha dor
pois eu aprendi com a vida esconder e disfarçar.
Assim vou caminhando de cabeça erguida
e ninguém vê ou percebe minha alma a soluçar.

Aprendi a duras penas que o amor só traz fantasias
que no fim só restam mesmo a decepção e amargura.
Que na alma as feridas demoram a cicatrizar,
que essas marcas só mesmo o tempo, cura.

Reconheço que aprendi a viver apenas o momento
por descobrir que toda felicidade é passageira,
que amor eterno não existe. É fantasia.
Que juramento de apaixonado é coisa traiçoeira.

Desta forma vou vivendo interpretando meu papel
nesse teatro que é hoje o meu viver.
Todos acreditam que superei o fato de ter te perdido
mas eu confesso que não consegui te esquecer.

Mas descobri que o amor que me prendeu a você
para você de verdade, nada significou ou valeu.
Para você eu fui um simples ato no teatro de sua vida
que acabou, quando a cortina sobre o placo desceu.

Foto de NiKKo

Teatro chamado Vida

Capítulo 8: Teatro chamado VIDA
(por Fenix , adicionado em 15 de Janeiro de 2008)

Eis aqui meu coração repleto de saudade
com um enorme sorriso pintado no rosto.
Finge estar com a alma tranqüila e serena
a ninguém revela sua amargura, seu desgosto.

Ele seria motivo de chacota para muitos
pois rindo diriam: eis um farrapo humano.
Meu coração então bate apressado no peito
e esconde entre soluços o nome de quem amo.

Mas quem me vê não imagina a minha dor
pois eu aprendi com a vida esconder e disfarçar.
Assim vou caminhando de cabeça erguida
e ninguém vê ou percebe minha alma a soluçar.

Aprendi a duras penas que o amor só traz fantasias
que no fim só restam mesmo a decepção e amargura.
Que na alma as feridas demoram a cicatrizar,
que essas marcas só mesmo o tempo, cura.

Reconheço que aprendi a viver apenas o momento
por descobrir que toda felicidade é passageira,
que amor eterno não existe. É fantasia.
Que juramento de apaixonado é coisa traiçoeira.

Desta forma vou vivendo interpretando meu papel
nesse teatro que é hoje o meu viver.
Todos acreditam que superei o fato de ter te perdido
mas eu confesso que não consegui te esquecer.

Mas descobri que o amor que me prendeu a você
para você de verdade, nada significou ou valeu.
Para você eu fui um simples ato no teatro de sua vida
que acabou, quando a cortina sobre o placo desceu.

Foto de Ednaschneider

Estampa

Adoro acordar bem cedo ...
Para ficar te olhando
Ficar te acariciando...
Ficar te tocando.
Mas tem hora que me dá um medo!!!
Medo de te perder...
De um dia você não mais me querer.

Sei que o que sentes é com muita intensidade.
Você fala todos os dias que me ama...
É verdade.
E esta verdade nos chama...
Para cama...
E ali nosso amor se derrama.
E a poesia vem... Apaixonadamente insana.

Ainda nos dedos que teclam há o calor
Das chamas do amor.
E este amor que a cada dia nos encanta
Não por mera vaidade,
Mas devido a felicidade.
Faz do sorriso no rosto com naturalidade
Uma marca, uma estampa.

Joana Darc Brasil*
20/01/08
*Direitos Autorais Reservados.

Foto de Bruna matias

Meu sonho

JA É TARDE DA NOITE, OS OLHOS NÃO ME DEIXAM NEGAR,
A SAUDADE ESTAMPADA EM MEU ROSTO,
DENTRO DE MIM, VONTADE MALUCA DE TE AMAR...

A GENTE TENTA ESCONDER O QUE O CORAÇÃO SEMPRE DIZ...
NA VERDADE EU JURO E DIGO COM TUDO...
EU SEMPRE TE QUIS FELIZ....

MEU FUTURO É INCERTO, EU SEI...
EU TENTO MENTIR, TENTO ME ESCONDER SEMPRE DIZENDO JAMAIS.

JAMAIS VOU TE AMAR ASSIM...
JAMAIS QUERO VOCE SO PARA MIM...
MAIS QUANDO ME DEITO,
EM MEUS PENSAMENTOS,
EU SEI QUE TE AMO, TE QUERO...

FECHO OS OLHOS AGORA, SINTO MINHAS MÃOS NAS SUAS,
SINTO MEU CORPO NO SEU...
ME DIGA QUE É UM SONHO?!
SO ASSIM, NAO TEREI QUE LHE DIZER ADEUS!!!!

Foto de Otávio Gomes

Desculpe-me

Desculpe-me

Desculpe-me...
Desculpe-me Por não lhe dar a atenção necessária...
Por não ser a pessoa por ti desejada...
Por ser tão idiota, e não pedir você só para mim...
Por ser infelismente mais apenas mais um...

Desculpe-me...
Desculpe-me por ser ilhado em mundo de lágrimas...
Por querer estar com você e não te beijar...
Por não poder estar junto a ti...
Por ser algo tão efêmero para ti...

Espero que um dia entenda;
Que palavras assim, não sei se para ti...
...significam muito.
Mas para mim é como se fosse à expressão,
De teu sorriso ao ler esta carta!

Uma lágrima caída em gotas cristalinas
Lágrimas de cura...
De amor...
De desejo...

Lágrimas...
Que invadem a alma...
Lágrimas que invadem meu coração...
Que limpam minha vida e brilham ao caírem no chão!

Uma lágrima tua...
Significa muito para mim!
E peço-lhe que, por favor...
Não as desperdice comigo...

Comigo...
Minúscula e pobre criatura...
Inane me a sua magnitude eu digo...
Que não sou, e nem serei digno a ti...
A uma lágrima tua derramada...

E nunca, nunca se esqueça...
Que aqui dentro...
Dentro de meu coração
Pulsa forte dizendo que te ama...!

E é verdade...
Digo sim...
Digo que te amo...
Mesmo não podendo a ter...!

Te amo para sempre!

Foto de Carmen Vervloet

Rosa Azul

Rosa Azul

Quantas coisas me vêm à mente...
E de uma maneira mais veemente
A triste, a angustiante verdade...
Como é fácil fazer nascer...
Como é árduo fazer florescer
A rosa azul da amizade.

Será que ela não existe?
Será que a erva daninha sempre a sufoca?
Será que é rara nesse mundo triste?
Será que ninguém, com ela, mais se importa?

Mas é linda demais!
Não... Não... Morrer não pode jamais!
Através de séculos e séculos floriu...
À maldade dos homens corajosamente resistiu...
Será que hoje não gostam da sua cor?
Será por isso que destroem a flor?

Tenho vontade de me transformar em fada...
Penetrar dentro de cada coração
Transformar o egoísmo em nada...
Transformar em fraternidade a competição...

Realizar uma verdadeira metamorfose...
Modificar o ódio em amor...
Concretizar a sã gnose...
Do perdão, aumentar a dose...
Para que todos enxerguem a flor.

Colorir complexos com o vermelho da segurança...
Colorir frustrações com o verde da esperança...
Pincelar... Pincelar... Sobre o preto do ódio...
O branco da paz...
Apagar a falsidade que tanto mal faz!

E ver então florescer
A rosa azul da amizade
Desabrochando
Na luz do alvorecer!

Carmen Vervloet

Foto de Sonia Delsin

AH, COMO ISTO É DISTANTE!

AH, COMO ISTO É DISTANTE!

Um dia eu estava tão triste, mas tão triste que disse à minha mãe.
-- Mãe, eu queria ser um urubu.
Apontei um bem no alto dos céus a voar.
-- Aquele eu queria ser.
Minha mãe me estreitou nos braços e me beijou.
Ela sabia que eu nem sequer naqueles dias podia andar.
Imagine voar!
Mas eu voava de outra forma. De um outro jeito eu voava.
E meu vôo me curava.
Porque quando nele eu entrava com outra realidade eu deparava.
É uma história tão longínqua esta. A lembrança faz parte de mim.
Mas parece que se passou com outra pessoa.
Não parece que fui eu que fiquei presa a uma cadeira de rodas por anos.
Presa a um leito.
Parece mentira que a enfermidade fez-me conhecer a verdade.
Sim, a verdade da vida.
Depois de tudo aquilo eu passei a ser outra pessoa.
Uma lutadora.
Vinham os reveses da vida e eu estava no momento seguinte me erguendo.
Fui me fortalecendo.
Algumas pessoas me julgaram tão frágil que quiseram estender tapetes para eu pisar.
Não entendiam que eu conhecia os espinhos.
Que eu tanta coisa podia suportar.
Aqui lembro meu pai dizendo.
-- Filha, você é muita delicada.
Ele estava certo.
Sou delicada, sensível.
Mas existe em mim uma força, uma coragem.
Não sei. Tem dias que eu penso que tanta coisa nesta vida eu precisei provar.
Talvez fosse necessário me testar.
Ou contas acertar.
Eu com a dor sempre fui aprendendo.
Um amigo me disse um dia.
-- Não acredito que o sofrimento seja necessário.
Não vou dizer que é. Foi para mim.
Hoje em dia me considero uma mulher feliz.
Realizada.
Plantei árvores, editei livro, tenho dois filhos lindos que adoro.
Se algumas coisas não saíram a contento é que tinha que ser assim.
Esta lembrança que me chegou do vôo do urubu é que hoje fiquei olhando um...
Olhando, olhando...e pensando.
Voei tanto. Tanto conheci, tanto aprendi.
E estou aqui.
Ainda aprendendo.
Ainda...

Foto de Sonia Delsin

UM DOCE OLHAR

UM DOCE OLHAR

Um doce olhar anda pelo prado.
Um doce olhar acaricia as coisas do passado.
Tudo é tão belo como naquele tempo?
Ó não!
Que ilusão!
Quanta destruição!
Que decepção!
Efeito do tempo?
As mãos dos homens vão mudando tudo?
Não sei bem, mas tudo vai mudando.
A vida vai se modificando.
Onde está o moinho?
Onde está o ninho?
O ninho do mais belo passarinho?
Me procuro e me encontro escondidinha num cantinho.
Sim, sou eu.
Eu menina.
Tremendo.
De frio?
De medo.
Uma tarde toda escondida.
Ó, vida! Ó, vida!
O tempo passa.
Parece que tudo vira fumaça.
Mas não!
Estendo a mão.
Quero acariciar a menina...
Ela está lacrimejante.
Tem o olhar brilhante.
É uma estrela ali no meio do mato.
Guardei o retrato.
Para toda vida.
No coração.
A menina que se escondia de medo...
Que guardava segredo.
A menina que amava aquele chão.
Com um doce olhar eu me afasto.
Na verdade me arrasto...
Porque dói.
Porque ali eu nasci e nunca morri.

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