5º concurso

Foto de Henrique Fernandes

DOU-ME AO TEU DAR-ME

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És prosa poética nos meus olhos
falante

Superas o meu ideal de mulher diante
das rosas silenciadas pelo quanto és bela
e canto

O tanto que me sabes bem

Esperei quase trinta e sete anos
pela tal que não existia
tu és

Logo existo e não insisto seres minha

Esqueço o Inverno no florir do teu sorriso
Caindo no sério merecer-me ser teu
rodopio

A céu aberto nas asas que me dás
para pousar em ti

És a coreografia do meu destino
um breve estar para sempre a cada instante

Que conquistamos nas lutas do recíproco
que ambos declamamos

Dou-me ao teu dar-me

Segurando a tua mão no meu peito
para que ouses ouvir o teu nome
na minha pulsação

Sente as cores que nos rodeiam
e em nós semeiam a vida

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"VONTADE DE VOCE"

“VONTADE DE VOCE”

Não mais consigo dormir...
As inquietações me assolam...
Não sou mais trégua, sou todo sentir...
Tua presença meu corpo implora!!!

Teu cheiro, teu gosto teu desfilar...
Eu quero, tu gostas vamos nos amar...
Hoje, amanha sempre ou agora...
Minha mente todo teu templo explora!!!

Eu falo, tu falas nos calamos...
Eu quente tu em brasas, nos completamos...
Agora me implora ,nos deitamos...
Na hora de ir embora não desgrudamos!!!

Subida sublime e deliciosa...
Descida declive intespetuosa...
Eu grito tu geme enquanto goza...
Eu paro cansado e me beijas carinhosa!!!

No sonho de depois...
O começo vira fim e o fim vira começo...
A sombra da cortina une um pouco mais nós dois...
Em um louco e desesperado recomeço!!!

Esta vontade desvairada de ti...
Leva-me a sonhar acordado...
Já não sei se é verdade o que senti...
Ou apenas um lindo sonho esperado!!!

Foto de Rosendo

ILHOTA

HILHOTA
manhã, silenciosa manhã,
não deixes que nada te aborreça.
E no embalo de tua calma
faz com que eu mereça:

Voar sereno sobre os mares,
com asas longas de gaivota,
pousar suave e tranquilo
nas práias brancas de uma ilhota.

Num grande colchão de areia
adormecer e sonhar,
com o canto mágico da sereia
que naquela ilha está.

Saindo do fundo do mar,
me chama de pescador.
Faz de seu sorriso um encanto
de sua voz um grito de amor.

Sabe que estou sonhando
e me acaricia o sembrante,
cola seu corpo no meu
e logo sou seu amante.

Meu corpo se disprende
num suspiro enternecido,
e digo: que bom é sonhar e viver
neste corpo envolvido.

Manhã, me traz de volta.
O pássaro, já tagarela,
e ao invés de sonhar
vou até aquela janela,
e acordar a saudade.

Antonio Rosendo

Foto de Dirceu Marcelino

VIOLINO VERMELHO II - DUETO - Homenagem a MUSA ENCANTADA INTERNACIONAL

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S A L O M É

“Imaginava-te”? Como nessa imagem.
Morena, esbelta, elegante, altaneira.
Eu me imagino, que sou essa miragem
Sobre o mar de forma sorrateira.

Espectro a interromper tua passagem,
Uma nuvem de verão e passageira,
A envolver-te em atos de libertinagem
E carregando-a para uma alvissareira,

Noite sob o luar desta paisagem
Num colchão de ar sobre a areia
A flutuar no balanço de vai-e-vem

De teu corpo belo de sereia
A entrelaçar-me com a voragem
Da Ninfa que em mim faz uma ceia.

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O C H A L É

Hoje é segunda-feira
Mas não quero que saia
Desse belo Jardim Encantado
Em que te vejo andando
Em terras brasileiras.

Fizestes-nos ouvir
O canto dos pássaros,
Numa suave melodia
Que aqui chega em encantada
Melodia.

Fizestes-nos consigo pisar
A relva molhada e macia
Desse belo e florido jardim.
Ora enriquecido
Com a mais bela das flores.

Flor que se cheira
E deixa impregnado em nosso nariz
O perfume de jasmim.
Trazido dos jardins de Paris
Para mim.

Ainda sinto
A brisa suave que acaricia
E acariciou tua pele macia
E, ontem, despiu-a assim,

Voluptuosa

E ardentemente.

Naquele chalé encantado
Que existiu em meu sonho,
Mas que será todo o dia
Como uma verdade para mim! (Dirceu Marcelino)
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RETORNO DA TARDE

No silêncio da tarde, regressei ao lindo jardim encantado..
Senti a brisa fresca sob meu rosto,
A doce sensação da relva sob meus pés nus,
O embriagante perfume de jasmim
Banhando meu corpo em sua sensualidade...
E no ardor dos meus olhos,
Avistei o chalé que antes não havia notado...
Em seu pleno
ardor. (Marisa Dinis )
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T U A A U S Ê N C I A

"O amor nem sempre vale a pena ser falado,
Uma palavra ofegante em sua mera verdade,
Mas em toda liberdade, o mais intenso verbo
No livro da humanidade e infinito do tempo...

Me perguntais se há mais bela aposta na vida
Eu eu vos respondo... que a vida sem amor
É um mero vazio repleto de profundo desilusão
Todos não somos mais que corpos sem condição

É muito fácil falar sobre amor por ser muitas vezes
Por ser o mais belo escape para o nosso desanimo,
Por ser a bela resposta a uma vida repleta de vazio
Mas uma situação temporária e uma queda abrupta

Difícil é ter que esperar por a embriagante junção,
De duas almas predestinas a ser um além do corpo,
Na perfeita e pura harmonia daquele amor merecido
Que nos faz vacilar na mais profunda e doce melodia"

( Marisa Dinis = Salomé )

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C O R A Ç Ã O A R D E N T E

Haverá mais bela aposta na vida?
Não sei! Não sou capaz de consciente
Pensar. Se imaginar outra vivida,
Talvez, eu consiga inconsciente,

Reviver outros momentos da lida,
E rememorar esse amor, ciente
De que perto estás e tão destemida
Aguarda-me e não está descrente.

Acreditas em amor revivido
E espera assim ansiosamente,
Tens fé de que teu homem destemido,

Procurar-te-á, apaixonadamente,
E selará a união do amor merecido
No beijo deste coração ardente. ( Dirceu Marcelino )

Foto de Sonia Delsin

SÓ UM SONHO, UMA QUIMERA

SÓ UM SONHO, UMA QUIMERA

Sonhei que eu era uma borboleta.
Sonhei...
Sonhei que eu fazia careta.
Pro sol, pra lua.
Sonhei que eu era uma folha morta rolando na rua.
Sonhei que era uma borboleta e o mundo eu sentia.
Como o lepidóptero deve sentir.
E eu ria...
Ria a mais não poder.
Porque de repente a essência do que somos eu podia perceber.
Folha, pássaro, borboleta...
Sonhei que estava dependurada no universo.
Que eu era um verso.
O anverso.
O inverso.
Sonhei que eu era nada e tudo.
Sonhei que eu usava um sobretudo.
Sobre-nada.
Porque nada eu era.
Só um sonho, uma quimera.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"MOMENTOS"

“MOMENTOS”

Quero antes de falar...
Continuar a sentir estes momentos...
Quero antes de te reencontrar...
Organizar meus sentimentos!!!

Quero assumir...
Que não consigo te esquecer...
Antes de te conhecer...
Eu sonhava com você...
E te amava...
E te amava...
Eu amo você!!!

Breves, rápidos, mas duradouros...
Leves, simples, mas prazerosos...
São momentos nada mais...
São constantes, quentes, até joviais!!!

Penetrantes, pertubantes, libidinosos...
Incitantes, excitantes, maliciosos...
Momentos, intensos, voluptuosos...
Segundos em instantes amorosos!!!

Momentos apenas momentos...
Intensos, mais que secular...
Momentos, apenas momentos...
Vontades exigidas no ato de amar!!!

Foto de CarmenCecilia

RIR SEM LIMITE VÍDEO POEMA

Rir Sem Limite. (vídeo poema)
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Rir da vida insana.
Rir do que já foi...
Rir do que já poderia ter sido.
Rir do que a vida nos presenteia.
Rir do sol a cada alvorecer.
Rir da alma desnuda.
Rir do que nos parece sem noção.
Rir da liberdade camuflada.
Rir do conteúdo sem inspiração.
Rir do que a imagem tenta transparecer.
Rir do que muitos se fazem de cegos.
Rir da hipocrisia dos infelizes.
Rir, apenas rir sem limite,
Com a satisfação da missão cumprida.
Rir dos que pensam que sabem.
Rir do controle que nos aprisiona.
Rir da vida que escolhemos.
Rir do destino que cultivamos.
Apenas a vontade louca de rir.
Rir ao amar, ou pelo menos tentar.
Rir pelo que você conquista.
Rir e vibrar por tudo insignificante.
Ria desta vida maluca!

Graciele Gessner
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Certamente rir é o melhor remédio!
Cura todos os males sem mistério
Cicatriza todas as feridas
E traz leveza a vida...
Deixa o mundo a florir...
E a paisagem vem colorir...
Leva as tristezas prá longe
E faz com que a vista se alongue...
É uma benção divina
Que beleza descortina
E a todos ilumina...
Rir com vontade...
Gargalhar de verdade...
Que grande felicidade!

CarmenCecilia

Foto de Ana Botelho

NÃO MORRA DO PRÓPRIO VENENO

NÃO MORRA DO PRÓPRIO VENENO.

CUIDADO COM O LIXO
(que o lixo te pega,
e pega daqui,
e pega de lá...)

A realidade caótica da falta de respeito com o que deveríamos aprender a amar e ensinar a cuidar se constitui no quadro mais vergonhoso e, jamais qualquer catástrofe, algum dia, poderá conseguir superá-lo. Falamos do desafeto com a NATUREZA, nosso santuário divino e precioso.
Até mesmo por egoísmo, poderíamos ter desenvolvido vários hábitos de uma decência coerente em relação a uma “bem-vinda economia em nossas contas de todo mês”, zelos tais, que no final, favoreceriam a nós mesmos, como:
- O simples fechar a torneira durante a escovação dos dentes, pouparia 250 litros de água num grupo de apenas 50 pessoas;
- Um quase imperceptível gotejar durante 24 horas de qualquer chuveiro ou torneira , levaria ralo abaixo 150 litros de água potável;
- O usar a energia natural o máximo que pudermos, tornaria a nossa conta bem mais fácil de ser digerida;
- O reaproveitar as folhas de papel, em seu verso, para rascunhos e coisas que apenas as guardaremos como pesquisas, faria incrível diferença;
- O revisar dos textos antes de imprimi-los, também ajudaria;
- O fazer apenas o número suficiente de cópias dos conteúdos a serem utilizados;
- A substituição coerente dos coadores de papel pelos permanentes, dos guardanapos descartáveis e das toalhas pelas de tecidos, assim como as sacolas de plástico das compras pelas de lona, jeans, ou papel, preservaria as matas , os oceanos e o solo por décadas;
-- Optar pelos duráveis ao invés dos descartáveis, diminuiria o volume das terríveis montanhas de lixo, assim como, o aproveitamento dos talos das verduras, das folhas dos legumes e das cascas das frutas, sem falar na economia, saborearíamos receitas incríveis;
- Esquecer as embalagens supérfluas (isopor, caixas longa vida, celofane, papel aluminizado) porque são de difícil reciclagem, as indústrias precisam se atualizar mais;
- Reaproveitar os envelopes, cartolinas e papéis em geral, num pretexto de reorganização do seu ambiente de trabalho ou estudo, reutilizar os fracos e os potes não tóxicos no que pudermos;

- Consertar os utensílios e aparelhos (sapateiros, costureiros, restauradores em geral) ou transformá-los em outros, doando, ou trocando-os em sebos e brechós.
Temos uma lista enorme de crimes ambientais que estão sendo cometidos por nós, cidadãos "bem esclarecidos”, que por desamor ao Planeta, optamos por mandar abaixo preciosas orientações racionais, nos tornando assim, animais exterminadores não só da nossa própria vida, mas também do mundo, somos os “camicases disfarçados”, os piores.
- Jamais descartar, aleatoriamente, as pilhas e baterias usadas, isso revela uma ignorância total, o site www.mma.gov.br tem a dica perfeita, basta que entre direto na lista escolhendo"vá direto, Riscos Ambientais-Pilhas e Baterias"(aproveite para ler também o esclarecimento da ABINNE- Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica);
Os "sites ecológicos” estão na net nos oferecendo um amplo campo de pesquisas e ensinamentos preciosos, principalmente para crianças, adolescentes e adultos teimosos.
De agora em diante, fica decretado que toda semana será a Semana do Meio Ambiente, tentemos falar bastante sobre este tema onde estivermos, debatendo entre amigos e trocando experiências, fazendo da NARUREZA a nossa preocupação mais urgente dos dias atuais.
Sejamos aqueles vigilantes capazes de denunciar tais crimes, porque temos a certeza de que novas ações repensadas farão parte de uma rotina bem mais sadia daqui por diante.

Um abraço fraterno,

ANA BOTELHO (educadora, estudiosa da natureza e da alma humana, poeta, artesã e apaixonada pela vida).

Foto de elisangela moreira silva

SERA?

SERA ?

Será essa a vida que me leva a tranquilidade?
Sei não.
Ando com tantas coisa pendurada sem saber.
Vivo pensando, numa forma de resolver o problema,
Mas qual formula?

De nada adianta fazer perguntas,
De nada serve essas incertezas
Si sem saber quem me ajude a discutir,
O que nem vale a pena tentar entender
Já sinto cansada.

Ando sem saber, vivo por viver.
As incertezas me machuquem sem dor nem piedade.
E o medo me deixa sem chão.
Mas porquê?!

Duvidas constante.
Duras e cruel incerteza.
Sim porquê na minha forma de pensar,
Sofrer não é viver.

Elisângela Silva

Foto de Cecília Santos

CREPÚSCULO

CREPÚSCULO
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Sou um barco carregado
de crepúsculos.
Que avança serenamente
mar à dentro.
Entregue ao sabor do vento
te procura.
Sou bater de asas
transparentes
Sou noite, sou lua,
sou sol, sou chuva.
Sou fracção
de pensamentos.
Sou nuances no
céu de anil.
Sou nuvens soltas à
correr livremente.
E nesse mar brumoso.
Sou só uma alma
à peregrinar.
Na manhã que o dia trará
Sou um raio de sol a
espargir fulgores.
E nesse imenso mar sou
um naufrágo a chorar.

Direitos reservados*
Cecília-04/2008*

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