Deuses

Foto de Izaura N. Soares

O Sono Perdido

O Sono Perdido
Izaura N. Soares

É madrugada, perdi o sono,
Não ouço nenhum barulho,
Minha poesia está flutuando,
Meu coração bate tão forte,
Parece um gigantesco balão
Pronto para estourar, estourar
De amor e de paixão.

O sono não vem, meus olhos
Estão secos, é latente o meu sono
O frio da madrugada congela meu ser
Deixa meu corpo vertiginoso,
Entorpecido quase sem ar
Esperando por você.

Declamo alguns versos,
Mas minha inspiração perdeu-se
No momento que minha poesia flutuou.
Os pensamentos libidinosos
Dilacera minha dor.

É quase dia, não consigo dormir,
Estou sem forças para sorrir
Tento compor uma melodia
Com os versos que sobrou,
Mas meu corpo já cansado, entristecido
Perdeu a vontade de reviver
Aquele lindo sorriso de amor.

O dia amanheceu o sono não veio
Não pude sonhar o sonho dos deuses
Queria te ter nos braços meus
Para alegrar meu corpo
Que vive cheio de desejo
Que lateja, ao sentir teus beijos.

A noite se foi à madrugada passou...
Eu continuo a pensar em você.
O dia raiou tão forte
Que o sol esquentou...
Um dia eu vou te reencontrar
Para amar-te no amanhecer
E o meu amor a ti entregar!

Foto de Anabela Lourenco

Embrenhada na minha solidão

Sinto-me só neste mundo onde tantos rostos se rodeiam, se aproximam, e eu só quero fugir porque não vejo ninguém; é perdida que te encontro e tua acalmando-me dás-me um mundo onde me possa isolar.Sinto que nesse momento renasço, dou-te o meu corpo numa inocência de bébé e tu simplesmente o tocas como se dum bébé se tratasse.Tiras pouco a pouco os espinhos que cravam a minha alma , dizendo que eu sou uma rosa mas eu apenas choro pelas urtigas que existem em mim.Cantas-me uma canção de embalar e eu, deixando-me embalar sinto as pálpebras fecharem-se pouco a pouco e é ai que tu desapareces...chove, troveja...é o terramoto da minha alma...corro como uma louca e procuro-te no vazio do meu quarto, tacteio a parede, com esperança que dela possas ressurgir...Sinto que apareceste, que estás ali, mas a tua invisibilidade impedem-me de te tocar...sinto o teu perfume mas não consigo cheirar-te...peço aos deuses que te devolvam, mas os mesmos emitindo gargalhadas dizem que não se pode ter o que não está ao nosso alcance.Dizem-me que para te ter terei que morrer e eu, banhada pela esperança de te voltar a abraçar nem espero pela morte...rastejando de alegria vou ao seu encontro.Bato com todas as minhas forças numa porta de aço que à minha frente se depara...mas de lá respondem-me que eu não posso entrar, que sou obrigada a padecer vivendo.Perco os sentidos e de novo sou empurrada para a vida...estou de novo rodeada mas tão sózinha!!!Tudo me oferecem, ao que tudo recuso, peço sómente o meu amor de volta...sinto que morri e ai tenho a certeza que "viva", já morri h+a imenso tempo.

Assina:Bela, just Belabita

Foto de Robson Fraga

Tempo

Por que parar o tempo?
Não é dele a culpa dos nossos atropelos
Da insensatez em dizer o que nos vêm
Sem antes repensar a palavra

Por que parar o tempo?
A terra continua girando
As flores teimam em respirar
E a vida ressurge sobre as mágoas

Por que parar o tempo?
O desrespeito ainda impera
Não ouvimos o vento
Ignoramos a inocência
Andamos sobre nuvens

Por que parar o tempo?
Acreditamos que a verdade é única
Que o outro é feio
Que o mundo é cruel
Que somos imbatíveis

Por que parar o tempo?
Insistimos em quebrar as regras
Não ouvimos os sinais
Somos quase Deuses

Por que parar o tempo?
Se não for pra reflexão
Pros ajustes finais
Pra agradecer à vida...

Foto de maria guimaraes

CHUVA PERFUMADA

CHUVA PERFUMADA

Há uma chuva risonha caindo dentro de mim...
Perfumada, macia, encantada...
Minha alma ri, brinca com os pingos da chuva
Que caiem lá fora...
Pérolas... cordões de diamantes...
Beleza sem fim.
O sol está com ciúmes,
Esconde-se, teima em não aparecer,
Tal é a luz que vê dentro de mim...
Leio um poema, poeta só meu...
Riu-me como uma criança,
Tenho mais que o mundo...
Tenho-te...
Com quem sempre sonhei,
E ao acordar estavas lá...
Real como eu te imaginei...

SONHA COMIGO

Sonha comigo, ainda que o sonho
Seja uma mentira, sonha comigo...
Sonha que há purpurinas na noite
Em que me amarás...
Sonha comigo, no lado de lá da vida,
Imaterial, como uma nuvem, um elemento...
Sonha comigo, enquanto vês
Um quadro de Van Gogh
Ou uma escultura de Rodin,
Sonha comigo, com risos abertos na madrugada
Do sonho, com cânticos
Que nunca ouviste mas saberás inventar...
Sonha comigo, quando o sol
Tomba no poente, e te doira o olhar
Perdido no tempo...
Sonha comigo, quando já não
Há mais nada em ti com que sonhar...
Sonha comigo...

PENSANDO EM TI
Lentamente abro as cortinas da janela,
Que dá lá para fora. O sol bate no muro branco,
As sombras das arvores dançam na sua brancura...
O céu está imensamente azul,
Um par de rolas namoram além...
E eu fico aqui olhando o nada,
Pensando em ti...
Penso em palavras que dissemos,
E outras escondidas nas metades das que não dissemos...
Penso em risos, e olhos a brilhar...
Em ficarmos parados, calados,
Como que a definir sentimentos,
A criar uma corrente que atravessa
Os nossos pensamentos...
Depois, falamos e lembramos tempos, coisas...
Fico aqui a ver o sol, e as folhas das arvores
Desenharem sombras, no muro branco...
E perco-me na memória do tempo, e em ti....

LENDA

Há um vento sibilante entre as fragas.
As ondas trazem consigo as algas
Verdes que se espalham pela praia.
Olhando o mar, sento-me aqui e espero.
Espero como Penelope esperou Ulisses,
Tecendo o manto de palavras não proferidas, adiadas...
O sol caminha para o ocaso,
Nostalgicamente belo, esplendoroso...
O dia caminha para a noite, e eu, como Penelope,
Desfaço o manto de palavras que urdi
Neste dia que chega ao fim.
Amanha, recomeçarei, e noutro dia,
E noutro , infinitamente,
Com os olhos presos no horizonte da vida,
Esperando acabar de tecer este manto
De palavras, para um dia te oferecer...

GUARDA EM TI...
Guarda em ti tudo o que trazias quando nasceste,
E os Deuses, e as fadas te fadaram, e predisseram...
Guarda em ti, a fala da cigana que te sinou...
Guarda em ti o coração antigo da sabedoria,
Da vontade, e da razão.
Guarda em ti também o coração novo,
Do homem nascido em ti,
Que ri, que brinca, que sonha...
Guarda em ti, todos os rituais antigos,
Que os Deuses te ensinaram...
Guarda em ti, as lagrimas como pérolas,
Que só o coração puro pode doar...
Guarda em ti, a força da vontade, e do querer.
Guarda em ti, como dádiva
Divina, o riso, o amor, e o sonhar...

Foto de Athayde

O Machucado e o Moleque

Proponho um novo ponto de vista...
Esqueça cheiro,credo,amor ou sangue...
Pense que a água é terra,
Que o ouro é mangue...

Lhes direi um gesto nobre...
Nem rei,nem herói...
Mas uma infecção que comove...

O pus resplandece nas canelas de um menino,
Raquítico,feio,pobre...lindo!
O futebol é mesclado de suor e barro,
O “caminho” abre a ferida,
E envolve ambos num pacto bizarro,

Que a cicatriz nunca chegarás!
Pus ,sangue e machucado,
Na canela sempre estarás!
Menino...bola...fome...
Fome de gol!?...sangue,terra...
Machucado...canela!

A ferida se engrandece com o sorriso da criança...
Abertas estarás...é a nossa aliança.
O machucado é um poeta...
Beija os ossos da perna,
Abraça os glóbulos da carne,
E dança valsa com a excreta...

Menino e machucado,
Que união mais injusta...
Um extravasa sangue e o outro na usura ...

O sorriso do moleque é desdentado,
Cativa...magoado..usado!
A consciência do machucado pesa...
Por dentre as entranhas da ferida,
Nasce a solidão despida...

Vou secar!Cicatrizar!
Acalentar minha alma,
O sorriso do garoto me acalma...
Gesto nobre para simplório ferimento,
Provocar a inexistência por um menino virulento...

Vou secar!Cicatrizar!
Estou secando...
O sangue que batiza minha alma,
Não refresca mais a poesia...

Pele,casca,pele...
Cura...Cura...
Sorriso da falsa desventura...

Epiderme...verme que não devora-me
Escuridão...veias...corrente sanguínea...
O tambor dos deuses julga minha sina...

Tum ...Tum...Tum...
Vôo com o menino ...cada batida é um ensino...
O machucado ganhou seu galardão...
O menino está curado...
E ele chegou ao coração.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"A BIOENERGIA CORPORÊA"

“A BIOENERGIA CORPORÊA”

Cientistas modernos diriam que a mente não se separa do corpo físico, ledo engano, o corpo físico, ou matéria não passa de um rudimentar dispositivo usado para nos abrigar.
Quando aqui chegamos passamos por um longo período de adaptação a esta realidade dimensional e densa, precisamos aprender praticamente tudo.
Em nossas localidades de origem não existe corpo físico, somos energia pura, aqui temos que lidar com atribuições primitivas como ingestão de alimentos densos. Nosso corpo mais parece uma maquina obsoleta que dá problemas a todo instante, ingerimos coisas que apodrecem em nosso interior nos tornando perecíveis. Temos que aprender a lidar com coordenação motora, a maioria dos animais já nascem sabendo andar e a movimentar seus membros. Nosso equipamento exala odores de gases tóxicos, não transmitimos a nossos descendentes nosso conhecimento, sempre que nasce alguém começa o processo novamente desde seu inicio, não há evolução. Parecemos um disco emperrado repetindo a mesma coisa sempre.
O ser humano é procriado através de um ato primitivo e limitado, a única ligação que se estabelece entre filho e pais é tão somente a matéria, não existe herança espiritual, apenas herança genética (material).Mas o que difere um cidadão que mora em um continente de outro que mora no lado oposto da terra??? Nada!!! O código genético de cem por cento dos humanos é o mesmo, é como se fosse um mesmo modelo de carro que saiu em um mesmo dia da fabrica, diferindo apenas em alguns casos na cor e no ultimo numero do chassi, temos a mesma concepção anatômica, o mesmo padrão de comportamento. Estamos sujeitos sim a defeitos inúmeros. O ser humano desde sua concepção não evoluiu um milímetro, pelo contrario nossa matéria passa por um processo continuo de degradação, ou
Involução. Darwin a meu entender serviu a interesses absolutamente terrenos quando criou sua teoria. Se o homem tivesse vindo de primatas teríamos que constatar que estruturas antigas teriam que ser menos complexas que as mais recentes, e o que vemos através de registros fósseis é que estruturas antigas são muito mais complexas que as recentes, mostrando-nos que a terra foi habitada por seres muito mais evoluídos que os de hoje.
A Bioenergia corpórea nos remete a um entendimento que somos todos artificiais enquanto corpo, mas animados com uma energia poderosíssima monitorada propositalmente para que não haja choque de culturas.
Realmente os homens provem de apenas um único exemplar, pois seu código genético nos revela isso, e ai vai uma conclusão lógica: “FAÇAMOS O HOMEM SEGUNDO NOSSA SEMELHANÇA assim esta escrito em muitos livros antigos, a Bíblia credita a Deus a criação do homem, eu vou um pouco alem, “NA CASA DE MEU PAI EXISTEM MUITAS MORADAS”, eu credito e acredito que em alguma morada um povo muito evoluído, viajantes do espaço, estudou a atmosfera da terra e construiu um protótipo do homem.
Entenda, Deus teria dito faço o homem segundo a minha semelhança e não façamos, Deus é maior é o senhor de todo universo, onipotente, onisciente, onipresente, e o genitor maior de todas as raças segundo minhas convicções, nós terráqueos somos sub raças, criados pelos semi-deuses, por tal motivo somos tão imperfeitos.

Esta é a sinopse de um livro que estou escrevendo.

Espero que em dois anos esteja editado, o tempo se deve a pesquisas que ainda estão no começo.

Foto de DENISE SEVERGNINI

A VOZ DO TEU SILÊNCIO

A VOZ DO TEU SILÊNCIO

A ausência de sons incendeia meus tímpanos
Como se a implorar fossem pela tua presença

Nem tua sombra aparece revestida em panos
E o aquietamento de teus lábios é descrença

Mesmo distante, ainda, causas incuráveis danos
Rezo outras cartilhas, aparto tuas desavenças

Visto templos de deuses pagãos e tão profanos
Não distingo entre tantos credos, a tua herança

Eu regulo minha exatidão... Teu silêncio me beija!

E os lábios sorvem a saudade, doce-fel mortal

Ainda sou aquela alma açoitada e mui andeja...

Quero festa com acordes musicais em brados

Renúncias, dissabores... Esquecidos em festival

Para que tua foto seja colada em outros quadros.

Denise Severgnini

Foto de Arilton Bronze

ACORDO ORTAGRÁFICO

A quem faz bem?

Ao superaquecimento.

Ao jumento.

Alento.

Amém!!!!

Ao homem humano, subumano, mano, você...

Ao homem bilíngue

Eloquente

Quente

Elegante

Frequente

Potente...

Ao homem tranquilo:

Müller o mülleriano,

O mulherengo shakesperiano....

Ao homem que apoia a epopeia, que estreia Camões.

Ao homem heroico

Playboy da odisseia.

A paranóia, a jiboia, que engoliu a joia de alguém...

Ao homem da feiura, da loucura que mata no playground.

Ao homem do acento, avarento...

Que comeu tuiuiús no Piauí.

Cuidado playboy, olha o IBAMA aí.

Ao homem em seu assento e os acentos

Querendo te confundir, arguir...

O que fazer?

Ó deuses dos acentos!

Deem alentos ao homem infringidor.

Deem voos,

Enjoos,

Perdão...

Ó deuses dos polos! Rogo-te!

Bênçãos ao urso de pelos brancos.

O branco de alguém.

Ao homem forte...

Do norte, será que ele para o trem? Talvez!

Talvez ele coma a pera de alguém.

Esses homens do norte têm coragem.

Por isso, alguns mantêm e detêm o poder...

Ao homem.

Ao super-homem, sobre-humano, subumano, ultra-humano...

O romano de ninguém.

Ao homem que onteontem, amou não se sabe quem.

Ao homem estudado, letrado, talvez opaco. Semiopaco, semianalfabeto

Vai pôr o acento correto por mim.

Ao homem, ao herói que recebeu o troféu... Parabéns!

A quem faz bem?

Ao homem heroico,

Ao semideus concebido da traição.

Ao homem ultramoderno...

Vice-rei, rei, imperador quer ser!

O homem real, surreal, neorreal,

Ultrarresistente...

Sorridente, porreta.

Ao homem mudando, mudou o cosseno plurianual.

Ao homem moderno, pseudoprofessor, antissocial, fatal

Ele quer contra-atacar.

Ao homem

Ultramoderno

Anti-imperialista

Anti-inflacionário

Simplesmente hiper-requintado

Soldado do bem.

Ao homem

Romântico

Super-romântico

Autêntico

Nojento

Além...

O homem ultramoderno

Supereconômico

Anajá-mirim

Termino

Assim

O meu pasquim

Super-requintado

Moderno.

Foto de HELDER-DUARTE

«LUSO-POEMAS»

Luso és! Eu também!
Sou português de Portugal.
Do pais, que, já cá estava, em...
Tempos remotos. Cá estava, afinal.
Esse pais que Deus usou!
Sim! Usou! E sabeis de que modo!?
Usou, pois. É claro! O grande «Eu Sou».
Foi este. Não outro. Mesmo sendo pequeno.
Não temeu o gigante, do cabo da África...
Não teve medo. E eu penso, que não tenho, também.
E porque não tenho medo? Porque, sou pequeno, bem.
Portucalen, é pequeno, mas força não, lhe falta.
Pois cá está, Dom Afonso Henriques, para lutar.
Sim! Vamos lutar, com uma espada, de ouro.
Bem afiada, para matar e também, salvar...
Essa espada me deu, «o ancião de dias»
Pois esse, que o profeta viu, na deportação.
Para os rios de Babilónia. Onde cantou, cântico de Sião.
Sim. Também a tinha na mão Eliseu e Elias.
Portugal, foi usado. Mas porquê usado?
Para juntar o mundo. As gentes...
Aqueles, que são descendentes de: Sem, Cão e Jafé.
Aqueles, que em yavé, deveriam ter fé.
Mas não têm. Mas a têm, em deuses doentes.
Como a têm, na fátima, que tantos joelhos tem magoado.
E estas gentes... São os que saíram de Babel.
A terra da torre, de antigamente. Elas estão, sem leite e mel.
E têm, fome. Eis que caminham, para a morte.
E separadas de Deus, estão, no sul e no norte.
No oriente e no ocidente. No espaço e no tempo.
E assim,é desde o Adão de antigamente...

E Deus usou, também: Noé, Abrão e Moisés...
E Israel, Babilónia e outros, mais...
E assim, vai dirigindo, o mundo...
Pois é dele e não nosso. Dele é tudo.
E tu, Site! És de Deus... Pois!...
Continuemos, poetas, pois em actos seus.
Agora ainda e mesmo nos tempos depois.
Porque, há papel para escrever poemas teus.
Ai!... Se há!... Tanto cartão, na tua rua.
E também, o há na minha. E gente sem pão e nua.
Mas nua, da verdade. E da liberdade...
Por isso, vos digo... Não escrevamos...
Só no papel e no site de poemas...
Mas canto, agora com força de Camões...
Um cântico de poeta! De poeta de Portugal.
De poeta de Deus, também, afinal.
E tudo o que é verdade digo. Como o Daniel. O dos leões.
Digo, então! Ide à rua! E escrevei, vossos poemas.
Com, da verdade, rimas e temas. E sem métrica, esquemas.
Escrevamos, nossos poemas, nos cartões, da rua.
Onde está a gente sem pão e nua…
Ide! Oh poetas!... Também à cova dos leões!
E falai, sem medo!... Sem medo!...
Sai , não em mim , mas no nome , do que vem , cedo!...
Sai , na força da verdade… e liberdade.
Libertai os povos!... Oh poetas deste site, de caridade!

Foto de rbgero

" Eternizando "

"Uma noite, um passeio. Cumplicidade à beira do mar, conversa solta, sorrisos livres, pensamentos voantes. Um cenário perfeito. Um palco montado para algo que se eternizaria. Um momento agora profundamente marcante em minha vida. Parecia simples, mas foi muito além disso. A areia macia sob nossos pés. Nossas mentes viajando no azul daquele céu estrelado. O mar a embalar com aquela sinfonia mágica nossos olhares. Todo esse cenário naturalmente disposto, e num complemento dos deuses, abençoado pelo néctar mais sagrado: um maravilhoso vinho. Mas nada disso tinha importância. Tudo era apenas complemento. Sei que os deuses invejaram-me por estar diante da companhia mais bela e doce de todo o paraíso. Tua presença era o ato principal daquele encontro. Teu sorriso inocente, tuas palavras soltas, teus carinhos espontâneos, teu olhar meigo. Tenho certeza que fui abençoado pelos céus por poder estar diante de um anjo em forma de menina. E mil vezes bendigo o efeito daquele vinho que soltou-me as amarras da timidez e fez-me beijar aqueles lábios morenos. De outra forma não teria coragem. Não por mim, mas por você. Bendito atrevimento. E naquele momento pude sentir o quanto pode ser simples a felicidade. Sem complicações; sem artificialismos. Num simples beijo abriu-se naquele momento as portas do paraíso. O que te disse, o que ouvi foi apenas detalhes de uma felicidade sem limites. Não é exagero. Não estou valorizando. É a pura verdade. Ouviu-me; ouvi-te. Confissões de nossos corações. Momentos de nossas vidas. Histórias de nós. Nossas histórias. Segredos agora revelados, pela primeira vez sem o menor pudor, pois tornastes a coisa tão simples que, na complicação de minha vida, nunca tinha passado por uma experiência tão gostosa. E mais beijos, mais confissões. Minha vida agora era tua, sem portas, sem paredes. Aberta e plena. E te faço mais uma confissão agora: já me entreguei de corpo algumas vezes, em alguns momentos. Mas pela primeira vez alguém pôde ter em suas mãos minha alma. Minha verdadeira essência. Confesso que me assustei de início, mas teu jeito cativante me deixou tão solto que não pude resistir. Minha alma agora era tua. Caminhar entre as nuvens; estar no limbo; sonhar entre as estrelas. E as Três-Marias não estavam no céu, porque naquele momento o brilho destas estrelas estava em teus olhos. Podia ver através deles tua doce alma, e lá fiquei por toda a noite, embalado por tuas palavras murmuradas como numa prece pagã. Bendigo aquele beijo que me abriu as portas do paraíso, e o vinho sagrado que abençoou nosso momento. Em teus braços senti-me tão seguro e amparado. Papéis invertidos. Tu a me proteger como criança desamparada, a dar carinhos e afeto. E me entreguei como jamais havia feito antes. Teus gestos tão simples e nem imaginas o quanto significaram para mim. Estar ao teu lado, juntos, por toda a noite. Nove horas tão rápidas. Tempo voante. Pena que rápido demais. Queria que fosse eterno, sem limites. Ainda procuro palavras para descrever aqueles beijos ardentes, mas meigos. Aqueles olhares provocantes, mas inocentes. Aqueles abraços calorosos, mas suaves. Aquela magia etérea, mas tão simples. Não encontro palavras, mas na verdade nem quero, para não quebrar a magia. A magia dessa tua discrição, dessa tua compreensão do que está acontecendo comigo, dessa minha condição. Amo-te por isso. És linda, e acima de tudo maravilhosa. Gostaria de termos para poder descrever-te, mas esses seriam muito aquém do que realmente representas. Doce anjo; anjo desta noite inesquecível. E não adianta eu colocar aqui mil 'obrigados' que seriam infinitamente poucos para que pudesse agradecer-te por tudo: os olhares, os beijos, o carinho, o afeto, as palavras, a companhia, a compreensão, a paciência, a cumplicidade, os afagos, o sorriso, as confissões, os segredos, a confiança, a amizade, a parceria, o zelo, a preocupação, a maturidade, tudo, tudo, tudo, e mais um montão de tudo. Nesse momento posso confessar que durante aquelas nove horas estive apaixonado por você, de uma maneira única, sem precedentes. Conseguisses coisas que ninguém até aquele momento jamais chegou perto de conseguir. Noite mágica; nossa noite. E agora só tenho uma coisa que poderia te dizer: ow dellííícccciiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaa..."

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