Poemas

Foto de Sirlei Passolongo

Lá vem Papai Noel

Lá vem o velhinho gorducho
Roupas vermelhas fascinantes
Longas botas, barbas brancas
Vem na noite mais brilhante
Nos lábios, sorriso meigo.

Vem cantando,
Vem ligeiro
Vem alegrar as crianças
Trazer alegria ao mundo
Inteiro.

Lá vem a salvação renascer
No nascer do Menino Jesus
Vem o amado bom velhinho
Avisar: Natal é dia de luz

Vem cantando,
Vem ligeiro
Vem anunciar a festa da
Mais abençoada Criança
Trazer a certeza aos homens
De que o Natal é o dia
Em que nasceu a Esperança.

Lá vem o velhinho mais amado
Lá vem do céu estrelado
Em seu trenó encantado

Vem anunciando a mais linda
De todas as mensagens
É dia do nascimento
Do nosso Bem Aventurado.

Vem cantando,
Vem ligeiro
Com suas mágicas renas
Brilhando por todo o céu
Às crianças, ele acena
Vem cantando,
Vem ligeiro,
Alegre-se!
Natal é dia de amor...
Chegou o Papai Noel!

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

Foto de elcio josé de moraes

NÃO VÁ EMBORA

Não, não vá embora,
Por favor!
Quem te implora
É o teu amor.

Não queira me fazer
Tanta maldade.
Fazendo-me sofrer
Por piedade.

Sei que vou chorar,
E vou penar,
Se eu te perder.

Se você me deixar,
Não vou aguentar,
Nem sei que vai ser.

Escrito por elciomoraes

Foto de Edson Cumbane

Reflexões de amor

O meu pavor
É perder um grande amor

O meu rancor
É nunca ter rancor

O meu labor
É o meu ganha-pão-mor

O meu melhor sentimento
É o amor que sinto por fora e por dentro

O meu melhor amigo
É a solidão quando não estou contigo

O meu melhor momento
É ter-te sempre por perto

A minha melhor agenda
É marcar um encontro contigo, minha lenda!

Foto de Daemon Moanir

O Mundo não é perfeito

O mundo não é o que desejamos.
O mundo não é sonhos nem esperanças.
O mundo somos nós,
Promessas de melhoras e vaidades passageiras.
Somos pedras em penhascos destinadas a cair.

Quantos de nós choram por um mundo melhor?
Quantos de nós fazem algo para a realidade não doer?
Sejamos sinceros...
Quantos de nós se ralam com a dor alheia?
Quantos de nós trocam a cidade pela aldeia?
Quantos de nós amam e deixam amar?
Quantos de nós reflectem e juram não pecar?

Oh! Deus meu, tanta é a chuva!
Que se abate sobre nossas enfezadas almas.

Ao deixar-se corromper pela apatia e mal
Poucos são os fortes e fartos de coração,
Para Eles um pedido de salvação!
Lutem pelo mundo!
Mesmo não sendo ele um lugar
De paz e amor profundo.

Foto de Sirlei Passolongo

Explora-me

Você me devora
Explora

Você me explora
Devora
Alucina
Faz de mim sua menina

Você me arranha
Assanha

Você me assanha
Arranha
Quer
Faz de mim sua mulher

Você me mapeia
Rodeia

Você me rodeia
Mapeia
Sente
Faz de mim seu presente

Você me arrepia
Acaricia

Você me acaricia
Arrepia
Ama
Faz de mim sua cama

Você me seduz
Conduz

Você me conduz
Seduz
Possui
Só você me leva à luz
(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Ana Botelho

O SEU ANJO

O SEU ANJO

Eu juro
Que vi
Chorei
E parti
Veloz
Pela estrada
Que dava
Na via
Do trem
Que trazia
Você
Todo dia
Para eu
Namorar
Sem ninguém
Se intervir
Entre bocas
Que nasceram
Uma para outra
E eu vi
A intrusa
Chegar
E num lampejo
Macular
Os seus lábios
Apressada
E silente
Eu olhava
Nos trilhos
A mágoa
Caída
Nas linhas
Em pares
Levando
Agonias
Para longe
Dali
Lá onde
As dores
Se aquietam
Nos campos
Que nunca
Têm fim
E se ocupam
Em lavagens
De véus
Turvados
De lágrimas
Que voltam
Sorrindo
Na brisa
Dourada
Do dia.
É o seu anjo
Bendito
Que traz
Nas plantinhas
E nas folhas
Sequinhas
Que caem
No chão
O amor
Renovado
Ao seu
Coração.

Ana Botelho.

Foto de Raiblue

Meu homem,meu templo...

Meu homem
É o meu templo
Onde rezo
Oro e imploro
Seu veneno
Em suas águas
me batizo
Me purifico
Redimida
De todos os pecados
Meu ócio criativo
Nesse vício
De ser sua hóstia
E ele, meu vinho
Comunhão perfeita
Ritual místico
Meu Hórus, meu ouro
Tesouro escondido
Em minhas terras
Mais profundas
Aromas naturais
Seu cheiro, meu incenso
Que penetra meu olfato
E, assim, viajo...
Em sua epiderme
Me deito e me abro
Colchão de água
Doce e salgada
Eu , seu lençol
Quente,macio
Cheio de cio...
Nos enrolamos
Mergulhamos
E o mar transborda
Nos afogamos
Em nossos ‘ais’
Outra dimensão
Corpos astrais....
Depois....?
Descansa
Em minha
Terra molhada
Semeada por suas águas...
Natura(ais)...

(Raiblue)

(Raiblue)

Foto de CarmenCecilia

ESSE AMOR

ESSE AMOR

Esse amor
Que me corrói... Dói-me
Consome-me
Quando você some...

Que me vira do avesso
E me tira do sério
Esse amor mistério...
Esse amor sincero...

Esse amor desamor!
Que flui sem controle
E me deixa mole
E não tem o que console

Que me comprometo e prometo
Deixa-me completo e incompleto
Meu afeto
Meu desafeto!

Que me tira do prumo
Deixando-me sem rumo
A vontade escorregadia
E de mim fez moradia

Arrebata-me...
Mata-me
E num segundo
Faz girar o mundo

Deixa-me inerte e sem norte!
Despedaça-me. Ameaça!
E com uma mordaça
Sou caçador e caça

Ah! Esse amor
Devora-me... Arvora-se!
Fascina-me e alucina-me
Esse facínora.

Que de mim se assenhora
Mas que quando vai embora
Deixa-me assim
Sem saber mais de mim!

CARMEN CECILIA

Foto de Paulo Gondim

Natal sertanejo - (Cordel)

NATAL SERTANEJO
Paulo Gondim
04/12/2007

O natal do sertanejo
Não tem muita regalia
Com pouca coisa se faz
Como é seu dia-a-dia
Vai à igreja rezar
Pede a Deus pra lhe ajudar
Pede paz e alegria

Não é dia de natal
É dia de Nascimento
Natal é coisa de rico
Que vive criando invento
É pra quem tem muito dinheiro
E o nosso pobre roceiro
Só ganha para o sustento

Por isso o bom sertanejo
Não faz festa no natal
Não se dar a esse luxo
É coisa bem natural
Nem por isso sente culpa
Nem sequer se preocupa
Se alguém vai falar mal

O rico, sim, é de festa
Com seu povo da cidade
Come e bebe como bicho
Tudo em grande quantidade
Se mostra ser poderoso
No seu jeito escandaloso
Com luxúria e vaidade

O rico faz muita festa
Mas nem sabe pra quem é
Coitado do Deus Menino
De Maria e de José
Por ninguém vão ser lembrados
Ficam sós, abandonados
Ali, num canto qualquer

É assim há muito tempo
Um natal de hipocrisia
De divino não tem nada
Só profano, só orgia
Só comércio, só consumo
Eis o mais triste resumo
Desta triste fantasia

Mas tem muita gente pobre
Que embarca nessa farsa
Quer fazer natal de rico
E acaba na desgraça
Se comprou não vai pagar
Quando a loja vem cobrar
Suja seu nome na praça

Por isso que o sertanejo
É mais sábio, sim senhor!
Sua festa é mais discreta
Mas é cheia de amor
Não se mete com “gastança”
Mas não lhe falta esperança
E a Deus canta louvor

Sua festa é muito simples
Diferente da cidade
Nela se festeja a vida
Sem nenhuma vaidade
Não se bebe caros vinhos
Mas com todos os vizinhos
Se pratica a caridade

É com esse objetivo
Que se festeja o natal
Com respeito ao Deus Menino
Que vem combater o mal
Renovar a esperança
Reforçar a confiança
Num plano espiritual

Foto de Carmen Lúcia

Em nome do amor

Em nome do amor,
Luz pra mim tardia,
Eu apostei nos sonhos,
Perdidos n’alma vazia,
Deixei-me en(levar) por atitudes vãs,
Pensei nas emoções que traz o amanhã.

Rompi com meu decoro,
Com todos meus valores,
Perdi a compostura,
Desafiei as dores,
Esvaziei recatos, sorvi os desacatos,
De afeto em desafeto
Fiz horas de loucura.

De minha vida, uma roleta russa,
Exposta à própria sorte,
Tentei ousar-me à morte...
Queria que me ouvisse,
Ou simplesmente visse...
Minhas mudanças tantas
Meu jeito de te amar!

Foi tudo em vão, bem sei...
Não há como negar,
Teus beijos noutra boca,
Calaram meu sonhar...
Meus planos, amarguro,
Procuro não chorar...
Foi por amor, eu juro,
Que eu tentei mudar!

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