Poemas

Foto de Sonia Delsin

NADA DE EXCEPCIONAL

NADA DE EXCEPCIONAL

Chego-te fresca.
Uma manhã invadindo tuas manhãs.
Chego-te como um buquê de flores do campo.
Tu que me olhas de soslaio pensa.
Pensa que sou um sonho.
Não uma presença.
Pensa que sou uma etérea criatura que habita teus sonhos.
Não é só isto que eu sou.
Apesar de tanto falar de dores e amores...
Apesar da leveza das flores...
Apesar de viver poetando eu estou um amor buscando.
E sou real.
Uma mulher em busca de um amor sensacional.
Nada de excepcional.

Foto de Sonia Delsin

TRISTE MEU POEMA

TRISTE MEU POEMA

Ele fala de um tempo perdido.
De um tempo que o eterno guarda.
Fala de algo tão longínquo.
Tão do passado que parece que foi um sonho.
Que não vivi.
Mas sei que vivi.
Eu te conheci.
Te reconheci.
Daquele tempo morto eu guardei algumas coisas.
Um par de sapatinhos de cristal.
Guardei o bem.
E quis apagar todo o mal.
O mal do adeus incompreendido.
Parece mesmo que aconteceu a outra pessoa.
Não eu.
Em outras horas parece que a vida me roubou e me devolveu.
Mas de repente o que parecia real se dissolveu.
Foi assim nosso amor.
Fragmentado, atormentado.
Um permitir, um não permitir.
Um ir... um ir...
Parece que somos feitos para o adeus.
Parece que são todos sonhos meus.
Mas não.
Tenho a convicção que tu dormes eternamente dentro do meu coração.

Foto de Sonia Delsin

DOIS LOUCOS?

DOIS LOUCOS?

Quem nos visse naqueles dias diria...
Lá vão dois loucos.
Sim, loucos de amor.
Tão apaixonados estávamos que o resto do mundo nós esquecíamos.
De mãos dadas corríamos.
Como ríamos!
Por tão pouco nos divertíamos.
O que a vida faz com tantos sonhos?
Mói? Transforma em pó?
Não sei.
Só sei que você se foi e eu fiquei me sentindo tão só.

Foto de HELDER-DUARTE

Loucura

E nesta loucura; Neste vale de morte;
Em que parece-me, que não alcançarei o norte,
Neste estar só. Mesmo, nem em mim tendo solidão.
Cumprindo-se, em mim, a da «Menina e Moça» depressão.

Nesta ausência de tudo, em que ainda caminho e caminho.
Em que nem mesmo, sinto ter, ou vir a ter, enfim destino.
Nem em que ninguém, sinto a meu lado, neste sem ser estado.
Pois ser meu, somente sente, nem ter sido, mal ou bem fadado.

Pois não sinto, em mim existir, vida ou mesmo alguma morte.
Porém, às vezes outro sentir em paradoxo, aqui em mim se aninha.
No meio de tanta loucura, sem sentimento, de ter tido, alguma sorte.

Neste confuso existir, sentir, não sentir, também se faz abrir um caminho.
Mas este, com muita certeza, mesmo no meio de tanta, aqui incerteza minha.
É o de que, eternamente com Deus irei estar e d'ele receber muito carinho!...

Foto de Dirceu Marcelino

PÉROLA DE INSPIRAÇÃO

O que sentes é mais que pura paixão
É força de vida. Reflexo instintivo,
Erótico, aroma do coração,
Sublime energia d’ um vaso afetivo,

Cheio de amor, precisando vazão,
Puro reflexo de sua libido,
De mulher, fêmea cheia de excitação,
Aberta ao meu instinto criativo

De homem, de macho em evolução
É mulher, musa, ideal imaginativo
Fonte de amor e de muita inspiração.

Rosa liberta, sem impeditivos,
Livre, consciente, sem alienação,
Sem culpa ou trauma proibitivo.

Foto de elcio josé de moraes

VERBO AMAR

Só há um verbo
Que eu sei conjugar.
Que da minha cabeça não sai,
Que é amar, amar, amar.

E quando eu vejo você passar,
Eu fico gritando por dentro,
Não vai, por favor não vai,
Não vai que eu não agüento.

Mas você segue o seu caminho,
Me deixando tão sozinho,
Sem olhar para traz.

Sem perceber que estava te olhando,
De longe, te admirando e te amando,
Me deixando só com os meus ais...

Escrito por elciomoraes

Foto de Paulo Gondim

O tempo

O TEMPO
Paulo Gondim
17/05/2007

Nas asas do tempo, vai a solidão
Como reboque, como companhia
Um passageiro a mais
Que à carga se alia
E assim se faz
Nesse leva-e-traz
Nesse dia-a-dia

Com ele, também, vai a paixão
Como força viva, definitiva
Como combustão
Que se move à frente
Que se faz presente
Que se faz ação

Nas asas do tempo, vão todos os sonhos
Paixões, desamores
Vão os dissabores
Que a vida assim fez
E nada ficará
Tudo acabará
Assim, de uma só vez

Foto de Joaninhavoa

O meu coração parou

Ontem meu coração parou
Não sei bem o que aconteceu
Só sei que estava mais triste
que os tristes qu`alguma vez já viste

Rompi p`la noite fora
Em busca d`algum alento
Que me apaziguasse o tormento
E aliviasse meu intento

Andei, voei, deslizei
E naveguei também
Em esferas que a vida tem
E sem me fartar parei

Uma tortura constante
É como uma mágoa ganha
Que quando aceite fica
Pr`a toda a vida

Pergunto a mim e ao Mundo
Que garras são estas meu Deus
Que parecem fogo sem fundo
São garras fatais como os ais
Que eu dei e dou
Ontem quando o meu coração parou!..

JoaninhaVoa, em
04 de Dezembro de 2007

Foto de Daemon Moanir

Sou pecador!

Sou pecador!
Peco pela minha loucura fria,
Que à noite aquece e me faz explodir
Em frustrações e gritos calados,
Expressos sob versos para sempre malfadados.

Sou pecador!
E já não me importo de o gritar.
O céu lá vai bem longe,
Desta penso na vida. Nem passado nem presente,
Mas aquela que tenho pela frente.

Sou pecador!
E peço perdão.
Sei que tudo será em vão,
Porque amanhã será igual
Como sempre foi.

Foto de TerrArMar

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

PAULO FREIRE

Mil novecentos vinte e um decorria,
Quando Paulo Freire Nasceu,
Em dezanove de Setembro seria,
E no recife, Pernambuco, aconteceu.

Aí, sua meninice viveu,
E, a ler, sua mãe o ensinou,
Um grande volte face se deu
Quando para Jaboatão se mudou.

Aqui conheceu a dor,
Quando seu pai faleceu,
Mas a solidariedade e amor
Também ele conheceu.

Conviveu, nas suas brincadeiras,
Com os meninos das favelas,
Conheceu a vida das lavadeiras
E também aprendeu com elas.

Podemos dizer que aquela dor,
Provocada pela paterna partida,
Fez de Paulo Freire o Educador
Que Aprendeu na escola da vida.

Foi aqui que se interessou
Pela problemática do Português.
Muitas dificuldades passou,
E, ainda novo, homem se fez.

O segundo ano do secundário,
Só aos dezassete anos o começou,
Foi um homem extraordinário,
Aluizio P. de Araújo que o apoiou.

Em quarenta e quatro casou
Com Elza, uma professora primária,
Cinco filhos é a prole que ficou
Dessa relação extraordinária.

Nesse meio tempo foi convidado,
Pelo colégio Oswaldo Cruz, a leccionar
Ali se vira, outrora, abrigado
E agora, ali podia servir a ensinar.

Director do sector da educação
E cultura do Sesi, órgão recém-criado,
É a sua futura ocupação,
Mas não é homem de ficar acomodado.

Nos anos cinquenta tem projecto novo,
É no campo da educação escolarizada,
Descobre-se o educador do povo,
Faceta, em si, cada vez mais vincada.

No recife, um instituto é criado,
Capibaribe, mas não está sozinho,
Tem muita gente a seu lado,
Que quer, prá educação, outro caminho.

Paulo Freire educou a educação,
Mas também a vida politica,
Mereceu a sua atenção e dedicação,
E em prol delas sua vida sacrifica.

Ao exílio se viu condenado,
Foi um homem incompreendido,
E escreveu, já no Chile exilado
A obra “Pedagogia do Oprimido”.

Esta “Pedagogia do oprimido”
Seria a sua obra maior
Mas Paulo Freire ficaria conhecido,
Por ser um grande educador.

Este exílio lhe deu alento novo
Para explanar um projecto pioneiro,
Mas preferia dar ao seu povo
O que ensinava ao mundo inteiro.

Trabalhou com afinco e confiança,
“Cultura popular, educação popular”
E também, “Pedagogia da esperança”
Outros livros que viria a publicar.

Livros, escreveu muitos mais,
Fez poesias de cariz educativo,
Colaborou com pedagogos mundiais,
O seu método mantém-se activo.

Foi homenageado por onde viveu,
América Latina, Estados Unidos,
E outros onde desenvolveu
Projectos ainda hoje reconhecidos.

Varias escolas o adoptaram,
A Europa rendeu-se ao seu valor,
As ex-colónias portuguesas despertaram
O seu espírito de educador.

Dois de Maio de Noventa e sete,
A morte o apanha à traição,
Um enfarte do miocárdio o acomete.
Morria um nome grande da educação.

O Brasil chora a sua morte,
Mas não esquece o seu contributo,
O mundo enaltece esta alma nobre,
Que fez da educação o seu culto.

Com Ivan Illich se cruzou,
E António Sérgio conheceu,
Com mais nomes trabalhou,
A todos ensinou e com todos aprendeu.

A dizer, muito mais havia,
Mas para não ficar complexo,
As fontes e a bibliografia,
Juntámos em páginas em anexo.

Terminamos a nossa reflexão
Com uma questão sempre nova
“De que servirá a educação
Se não for, permanentemente, colocada à prova?”

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