Blog de Arnault L. D.

Foto de Arnault L. D.

Primavera

Irei fazer um buquet
em palavras todo montado
e entrega-lo a você
como num beijo roubado

O enfeitarei de amor
e da cor de toda poesia
e dentro dele irei por
tudo o que dentro existia

Em cada pétala eu ponho
carinho, do mais profundo
um desejo e um sonho
de embelezar o seu mundo

Vou tornar em mimosas
e as juntar em um feixo
e será broquel de rosas
que em seus braços eu deixo

Aspire e sinta o perfume
feito de sons e me veja
e te levarei ao cume
do amar que tanto deseja

Vou trazer da estação
não de inverno ou verão
vou buscar a primavera
e a florir em seu coração

Foto de Arnault L. D.

Sinuosa

Nas curvas da cintura
meu abraço se apoia
minha mão se delicia
a derrapar no que a segura
e viajar, lapidar esta joia
até sua nádega macia

Acariciar coxas e curvas
e voltar a cintura novamente
subir o flanco até aos seios e sentir
tão bons de pegar que a razão turva
cabem nas palmas das mas que sente
vontade de apertar as bicos a fremir

E mais uma vez retornar
rumo ao umbigo e ventre
ir até onde me deixar
tatear o seu intimo e entrar
por dentre as coxas e curvas entre
seios, sexo, boca a provar

A deriva me soltar nesta estrada
palmeando cada passo
cada monte, cada plano e vale...
numa jornada que me agrada
e me perder nestas rotas que traço
e que sua boca me cale...

Foto de Arnault L. D.

Noite escura

Dentro da noite escura
as criaturas se movem em silencio
e as aves que ninguém nota
o azul espesso fura.
Como agulha a puxar o fio
sem destino, o céu como rota

Cobertos do véu da penumbra
os gatos saem furtivos
e seus olhos espelham a Lua,
somando seu corpo a sombra
que os torna assim, furtivos,
a espreita, do haver da rua

Dentro da noite escura
as cores são todas madrugada,
os brilhos são todos estrela,
e as diferenças poucas e puras...
Pois a noite iguala tudo e nada.
Porque tudo torna-se o que é vê-la

Dentre o mundo adormecido
outro mundo se revela
tal mariposas e crisalidas
a nascer do casulo rompido
para o insone que vaga e vela
outras vidas, nela, adormecidas

Foto de Arnault L. D.

Desejo

Desejo ver o que você vê
e encontrar o que procura
me escrever no que você lê
ser do tempo o que perdura

Desejo estar em seu desejo
ouvir seus íntimos segredos
e permanecer aonde a vejo
não a areia que escorre aos dedos

Desejo de você algo a mais
talvez o que ainda não tenha
fazer o que não foi feito jamais
convidar para que o delírio venha

Desejo o que não sei
criar a vontade, tornar do etéreo
Romper as barreiras das leis
saborear o gosto deste mistério

Foto de Arnault L. D.

Tecendo estrelas

As pétalas da flor
muitas formam o botão
e juntas ao abrir
revelam uma rosa a visão

No céu a constelação
cinturão de luzes mil
astros a se somar
ao contraste do escuro anil

Pérolas profundas dos oceanos
uma a uma colhidas
no tempo de muitos anos
para num colar serem unidas

As notas de uma fragrância
das muitas que a compõe
alfazema, jasmim e essência
que no perfume todas se expõe

Em você se completam

Rosas abertas se unem
a formar ramalhetes
buque ornado de lúmen
seus braços atam por braceletes

As constelações se alinham
nos passos de sua imaginação
a formar galaxias de escrita e linha
no cosmo contido em seu coração

Em seu corpo o ar se revela
e nele o aroma se completa
em sua pele e somente nela
como se o perfume em você fora meta

Por você teço estrelas

Somo as pérolas
monto buques de margaridas
formo as somas mais belas
para juntar as nossas vidas

Por juntar as nossas vidas

Foto de Arnault L. D.

Você é minha poesia

Sou o seu raio de sol
que na aurora vem surgindo ao breu
que traz o brilho das estrelas
aos orvalhos espelhando o céu

Eu sou o primeiro raio
quando seus olhos se abrem a ver
ainda a lembrar do sonho,
a esperando desde o anoitecer

Eu trago uma estrela na mão
para no dia em seu olhos morar,
eu sou o alem da ilusão
mas em seu coração pode tocar

Eu sou o seu segredo
que a procura quando está sozinha
que lhe quer sem receio e medo
que mesmo sem a ter você é minha

Eu sou o seu anjo, o seu sonho,
seu delírio e fantasia.
Quero estar em si me ponho
pois você é minha poesia

Foto de Arnault L. D.

É que nasceu o amor

Quando existe alguem
que faz florar os espinheiros
e das pedras do caminho
torna diamantes verdadeiros

É que nasceu o amor
e por ele se fez razão
as historias de ninar
Já não são mais ilusão

Quando as lagrimas são de alegria
e os silêncios não são vazios
mas repletos de poesia
que nos percorre em rios

É que nasceu o amor
e acendeu luz sobre as cores
a inundar os campos de flor
e à língua adoçar sabores

Quando só de pensar se é feliz
e a euforia se instala
se sabe que é o amor que se quis
e toda pergunta se cala

Foto de Arnault L. D.

Que é amor

Quando minha boca encontra a sua
faz verdade a fantasia
de olhos fechados todo o chão flutua
faz mais belo o que existia

Tanto é o sentimento
que não cabe dentro
e transborda-se em verso
quando em ti me adentro
e se torna-se o centro
de todo o universo

Não sei mais qual boca
é a minha ou sua.
A verdade se faz oca.
Se vestida ou nua,
se a vida é tão pouca,
que apenas nos inclua

Faça-me perder o censo
em você é só que penso.
No seu beijo doce, intenso.
Torna-me assim imenso
neste beijo terno e tenso
me convenço...

Que é amor

Foto de Arnault L. D.

Dança e canção

Uma linda canção
quero dançar contigo.
Uma musica suave.
Vou tomar a sua mão
e seguir consigo
juntar as nota e voar como a ave

Te envolver em meus braços,
apertar seu corpo ao meu.
Sentir seu cabelo e respirar
guiar nossos passos
apenas você e eu
a girar, girar e girar...

Na curva de sua cintura,
seu pescoço e perfume,
sentir sua boca perto a minha
e que a minha procura...
Como uma flor ao lume,
como ao céu a andorinha

Haverá musica em nossa dança
sob a penumbra e pulsação,
no ritmo de um só coração
que para você me lança,
e a toma em assalto e canção
a toca-la como a um violão

Nossos desejos em parceria
fazer um solo, leva-la ao solo,
e improvisar desenhos e rotas
a fazer a fantasia como gostaria
num bailado sem dolo
para o crescente das ultimas notas

E em cada minuto e compasso
que estivermos a bailar,
colado ao corpo e seu ventre,
será musica e amor que faço
em sua boca e alma tocar
nas notas e dança, que adentre

Foto de Arnault L. D.

Chuva sem abrigo

Quero uma vida plena,
em que corpo e alma
fiquem num corpo só
e faça valer a pena
entregar a palma
à lâmina sem dó.

Eu quero me ferir por gosto,
no ideal da preciosidade.
E seguir com a coragem
que estampa os novos rostos
e que escapa com a idade,
e se faz miragem.

Pois, quando eu encontrar
um sonhar mais adiante,
me force a correr perigo.
Pois sem a loucura de amar
não sei mais ir adiante.
Quero a chuva... sem abrigo.

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