Enviado por Arnault L. D. em Qua, 23/12/2009 - 04:35
Quando uma vida se acaba
a quem fica faz-se pausa
como a esperar a resposta
E nossa mesquinhez desaba
na certeza que a morte causa:
Viva rápido o que gosta!
No amanhã nada prenda,
é ancorar um návio no ar
Faça-o, mas não se ancore
Quem sabe onde acaba a senda?
Ninguém sabe até onde irá andar
então ame, sonhe, chore...
O relógio o tempo não volta
só os ponteiros memória irreal
ele ignora e continua.
Não conte, do tic-tac solta,
seja humano e viva o real
é o que tem da verdade nua
Faça o melhor que puder
e não se deixe vampirizar
valores de um mundo torto,
no que os outros vão dizer.
Seja-se, para não precisar
do recado de algum morto
Enviado por HELDER-DUARTE em Qua, 23/12/2009 - 01:07
Contentamentos! Sim! Sem maus ventos!
Sem tempos, nem tormentos!...
Neste meu pintar, de quadro.
Neste meu escrever, no quarto.
Assim pinto e escrevo, a minha alma!
Sem, que mal me faça perder, a calma.
Pinto dor!... Amor!... Verdade!...
Lealdade!... Caridade, sem idade!
Pinto... Com palavras e não com pincéis
Nem tão pouco, nos dedos uso anéis!...
E pinto uma pintura de escrita, à tarde!...
Que vai ficar, para sempre pintado...
No tempo e no não tempo. Não será, pois apagado.
Este meu quadro, lindo, sem idade!...
Ele fica fora, também do tempo...
Para meu, vosso, contentamento!
Sim! Povo do tempo e do amar...
Povo dos séculos e não séculos;
Povo dos milénios e fora d'eles.
Povo! E Deus dos tempos e sem ventos...
Assim pinto, meus e vossos contentamentos!...
Enviado por P.H.Rodrigues em Ter, 22/12/2009 - 23:07
Diga-me o que tenho que fazer para estar ao lado teu
O que tenho que sacrificar
O que preciso perder para lhe amar
Não me preocupo em sair ferido.
Só não suporto, as feridas da distância.
E o tempo me corroendo sem nenhuma tolerância.
Apenas diga-me, qual rei terei que descoroar
Não me importo em lutar,
Não lamentarei pelo sangue que irei derramar.
Se contigo eu puder repousar.
Tomastes controle de todo o meu inconsciente,
tanto que, não mais consigo aceitar que todo começo tem um fim.
Simplesmente não me sinto mais alguém consciente
Diga-me por quanto tempo mais terei que suportar
Essa dor que a cada minuto insisti em aumentar
Até quando ficarei sem poder te tocar
Apenas me diga...até quando a distancia ficará entre nós...
Que a magia do natal, encante nossos
Corações, renovando e mantendo eternamente
Viva dentro de nós a chama da fé e da esperança...
Que possamos ser emanados por sentimentos
De Paz, Saúde, Amor e que nosso caminho seja
Iluminado com a Divina Luz
Do Mestre Jesus...
Que o ano de 2010 nos traga esperanças na
Concretização dos nossos sonhos e que a Paz
E o Amor sejam perenes em nossas vidas e no mundo.
Deus nos abençoe!
Feliz Natal!
Próspero Ano Novo! Feliz 2010!
Elias Akhenaton
* Meus agradecimentos a todos meus amigos poetas que com suas obras me presentearam durante este ano de 2009, encantando-me com leituras indeléveis ao meu coração. Igualmente, agradeço a todos meus leitores pela companhia e sobretudo pela lealdade, o meu muito obriGADU.
Estarei ausente esses dias, retornando no dia 05 de janeiro de 2010.
Deixando pegadas na areia,
Assim quero caminhar,
Em passos leves e suaves,
Com nada a se preocupar.
Caminhando sobre a areia fina,
Pisando em delicados grãos,
Sentindo que abraçam meus pés,
Caminho delicadamente,
Quero caminhar em passos solitários,
Refletindo sobre a vida,
Como quem flutua com a brisa,
Caminhando na areia a passos leves
Olho para trás,
Vejo meus passos solitários,
Que deixei na fina areia,
Cujos grãos meus pés moldaram,
Ao olhar, se engana quem pensar,
Que meus solitários passos,
São sinônimos de abandono ou solidão,
Pois estou bem acompanhada, nesta minha caminhada
Acompanha-me em pensamento,
A cada passo, a cada movimento,
“Meu amor”, que por capricho do destino,
Não pode na mesma areia, suas pegadas deixar,
Impedido, de junto a mim caminhar,
Na fina e delicada areia,
Não pode o “Meu Anjo”,
Seus passos junto aos meus moldar!
"Poesía es lo imposible
hecho posible. Arpa
que tiene en vez de cuerdas
corazones y llamas.(...)
(...)Poesía es la vida
que cruzamos con ansia
esperando al que lleva
sin rumbo nuestra barca."
_Frederico Garcia Lorca_
"Prólogo_Poemas Soltos_1918"
By Metrílica ;-*_para Aníbal Minotaur_dezembro de 2009.